“Na sua grande maioria, os professores são competentes, honestos e responsáveis, não sendo os culpados dos males da educação”

António Borges dos Santos, director executivo da Escola Secundária de Nelas, dá-nos conta das expectativas positivas com o novo elenco governativo, e fala-nos da classificação atribuída à secundária de Nelas e do ensino profissional, que tem vindo a ser promovido pela instituição de ensino que dirige.

Como está a decorrer a abertura de mais um ano lectivo ?
A abertura do ano lectivo está a decorrer dentro da normalidade. Este ano houve concurso de professores, o que provocou algumas mudanças, mas os novos colegas já começam a integrar-se sem grandes problemas.

A vossa escola ficou na parte final da tabela (403º lugar em 504 analisadas) no ranking nacional da SIC/Expresso, cujo critério são as avaliações. A que factores atribui esta classificação?

Os factores são vários, desde a forma como os rankings são elaborados até às políticas educativas de cada escola. Se uma escola tiver como objectivo diplomar com o ensino secundário o maior número de alunos no menor número de anos, como é o caso da nossa, admite a exame alunos que, embora reúnam condições para concluir a disciplina, não oferecem à partida garantia de notas muito elevadas, prejudicando o lugar da escola no ranking. Se outra escola admitir a exame apenas os alunos que garantam boas notas, os não admitidos passam a externos e funcionam como se nunca tivessem sido alunos da escola, pois não são considerados no ranking. O lugar no ranking melhora mas a conclusão do ensino secundário pelos alunos matriculados, não. Nós, de forma assumida, continuamos a privilegiar a hipótese de conclusão do ensino secundário pelos nossos alunos, aos lugares nos rankings. É posição assumida pelo Conselho Pedagógico que todos os alunos que reunirem as condições mínimas devem ser admitidos a exame, independentemente de darem garantias de notas elevadas. Encaramos com a mesma naturalidade o 403º lugar obtido nos exames dos 11º e 12º anos, como 65º lugar obtido nos exames do 9º ano, entre 1304 escolas a nível nacional e o 1º lugar de entre as escolas públicas do distrito de Viseu, ranking também publicado na mesma semana. Os rankings têm o valor que têm, pois limitam-se a fazer uma seriação de escolas através das médias obtidas nuns tantos exames de outras tantas disciplinas que, ainda por cima, não são as mesmas para todas as escolas, para não falar do número de alunos analisados.

A vossa aposta no ensino profissional, nomeadamente nos cursos CEF, tem estado a ter resultados, ao nível de ir ao encontro das necessidades do mercado de trabalho do concelho, e ao nível da empregabilidade subsequente?

A nossa aposta nos cursos CEF e profissionais, tem dois objectivos bem definidos. Um deles é ir ao encontro das necessidades do mercado de trabalho no concelho e o outro é dar aos nossos alunos com expectativas baixas da escola teórica, que pouco ou nada lhes diz, uma nova oportunidade de concluírem os seus estudos de uma forma mais prática, mais objectiva e mais virada para o mercado do trabalho. Os alunos ao concluírem um curso CEF, são certificados com o 9º ano e com uma certificação profissional de nível 2, que lhes permite ingressar de imediato no mercado de trabalho. Os que pretendem prosseguir estudos, e são muitos, ingressam nos cursos profissionais, sendo depois certificados com o 12º ano e uma certificação profissional de nível 3. Têm novamente duas hipóteses, ingressar no mercado de trabalho ou prosseguir estudos de nível superior. Temos assim um ensino mais prático e organizado em vários patamares de saída, de acordo com os interesses de cada aluno. No que diz respeito à empregabilidade subsequente, apraz-nos registar que todos os alunos que optaram por ingressar no mercado de trabalho, conseguiram emprego na área, muitas vezes nas próprias empresas onde realizaram os estágios. Nos cursos profissionais, em que o estágio é feito em dois anos, aconteceu em alguns casos, os alunos terem sido convidados pelas empresas a prolongarem a permanência na mesma para além do período de estágio.

Quais os cursos que têm tido maior procura e mais saída profissional?

Numa perspectiva local, apostámos nos cursos CEF e Profissionais de Electricidade e Energia e de Hotelaria e, a nível mais regional, no profissional de Design Gráfico. A procura tem sido boa, tanto pelos nossos alunos, como por alunos de outras escolas, tanto do concelho como de fora. Os cursos que têm tido mais saída profissional são os CEF de Serviço de Mesa e Electricista de Instalações. Relativamente aos Cursos Profissionais, ainda estão em fase de conclusão, mas há boas expectativas relativamente ao Profissional de Técnico de Instalações Eléctricas.

O que espera do novo governo em matéria de avaliação dos professores e estatuto da carreira docente?

Espero, antes de mais, a pacificação da escola. A anterior Ministra começou por tomar medidas que considero positivas pois, ainda que com alguma contestação, conseguiu colocar os professores e os alunos a tempo inteiro na escola. Os alunos e os professores entenderam e aceitaram essas mudanças e pode-se dizer que a escola até estava a funcionar melhor. Porém, os dois últimos anos, com a revisão do estatuto e o processo de avaliação, impostos de cima para baixo quase sem direito a negociação, foram extremamente desgastantes e pouco dignificantes para os professores. O anterior governo fez passar para a opinião pública uma imagem dos professores que não é, nem de perto nem de longe, a real. Na sua grande maioria, os professores são competentes, honestos e responsáveis, não sendo os culpados dos males da educação, como quiseram fazer crer. É frustrante ver professores que dedicaram toda a sua vida ao ensino com dedicação e competência, socorrerem-se de uma aposentação antecipada, não só por não concordarem com as medidas que têm sido tomadas, mas também por não aguentarem a pressão a que temos sido sujeitos. Do novo governo, espera-se uma postura séria, que permita negociar uma verdadeira revisão do estatuto, que não prejudique mais de dois terços dos professores com uma divisão artificial da carreira e uma avaliação menos burocrática, mais justa e aceite pelas partes, em vez daquela que nos foi imposta e rejeitada por toda uma classe. No fundo, uma avaliação que permita aos professores serem professores a tempo inteiro, tendo como principal preocupação os alunos e as suas aprendizagens, em vez da sua própria avaliação, que nos últimos anos ocupou demasiado tempo e energias, sem vantagens para ninguém.

Macomax e Statusnivel são assaltadas e larápios conseguem “escapar”

Um onda de assaltos varreu o concelho, entre os dias 9 e 11 de Outubro. Os alvos foram a oficina Statusnivel, situada à saída da vila, em direcção a Canas de Senhorim e o armazém de materiais de construção, Macomax, situado na rua da estação.
Entrando na oficina pelo portão frontal, sem qualquer arrombamento, os assaltantes levaram material no valor estimado de 3 mil euros, entre auto rádios, peças diversas e ferramentas. Já na Macomax, o roubo rendeu mais – cerca de 10 mil euros. Foi no dia 9 de Outubro, cerca da 1h30m da madrugada, quando os vizinhos que moram no prédio onde no rés do chão se situa o armazém de materiais de construção, ouviram um ruído estrondoso. Os 3 indivíduos partiam a montra com um martelo, conseguindo desta forma entrar dentro da loja e mesmo com o alarme a soar e os vizinhos na varanda, não se sentiram intimidados e em poucos minutos levaram material no valor aproximado de 10 mil euros – ferramentas e máquinas diversas, de marcas conceituadas. A vizinhança chegou mesmo a lançar cadeiras e vasos, na tentativa de evitar o assalto, mas tal acção não assustou os ladrões, que impávidos e serenos lá foram carregando o material para uma carrinha Fiat Fiorino branca, ao que apurámos com matrícula falsa (pertencente a um citroen AX de Braga). Dada a ligação directa do alarme ao posto da GNR de Nelas, com grande rapidez se deslocou ao local um carro patrulha, que quase se ia cruzando com a viatura dos assaltantes. Os agentes policiais ainda tentaram perseguir a carrinha dos assaltantes, mas sem sucesso. Ao local dirigiu-se ainda uma brigada do Núcleo de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, que recolheu vestígios, nomeadamente impressões digitais. Esta foi a primeira vez que a Macomax foi assaltada, sendo que os 3 indivíduos conheceriam bem o local.

Desemprego no concelho sobe 10% entre Setembro de 2008 e Setembro de 2009

– São agora 759 os desempregados no concelho – um acréscimo de 67 num ano

Setembro foi um mês recorde, em termos de desemprego em Portugal. Um sinal de que as previsões que apontam para taxas de desemprego na ordem dos 11% em 2010 poderão concretizar-se, com alguns economistas a preverem mesmo que no prazo de 2 anos poderemos vir a registar em Portugal um número recorde de 700 mil desempregados. Além do recorde de 510.356 desempregados registados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), nunca como em Setembro tantas pessoas acorreram aos centros de emprego.
Numa análise detalhada da evolução daquele que é considerado o maior flagelo social numa economia, em relação ao concelho de Nelas verificamos a continuação da tendência de subida sustentada do nível de desemprego, estimando-se que afecte 13,6% da população activa (partindo do censo de 2001, com um total de 5 582 pessoas em idade activa), ou seja bem acima da média nacional. O encerramento de diversas empresas e a redução dos custos, imposta pela crise, com o consequente despedimento de largas centenas de trabalhadores, têm sido decisivos para explicar esta realidade num concelho com um elevado índice de industrialização. Lembramos os despedimentos que demos conta no nosso jornal, na Lusofinsa e Faurecia, por exemplo. Em termos de sexo, continua a tendência de uma maior prevalência no sexo feminino, embora a encurtar-se essa diferença, dado que o aumento registou-se todo no sexo masculino, enquanto no sexo feminino houve até uma redução – 329 homens e 430 mulheres em Setembro de 2009, enquanto em Setembro de 2008 eram 224 homens e 468 mulheres. No que diz respeito aos escalões etários, continua a verificar-se uma maior incidência do desemprego na idade compreendida entre os 25 e os 54 anos – 503 pessoas em 2009 e 492 pessoas em 2008, ou seja, cerca de dois terços do total dos desempregados situam-se neste intervalo de idades.
De referir que em relação a Agosto de 2009, se verificou uma ligeira redução no número total de desempregados, mais precisamente 7, ou seja, parece que a tendência é de estabilização e até ligeira diminuição.

Estrada da morte tira a vida à vereadora Natália Coelho

– Acidente trágico na E.N. 231 em Oliveira de Barreiros vitimou a mandatária de Isaura Pedro e vereadora do PS, Natália Coelho e Maria Clara Moreira, empresária da Agronelas
Óleo e combustível derramados na estrada e um piso molhado pelas primeiras chuvas, parecem ter estado na origem do despiste do Renault Clio, em Oliveira de Barreiros, na E.N. 231 – sentido Viseu-Nelas, onde circulavam Natália Coelho (45 anos) e Clara Moreira (52 anos). Eram cerca das 12h30m, do passado dia 8, quando numa das curvas acentuadas deste troço, onde têm acontecido muitos acidentes mortais (não muito longe deste local morreram no ano passado a provedora da Santar Casa de Santar, Lucília Paiva e o marido Marcelino Paiva), o carro acabou por deslizar e embater frontalmente num camião que transportava areia e pedra, e circulava em sentido contrário. A viatura ficou completamente destruída e as ocupantes tiveram morte imediata, enquanto o condutor do veículo pesado – José Matos, de 30 anos, saiu ileso e terá tentado ainda, sem sucesso, desviar-se do ligeiro, tendo entrado em estado de “pânico” após o acidente. Deslocaram-se ao local nove bombeiros e quatro viaturas, que encontraram um cenário “dantesco”, com as vítimas esmagadas na chapa, o que fez com que se tivesse que recorrer a uma grua para levantar o pesado de mercadorias, para se poder proceder ao desencarceramento do Renault Clio. Uma equipa de Núcleo de Investigação de Acidentes do Destacamento de Trânsito das GNR de Viseu está já a investigar as causas do acidente, tendo recolhido algumas amostras das gorduras que se encontram no piso.
Natália Coelho era uma das mais conceituadas advogadas de Nelas, ocupando actualmente o lugar de vereadora pelo Partido Socialista, mas sendo a mandatária de Isaura Pedro e candidata à Assembleia Municipal pela coligação PSD/CDS-PP. A sua intervenção cívica ia muito para além da política, pois sempre esteve ligada à maior colectividade do concelho – o ABC de Nelas, onde era actualmente vice-presidente do conselho fiscal. Por seu turno, a outra vítima mortal do acidente, era uma prima de Natália Coelho, a conhecida empresária da Agronelas, Clara Moreira, mãe do actual presidente da JSD de Nelas e reeleito deputado municipal, Pedro Moreira, sendo ainda membro da comissão de protecção de jovens e crianças de Nelas. O marido de Clara Moreira é proprietário de uma das maiores empresas avícolas do país – Norteaves, sedeada em Viseu. As duas vítimas eram naturais de Vale de Madeiros e ambas deixam dois filhos. A missa de corpo presente de ambas, teve lugar na igreja matriz de Nelas, no passado dia 9, perante milhares de pessoas, que deram assim o último adeus a duas Nelenses muito conhecidas e queridas pela comunidade. Clara Moreira foi a enterrar no cemitério do Folhadal, enquanto Natália Coelho foi sepultada Canas de Senhorim.
A Câmara Municipal de Nelas, em reunião extraordinária, decretou dois dias de luto municipal, dispensou o pessoal durante um dia, e colocou a bandeira a meia haste, ao mesmo tempo que todas as forças partidárias, concorrentes às autárquicas, decidiram suspender a campanha eleitoral.

Fernando Ruas quer rapidez na construção do IC37, que será alternativo à EN231
O presidente da Câmara de Viseu apelou entretanto à Estradas de Portugal SA a avançar rapidamente com a construção do IC37, entre Viseu e Seia, que será alternativo à EN231.A autarquia pretende, no prazo de um ano, ter requalificados os 2.750 metros da EN231 que são da sua responsabilidade, desde a rotunda do Palácio do Gelo até à rotunda de Teixas (por baixo da auto A25). A obra está orçada em 6,73 milhões de euros e pretende modernizar esta estrada, que é uma das entradas na cidade que tem mais movimento.No entanto, o presidente da autarquia, Fernando Ruas, lembrou aos jornalistas que continua por se concretizar o IC37, entre Viseu (IP5/A25) e Seia (IC7), passando por Nelas, que está integrado na rede rodoviária prevista para o redor da Serra da Estrela. “Já fui a reuniões com o actual secretário de Estado onde era feita toda a explanação de como seria a malha viária naquele ‘interland’ que vai daqui de Viseu até Oliveira do Hospital, Serra da Estrela, e não vemos nada avançar”, lamentou.Na opinião do autarca social-democrata, esta estrada, que terá quatro vias, “é fundamental para uma ligação moderna à Serra da Estrela”.Um despacho datado de 28 de Agosto de 2009, assinado pelos ministros das Finanças e das Obras Públicas, determina que a Estradas de Portugal «prepare e promova o lançamento, para ocorrer até ao final do primeiro semestre de 2010, dos concursos públicos internacionais» para várias concessões, nomeadamente a da Serra da Estrela, que integra diversos itinerários, entre eles o IC37 entre Viseu e Seia.

Coligação PSD/CDS-PP esmaga oposição, elegendo 5 vereadores e deixando o PS a quase 3 mil votos de diferença

Foi uma noite memorável para a coligação PSD/CDS-PP. Conseguindo reduzir a sua oposição a uma clara minoria, em termos de representatividade nos vários órgãos autárquicos do concelho, foi a primeira vez na história da democracia em Nelas que uma força política ultrapassou os 5 mil votos e elegeu 5 vereadores. E nem o argumento da pulverização do eleitorado, com o aparecimento de várias listas poderá explicar o insucesso dos opositores da coligação, pois num cenário em que estivessem juntos, não conseguiriam fugir a essa situação de minoria. Parece assim claro que a estratégia prosseguida pelo PSD e CDS-PP revelou-se a mais eficaz, atingindo um nível de popularidade e aprovação históricos, não se tendo verificado nenhum dos cenários possíveis de que tanto se falava – a dificuldade em se manter a diferença de 2005 em Canas (777 votos), a penetração do PPM no eleitorado da coligação e o peso do ex presidente, José Correia, que acabou por sair desta eleição como um dos grandes derrotados, com um resultado inexpressivo, não chegando a eleger um vereador. Mas o grande derrotado da noite, foi sem dúvida o Partido Socialista, e o seu líder Adelino Amaral, que apostando numa campanha altamente mediática e inovadora em todo o concelho (que mereceu até uma visita de Pacheco Pereira), não conseguiu traduzir em votos esse esforço, ficando a 2 940 votos da coligação, com uma diferença percentual de quase 33% a nível do concelho e 45% em Canas, que continua assim a penalizar fortemente o PS. Luís Pinheiro acabou por ser o outro grande vencedor da noite eleitoral, reforçando a sua votação face a 2005 e mesmo com o aparecimento da candidatura independente CIM (que ainda assim obteve um excelente resultado com cerca de 27% dos votos e 3 mandatos – bem à frente do PS, que se ficou por um mandato e apenas 15% dos votos), e com todos os problemas que enfrentou com a sua equipa durante este mandato, obteve a maioria absoluta na Junta e contribuiu para a votação avassaladora da coligação para a Câmara e Assembleia Municipal, na sua freguesia.
Como nota de grande destaque, de referir a recondução dos actuais presidentes de Junta que se recandidataram, não conseguindo o PS conquistar nenhuma presidência de Junta. Mesmo em Santar, onde se previa poder haver algum equilíbrio, acabou por se registar a maioria absoluta para o actual presidente, João Carlos Martins, que agora pela coligação obteve 5 dos 8 mandatos. Nelas, devido ao peso da lista de José Correia, foi a única freguesia (onde apresentou candidaturas) em que a coligação não obteve a maioria absoluta, elegendo 4 dos 9 mandatos. O excelente relacionamento entre os actuais presidentes de Junta e a coligação (que fomos dando conta através das entrevistas que efectuámos), parece ter sido assim um factor determinante neste acto eleitoral, que se saldou apenas por um novo presidente de Junta – precisamente António Figueiredo em Aguieira. Relativamente à Assembleia Municipal, verifica-se uma considerável renovação nas diversas bancadas, com o MPT a eleger o empresário Eurico Amaral e o antigo chefe das finanças, Manuel Borges, enquanto o PPM elegeu a professora universitária Maria José Correia. O engenheiro e professor, José António Pereira, deverá manter-se na presidência deste órgão. Na próxima edição do nosso jornal, daremos conta da lista completa dos eleitos.

PS fala em “pesadelo” e coligação é comedida nos festejos, devido ao trágico acidente que vitimou mortalmente Natália Coelho e Clara Moreira

O acto eleitoral do passado Domingo ficou marcado pelo acidente da passada Quinta Feira em Oliveira de Barreiros, que tirou a vida à mandatária de Isaura Pedro e vereadora do PS, Natália Coelho e à empresária Clara Moreira, mãe do reeleito deputado municipal do PSD, Pedro Moreira. Com todos os partidos políticos a suspenderem a campanha eleitoral nesse mesmo dia, a comemoração da vitória da coligação ficou assim envolta num clima de grande emoção e consternação, o que inviabilizou uma celebração mais efusiva. Isaura Pedro era o rosto do pesar pela perda da sua mandatária e uma das mais indefectíveis apoiantes nesta campanha, estando visivelmente emocionada, quando subiu as escadas dos Paços do Município para fazer um breve discurso de agradecimento aos seus apoiantes. A chegada dos vereadores eleitos, junto à sua sede de candidatura, foi festejada de forma entusiástica pelos milhares de apoiantes que os aguardavam, com o nº2 de Isaura Pedro, Manuel Marques, a ser dos mais eufóricos, não parando de dizer “não há memória”. Isaura Pedro, dirigiu algumas palavras para a imensa moldura humana que a rodeava, começando por dedicar inteiramente a vitória à sua mandatária, Natália Coelho, e a Clara Moreira, por “nos terem ajudado muito nesta grande vitória”. “Tivemos quatro anos muito difíceis, mas não nos desviámos do nosso objectivo principal – trabalhar para as pessoas”, referiu Isaura Pedro, que fez notar ainda que se considera “uma pessoa do povo, que gosta muito das pessoas”. A autarca, agora reeleita, fez questão de cumprimentar a oposição,desejando-lhes “felicidades”. Foi depois guardado um minuto de silêncio, em memória das vítimas do acidente.
Já na sede do PS o ambiente era de grande desilusão, sendo no entanto de destacar que grande parte do núcleo duro de Adelino Amaral, esteve solidário com o seu líder, na noite da derrota. Afluíram mesmo algumas dezenas de pessoas à sua sede de candidatura. O histórico militante socialista e candidato à Assembleia Municipal, Rui Neves, foi o primeiro a assumir a derrota, considerando-a mesmo um “autêntico pesadelo”. Elencando alguns dos motivos que, no seu entender, estiveram na base desta derrota expressiva, nomeadamente “a campanha suja que durante 2 a 3 anos, quer o MPT, quer o PPM, fizeram contra o Adelino Amaral”, ainda deu uma palavra de alento ao seu candidato, dizendo que “quando fui candidato em 1985 tive uma votação idêntica”. “Acabámos por demonstrar que a guerra que o Dr. José Correia nos moveu não deu em nada, pois não conseguiu sequer eleger um vereador”, acrescentou. “Resta-nos continuar o trabalho que começámos do nada, há cerca de 2 anos e meio, pois os resultados alcançam-se a prazo”, rematou. O cabeça de lista à Assembleia Municipal, Armando Carvalho, era também o rosto da desilusão, confidenciando-nos que “a nossa mensagem não passou”, mas acabando também por dirigir algumas palavras de ânimo a Adelino Amaral, pois “é nossa obrigação moral ajudá-lo nesta hora”, lançando-lhe ainda o repto para continuar na liderança do partido. Adelino Amaral, com um semblante carregado, assumiu pessoalmente a derrota, mostrando a sua “frustração” pela mesma, mas salientando os pontos positivos da campanha, afirmando que “conseguimos construir um grupo e fazer uma campanha limpa e inovadora”. O candidato socialista assumiu que a estratégia “falhou”, pois “as pessoas não aderiram ao nosso projecto e derrotaram esta forma de fazer política”.Olhando para o futuro, o líder do PS apontou para “4 anos muito difíceis, para mim e para o concelho”, mas assegurou desde já que assumirá o seu mandato de vereador, situação em que foi acompanhado pelo Canense Hélder Ambrósio. O líder local do PS, deixou ainda a porta aberta, para uma recandidatura à liderança do partido, nas próximas eleições internas, que se irão realizar em Março ou Abril do próximo ano, prometendo “lutar por um partido mais forte”.

Polémico concurso para o IC12 entre Canas e Mangualde é novamente lançado

A Estradas de Portugal (EP) acaba de relançar o concurso para a concessão das Auto-estradas do Centro, que inclui o troço do IC12 entre Canas de Senhorim e Mangualde. Esta obra foi uma dos temas da campanha, e esteve envolta em polémica entre José Sócrates e a oposição..A controvérsia levou a empresa presidida por Almerindo Marques a suspender o processo, retomando-o agora a menos de uma semana após o sufrágio que ditou uma nova vitória do Partido Socialista. Em conferência de imprensa, os deputados do PS eleitos pelo círculo de Viseu mostraram-se muito satisfeitos com a publicação do concurso em Diário de República. José Junqueiro explicou que “apenas oito dias depois da vitória nas Legislativas, o Governo cumpre a promessa feita aos viseenses”, garantindo que “em 2010 haverá obra no terreno, mesmo contando com o período de discussão pública”. O também líder da Federação Distrital adiantou que se trata de um concurso internacional, cujo prazo de entrega de propostas termina dentro de pouco mais de um mês, mais concretamente, no dia 16 de Novembro, pelas 17h00. Acrescentou ainda que as regras do novo concurso evitam que se verifique uma situação como aquela que se registou no primeiro concurso em que as propostas quase que duplicavam o valor base.”Trata-se de uma boa notícia para a região, para Viseu, para Mangualde e todos os outros municípios abrangidos pelo corredor da nova ligação”, concluiu José Junqueiro, sublinhando que a obra não teria avançado caso o PSD tivesse ganho as eleições do passado dia 27 de Setembro.

Criança de 11 anos vítima de abuso sexual no quartel dos bombeiros de Nelas

– O alegado autor do crime foi apanhado em flagrante por uma bombeira, no início do passado mês de Agosto

Manuel “Laia”, um indivíduo residente em Nelas, com 50 anos, agricultor de profissão, que de acordo com uma fonte por nós contactada sofre de algumas perturbações do foro psíquico, foi o alegado autor de um crime de abuso sexual de um menor de 11 anos, no quartel dos bombeiros voluntários de Nelas, durante o dia e à vista de todos. O local escolhido foi uma área recreativa e de convívio, situada junto às casas de banho, onde existe uma mesa, cadeiras e uma churrasqueira. O alegado autor, residente em Nelas, terá aliciado o menor, também residente em Nelas, a satisfazer o seu desejo sexual, ao que apurámos acariciando-lhe o órgão genital, ambos sentadas junto à referida mesa. Foi isto mesmo que nos confirmou o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Nelas, João Alfredo Ferreira, relatando-nos que “a bombeira após ter presenciado a cena, quando ambos estavam a jogar às cartas, foi logo contar ao comandante, João Coelho, que cumprindo a sua obrigação informou a direcção e dirigiu-se ao posto local da GNR para apresentar o caso”. A mãe do menor foi também informada da situação. João Alfredo Ferreira considera assim que os bombeiros agiram com a rapidez adequada, e não têm qualquer responsabilidade em relação ao sucedido, pois “durante o dia passa por aqui muita gente, inclusive que nos pede para usar a casa de banho”.
Desencadeada a queixa, o caso foi encaminhado para a Polícia Judiciária de Coimbra, que começou a investigar o caso e o considerou “culpado”, embora esta pareça ter sido uma “situação pontual”, não havendo registo ou provas de actos semelhantes, com a vítima ou com outros menores. Sobre a relação que ambos tinham, apenas se sabe que eram vistos juntos com alguma frequência. Ao que apurámos o presumível autor, está proibido de frequentar igrejas, por algumas situações que se passaram de distúrbios, assim como uma outra fonte, nos deu conta que “é uma pessoa com um ar muito intimidatório, que assusta”. Outra situação ainda por deslindar, passou-se há cerca de 6 anos, quando a mãe de Manuel “Laia” desapareceu, sem nunca se ter conseguido apurar o que se terá passado. O suspeito acabou por ser detido há cerca de duas semanas, tendo sido presente em tribunal, para um primeiro interrogatório, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de apresentação semanal no posto local da GNR, mas tendo assim saído em liberdade.

PS prevê gastar até 90 mil euros na campanha e PSD/CDS-PP até 35 mil

Os orçamentos dos principais partidos candidatos às autárquicas de 11 de Outubro, apresentam uma diferença significativa – enquanto o PS apresentou o valor de 90 mil ao Tribunal de Contas, a coligação PSD/CDS-PP indicou o valor de 35 mil euros, ou seja, um diferencial de 55 mil euros. Estes são no entanto valores estimativos, dado que nenhuma das comissões políticas prevê atingir estes montantes. Adelino Amaral, presidente da concelhia do PS, assegurou ao nosso jornal que no máximo serão gastos em toda a campanha 90 mil euros, sendo que “daremos a conhecer, com total transparência, na sede do partido, todas as contas da campanha, e gostaríamos que os nossos adversários fizessem o mesmo”. Já Osvaldo Seixas, vice presidente da concelhia do PSD, aponta para um valor máximo de 25 mil euros, justificando a apresentação de um valor superior, por uma questão de “prudência”, dado que “podemos sempre ficar aquém do valor que apresentamos ao Tribunal de Contas, mas nunca ultrapassá-lo”. O dirigente social-democrata sublinha ainda que “este é um orçamento de contenção, que representa uma considerável diminuição em relação a 2005”.

Julgado de Paz de Carregal do Sal-Nelas-Mangualde arranca para servir cerca de 46 mil pessoas

O Julgado de Paz do Agrupamento dos Concelhos de Carregal do Sal, Mangualde e Nelas, com sede na primeira localidade, foi inaugurado no passado 6 dia de Agosto, servindo mais de 46.500 pessoas, anunciou o Ministério da Justiça.A Câmara Municipal de Nelas assumiu já a disponibilização de um espaço físico e funcionários, para ser criada no concelho uma delegação deste novo serviço judicial, a fim de evitar a deslocação ao Carregal do Sal de todos os residentes que a ele queiram recorrer. Os Julgados de Paz são tribunais com características especiais, competentes para resolver conflitos muito relacionados com o dia-a-dia da vida das pessoas e que visam “a resolução de conflitos de uma forma simples, rápida e a custos reduzidos”, segundo um comunicado do Ministério da Justiça. Lembramos que este assunto provocou uma acesa polémica no concelho, com o vereador Manuel Marques a assumir uma posição distinta dos seus colegas de executivo, defendendo que Nelas deveria ter logo aderido ao Julgado de Paz e mostrando-se céptico sobre a possibilidade de depois de criado noutro concelho, vir a poder existir no concelho uma delegação. São tribunais, com adesão voluntária das partes, destinados a julgar processos cíveis de valor baixo, entre os quais conflitos relativos a incumprimento de contratos, responsabilidade civil, direito sobre propriedades ou condomínios, arrendamento urbano ou acidentes de viação. Os processos são de valor até 5 mil euros e existe uma taxa de justiça única de 75 euros. “Desde a sua criação em 2002, deram entrada mais de 28 mil processos nos Julgados de Paz. A procura deste meio de resolução de litígios, por parte dos cidadãos, tem manifestamente aumentado, mas a capacidade de resposta dos Julgados de Paz tem-se mantido constante em cerca de dois a três meses”, refere o comunicado.

Soíma entra com plano de recuperação no Tribunal de Nelas

A Soíma, Sociedades Industrial de máquinas SA, uma das maiores empresas de fabrico de gruas da Europa, sedeada em Canas de Senhorim, entregou no Tribunal de Nelas um plano de recuperação. O pedido feito pela empresa surge numa altura em que a sua dívida ascende a 10 milhões de euros.
A empresa justifica a dívida com a crise mundial e consequente crise na construção civil, tendo as vendas sofrido uma quebra elevada. Em 2007, a Soíma facturou 22 milhões de euros e em 2008 a facturação caiu para os 17 milhões.
A maior quebra verificou-se no mercado espanhol. Espanha constituía 50 por cento do mercado da Soíma, mas em 2009 apenas três gruas foram vendidas para o país vizinho e alguns clientes chegaram a devolver material por não o conseguirem pagar.
O Tribunal de Nelas aceitou o plano de recuperação e mandou suspender os pagamentos aos credores. Todos os recursos financeiros passam a ser canalizados para pagar aos funcionários, visto que recentemente a empresa viu-se obrigada a reduzir de 117 postos de trabalho para 70.
Na primeira assembleia de credores marcada para Setembro, a Soíma pretende propor a suspensão do pagamento das amortizações de juros à banca nos próximos dois anos. A empresa prevê negociar a dívida durante a próxima década.

“Em 4 anos apenas se inauguraram em Canas alguns passeios, churrasqueiras e muros de qualidade duvidosa”

– PS apresenta em Canas a solicitadora Cristina Figueiredo, como candidata à Junta, sendo contundente nas críticas ao executivo PSD/CDS-PP

Os socialistas surpreenderam tudo e todos com a indicação da solicitadora Cristina Figueiredo, como candidata a presidente da Junta de Canas de Senhorim. Quando tudo fazia crer que a escolha seria entre os ex trabalhadores dos fornos eléctricos, Jorge Silva e Dirceu Graça, como já tínhamos aliás noticiado, eis que sai o “coelho da cartola”, e em “3 segundos”, Cristina Figueiredo aceita o convite que lhe foi dirigido pelos dirigentes socialistas para encabeçar a lista à Junta, como afirmou na apresentação pública da sua candidatura o número 2 da lista à Câmara, o também Canense Hélder Ambrósio. A apresentação pública aconteceu no passado Sábado, nas Casas do Visconde, perante mais de 100 pessoas, e inseriu-se num périplo que o PS está a efectuar pelas 9 freguesias do concelho. Depois de Santar e Aguieira, seguiu-se a 2ª maior freguesia do concelho. A sessão como tem vindo a ser habitual, iniciou-se com a apresentação de um vídeo, onde os candidatos percorrem a sua freguesia, auscultando a população sobre os seus principais anseios e problemas. Coube a Hélder Ambrósio abrir as hostilidades, que de forma particularmente caustica em relação ao actual executivo PSD/CDS-PP, afirmou que “urge repor no concelho a liberdade de pensamento e de agir, numa fase em que a freguesia de Canas foi varrida por uma onda de terrorismo político por parte do actual executivo, que se consubstanciou nalguns metros de passeio e pouco mais”. Os ex dirigentes socialistas também não foram esquecidos pelo número 2 na corrida à Câmara, que os acusou de “triturarem o partido em Canas”. “Depois de na nossa freguesia o deficit democrático ter atingido níveis assustadores, há sobreviventes que surgem agora das catacumbas rumo à vitória”, rematou Hélder Ambrósio, que aproveitou ainda para realçar que “o PS em 28 elementos de Canas nas suas listas, enquanto o PSD nem sequer aqui apresenta lista, ficando assim a população Canense sem saber qual o seu projecto para a freguesia”. Adelino Amaral, cabeça de lista à Câmara, teceu também, mais uma vez, duras críticas à coligação PSD/CDS-PP, acusando-a de “promover o divisionismo no concelho, ainda que de forma encapotada”, enquanto promete, se for eleito presidente da Câmara, “colocar Canas no lugar a que aspira e que merece”. Amaral agradeceu publicamente à sua candidata em Canas, Cristina Figueiredo, principalmente “pela coragem que demonstrou em aceitar este desafio”. Numa alusão à elaboração das listas, o líder do PS criticou novamente a coligação PSD/CDS-PP, de numa atitude com intenção “malévola” ter colocado mais 30 pessoas nas listas, do que é exigido legalmente (tiveram depois que as retirar), apenas com o intuito de “manietar essas pessoas, comprometendo-as”. A candidata Cristina Figueiredo, que está acompanhada na corrida à Junta de Canas por Jorge Silva e Dirceu Graça, elencou algumas das promessas eleitorais da coligação, que não foram cumpridas, como sejam “a casa da cultura, a ampliação do quartel dos bombeiros, o centro educativo, e os acessos ao IC12, a rotunda do bombeiro e o relançamento da zona industrial da Ribeirinha”. “Ao invés recebemos apenas alguns rebuçados e chupetas”, acrescentou, afirmando que por isso “é necessária a mudança, pois Canas reclama um novo rumo e uma nova equipa, que coloque fim a uma gestão desastrosa dos últimos 4 anos”. Cristina Figueiredo criticou ainda o executivo, por ter apenas feito “alguns passeios, churrasqueiras e muros de qualidade duvidosa em Canas”

Maior presença feminina de sempre e peso das famílias marcam as listas às autárquicas

– Lista do MPT (José Correia) não apresenta candidaturas em 3 freguesias
– PSD/CDS-PP não apresenta listas em Canas e Moreira
Férteis em surpresas, as listas das diversas forças partidárias e movimentos independentes, candidatas ao próximo acto eleitoral de 11 de Outubro, mostram o peso de várias famílias nas diversas listas. Na lista do PPM, Nuno Vaz, filho do candidato à Câmara, José Vaz, ocupa o 6º lugar na lista da Assembleia Municipal. Por seu turno, Benjamim Pedro, marido da Presidente da Câmara, Isaura Pedro, ocupa o 4º lugar na lista da coligação PSD/CDS-PP também à Assembleia Municipal. Já o filho do vereador Manuel Marques, Hernâni Marques, ocupa o 10º lugar da mesma lista da coligação. Outra das famílias com peso nas listas é a família Ambrósio de Canas de Senhorim – Hélder Ambrósio é o número 2 do PS e o seu sobrinho, José Manuel Ambrósio é o 6º na lista à Assembleia Municipal, enquanto Carla Francisco, sobrinha de Adelino Amaral, ocupa o 3º lugar na mesma lista.

Vereadora do PS é a número 3 do PSD/CDS-PP na lista para a Assembleia Municipal

Uma das principais surpresas diz respeito à inclusão da mandatária de Isaura Pedro, a advogada e ainda vereadora do PS, Natália Coelho, em número 3 na lista do PSD/CDS-PP à Assembleia Municipal. Na lista da coligação PSD/CDS-PP à Câmara, para além dos 4 primeiros, teoricamente os lugares elegíveis – Isaura Pedro, Manuel Marques, Osvaldo Seixas e Maria Antónia Figueiredo, surge em 5º lugar o presidente da comissão política do PP, Jorge David Paiva e em 6º o social-democrata Artur Jorge Ferreira, ambos colaboradores do nosso jornal. Na lista da Assembleia Municipal de destacar ainda a inclusão de Arlete Santos, funcionária da Câmara, em 6º lugar e Jorge Abreu, de Santar, actual presidente da comissão de trabalhadores da PSA de Mangualde, em 11º lugar. Esta lista é encabeçada como já tínhamos avançado por José António Pereira, sendo o 2º lugar ocupado por Rui Costa. Também em relação ao PS se confirmam os nomes que já tínhamos adiantado, quer em relação à Câmara, quer em relação à Assembleia Municipal – Adelino Amaral, Hélder Ambrósio, Manuela Salgueiro e Carlos Rodrigues, ocupam os lugares teoricamente elegíveis, enquanto o empresário João Pedro Vaz e Teresa Pinto, ocupam os lugares seguintes. Já o ex cabeça de lista à Assembleia Municipal, António Borges, ocupa o 1º lugar de suplente. Relativamente à Assembleia Municipal, o professor Universitário Armando Carvalho e o artista plástico Aires dos Santos, ocupam os dois primeiros lugares, surgindo em 4º lugar o histórico Rui Neves, que também é candidato a deputado pelo círculo de Viseu. A candidatura de José Correia, pelo Partido da Terra, apresenta alguns dos seus mais indefectíveis apoiantes em lugares de destaque – António José Cardoso, em 2º lugar, a arquitecta Mónica Santos em 3º e o engenheiro Sérgio Rocha em 4º, isto na lista para a Câmara. O empresário vitivinícola Eurico Amaral, lidera a lista para a Assembleia Municipal, surgindo Manuel Borges, antigo chefe da repartição de finanças de Nelas, em 2º, enquanto o histórico militante socialista Francisco Cardoso ocupa o 4º lugar. O advogado de Canas José Vaz, candidato pelo PPM, procedeu a uma alteração de última hora na sua lista – Nuno Durão, o arquitecto que até aqui estava indicado para número 2, acabou por ocupar o 4º lugar da lista, trocando de posição com o engenheiro Agrónomo do Centro de Estudo Vitivinícolas de Nelas, Sérgio Martins. Margarida Campos mantém-se no 3º lugar com Pedro Pereira e a funcionária dos CTT, Paula Pinto, nos lugares seguintes. Em relação à Assembleia Municipal, a professora Universitária Maria José Correia, que reside em Casal Sancho, encabeça a lista, composta ainda por alguns Canenses, como Fernando Pinto e Paula Gomes, não sendo alheio a estas escolhas, o facto desta ser uma grande aposta do PPM.

Partidos não concorrem em Moreira e Partido da Terra de José Correia é o partido com menos candidaturas nas freguesias

As maiores notas de destaque das listas candidatas às Juntas de Freguesia vão para a ausência de listas partidárias em Moreira, onde apenas concorrem dois movimentos independentes – Melhor Por Moreira e Pisão e Unidos Por Moreira e Pisão, este último liderado pelo actual presidente da Junta, José Costa. Já em Canas, o actual presidente da Junta, Luís Pinheiro, volta a candidatar-se pelo Movimento Restauração Concelho de Canas de Senhorim, mas alterando a sua equipa, dado que há muito entrou em rota de colisão com os seus colegas no executivo, enquanto surge também como novidade outro movimento independente – o CIM Cidadãos Independentes pela Mudança), com a professora Ana Mafalda Lopes a liderar o projecto. Nesta freguesia nem o PSD, nem o MPT, apresentam listas, enquanto o PS candidata, surpreendendo, a solicitadora Cristina Figueiredo. O partido de José Correia é mesmo o que menos candidaturas apresenta, dado que não vai a votos em Canas, Senhorim e Moreira.

LISTAS JUNTAS DE FREGUESIA
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Nelas
PSD/CDS-PP – António Luís dos Santos
PS – João Miguel Neves
PPM – António Saúde
MPT – António Rocha

Canas de Senhorim
PS – Cristina Figueiredo
MRCCS – Luís Pinheiro
CIM – Ana Mafalda Lopes

Vilar Seco
PSD/CDS-PP – Armando César Pinto
PS – António Ribeiro Silva
PPM – Manuel Luzio
MPT – Mário Almeida

Santar
PSD/CDS-PP – João Carlos Martins
PS – João Santiago
MPT – Maria Isabel Sampaio
PPM – Rui Miguel Neves

Aguieira
PSD/CDS-PP – António Figueiredo
PS – Orciano Pereira
MPT – José Marques
PPM – António Pais

Moreira
MPMP – Fernando Carrilha
UPMP – José Costa

Senhorim
PSD/CDS-PP – António Rodrigues
PS – Valdemar Silva
PPM – Jorge Marques

Lapa do Lobo
PSD/CDS-PP – Salomão Fonseca
PS – Óscar Marques
PPM – João Garcia
MPT – Ana Lúcia Cunha

Carvalhal Redondo
PSD/CDS-PP – Manuel Mendes da Silva
PS – Maria Elisabete Mendes

Maior incêndio dos últimos anos consome mais de 400 hectares de floresta em Póvoa de Luzianes

– Fogo teve origem criminosa

Um incêndio de grandes proporções devastou mais de 400 hectares de pinhal e eucaliptal, em Póvoa de Luzianes, no passado dia 22. O fogo deflagrou pela 1 da tarde, em 3 pontos distintos, o que leva o comandante dos bombeiros de Nelas, João Coelho, a concluir que se tratou de “fogo posto”, ou seja, de origem criminosa. Foram necessárias praticamente 11 horas para conseguir controlar o incêndio, num combate que envolveu 148 bombeiros, de diversas corporações da região e ainda da GNR e de uma empresa privada que detêm uma área considerável de floresta naquela zona do concelho. Os meios deslocados para o local, foram também reveladores da dimensão da ocorrência, com 40 viaturas, 3 helicóteros e 2 aerotanques. João Coelho fez-nos um balanço deste Verão, que em termos de incêndios se saldou pelo maior dos últimos anos no concelho e ainda por de reduzida dimensão, ocorrido em Senhorim, no passado dia 21, que lavrou num pinhal, mas que foi facilmente extinto pelos bombeiros de Nelas, que dispenderam cerca de uma hora para o efeito. O comandante da corporação Nelense, alerta entretanto para a continuação das condições atmosféricas adversas, com muito calor, muito vento, baixa humidade, ao que acresce a falta de limpeza das matas, que continua a ser uma realidade nua e crua na região, pese embora todo o esforço que tem vindo a ser levado a cabo pelas entidades públicas, mas que João Coelho considera insuficiente pois “até a floresta de que o estado é proprietário carece de limpeza”, referindo ao mesmo tempo que “os privados também têm dificuldade em suportar os custos das limpezas”. Em termos de acções no terreno, destaca o apoio que tem sido dado aos bombeiros de Mangulde, dado que “esta época foi negra para Mangualde, nomeadamente com o incêndio que queimou mais de 900 hecatares de pinhal”

Nelas sobe 45 lugares nos indicadores de qualidade de vida estando agora na 71º posição em 278 concelhos

– Ascensão do concelho, no estudo promovido pela Universidade da Beira Interior, revela uma significativa melhoria da qualidade de vida em Nelas

A análise de Pires Manso e Nuno Miguel Simões, professores na UBI e responsáveis pelo observatório para o desenvolvimento económico e social, não deixa margem para dúvidas – entre 2004 e 2006, o concelho de Nelas registou uma melhoria muito significativa nos vários critérios escolhidos para medir o desenvolvimento económico e social e o bem-estar das populações.
De entre as inúmeras variáveis analisadas, destacam-se a disponibilidade de equipamentos de diversa ordem, como culturais, educativos, de saúde e comunicação, indicadores demográficos e de analfabetismo, saúde e segurança, ambiente, dinamismo económico, habitação e emprego. Assim, o concelho de Nelas aparece agora em 71º lugar, registando uma subida de 45 lugares, face ao estudo de 2004, numa análise que reconhecidamente prima pelo rigor e fiabilidade. A nível distrital Nelas ocupa mesmo o 2º lugar, logo atrás de Viseu que está 68º lugar. Lisboa. Albufeira e Oeiras, ocupam os 3 primeiros lugares. Instada a comentar o estudo, a presidente da Câmara Isaura Pedro, mostrou-se satisfeita com os seus resultados, afirmando “tratar-se de um reconhecimento da aposta que fizemos em alguns sectores fundamentais, nomeadamente os na melhoria das zonas industriais, na requalificação da rede do pré-escolar e 1º ciclo, apostando na escola de proximidade, na implementação de programas de apoio às famílias, no ambiente com forte investimento na rede de águas e saneamento, na melhoria da oferta e dos apoios culturais, na aposta na formação desportiva, entre muitas outras que são analisadas neste relatório”.
A autarca embora considere “positiva” a análise, é com enorme desagrado que verifica que “uma vez mais, temos um país a duas velocidades. O litoral cada vez mais europeu e o interior cada vez mais esquecido, por isso, é importante reflectir no modelo de desenvolvimento económico e social que queremos para o país e apostar justa e equitativa distribuição dos recursos para que não haja portugueses de 1ª e de 2ª categorias. Os próprios autores sublinharam esta situação, dizendo que “o interior continua com um longo caminho a percorrer, para se aproximar dos níveis de desenvolvimento do litoral”.

ENTREVISTA AO CANDIDATO DO PS ADELINO AMARAL

“Defendemos o desenvolvimento equitativo de todo o concelho”

Ficou surpreendido com a escolha da vereadora do PS, Natália Coelho, para mandatária de Isaura Pedro, e com o seu discurso marcado por rasgados elogios à governação da actual presidente da Câmara?

Como sempre tenho afirmado, o Partido Socialista é um partido que pratica a democracia e como tal, respeita as opções políticas de toda a gente, mesmo daqueles que andam na política, não para servir e para lutarem por valores e princípios, mas para se servirem e procurarem benefícios pessoais ou outros.
Mesmo a essas pessoas, as que actuam ou por interesses egoístas e mesquinhos ou se deixam seduzir por promessas e ilusões, reconhecemos legitimidade e respeitamos que sigam caminhos diferentes dos nossos.
O assédio feito a figuras ligadas ao PS vem provar que somos um partido com muitos quadros.
Quando as expectativas de algumas pessoas não correspondem ao seu mérito, é natural que procurem noutras áreas, onde a “concorrência” é menor, para a realização das suas ambições e vaidades.
Como diz o povo, “em terra de cegos…”

Quais os critérios que presidiram às escolhas que fez para as listas, quer em relação à Câmara, quer em relação à Assembleia Municipal? Há quem afirme que recorreu apenas a personalidade ligadas ao seu núcleo duro, talvez por receio de “traições”, como a de Natália Coelho …

É falso. O processo de formação de listas foi transparente, democrático e amplamente discutido e participado. Procurámos envolver pessoas de outros quadrantes políticos, que nos ajudem a construir um projecto politicamente coerente, mas mais abrangente e mobilizador.
Os critérios para a escolha de todos os nossos candidatos foram em primeiro lugar a seriedade e a competência das pessoas que foram convidadas.
Temos orgulho em dizer que os nossos candidatos, em todas as Freguesias, são gente credível e com capacidade de intervir e de apresentar novas ideias e novos projectos para a sua terra.
Também nas listas da Câmara e Assembleia Municipal é bem visível a qualidade dos nossos candidatos, com competências e provas dadas nas mais diversas áreas, desde a vida empresarial, até às actividades de carácter social e comunitário, Saúde, Educação, Cultura e Administração Pública, entre outras.
Com estas equipas podemos assegurar a gestão da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia, com competência, rigor, seriedade e transparência.
Mesmo o caciquismo que ainda impera em muitos sectores, caracterizado por tentativas de sedução, por ameaças e até perseguições a pessoas e instituições, não nos impediu, antes pelo contrário, de enriquecer as nossas listas com pessoas motivadas e determinadas, que assumiram, de forma corajosa e com uma motivação extra, o envolvimento e participação num projecto ganhador e mobilizador de muitas vontades.
Não precisaremos de “importar” comissários políticos, impostos por estruturas partidárias, que nada têm a ver com o nosso concelho, simplesmente por razões de natureza político-partidária e motivações obscuras que nunca ninguém explicou.
A escolha de pessoas para o desempenho de funções políticas, deverá ter por base o interesse do concelho e a competência para o desempenho dessas funções e nunca o clientelismo, o pagamento de favores ou a submissão a aparelhos partidários.

Pretende manter o sistema de rotatividade na vereação, que vigorou durante este mandato?

O modelo de rotatividade na vereação foi, de facto, uma ideia nova e uma experiência muito enriquecedora e bastante positiva.
Permitiu, por um lado, repartir o esforço entre todos e, por outro, dar a possibilidade a alguns quadros, de tomarem contacto com a gestão municipal, dando até a alguns a visibilidade e notoriedade, que não teriam noutro contexto.
No entanto, quero dizer que esse modelo foi pensado e implementado num quadro em que o PS ficou na oposição, numa situação difícil, agravada com a perda de algumas referências e o abandono da vereação do candidato derrotado.
O que vai acontecer no próximo mandato, vai depender dos resultados eleitorais.
Uma coisa lhe posso garantir, caso o PS vença as eleições, como espero, vamos exercer o poder de forma democrática e participada, com o envolvimento efectivo de todos os participantes neste projecto, que tiverem disponibilidade para isso.
Como é nosso hábito, procuraremos apresentar novas ideias e formas de participação.

Afirmou publicamente que seja qual for o resultado, os eleitos do PS assumirão os seus mandatos. Quais as metas a que se propõe para o próximo acto eleitoral, ao nível de todo o concelho?

Entendo que o respeito pela vontade popular é um dos princípios inalienáveis da democracia.
Como tal, todos os eleitos têm a obrigação de respeitar essa vontade e de assumir as funções para as quais forem escolhidos. Foi o que fizemos durante estes quatro anos, embora, muitas vezes, com sacrifício da vida pessoal e familiar.
As nossas expectativas em termos de resultados eleitorais são elevadas.
Consideramos ter boas equipas e bons candidatos, em todo o lado. Vamos apresentar um programa coerente, com propostas credíveis, sem demagogia e com realismo. Temos uma visão global e um projecto para o nosso Concelho.
Com certeza iremos ter a simpatia e o apoio de todo o eleitorado.
Sendo naturalmente a primeira prioridade a vitória na eleição para a Câmara, estamos convictos que poderemos disputar as eleições nas várias Freguesias, com possibilidades de vitória, pois também aí, temos bons programas e candidatos capazes de assegurarem a defesa dos interesses das Freguesias e das suas populações.

Com a confirmação da candidatura de José Correia, não receia uma profunda divisão do eleitorado de esquerda que isso inviabilize uma vitória do PS, favorecendo a coligação?

Sinceramente, não sou muito simpatizante da ideia de bipolarização da vida política. Por isso, o aparecimento de outras propostas eleitorais, parece-me até enriquecedor do debate e da democracia.
Simplesmente, algumas propostas e candidaturas, assentam, não em projectos construtivos, alternativos ao poder actual, mas tão só, na satisfação de ambições pessoais, movidas pelo orgulho e pela ânsia de poder, direccionadas para um único objectivo de vingança, contra tudo e contra todos.
É, no meu entender, uma visão maniqueísta do exercício do poder, de quem julga ter recebido o poder de mãos divinas e lhe pertencer “ad eternum”, mesmo que não seja essa a vontade popular.
Parece ser um mal de quem chega ao poder, pois o actual executivo também enferma do mesmo.
Eu diria que “é tudo farinha do mesmo saco”.
Se o aparecimento de outras candidaturas, com objectivos pouco claros, mas que na prática, dificultem a vitória do PS, isso é uma questão a que os promotores dessas candidaturas terão que responder.
Ficarão com a responsabilidade de, com o seu egoísmo e falta de visão, condenar o Concelho a mais quatro anos de marasmo, de inépcia, de medo, de desconfiança, de despesismo, de mentira e de ilusão, caso a coligação venha a sair vencedora.
No entanto e apesar de tudo, estou certo que o eleitorado saberá distinguir entre as várias opções e acredito que possamos, mesmo assim, ter uma vitória eleitoral.

Um dos problemas em que foi mais incisivo, nos últimos tempos, foi a questão da situação financeira da autarquia. Que soluções preconiza para a melhorar, sabendo-se da dificuldade estrutural que as autarquias têm em reduzir a despesa corrente?

A situação financeira da Câmara de Nelas é, de facto, uma calamidade.
Não só por ter uma dívida que estimamos, no final do mandato, poder andar próxima dos 10 milhões de euros, nem sequer pelo peso das despesas correntes ser mais do dobro do que seria razoável. É principalmente, porque esse endividamento e o seu aumento, não correspondem a nenhum investimento de relevo feito nos últimos anos, mas apenas em gastos muitos deles inúteis e outros com objectivos claramente eleitoralistas.
É também porque, derivada da situação económica e da falta de arrojo deste executivo, as receitas próprias mais importantes apresentam tendência de forte queda e essa queda das receitas não foi compensada com nenhum esforço de contenção de despesas, antes pelo contrário.
Mas o que nos preocupa ainda mais é que este executivo, finge não ver ou procura iludir a realidade, continuando a esbanjar dinheiro, com despesas de ostentação, de propaganda fácil e enganosa.
Neste final de mandato, andam agora a fingir que fazem, depois de quatro anos sem nada terem feito. Parecem umas “baratas tontas”, tal a insegurança, o desnorte e a falta de orientação.
Inauguram-se pseudo-obras e põem-se placas evocativas em tudo o que justifique uma merenda ou uma churrascada.
Até chegam a deitar muros abaixo e fazer outros iguais, no mesmo sítio, para dar ideia que fazem alguma coisa.
Para não falar de pequenas intervenções que se arrastam durante meses e anos, muitas vezes pondo em causa a segurança e a vida de pessoas, apenas para se procurar tirar proveito político, com as inaugurações adiadas para o período eleitoral.
A ideia que as obras e os fornecimentos feitos agora só podem ser facturados após as eleições, a pagar pelo próximo executivo, para não prejudicar as contas deste mandato, é um absurdo.
Para além de uma ilegalidade grave, este procedimento viria criar muitos problemas a pequenas empresas, com prazos de recebimento por parte da autarquia, já de si muito longos.
Muitos fornecedores só recebem a prazos superiores a um ano, o que é inaceitável.
A continuar esta forma de “gerir”, que não gere coisa nenhuma, antes esbanja recursos e delapida o património municipal, conduzirá inevitavelmente o concelho para uma situação ruinosa, sem viabilidade e sem futuro.
Urge inverter o sentido das coisas. A oportunidade é o próximo acto eleitoral.
Já que as pessoas que estão no executivo não são capazes de mudar a sua atitude, por não quererem ou por não serem capazes, temos que mudar de executivo.
Apesar da situação financeira ser muito grave, temos condições para poder inverter o sentido das coisas, pois não se trata de problemas estruturais do concelho, mas de opções de gestão e de políticas erradas, por falta de projectos, por incompetência ou por motivações mesquinhas de satisfação de interesses pessoais, em vez de se procurar acima de tudo o interesse do Concelho.
Propomo-nos, promover uma gestão rigorosa, cortando nas despesas inúteis, aproveitando e potenciando todos os recursos de que a autarquia dispõe, assentando no princípio de que um Concelho desenvolvido, com mais emprego e criação de riqueza, garante também mais receitas para o município.

Tendo sido já identificado como um dos principais problemas do concelho, o saneamento básico irá exigir uma intervenção de fundo por parte do futuro executivo. Considerou uma “falácia” o estudo recentemente apresentado por técnicos da área, encomendado pelo actual executivo. Que alternativas propõe, nomeadamente ao nível das fontes de financiamento?

Numa atitude de desrespeito pelas instituições e pelos órgãos competentes, a Senhora Presidente da Câmara entendeu mostrar publicamente, através de uma exibição em sessão de Assembleia Municipal, um estudo sobre a situação das redes de abastecimento de água e de saneamento do Concelho.
Desse estudo, que naturalmente custou dinheiro dos munícipes e do qual não pomos em causa a sua valia técnica, não foi dado conhecimento, nem antes nem depois, aos vereadores do Partido Socialista nem à Câmara.
É uma atitude que lamentamos, e vem na linha do comportamento anti-democrático que este executivo tem vindo a seguir.
Ao que julgo saber, o referido estudo, apontava como satisfatória a situação da rede pública de abastecimento de água ao domicílio e da própria qualidade da água distribuída. Lembro que a rede pública de abastecimento de água ao domicílio foi concluída em mandatos do Partido Socialista.
No que se refere à rede de saneamento, as carências detectadas são basicamente aquelas que todos conhecemos e que os vereadores e o PS têm vindo a denunciar.
Derivam fundamentalmente da ausência completa de investimento nesta área, em especial em ETARs, nos últimos anos. O actual executivo não investiu nem um cêntimo e veio-se desculpando ao longo dos anos, com a situação herdada e a falta de meios financeiros para prover esses investimentos.
Mas pelos vistos, nem projectos tinha, porque só agora em final de mandato, é que se lembrou de mandar fazer um estudo sobre o assunto.
A propósito, quero aqui denunciar aquilo que é uma violação grosseira dos deveres dos eleitos.
No final do mandato, apresentam-se contas e faz-se o balanço do trabalho desenvolvido ou da falta dele. Não se apresentam promessas para executar nos próximos mandatos, com base em estudos e projectos feitos à custa do erário público, fingindo que não vai haver um processo eleitoral pelo meio.
Confundem-se as funções de Presidente da Câmara com as de candidato às próximas eleições, o que para nós denota falta de respeito pelas regras democráticas.
Chama-se a isso fazer propaganda e campanha eleitoral à custa dos meios e do dinheiro de todos os munícipes.
Ainda quanto ao saneamento, ao que julgo saber, o referido estudo aponta também como causa para a situação calamitosa em que se encontram todas as ETARs, a falta de manutenção de todas elas.
Também aqui, o actual executivo deveria prestar contas do que fez, ou seja, nada.
Todos sabemos que as ETARs não têm manutenção há anos, as fossas sépticas transbordam, os esgotos correm a céu aberto, poluindo o ambiente e conspurcando as linhas de água.
Há situações em que as intervenções que foram feitas, foi no sentido de facilitar a escorrência das águas sujas, vulgo porcaria, directamente para os ribeiros.
É uma vergonha.
Se a situação era de idade média, agora é pré-histórica.
Quem perde, são em primeiro lugar, as pessoas que têm que suportar, os cheiros nauseabundos, mesmo pagando elevadas taxas para o sistema de tratamento de esgotos, mas é também o Concelho.
Se um dos factores de desenvolvimento do Concelho é o turismo, com aproveitamento dos seus recursos hídricos, então teremos que despoluir os nossos rios.
Pelo menos não os poluir mais.
E a autarquia tem nisso responsabilidades.

Quais as principais apostas, em termos de grandes projectos para o concelho, que farão parte do seu programa eleitoral nos próximos 4 anos?

O nosso programa, em traços gerais, se baseia-se em três pontos essenciais:
Em primeiro lugar, pretendemos repor a legalidade democrática e a transparência na gestão e na administração pública:
– Acabar com as ameaças, as chantagens e perseguições, a pessoas e instituições;
– Denunciar a hipocrisia, a mentira e a demagogia, como instrumentos de mera propaganda;
– Promover o respeito nas relações com pessoas e instituições e a transparência na gestão.
Vamos acabar com o medo.
Em segundo lugar e como prioridade absoluta da acção governativa, dar resposta às questões do emprego e do desenvolvimento:
– Promover a elaboração de um Plano Estratégico de criação de emprego e de promoção de actividades económicas;
– Levar a cabo o reordenamento e promoção das várias zonas industriais, com regulamentação e criação de infra-estruturas;
– Apoiar a instalação de empresas de média dimensão, com garantias de criação de emprego, utilização de tecnologia e não poluentes;
– Promover os produtos endógenos, as actividades tradicionais;
– Promover o turismo, como factor determinante enquadrado numa estratégia de desenvolvimento sustentado;
– Encarar o termalismo e o aproveitamento dos recursos hídricos, como referências para os novos tipos de actividade turística.
Em terceiro lugar e não menos importante, dar resposta aos grandes problemas da sociedade actual:
No referente às questões ambientais:
– O saneamento, com necessidade de investimento urgente em ETARs, promessa do actual executivo e para o qual não foi feito rigorosamente nada,
– Combater a destruição da floresta e promover o reordenamento florestal,
– Promover a Quinta da Cerca, Parque Ecológico, como pólo de atracção e promoção turística e de educação ambiental.
Quanto às questões sociais:
– Apoio a Instituições numa lógica de rede e de parceria, em oposição à “caridade”, praticada pelo actual executivo e a falsas promessas, que nunca pode cumprir;
– Na Educação, aposta nos centros escolares, no ensino de qualidade, na escola a tempo inteiro, na educação para todos;
– Na Cultura e Desporto, com a promoção de actividades culturais, em oposição à visão fascizante da cultura, que entende as inaugurações como actividades culturais;
– As Acessibilidades, com a necessária redefinição de investimentos na rede viária, condicionada pelos traçados do IC12 e do futuro IC37;
– Apostar na melhoria da qualidade de vida das populações, promover e apoiar a fixação das pessoas nos centros históricos, combater a desertificação das aldeias.
Em síntese, toda a nossa acção política, resultante da execução destas linhas programáticas será baseada num conceito estratégico: o desenvolvimento equilibrado do concelho:
– Promoveremos o aproveitamento das potencialidades de cada freguesia,
– Procuraremos dotar as freguesias com meios financeiros adequados,
– Faremos delegações de competências sempre que se justifique,
– Procuraremos uma distribuição mais equitativa dos investimentos públicos, defendendo o desenvolvimento integral de todo o concelho.

“Fomos um concelho modelo, em termos de gestão autárquica”

– José Correia volta à luta, demonstrando um raro espírito combativo, ao afirmar que “sem ir à luta é que perdemos sempre”.

Está formalizado o regresso de José Correia à luta eleitoral. O ex presidente, que perdeu as eleições em 2005, é novamente candidato, desta vez pelo Partido da Terra. Escolhendo algumas personalidades de prestígio para lugares de topo, como sejam o empresário vitivinícola, proprietário da Quinta da Fata, Eurico Amaral, que irá encabeçar a lista à Assembleia Municipal e o ex bancário Augusto Maia Rodrigues, que foi vice provedor da Santa Casa de Santar e antigo vereador do PSD, para mandatário da candidatura, José Correia parece apostar forte neste acto eleitoral. No discurso de apresentação oficial da sua candidatura, na passada Sexta Feira no auditório do Multiusos, perante cerca de 120 apoiantes, o ex autarca foi particularmente contundente nas críticas dirigidas ao actual executivo, chegando mesmo a considerar que “cheira a PIDE em Nelas”, denunciando o clima de “represálias e medo que paira no ar, contrário aos princípios mais elementares da democracia”, qualificando mesmo de “pesadelo” a situação que se vive no concelho. Correia deixou também alguns recados ao PS, dizendo que “talvez não devêssemos estar aqui, se por um lado a Câmara estivesse a ser bem governada, e por outro o PS estivesse com capacidade ganhadora”. “Fomos um concelho modelo, em termos de gestão autárquica, e agora vemos instalada a incompetência e o esbanjamento de meios”, acrescentou o candidato do MPT, salientando ainda que “as obras estruturantes não avançaram, enquanto o endividamento foi aumentando”. Sobre o seu programa eleitoral, adiantou algumas das suas “linhas mestras”, designadamente o “retomar do trabalho feito, para que o concelho possa consolidar o seu futuro, nas áreas da educação – avançando de imediato para a construção das escolas básicas integradas, como previsto na carta educativa, no apoio à juventude e 3ª idade, na dinamização dos pólos industriais do concelho, nomeadamente o de Canas de Senhorim, e na conclusão de toda uma série de obras que ficaram na prateleira, como o novo cemitério de Nelas, a variante da Aguieira, os estaleiros da Câmara, as estradas Carvalhal Redondo – Nelas e Vilar Seco – Alcafache, a Avenida da Mata das Alminhas para o Folhadal, entre outras”. Presente nesta cerimónia, esteve também o líder do Partido da Terra, Quartim Graça, que é actualmente deputado, e sublinhou que “esta é uma candidatura virada para o futuro, com muita gente jovem”. Já o mandatário da candidatura, Augusto Maia Rodrigues, deu uma força muito especial a José Correia, para acabar com a “tragédia que assolou o concelho nestes últimos 4 anos”, enquanto o candidato à Assembleia Municipal, Eurico Amaral afirmou que “temos que recuperar o tempo perdido”. Diversos jovens, estudantes, deram também o seu testemunho de apoio a esta candidatura.

“Adelino Amaral comportou-se, nestes últimos 4 anos, como um verdadeiro Presidente da Câmara”

– José Junqueiro, presidente da Federação Distrital do PS, marcou presença o lançamento da candidatura de Adelino Amaral, lançando duras críticas à coligação PSD/CDS-PP
– Auditório do multiusos foi pequeno para acolher as largas centenas de apoiantes da candidatura “um concelho sem medo”
Uma sala completamente cheia, um programa áudio visual a revelar um cuidado profissional, e um conjunto de oradores de nomeada, foram os dados mais marcantes da apresentação da candidatura de Adelino Amaral, como candidato do PS às próximas autárquicas, que aconteceu no passado dia 10. Entre os apoiantes de Amaral, contavam-se algumas personalidade de relevo da sociedade Nelense, oriundas de outros quadrantes políticos, como Maria José Larcher, Jorge Alves e Alberto Ferreira Sampaio. O evento iniciou-se com a apresentação de um vídeo, onde o candidato do partido faz um périplo pelo concelho, com o registo de diversos depoimentos de apoiantes do PS, um pouco por todo o concelho, abrangendo alguns dos candidatos às diversas listas. Um traço comum aos eloquentes elogios feitos ao candidato, foi o ênfase para a competência, e principalmente a honestidade, como características que podem fazer com que Adelino Amaral constitua “uma nova esperança para o concelho”, como sublinhou o seu mandatário, o ex vereador Jorge Branquinho, que aproveitou ainda para aludir ao lema desta campanha socialista “um concelho sem medo”, afirmando que “devido ao carácter e princípios de Adelino Amaral, movendo-se pelo bem comum, não haverá lugar para o medo e todas as pessoas serão tratadas de forma equitativa”, tudo isto assente numa acção “discreta e não arrogante”, baseada na “integridade e gestão rigorosa dos dinheiros públicos”. O mandatário de Adelino Amaral lançou ainda um repto a todos os presentes, no sentido de se “mobilizarem em torno desta candidatura, criando um forte movimento de apoio”.
João Cruz afirma que a candidatura da ATS par o lar e centro de dia de Senhorim “está a correr bem”

Uma das novidades desta sessão, foi trazida pelo director do centro regional da segurança social de Viseu, o também dirigente socialista, João Cruz, que ao enfatizar a “sensibilidade social de Adelino Amaral”, adiantou que “o projecto do lar e centro de dia de Senhorim, cujo principal mentor é Adelino Amaral, ao que sei está a correr bem”, numa alusão à candidatura ao QREN. Armando Carvalho, candidato a presidente da Assembleia Municipal, centrou o seu discurso, no tema da perseguição, exortando que “se denuncie publicamente o clima de perseguição que se vive no concelho, onde se escolhem a dedo os que se vão ajudar”. Já o líder da federação distrital, José Junqueiro, fez a intervenção mais crítica da noite, em relação ao actual executivo, enaltecendo as virtudes e sublinhando as virtudes de Adelino Amaral, nomeadamente ao afirmar que este “não vem pedir um cheque em branco ao concelho, porque durante os últimos 4 anos comportou-se como um verdadeiro presidente da Câmara, ao ter contribuído decisivamente para algumas conquistas para Nelas, como sejam, o plano de saúde para os ex trabalhadores da ENU, os caminhos rurais, a questão do IC12, em que fez questão de ir falar com o secretário de estado, entre outras pequenas vitórias”. Junqueiro acusou ao mesmo tempo a coligação PSD/CDS-PP de em 4 anos “não ter feito no concelho uma única obra de vulto”. Por último, o candidato Adelino Amaral, projectou em traços gerais, algumas das principais áreas do projecto do PS para o concelho, aproveitando para destacar aquela que é no seu entender, uma situação financeira “ruinosa” a que se vive actualmente no município, onde o passivo “ascende a cerca de 10 milhões de euros”. Na entrevista que nos concedeu, nesta edição, o candidato do PS, desenvolve as principais áreas do seu programa.
Festa convívio na Quinta da Picota reuniu cerca de 500 pessoas
Muita música e animação trazida pelo rancho de Vale de Madeiros, e a presença de meio milhar de pessoas, foram as notas dominantes de mais um convívio organizado pela Comissão Política Concelhia do PS, na Quinta da Picota, em Vale de Madeiros, onde não faltou também a tradicional sardinhada e o porco no espeto. Este encontro contou com a participação de Acácio Pinto, actual governador civil, que trouxe um mensagem mobilizadora da federação distrital do partido. Adelino Amaral, líder concelhio do partido e candidato a presidente da Câmara, adiantou algumas das apostas que irão constar no seu programa eleitoral, nomeadamente “o desenvolvimento do turismo e dos recursos hídricos, abrangendo o termalismo”. O candidato socialista congratulou-se pela juventude que aderiu às suas listas, onde “cerca de 60% dos candidatos têm uma idade inferior à minha”, e agendou para Agosto a apresentação do programa eleitoral e das equipas candidatas nas freguesias, definindo como objectivo central uma “vitória nas autárquicas, porque somos a aposta na mudança”. Amaral deu conta que, mesmo que o partido venha a ser derrotado, “vamos assumir os lugares para os quais fomos eleitos – não vamos virar as costas”, considerando “anti-democrático” aqueles que só assumem os lugares se ganharem. O líder do PS acusou ainda a coligação PSD/CDS-PP de “na altura em que deviam estar a fazer o balanço da obra feita, continuam a fazer promessas, em vez de apresentar obras”, enumerando os casos do “saneamento básico, da rede viária, dos centros educativos e das zonas industriais”. Adelino Amaral, considerou mesmo uma “falácia”o estudo apresentado recentemente pela autarquia, que tem por objectivo resolver os problemas do saneamento no concelho.

Armando Carvalho encabeça lista do PS à Assembleia Municipal

– João Miguel Neves confirmado como candidato à Junta de Nelas, enquanto em Canas será a estrutura local do partido da decidir-se entre Jorge Silva e Dirceu Graça

A situação das listas no PS parece estar cada vez mais próxima do seu final, faltando apenas definir as situações de Moreira e Vilar Seco, que como nos confirmou Adelino Amaral, ficarão para o final do processo autárquico, pelas razões conhecidas, dos actuais presidentes eleitos pelo PS ainda não terem tomado uma decisão definitiva. Nas duas maiores freguesias do concelho, as equipas estão constituídas, sendo que em Nelas, como já tínhamos anunciado, será o professor da escola secundária, João Miguel Neves a encabeçar a lista, enquanto em Canas Adelino Amaral remeteu a decisão para a equipa, que esta a ser comandada por Jorge Silva e Dirceu Graça, podendo qualquer um dos dois vir a assumir a sua liderança. Uma fonte ligada ao partido, disse-nos entretanto que a escolha deverá recair sobre Dirceu Graça. Já em Santar o convite endereçado a João Santiago foi aceite, sendo este então o candidato à Junta. Armando Carvalho, actual deputado municipal e responsável pela instalação em Viseu da Loja do Cidadão, será o cabeça de lista à Assembleia Municipal, tendo Rui Neves transitado para lista de deputados à Assembleia da República. Em relação à Câmara Municipal, será Carlos Rodrigues a ocupar o 4º lugar da lista, depois de Hélder Ambrósio (2º) e Manuela Salgueiro (3ª).

Armando César Pinto será o candidato da coligação PSD/CDS-PP à Junta de Vilar Seco

Está desfeito aquele que era uma dos “tabus” das próximas autárquicas. O actual presidente da Junta de Vilar Seco, Armando César Pinto, que ponderou avançar com uma candidatura independente, será candidato pela coligação PSD/CDS-PP, deixando-se assim convencer pelos argumentos da actual presidente da Câmara e recandidata, Isaura Pedro, que é natural de Vilar Seco. Em relação a Moreira, parece também certo o apoio ao actual presidente da Junta, José Costa, que tendo sido eleito pelo PS em 2005, avança agora com uma lista independente, contando assim para já com um primeiro apoio de peso, o que constitui assim (a par de Canas de Senhorim) uma excepção por parte da coligação, ao não apresentar uma lista própria. Já na Aguieira irá dar-se também uma mudança no candidato a presidente de Junta, dado que o actual presidente não se recandidata, sendo agora a lista encabeçada pelo actual presidente da Assembleia de Freguesia, Prof. Figueiredo. Em relação aos nomes que irão fazer parte da Assembleia Municipal, o número dois deverá ser o actual deputado Rui Costa, numa lista, que como já tínhamos avançado, será encabeçada por José António Pereira.

Nelcivil – uma visão estratégica com resultados

– Maior empresa de construção civil de Nelas eleita mais uma vez PME Excelência

– Carlos Cabrita falou sobre o seu caso de sucesso empresarial, numa conferência organizada pela Caixa Geral de Depósitos e Jornal de Negócios, dedicada à competitividade empresarial

Uma empresa de cariz familiar, fundada em 1992, sendo portanto ainda jovem, recheada de êxitos empresariais, é como se pode classificar a Nelcivil – a maior empresa de construção do concelho e uma das maiores do distrito, com uma facturação de cerca de 20 milhões de euros, em 2008. Foi Miguel Carlos Henriques, com o seu espírito empreendedor, que decidiu há 17 anos fundar a empresa, que desde logo se especializou na construção de postos de abastecimento de combustível. Esta aposta não foi obra do acaso, dado que houve “uma grande visão estratégica”, disse o actual líder da empresa, Carlos Cabrita, por ocasião da palestra que efectuou no passado dia 7, em Viseu, numa conferência dedicada à competitividade empresarial, promovida pela CGD e Jornal de Negócios. Esta visão estratégica, teve a ver com um período virtuoso de construção de grandes infra-estruturas em Portugal, nomeadamente rodoviárias. “Iniciámos assim a nossa aventura, sob a ideia de inovar na construção”, afirmou Carlos Cabrita, que se orgulha de ter na sua carteira de clientes, várias empresas multinacionais de renome, como a Repsol, Total Fina, Galp Energia e mais recentemente também na área alimentar os grupos Sonae, Jerónimo Martins, Lidl, Intermarcé e Jumbo. O grande ponto de viragem para a empresa, situa-se no ano de 2003, quando a administração decide implementar o sistema integrado de gestão da qualidade, ambiente e segurança, ao abrigo das normas ISO 9001-2000, ISO 14 001 e 18 001. “Esta é uma mais valia para o cliente”, realça o sócio gerente da empresa, que refere ainda as “dificuldades que enfrentamos na questão ambiental, designadamente no destino a dar aos resíduos”. Actualmente com 126 trabalhadores, a Nelcivil tem conseguido crescer, mesmo em tempos de crise, quer ao nível do emprego, quer ao nível de facturação, tendo esta crescido significativamente entre 2006 e 2008 (de 14 para 20 milhões de euros), ainda que Carlos Cabrita reconheça que o actual exercício é ainda “uma incógnita”, dado que as incertezas ainda são grandes, na actual conjuntura.