Governador Civil entrega coletes a tractoristas na Adega de Nelas


No âmbito de uma campanha de sensibilização para a prevenção de acidentes com tractores, o governador civil de Viseu deslocou-se a Nelas para a entrega de 50 coletes e diversos desdobráveis a igual número de tractoristas. A entrega teve lugar nas instalações da Adega de Nelas, no passado dia 28 de Setembro, tendo Miguel Ginestal aproveitado a oportunidade para defender esta campanha “dado o elevado número de acidentes registados nos últimos anos – só em 2009 registaram-se no distrito de Viseu, 18 acidentes com tractores”.

Empresas de Nelas estão entre as maiores do distrito

A lista das 500 maiores empresas da região centro, num trabalho compilado pelo jornal “As Beiras”, inclui diversas empresas do concelho de Nelas. O critério usado foi o volume de negócios, respeitante ao exercício de 2009. A Lusofinsa continua a ser a mais bem classificada, ocupando o 29º lugar, com um volume de negócios de cerca de 102 milhões de euros,e 261 trabalhadores, sendo a 7ª maior do distrito de Viseu. A empresa Sueca de componentes para a indústria automóvel, Borgstena, sedeada em Canas de Senhorim, ocupa o 140º lugar da região, com cerca de 30 milhões de euros de volume de negócios e 214 trabalhadores. A empresa de plásticos, Topack, ocupa a 170ª posição, com cerca de 24 milhões de euros de volume de negócios. A Coldkit Ibérica ocupa o 239º lugar, com cerca de 16 milhões de euros e 145 trabalhadores, enquanto a Nelcivil se situa no 260º lugar, com cerca de 15 milhões de euros. De salientar que todas estas empresas registaram uma contracção no seu volume de negócios entre 2008 e 2009, o que é bem sintomático do período de crise que se vive na economia Portuguesa e que está a afectar o tecido empresarial.

Arlindo Cunha eleito presidente da Comissão Vitivinícola do Dão

– Antigo Ministro da Agricultura do PSD defende “parceria entre CVR do Dão, Instituto Politécnico de Viseu e outras entidades” para dinamizar o Centro de Estudos Vintivinícolas do Dão, sedeado em Nelas.

O ex ministro de Agricultura de Cavaco Silva e antigo deputado no Parlamento Europeu, Arlindo Cunha, foi eleito para a presidência da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD), pelo seu Conselho Geral, por unanimidade. A grande paixão do antigo ministro pela vitivinicultura do Dão, serviu de forte motivação para esta candidatura. Confrade da confraria dos Enófilos do Dão, desde o seu início e produtor, com sede em Tábua,com o rótulo “Ladeira da Santa”, Arlindo Cunha fica acompanhado, na Direcção, pelo vogal do comércio, Rui Manuel Vasconcelos Ribeiro, e pelo vogal da produção, António Manuel da Silva Mendes. A grande alteração neste acto eleitoral, foi o desaparecimento do representante do Estado, que até agora tinha sido Valdemar Freitas. As eleições continuam a ser realizadas de três em três anos para o Conselho Geral e para a Direcção. No que diz respeito ao Conselho Geral, para além do presidente, Raul Albergaria, há cinco representantes do comércio, dois da Associação de Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos (ACIBEV – empresas Sograp e Enopor); e três da Associação Nacional de Comerciantes Expositores de Vinhos e Bebidas Espiritusas (ANCEVE – empresas Dão Sul, Associado Borges e Arcos do Rei). Do sector da produção são também cinco os representantes – dois da Adega Cooperativa de Penalva do Castelo, um da Adega Cooperativa de Mangualde, outro da de Nelas e um da Associação de Vitivinicultores Engarrafadores. Um dos grandes desafios que o novo presidente tem pela frente é melhorar a comunicação dos vinhos da região, já tendo mesmo assumido que “o vinho do Dão tem um problema de comunicação”. Sobre o Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas, lamenta que “o estado tenha deixado de apostar no único centro de investigação do vinho do Dão”. Para o dinamizar, defende o recurso a “parcerias”, designadamente com “o estado, a CVRD, o instituto politécnico de Viseu e outras entidades, para que o Centro de Estudos seja uma luz que vai à frente e possa iluminar os vitivinicultores”.

Produtores são unânimes em elogiar organização e visibilidade da Feira do Vinho

– Certame com música mais suave e mais voltado para o vinho agradou à larga maioria dos expositores

A aposta na qualidade em detrimento da quantidade, num certame que se assumiu definitivamente mais como uma Feira da especialidade do que como uma festa popular, contribuiu decisivamente para a opinião muito favorável de alguns dos 50 produtores/engarrafadores que deram a conhecer os seus néctares, nos passados dias 3, 4 e 5 de Setembro na Praça do Município em Nelas. A 19ª edição da Feira do Vinho, que serviu de lançamento da marcante 20ª edição do próximo ano, mesmo com um corte de 50% no seu orçamento, teve vários atractivos que não deixaram indiferentes os milhares de visitantes que registou. Como principais notas de destaque comprovámos uma maior afluência de estrangeiros e Portugueses interessados no sector vitivinícola, presença de mais jornalistas da especialidade, com destaque especial para um dos maiores críticos Portugueses, João Paulo Martins, maior número de pessoas interessadas nas provas orientadas de vinho, azeite (esta uma novidade) e queijo Serra da Estrela, as demonstrações de cozinha ao vivo, com a presença do Chefe Hélio Loureiro, e o relaxante espaço lounge, promovido pela Associação Nelas Solidária, onde até às 2 horas da manhã se podia degustar vinhos e petiscos, constituindo um espaço ideal para a realização de tertúlias sobre o vinho, como aconteceu no Sábado. Outro dos destaques foi a homenagem à Condessa de Santar, Maria Tereza Lancrastre de Mello e ao Professor José Moreira de Almeida Correia, prestada pela Confraria dos Enófilos do Dão. Na sessão solene de abertura da Feira, que teve lugar no auditório do Edifício Multi-usos de Nelas, a presidente da Câmara, Isaura Pedro, fez questão de elogiar a Condessa de Santar, considerando-a “um verdadeiro ícone da região e uma grande embaixadora do Dão”. A autarca de Nelas aproveitou ainda a oportunidade para salientar que “o Dão é um símbolo da identidade do nosso povo”, e revelar que “o grande desafio para a 20ª edição da Feira é a sua internacionalização”. Isaura Pedro mostrou também o seu “orgulho” pelo facto de Nelas ter sido o município Português mais premiado no concurso internacional realizado em Itália, que no seu entender “é a constatação do potencial do mundo rural”, bem como agradeceu publicamente ao vereador Osvaldo Seixas e a todos os funcionários da Câmara envolvidos na organização da Feira, assim como ao ainda presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão, Valdemar Freitas, pelo apoio dado na “dinâmica da Feira”. O vereador Osvaldo Seixas agradeceu também a todos os funcionários da Câmara, e na presença do secretário de estado da agricultura, Luís Vieira, sublinhou a importância do centro de estudos vitivinícolas do Dão, que considerou ser “o coração da experimentação do vinho e da vinha”, chamando a atenção daquele governante para “a importância das parcerias, na sua dinamização”.

Pedro Passos Coelho e Luís Vieira visitaram maior Feira de vinho da região centro

– Secretário de Estado da Agricultura afirma em Nelas que o sector do vinho “está no caminho da qualidade”

Luís Vieira, secretário de estado da agricultura e pescas, esteve presente na cerimónia de abertura da 19ª edição da Feira do Vinho do Dão, onde também marcaram presença diversos deputados, desde Hélder Amaral (CDS-PP), passando por Almeida Henriques (PSD) e Acácio Pinto e Paulo Barradas (PS). Também o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, visitou toda a feira no Domingo ao final da tarde, após ter estado presente numa festa do seu partido em Oliveira do Hospital. Luís Vieira fez um breve ponto de situação sobre o sector vitivinícola, considerando-o “um sector de excelência, com resultados concretos na última década”, consubstanciados “nos prémios e reconhecimento das melhores revistas da especialidade, que acentuaram a sua qualidade e evolução positiva”. Fazendo referência ao programa VITIS, o secretário de estado quantificou a área de vinha que foi reestruturada nos últimos 10 anos – “cerca de 36 mil hectares, dos quais 4 500 na região do Dão”, com um valor total de subsídios do estado de “302 milhões de euros, dos quais 38,8 na região do Dão”. “Gostaríamos de continuar este trabalho, que contribui para a melhoria da qualidade dos nossos vinhos”, frisou, adiantando ainda que “uma das nossas apostas vai também para a promoção internacional dos vinhos Portugueses, sob a marca chapéu Wines of Portugal”, programa no qual o governo prevê investir até 2013 cerca de 150 milhões de euros. “Os resultados que os nossos vinhos têm obtido são sem dúvida animadores, dado que nos primeiros 5 meses do ano as exportações subiram cerca de 6%”, sublinhou, enaltecendo o papel dos “jovens enólogos” nessa evolução positiva. “O sector do vinho tem que se afirmar pela diferenciação, apostando nas castas tradicionais, e não pela quantidade, o que julgo tem acontecido e assim sendo estamos no caminho da qualidade”, concluiu.

Derrama e IMI mantêm-se e IRS aumenta 2%

– Impostos autárquicos para 2009 foram aprovados na última reunião de Câmara

Os impostos que representam uma receita importante da autarquia, foram fixados para o ano de 2011, na última reunião camarária. A proposta do executivo foi no sentido de se manterem as actuais taxas do IMI (imposto municipal sobre imóveis), em 0,8% para os prédios rústicos e 0,7% para os urbanos. Também a derrama, que incide sobre o lucro tributável das empresas, foi mantida em 1,5%. Osvaldo Seixas, vereador com o pelouro das finanças, defendeu a proposta, afirmando que “apesar dos cortes nas transferências para as autarquias, previstos no plano de estabilidade e crescimento, não queremos penalizar os residentes, no que diz respeito ao IMI”. Ainda assim a redução de 2% no IRS, vigente em 2010, deixará de existir, ou seja, a autarquia propôs não prescindir deste valor, devido ao referido corte nas transferências da administração central. Osvaldo Seixas, defendeu que “esta proposta vai afectar principalmente quem ganha mais, ou seja, faz sentido mexer em quem ganha mais e não nos mais pobres”, numa alusão à manutenção das taxas do IMI, que irá “beneficiar toda a população e não somente a classe média”. A proposta acabou por ser aprovada com 5 votos a favor e a abstenção de Adelino Amaral.

– Câmara corta 30% nos subsídios aos seniores dos clubes desportivos

A Câmara Municipal deliberou na última reunião e por proposta do executivo PSD/CDS-PP, efectuar uma redução no subsídio a conceder aos seniores de todos os clubes do concelho, que irão disputar os diversos campeonatos, nas diversas modalidades. A redução situar-se-á entre 27% e 30%. Esta medida, que vai afectar o ABC de Nelas, Sport Lisboa e Nelas, Sport Vale de Madeiros, Sporting de Santar e G.D. de Canas de Senhorim, surge na sequência do plano estratégico de saneamento financeiro do município, que prevê uma redução substancial na sua despesa corrente, como forma de restabelecer o equilíbrio financeiro da autarquia. A proposta da coligação foi entretanto no sentido de não reduzir os apoios a todas as camadas jovens, tendo o vereador com o pelouro do desporto, Osvaldo Seixas, justificado esta manutenção “pela nossa aposta forte na formação, pois os seniores sendo importantes, não são essenciais”. Adelino Amaral, vereador do PS, chamou a atenção para “o corte não dever ser brusco, mas gradual”, e criticou “a retirada total dos apoios à publicidade «coração do dão»”, admitindo cortes “mas não tão drásticos, o que seria uma demonstração de que o município continuaria empenhado nessa promoção”. Por outro lado o vereador socialista acusou o executivo de colocar em causa “a continuidade dos clubes, nomeadamente o Sporting de Santar e Sport Lisboa e Nelas que saem claramente prejudicados”. Amaral recomendou ainda que “os protocolos deveriam conter a forma e timing dos pagamentos aos clubes”.Osvaldo Seixas justificou estes cortes com “a descida de divisão de ambos os clubes e porque têm menos equipas jovens”. O vice-presidente da Câmara, Manuel Marques, acrescentou que “esta situação deriva, em larga medida, das dificuldades financeiras que o país atravessa, com o governo a transferir para a nossa autarquia menos cerca de 300 mil euros, só este ano”. “A constituição diz que cabe também ao governo apoiar a formação no desporto, o que não tem acontecido”, rematou. Os novos protocolos de apoio aos clubes foram então aprovados apenas com a abstenção de Adelino Amaral no que diz respeito às propostas para o Sporting de Santar e Sport Lisboa e Nelas.

Acidente ferroviário de Alcafache provocou traumas irrecuperáveis


Eram cerca de 7 da tarde do dia onze de Setembro de 1985. Duarte Correia, natural do Folhadal e hoje em dia residente em Aguieira, tinha apanhado o Sud-Express, com destino a Paris, na estação de Nelas. Dois minutos depois, em Alcafache, a composição chocou com o Regional que seguia para Coimbra. Como o comboio internacional seguia com 18 minutos de atraso, o cruzamento com o regional foi transferido para Moimenta de Maceira Dão-Alcafache. No entanto, uma falha de comunicação permitiu que o regional partisse dessa estação sem esperar pela chegada do Sud-Express. O chefe de estação de Nelas havia dado partida quase fora da estação, devido ao tamanho do comboio e por isso demorou a chegar à sala de comandos da estação, possivelmente uns dois minutos, onde telefonou para o apeadeiro de Alcafache para comunicar a saída do internacional para que o inter-regional aguarde pela sua chegada. Mas, qual é o seu espanto quando houve do outro lado, que o inter-regional havia acabado de sair em direcção a Nelas. O chefe sai como um louco da sala gritando “já vem aí o outro comboio”. O chefe de estação, quando soube que os comboios estavam em rota de colisão, ainda tentou avisar a única guarda de passagem de nível que existia entre as duas estações para mandar parar o Internacional. Nessa situação, a mulher que guarda as cancelas ergueria a bandeira vermelha ao comboio e, se tiver tempo, coloca petardos na via férrea para avisar o maquinista de que deve parar. Era a última esperança para evitar a tragédia, mas quando Nelas lhe telefona, o comboio já ali tinha passado. Naquele tempo, recorde-se, não havia telemóveis Era tarde demais. O choque estava por um fio.
Às 18h35m uma patrulha da GNR que estava a fazer nesse dia uma operação Stop perto da estrada que passa junto à linha férrea aperceberam-se que entre a mata que as separa a uns 500 metros do local algo de grande tinha sucedido. Devem primeiramente ter ouvido um som ensurdecedor semelhante a uma enorme explosão de dinamite que lhes chamou a atenção. Imediatamente correram em direcção ao local. Entretanto, nas estações de Nelas e Alcafache, todos assistem a uma enorme coluna de fumo que se ergue a centenas de metros, entre as duas localidades.
A guarda ao chegar ao local, depara-se com um cenário dantesco e chama de imediato os bombeiros de Nelas e Mangualde, que chegam passados 20 minutos ao local da tragédia. Américo Borges, ex-comandante dos Bombeiros de Canas de Senhorim, foi quem coordenou as operações de socorro.”Os corpos ficaram transformados em bolas de cinza, outros diluídos no ferro derretido pelo fogo”, relata Américo Borges, agora médico do INEM, que não esquece a imagem de uma mulher presa na chapa “a pedir calma aos bombeiros”.

Muitos passageiros, sobretudo emigrantes, morreram carbonizados. Ainda hoje, 25 anos depois, não se sabe quantos. Estima-se que tenham sido 37 mortos, mas há quem julgue que este número pode ter chegado às centenas.
“Ainda não tinha acabado de cumprimentar o casal que ia ao meu lado, quando ouvi um violento estrondo e fui projectado. Andei aos trambolhões. Levei com tudo em cima. Só se ouviam gritos e apelos de socorro à minha volta”, lembra Duarte Correia, hoje com 62 anos de idade, ou seja, tinha37 anos e estava emigrado a trabalhar na Alemanha, quando ocorreu o brutal acidente.
Tendo chegado a perder os sentidos por instantes, Duarte Correia foi buscar forças, num claro instinto de sobrevivência quando o incêndio, que já lavrava no corredor da carruagem, tombada no talude da linha, entrou na sua cabina.
“Estiquei-me quanto pude e consegui abrir a janela. Saltei com o fogo atrás de mim. Já cá fora, ajudei o jovem casal a sair”, recorda, claramente traumatizado, um dos sobreviventes daquele que é considerado o maior acidente ferroviário de sempre no país e um dos maiores na Europa.
De entre os vários episódios que resultaram em situações chocantes, destaca os seguintes “ há imagens que ainda hoje me deixam doente. É o caso daquele amigo, de Campo de Besteiros, que estava a arder. Já não tinha cabelo nem orelhas. Foi para Lisboa no “heli” do Presidente da República, Ramalho Eanes. Ou aquela senhora que escapou ao inferno e depois morreu, carbonizada, quando voltou atrás para ir buscar os óculos.”

Novo quartel dos bombeiros de Nelas está operacional


– Praticamente um ano depois de ser inaugurado, a corporação Nelense muda-se (parcialmente) para o novo quartel

Deu-se finalmente no passado Domingo a mudança dos Bombeiros de Nelas para o novo quartel, ainda que não tivessem sido transferidas todas as áreas funcionais. O novo equipamento, que tinha sido inaugurado há cerca de 1 ano, ainda tem por construir as fases 2 e 3, que abrangem a segunda garagem para as viaturas, oficinas e lavandaria, que para já continuam a funcionar no quartel antigo. Lembramos que o investimento relativo à primeira fase, foi de cerca de 1,1 milhões de euros, com uma comparticipação do programa POVT de 70%, ou seja, 763 mil euros, tendo a Câmara Municipal assumido o restante financiamento, no valor de 300 mil euros. A direcção da corporação confirmou-nos que o programa POVT já iniciou os pagamentos do incentivo. O novo quartel, sendo de 3ª geração, apresenta algumas particularidades que o tornam moderno e sustentável energeticamente. Assim, a instalação de painéis solares, para produção de energia a partir de células fotovoltaicas, irá permitir o aquecimento das águas. Por outro lado, o gerador ali instalado, vai permitir que o quartel funcione mesmo com eventuais cortes de energia, sendo activado e desactivado automaticamente. O espaço amplo, em todas as áreas, as condições de luminosidade natural e salubridade, são outros aspectos a realçar no novo quartel. João Alfredo Ferreira, presidente da direcção, adiantou-nos que espera “muito brevemente”, lançar o concurso para a 2ª fase do quartel – a construção da segunda garagem para as viaturas que ainda ficaram no antigo quartel – as ambulâncias ABTM e ABTD, 2 viaturas de fogo e um carro grande. Na despedida do antigo quartel, os bombeiros fizeram uma última formatura, tendo sido aproveitada esta oportunidade para dar posse ao 2º comandante, Filipe Guilherme.

“Existimos para ajudar as pessoas”


– A meritória obra social da Santa Casa de Santar continua a demonstrar uma vitalidade e dinâmica que a tornam uma das principais em toda a região. A provedora Infância Pamplona dá-nos conta dos projectos que dirige, designadamente a magnífica recuperação arquitectónica da igreja de Santar.

Em que consistem as obras de requalificação da Igreja da Misericórdia de Santar, que já iniciaram?

Falar sobre as obras de requalificação da Igreja da Misericórdia, obriga a que se fale sobre o valor Patrimonial que a mesma representa, uma vez que se trata de um imóvel, cuja época de construção faseada, se situa entre os Séculos XVII, XVIII e XIX, com uma arquitectura religiosa maneirista, barroca, rococó e oitocentista.
Realça-se no seu interior o arco triunfal retabular que preenche a totalidade do frontispício, executado em 1779, desconhecendo-se a identidade do mestre responsável pelo risco e pelo entalhe, tendo em 1900 sido aplicada a policromia pelo mestre Pintor Cristóvão Rodrigues Loureiro.
Os retábulos colaterais são devocionais a um único tema, integrando-se o conjunto do frontispício numa tipologia pouco frequente: a dos arcos triunfais retabulares.
Na capela-mor, para além do retábulo principal, interessante exemplar dos meados do século XVII, referem-se as tribunas existentes nas paredes laterais.
Por se tratar de uma Igreja com as características descritas, foi classificada pelo Ministério da Educação Nacional, Direcção Geral do Ensino Superior e das Belas Artes, através do Decreto n.º 47 508, de 24/01/1967, de Interesse Público.
Ao longo dos séculos, o tempo foi deixando marcas e sinais evidentes de degradação, que muito têm preocupado as Mesas Administrativas que passaram por esta Santa Casa. Muitos foram os contactos estabelecidos com o Ministério da Cultura, no sentido de serem feitas avaliações do seu estado de degradação e obter pareceres favoráveis à sua requalificação.
E foi graças a esses contactos, que temos em nosso poder vários pareceres do IPPAR, sendo que o último de 2008, nos dá conta da urgência de uma intervenção prioritária a nível do telhado, uma vez que estamos a falar de obras que envolvem verbas avultadas.
Esta Mesa Administrativa decidiu, mesmo sem apoios, dar início a essa intervenção, consciente de que se o não fizesse, este Inverno poderia colocar em risco o valor Patrimonial que esta Igreja representa para a Santa Casa, para Santar, para o Concelho e para o País.
Os investimentos centram-se principalmente na cobertura integral da Igreja. Estamos a proceder a toda a sua substituição, isto porque queremos que seja uma obra para durar mais de 100 anos. Tivemos o cuidado de usar madeira importada e tratada para os vigamentos. Como medida de modernização mas também de preservação, isolamos todo o vigamento com placas de madeira, isolamento, roofmate e onduline e só depois se procedeu à colocação das telhas, tudo isto de acordo com as recomendações do IGESPPAR.
Os coros interiores que já se encontravam vedados ao público vão também ser objecto de intervenção, bem como o tecto da nave central.
O sistema eléctrico vai ser todo renovado, procedendo-se à electrificação do interior da Igreja e à iluminação da Torre sineira, seguindo escrupulosamente as orientações do referido Instituto.
Os sinos estão a ser objecto de recuperação com o restauro dos cabeçalhos e soldadura e iremos proceder à automatização dos mesmos, bem como do relógio da torre.
Por último, a Igreja da Misericórdia vai ser pintada, respeitando as cores originais e a sua pedra limpa, usando as técnicas indicadas. Todas estas obras foram acompanhadas por um Técnico do IGESPAR que aqui se deslocou para verificar os procedimentos e a execução das mesmas.
Temos consciência que o seu interior carece de outras intervenções, mas é uma obra que se fará de forma faseada e acreditamos que em breve lhe daremos continuidade.

Qual o seu custo total e para quando está prevista a sua conclusão?

Quando se inicia uma obra de requalificação num edifício multissecular como este de que estamos a falar, sabemos o custo estimado da mesma, mas não sabemos que outros custos adicionais advirão, fruto de razões supervenientes e imprevisíveis. Nesta primeira fase de requalificação, prevemos gastar cerca de 100 000 € e desejaríamos que as obras estivessem concluídas por altura da Festa da Santa Eufémia, festa religiosa da responsabilidade desta Santa Casa, o que poderá não acontecer, por necessidade de executar obras no interior da Igreja, que requerem minúcia e tempo.

Que investimentos de beneficiação e modernização têm actualmente em curso e que outros têm projectados, para além das referidas obras na Igreja?

Desde há três anos a esta parte, que apostámos em investimentos de beneficiação e modernização, nomeadamente ao nível da requalificação das instalações do Centro de Dia, cozinha, renovação do parque automóvel com a aquisição de 3 novos veículos, equipamentos móveis e instalação de Painéis Solares.
Graças a uma gestão rigorosa acabámos com o passivo da Santa Casa da Misericórdia de Santar, facto que tornou possível que este ano, as Obras da Igreja tenham sido a nossa prioridade e a sua concretização seja hoje uma realidade.
Quanto a projectos que desejamos materializar, para além dos anteriormente referidos, a Santa Casa possui um vasto e rico acervo. É imprescindível que se faça uma inventariação de todo o seu espólio documental e das peças de arte sacra, tendo em vista a criação de um Arquivo Histórico que será de todo o interesse que se conheça e se possa tornar público, através de exposições temáticas. Estamos apostados na realização deste projecto
Estamos neste momento, também, a trabalhar num projecto na área da saúde de que vos falarei mais tarde.

Que funções desempenha actualmente na União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e que importância lhe atribui?

A UMP é como o nome indica o órgão que representa as cerca de 400 Misericórdias do País. Fui convidada a integrar a lista que iria ser sufragada para a eleição do Secretariado Nacional para o triénio 2010-2012, pelo Dr. Manuel de Lemos, seu Presidente. Foi um convite que me honrou e me responsabiliza de um modo muito particular, uma vez que sou a primeira Mulher a integrar este órgão desde que foi constituído (33 anos), mas também, o reconhecimento do meu trabalho e dedicação a estas Instituições.
Tenho a responsabilidade de coordenar 4 Secretariados Regionais (Viseu, Guarda, Coimbra e Leiria) e ainda assumo o Pelouro do Voluntariado das Misericórdias do País e o Movimento Jovem de Voluntariado – Juvecórdia.
É necessário chamar à atenção dos jovens que devem ser socialmente solidários, como forma de expressão de cidadania plena e assumir um papel interventivo numa sociedade nem sempre participativa. O voluntariado como uma extensão da solidariedade é um factor de coesão social e um poderoso meio para a transformação do Mundo.
Porque acredito que é possível construir uma sociedade mais justa e equitativa, baseada num novo paradigma social e económico, estou empenhada em colaborar e em dar o meu contributo, com humildade mas com determinação para que o Papel das Misericórdias em Portugal continue a ser uma referência, pois desde a sua fundação até aos nossos dias, o voluntariado é uma presença constante na Missão das Misericórdias e merecem ser consideradas como as pioneiras do voluntariado em Portugal.
Os pedidos de auxílio à Vossa Instituição têm aumentado neste período em que a crise económica afecta cada vez mais pessoas, com o surgimento dos chamados “novos pobres”
Temos consciência que este período que atravessamos, tem afectado muitas famílias e embora os pedidos de auxílio se tenham verificado mais ao nível de fornecimento de refeições, também nos chegam muitos pedidos de emprego. Se relativamente ao segundo aspecto não conseguimos dar resposta a todas as solicitações, o mesmo não acontece em relação ao primeiro, uma vez que, nunca deixamos de apoiar quem nos pede auxílio. Fazemo-lo depois de avaliada a situação, umas vezes de forma totalmente gratuita e noutras, abaixo do custo do serviço prestado.
Agimos de acordo com as 14 obras de Misericórdia e em momentos particularmente difíceis, estamos ainda mais atentos a todos os sinais que demonstrem essas dificuldades e prontos a ajudar.

Tem vindo a público casos de famílias que acabam por retirar os idosos das instituições devido a dificuldades por que estão a passar. Registaram já algum caso desse género?

Não temos casos de utentes que tenham abandonado/saído dos nossos serviços, mas como referi, atentos que estamos a todos os sinais de carência, agimos de acordo com as nossas possibilidades, evitando deste modo, que essas situações possam vir a ocorrer, tanto mais que, não podemos deixar que aqueles que são os mais frágeis pela sua condição económica e física, sejam os que mais sofram.
Como é do conhecimento geral, a principal cooperação que as Instituições de Solidariedade Social têm é proveniente da Segurança Social, estabelecida através de Protocolos. Apesar dessa comparticipação rondar somente cerca de 35%, é um apoio fundamental para o desenvolvimento da acção social que se presta à população que dela necessita. Para completar as restantes verbas, a Misericórdia tem que recorrer à comparticipação das famílias e a receitas próprias e aí constatamos que estão com dificuldades em comparticipar

Que mecanismos as instituições poderão accionar, designadamente a cooperação com outros organismos de apoio, para fazer face a esta situação?

A Cooperação que estabelece em rede com diversas entidades e organismos públicos é um dos meios que podemos e devemos potenciar, no sentido de se encontrarem as melhores soluções para os casos que frequentemente surgem com as mais variadas carências.
Precisamos que o Poder Local olhe para as Instituições que prestam serviço social e que exista cooperação efectiva.
Mas o desafio da actualidade é a associação entre Voluntariado e conceitos como Responsabilidade, Compromisso, Direitos e Deveres, já que é uma actividade inerente ao exercício de cidadania que se traduz numa relação solidária para com o próximo, participando de uma forma livre, responsável e organizada, na solução dos problemas que afectam a sociedade em geral. A solidariedade que os voluntários de forma organizada mas consciente podem prestar aos cidadãos em cooperação com as Instituições, poderá ser sem dúvida, um apoio deveras eficaz na ajuda de estabelecimento de redes de proximidade, afecto e uma Missão nos dias de Hoje.
Depois, cada Instituição em função do seu Plano de Acção e no caso da Santa Casa da Misericórdia de Santar, em função da sua capacidade económica presta todo o apoio. Muito desse apoio só é possível ser dado, graças ao trabalho que Provedora e restantes Membros da Mesa Administrativa fazem de forma gratuita e voluntária.

Que carências e maiores dificuldades enfrenta a vossa instituição? Os meios ao vosso dispor considera serem suficientes para suprir as necessidades na vossa área de actuação?

As dificuldades são as normais de Instituições cujo fim não passa pela obtenção de lucros mas, tão somente, na procura do bem estar e na satisfação das necessidades básicas de todos os que precisam de ajuda.
Esta realidade faz com que tenhamos de estar atentos ao nosso orçamento e à evolução económica e financeira a nível nacional, pelo que dedico a esta matéria uma atenção especial, no sentido de poder tomar novas medidas em função dos novos desafios que se nos colocarão.
Nós existimos para ajudar as pessoas mas é preciso que se perceba, que o sector social não é o sector privado, mas um terceiro sector, com regras próprias. Prestamos serviços, criamos postos de trabalho e ajudamos também a criar riqueza.
Quantos utentes e funcionários têm actualmente nas diversas valências?
A Santa Casa da Misericórdia actua na área do Idoso e da Saúde. Presta apoio no Centro de Dia a cerca de 18 utentes e no Apoio Domiciliário a cerca de 65.
Para a área da Saúde possui uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Longa Duração e Manutenção, com capacidade para 21 utentes, que tem estado lotada desde a sua criação.
Confeccionamos ainda cerca de 300 refeições diárias, em período de aulas, uma vez que cerca de 180, se destinam a alunos de Escolas e Jardins de Infância, conforme protocolo estabelecido com a Câmara Municipal de Nelas.
O nosso quadro de colaboradores directos afectos às valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário é de 22 incluindo Ajudantes de Lar, Centro de Dia, Nutricionista, Cozinheiras, Ajudantes de Cozinha, Administrativa, Técnica Superior de Acção Social e Psicóloga.
Na Unidade de Cuidados Continuados contamos com 12 Auxiliares de Acção Médica e 14 colaboradores entre Médicos, Médica Fisiatra, Enfermeiros, Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional, Directora Técnica, Psicóloga e Administrativa. Temos ainda três estagiários nas Áreas da Saúde e Acção Social, o que perfaz um total de 50 colaboradores.
Já ponderaram partir para a construção de um lar de idosos inexistente em Santar? Ao que sabemos está actualmente em curso um projecto privado na freguesia…
Temos projecto, temos terreno e temos vontade, pelo que a sua construção está no nosso horizonte, aguardando candidaturas para o efeito.
Estamos também fortemente empenhados num projecto a desenvolver na área da saúde, como já anteriormente referi.
Quanto à construção de um lar privado na Freguesia nada se me oferece dizer sobre o assunto, uma vez que a qualquer cidadão assiste o direito de concretizar os seus projectos, muito embora o lar a ser construído pela Santa Casa, terá como destinatários utentes com outros recursos.

Que balanço faz da organização das festividades da Semana Santa deste Ano e que outros eventos e actividades têm programado realizar ainda este ano?

O balanço foi muito positivo. Desde os cartazes, os flyers, as bandeiras que pela primeira vez foram penduradas nas ruas por onde as Procissões passaram (o que foi do agrado de quantos cá vivem e nos visitaram), o número significativo de irmãos que se integraram nas Cerimónias, o crescente número de inscrições de irmãos jovens, os milhares de visitantes que se deslocaram à Vila de Santar, os fogaréus e as cerimónias litúrgicas com a participação de vários sacerdotes, ajudaram a dar maior visibilidade às cerimónias que são da total responsabilidade desta Santa Casa e o principal evento religioso do Concelho.
É ainda de realçar o elevado sentido de respeito e solenidade de que se revestiram todos estes actos religiosos.
Por tudo isto, penso que temos criadas condições para acreditar num futuro de continuidade na aposta desta iniciativa e nos valores que norteiam a Santa Casa da Misericórdia de Santar.
Temos para além destas, as cerimónias da Nossa Senhora das Misericórdias que se realizam todos os anos no dia 31 de Maio ou no 1.º Domingo de Junho, a Missa Anual por intenção do Donatário D. Lopo da Cunho e Irmãos falecidos, a 11 de Novembro e a da Santa Eufémia a 16 de Setembro.
Este ano, na Festa de Santa Eufémia iremos alargar a sua vertente cultural com um programa que decorrerá até ao dia 19, com um leque variado de actividades e animação. Pensamos com este evento, conseguir angariar fundos, que nos ajudem a minimizar o custo das obras da Igreja.
Contamos com a participação de toda a Comunidade e amigos da Santa Casa da Misericórdia de Santar. Precisamos que nos ajudem para que também nós possamos ajudar. Temos confiança, fé e vontade de querer Bem Servir, pois com humildade mas com determinação, podemos com a doação do nosso tempo a favor das pequenas coisas, transformar pequenos feitos, em grandes feitos.

Edifício sede da Fundação Lapa do Lobo será património histórico e arquitectónico do concelho


As obras do edifício sede da Fundação Lapa do Lobo seguem a bom ritmo, para poder ser inaugurada no próximo dia 9 de Outubro. A convite do benemérito e mentor do projecto, Carlos Cunha Torres, estivemos no local a acompanhar o evoluir de uma obra que irá entrar certamente no vasto património histórico e arquitectónico do concelho. A arte colocada na recuperação da antiga casa tipicamente Beirã, situada dentro da aldeia, é a todos os títulos notável, resultando numa magnífica combinação entre o contemporâneo e o tradicional estilo das Beiras, de tal forma que irá ter honras de reportagem televisiva nos canais SIC generalista e SIC notícias, através do programa “Espaços & Casas”.

Detido o indivíduo de Santar que alegadamente disparou sobre o vizinho

– O homem é conhecido na vila por José Tição

O suposto crime aconteceu na zona de Santar, Nelas, no passado dia 22 de Agosto como avançámos na nossa última edição. O suspeito de disparar sobre um vizinho,é conhecido por José Tição e tem 38 anos. Em causa está uma suspeita de homicídio na forma tentada, para além da acusação de posse de uma arma proibida, o que levou à sua detenção por parte da Polícia Judiciária.
O disparo, protagonizado pelo suspeito, sobre o condutor de uma viatura em movimento, no interior da localidade, representa, segundo uma fonte ligada à investigação, o culminar de um conjunto de conflitos e mesmo ameaças, que envolveram o suspeito, a vítima e um irmão desta. O pomo da discórdia é um terreno agrícola, que se encontra à venda, e que o suspeito e os dois irmãos “disputavam”. O primeiro já se serviria do terreno em questão e os segundos, que aparentemente são sócios, têm uma outra terra contígua, motivo pelo qual manifestaram interesse em proceder à sua aquisição. Um interesse que levou uns e outros a “tomarem-se de razões”, discutindo por diversas vezes entre si.
O conflito entre os interessados assumiu contornos mais gravosos no passadodia 22 de Agosto, altura em que o suspeito e o mais velho dos irmãos se encontraram junto ao terreno e, mais uma vez, entraram em discussão. E, ao azedume das palavras, seguiu-se, de acordo com fonte ligada à investigação, uma ameaça explícita do arguido, empunhando uma pistola. Todavia, a quezília ficou por ali e o homem, que se dedica à agricultura e criação de gado, acabaria por abandonar a propriedade, dirigindo-se à aldeia. Foi a pé, uma vez que a motorizada com a qual se deslocou para o terreno foi usada por uma outra pessoa, que o acompanhava. E foi apeado que o suspeito se viu confrontado, no meio da povoação, com o irmão do homem que tinha acabado de ameaçar com uma arma. Se momentos antes se limitou à ameaça, acabou agora por a concretizar, empunhando a pistola 6.35 (uma arma de alarme transformada e, como tal, ilegal) que trazia consigo e disparando em direcção ao condutor.
O projéctil partiu o pára-brisas e acabou por se alojar no habitáculo, não atingindo, por sorte, o condutor, de 27 anos, e único ocupante do jipe. Todavia, de acordo com os exames periciais efectuados pelos técnicos da PJ, a trajectória do projéctil não levanta dúvidas e o objectivo do autor do disparo era mesmo atingir o condutor.
O facto de o suspeito ter disparado sobre um veículo em movimento, colocando em perigo a vida do respectivo condutor, levou, inicialmente, a pensar que se estaria perante um atentado à segurança rodoviária. No entanto, as investigações efectuadas pela Directoria do Centro da PJ permitiram esclarecer que o disparo pretendia “resolver” uma acesa disputa pela posse de um terreno. Por isso mesmo, o agricultor está indiciado como suspeito da prática de um crime de homicídio na forma tentada, bem como de detenção de arma proibida. Pistola que, de resto, a PJ apreendeu, o mesmo acontecendo com o respectivo carregador e diversas munições, escondidos num terreno utilizado pelo arguido.
Além de esconder a arma, o suspeito também se terá “resguardado” bastante nos últimos tempos, refugiando-se mais em casa, alegadamente por temer eventuais represálias por parte dos irmãos. Mas não abandonou a aldeia, na zona de Santar, e foi ali que foi localizado e detido pela Judiciária.
Foi presente, no Tribunal de Nelas, para primeiro interrogatório judicial e aplicação da medida de coacção considerada conveniente.

Seniores de Andebol do ABC apostam forte no nacional da 3ª divisão

A Equipa do “Coração do Dão” vai participar uma vez mais no Campeonato Nacional da 3ª Divisão de Andebol.
O Plantel está definido, bem como a equipa técnica e os dirigentes de secção.
Assim, os dirigentes de secção são: Eduardo Cunha (Vice-Presidente do Clube e Director Desportivo da Equipa Sénior), Dílio Francisco, Jorge Lopes, Miguel Cardoso e José Alfredo (dirigente/massagista).
A equipa técnica é constituída por Artur Jorge Ferreira (Treinador Principal) e Joaquim Fernandes (Treinador-Adjunto).

Da época anterior transitam 11 jogadores, aos quais se juntam 6 reforços. Desta forma, o clube mantém a maioria dos jogadores, conferindo estabilidade e entrosamento à equipa, cirurgicamente reforçada tendo em vista a construção de uma equipa ainda mais competitiva.

Plantel que representará o ABC de Nelas em 2010/2011:

– Alex (GR) – ABC de Nelas
– Viriato (Pivot) – ABC de Nelas
– Luís Gonçalves (1ª Linha) – Regresso ao Clube
– Diogo Ferreira (1ª Linha) – ABC de Nelas
– Renato Pereira (Pivot) – ABC de Nelas
– Avelino Matos (Universal) – ABC de Nelas
– João Freirinha (1ª Linha) – ABC de Nelas
– Luís Miguel (1ª/2ª Linha) – ABC de Nelas
– João Fernandes (1ª Linha) – ABC de Nelas
– Vicente Fernandes (1ª/2ª Linha) – ABC de Nelas
– Francisco Neves (1ª/2ª Linha) – Regresso ao Clube
– Daniel Pinto (GR) – ABC de Nelas
– Tiago Paiva (1ª Linha) – ex-Andebol Clube de Lamego
– Luís Sousa (1ª Linha) – ex-Andebol Clube de Lamego
– Tiago Barata (2ª Linha) – ABC de Nelas
– Rui Lopes (2ª Linha) – Regresso ao Clube
– Marco “Danny” Oliveira (Pivot) – ex-Tondela Andebol Clube

APESNELAS entrega prémios aos melhores Alunos da Escola Secundária de Nelas


Decorreu no passado dia 8 de Setembro, na Escola Secundária de Nelas a cerimónia de entrega de prémios aos seus melhores alunos. Este evento, em que esteve presente a Presidente da Câmara,Isaura Pedro, foi, como habitualmente, organizado pela Escola Secundária de Nelas e distinguiu os alunos que integraram o quadro de honra da Escola, para além da entrega dos diplomas aos alunos que concluíram o 12º ano. Estiveram presentes, entre lunos, pais, professores e funcionários da Escola, mais de uma centena e meia de pessoas.
A grande novidade veio da Associação de Pais que constituiu parcerias com várias empresas de forma a premiar os melhores alunos da Escola. Assinale-se o precioso e indispensável contributo dos balcões de Nelas do BES, do BPI, do Santander e da Caixa Geral de Depósitos, da Junta de Freguesia de Nelas e da agência de Viagens 360º.
As alunas distinguidas foram os seguintes: Francisca Santos, Filipa Paula, Mariana Paula, Maria Lurdes Monteiro, Sónia Santos e Ana Catarina Xavier, as melhoras do 7º, 8º, 9º 10º, 11º e 12º ano, respectivamente.
O nosso jornal contactou o Presidente da APESNELAS, que nos deu conta da satisfação da Associação de Pais em premiar o mérito e a dedicação dos melhores alunos. Silva Liberato disse-nos que “a Associação de Pais sente orgulho e necessidade em reconhecer o bom trabalho desempenhado pelos melhores estudantes da nossa Escola”. O presidente da APESNELAS explicou ainda que “quando estes alunos chegarem ao mercado de trabalho, irão ser confrontados, inevitavelmente, com avaliações no exercício das suas funções – é bom que se habituem, pois a competitividade de hoje assim o exige”. “a comunidade escolar deverá dispensar um carinho especial aos alunos galardoados” concluiu.

Luís Pinheiro tomou posse na Assembleia Municipal Manuel Marques é o novo vice presidente da Câmara

– Isaura Pedro promete respeitar o direito ao contraditório político e à informação, por parte da oposição
Foi no passado dia 23 de Outubro, que teve lugar no auditório do multi-usos de Nelas, a cerimónia de tomada de posse dos novos membros da Assembleia Municipal e Câmara Municipal, eleitos na sequência do sufrágio autárquico de 11 de Outubro. Sem dúvida que o grande destaque vai para a tomada de posse de Luís Pinheiro, o reeleito presidente da Junta de Canas, pelo Movimento de Restauração de Canas a concelho, que dá assim mais um importante sinal de completa pacificação das relações com o município de Nelas, pois em 2001 não chegou sequer a tomar posse. Ao nosso jornal o autarca não confirmou entretanto se irá marcar presença nas reuniões da Assembleia Municipal, dizendo-nos que esta situação “está ainda em aberto”. Tomaram ainda posse mais dois Canenses – Aires dos Santos (PS) e Alexandra Pinto (PSD/CDS-PP). Ou seja, há muito não se via uma participação Canense tão activa nos órgãos municipais. Foram assim eleitos para o órgão deliberativo do concelho, 21 deputados municipais por sufrágio directo (13 do PSD/CDS-PP ; 5 do PS ; 2 do MPT e 1 do PPM) e ainda os 9 presidentes de Junta, que têm assento por inerência neste órgão – ou seja temos um total de 30 membros da Assembleia Municipal. Apenas Eurico Amaral, eleito pelo MPT, não tomou posse.
Este órgão tem competências muito importantes, muito embora sejam muitas vezes esquecidas.
Além da fiscalização e acompanhamento permanente da actividade da Câmara Municipal, estas são algumas das suas principais funções :

Aprovar o plano de actividades e o orçamento, bem como as suas revisões;
Aprovar anualmente o relatório de actividades, o balanço e a conta de gerência;
Aprovar medidas preventivas, normas provisórias, áreas de desenvolvimento urbano prioritário e planos municipais de ordenamento do território;
Aprovar empréstimos, nos termos da lei;
Aprovar os quadros de pessoal dos diferentes serviços do município e fixar nos termos da lei, o regime jurídico e a remuneração dos seus funcionários;
Autorizar a Câmara Municipal a adquirir, alienar ou onerar bens imóveis de valor superior ao imposto pela lei;
Estabelecer taxas municipais e fixar os respectivos quantitativos;
Deliberar quanto a criação de derramas destinadas à obtenção de fundos para a execução de melhoramentos urgentes.

Após ser empossada para um segundo mandato à frente dos destinos da autarquia, Isaura Pedro fez questão de fazer um curto balanço desde que assumiu pela primeira vez a presidência da Câmara, em 2005, considerando-o um mandato “com uma orientação que se revelou correcta e eficiente”, como se verificou pelo “reforço da nossa maioria”, com o povo a responder com “sabedoria e clarividência “ a toda uma campanha movida pela coligação, sublinhando que o “partido mais votado da oposição teve menos de metade dos votos que a nossa coligação”. Ainda assim, a autarca agora reeleita fez questão de enfatizar que “respeitaremos o legítimo direito da oposição ao contraditório político, à informação e a todos os restantes direitos consignados na Constituição e na lei, mas não permitiremos que os mesmos sirvam para protelar, atrasar ou comprometer projectos que foram aprovados pelo eleitorado”. Reafirmando que, para o executivo que lidera, “as freguesias são tratadas todas por igual”, Isaura Pedro reforçou a ideia de querer continuar a colocar em prática uma política de “verdadeira cooperação e proximidade” e deixou ainda alguns recados ao governo, nomeadamente em relação à concretização de alguns projectos como “o IC12 e o IC37, que não têm passado de vãs promessas”, assim como apelou a que “o QREN finalmente se execute com a eficácia desejada para que possamos concretizar os grandes investimentos que temos planeados, como sejam, a construção dos centros escolares, o museu do vinho, a ampliação do pavilhão municipal, a melhoria da rede de águas e saneamento, a melhoria da rede viária e a construção de habitação social”. O também reeleito presidente da Assembleia Municipal, José António Pereira, que acabou por ter 23 votos favoráveis, e mantém como secretários António Liberato e Manuel dos Santos, definiu como grande objectivo para o seu mandato “a promoção da melhoria da qualidade do trabalho desta Assembleia”.
A coligação PSD/CDS-PP poderá vir a ter 4 vereadores em permanência e Canas, após vários anos, volta a ter um vereador
A primeira reunião ordinária da recém-empossada Câmara Municipal teve lugar no passado dia 27 de Outubro e serviu essencialmente para a nomeação por parte da Presidente da Câmara, Isaura Pedro, do seu vice-presidente, que a substituirá em casa de ausência ou impedimento, assim como para a atribuição dos vereadores que ficam no executivo em regime de permanência.
Ficou desde já decidido que as reuniões ordinárias da Câmara Municipal, continuarão a ser realizadas nas segundas e últimas terças-feiras de cada mês, sendo todas elas abertas ao público, mas que apenas poderá intervir na última reunião de cada mês. Isaura Pedro defendeu mesmo que todas devem ser abertas ao público pois “nada temos a esconder”. A autarca reeleita procedeu de seguida à nomeação do seu vice-presidente. A sua escolha recaiu sobre o vereador do CDS/PP, Manuel Marques. Já em relação aos vereadores que ficam no executivo em regime de permanência, a presidente da Câmara decidiu fixar 4 lugares, sendo apenas para já apenas dois deles preenchidos – Manuel Marques e Osvaldo Seixas (PSD). Os outros dois vereadores da coligação PSD/CDS-PP, poderão no curto prazo vir também a assumir pelouros e ficar assim em regime de permanência – Maria Antónia (PSD) e Jorge David Paiva (CDS/PP). Os pelouros ficam então, para já, assim distribuídos :
Isaura Pedro :
Supervisão de todos os serviços municipais
Saúde
Acção Social
Habitação
Recursos Humanos
Manuel Marques :
Assuntos jurídicos
Equipamento rural e urbano
Energia
Água e saneamento básico
Ordenamento do território e urbanismo

Osvaldo Seixas :
Património, cultura e ciência
Tempos livres e desporto
Cooperação externa e relações públicas
Educação e juventude
Defesa do consumidor
Departamento administrativo e financeiro

Os vereadores do PS, Adelino Amaral e o estreante Canense Hélder Ambrósio, votaram contra a proposta do executivo de atribuir 4 lugares na vereação em regime de permanência, tendo em declaração de voto mencionado os motivos desse sentido de voto, nomeadamente “o facto de nos parecer exagerado este número, dada a época difícil em que vivemos, devendo as instituições dar sinais de contenção”. Também em relação à delegação de diversas competências na presidente da autarquia, como está previsto na lei, os vereadores do PS votaram contra por entenderem que “está em causa uma questão de transparência, embora tenha vantagens operacionais”. Uma das áreas mais sensíveis nesta matéria, é a possibilidade da presidente da autarquia poder fazer alterações pontuais ao orçamento, sem que tenham que ser trazidas a reunião de Câmara. Osvaldo Seixas, vereador com o pelouro das finanças, deu-nos conta que seria impensável não ter estas competências delegadas, pois “teríamos que ter reuniões de Câmara com muito maior frequência, o que afectaria o normal funcionamento da autarquia e dos seus serviços”. Manuel Marques acabou entretanto por criticar a posição assumida pelos vereadores do PS, acusando mesmo Adelino Amaral de “em 2001 ter votado a favor da delegação de competências e agora parece não ter compreendido a vontade do povo”.

“Na sua grande maioria, os professores são competentes, honestos e responsáveis, não sendo os culpados dos males da educação”

António Borges dos Santos, director executivo da Escola Secundária de Nelas, dá-nos conta das expectativas positivas com o novo elenco governativo, e fala-nos da classificação atribuída à secundária de Nelas e do ensino profissional, que tem vindo a ser promovido pela instituição de ensino que dirige.

Como está a decorrer a abertura de mais um ano lectivo ?
A abertura do ano lectivo está a decorrer dentro da normalidade. Este ano houve concurso de professores, o que provocou algumas mudanças, mas os novos colegas já começam a integrar-se sem grandes problemas.

A vossa escola ficou na parte final da tabela (403º lugar em 504 analisadas) no ranking nacional da SIC/Expresso, cujo critério são as avaliações. A que factores atribui esta classificação?

Os factores são vários, desde a forma como os rankings são elaborados até às políticas educativas de cada escola. Se uma escola tiver como objectivo diplomar com o ensino secundário o maior número de alunos no menor número de anos, como é o caso da nossa, admite a exame alunos que, embora reúnam condições para concluir a disciplina, não oferecem à partida garantia de notas muito elevadas, prejudicando o lugar da escola no ranking. Se outra escola admitir a exame apenas os alunos que garantam boas notas, os não admitidos passam a externos e funcionam como se nunca tivessem sido alunos da escola, pois não são considerados no ranking. O lugar no ranking melhora mas a conclusão do ensino secundário pelos alunos matriculados, não. Nós, de forma assumida, continuamos a privilegiar a hipótese de conclusão do ensino secundário pelos nossos alunos, aos lugares nos rankings. É posição assumida pelo Conselho Pedagógico que todos os alunos que reunirem as condições mínimas devem ser admitidos a exame, independentemente de darem garantias de notas elevadas. Encaramos com a mesma naturalidade o 403º lugar obtido nos exames dos 11º e 12º anos, como 65º lugar obtido nos exames do 9º ano, entre 1304 escolas a nível nacional e o 1º lugar de entre as escolas públicas do distrito de Viseu, ranking também publicado na mesma semana. Os rankings têm o valor que têm, pois limitam-se a fazer uma seriação de escolas através das médias obtidas nuns tantos exames de outras tantas disciplinas que, ainda por cima, não são as mesmas para todas as escolas, para não falar do número de alunos analisados.

A vossa aposta no ensino profissional, nomeadamente nos cursos CEF, tem estado a ter resultados, ao nível de ir ao encontro das necessidades do mercado de trabalho do concelho, e ao nível da empregabilidade subsequente?

A nossa aposta nos cursos CEF e profissionais, tem dois objectivos bem definidos. Um deles é ir ao encontro das necessidades do mercado de trabalho no concelho e o outro é dar aos nossos alunos com expectativas baixas da escola teórica, que pouco ou nada lhes diz, uma nova oportunidade de concluírem os seus estudos de uma forma mais prática, mais objectiva e mais virada para o mercado do trabalho. Os alunos ao concluírem um curso CEF, são certificados com o 9º ano e com uma certificação profissional de nível 2, que lhes permite ingressar de imediato no mercado de trabalho. Os que pretendem prosseguir estudos, e são muitos, ingressam nos cursos profissionais, sendo depois certificados com o 12º ano e uma certificação profissional de nível 3. Têm novamente duas hipóteses, ingressar no mercado de trabalho ou prosseguir estudos de nível superior. Temos assim um ensino mais prático e organizado em vários patamares de saída, de acordo com os interesses de cada aluno. No que diz respeito à empregabilidade subsequente, apraz-nos registar que todos os alunos que optaram por ingressar no mercado de trabalho, conseguiram emprego na área, muitas vezes nas próprias empresas onde realizaram os estágios. Nos cursos profissionais, em que o estágio é feito em dois anos, aconteceu em alguns casos, os alunos terem sido convidados pelas empresas a prolongarem a permanência na mesma para além do período de estágio.

Quais os cursos que têm tido maior procura e mais saída profissional?

Numa perspectiva local, apostámos nos cursos CEF e Profissionais de Electricidade e Energia e de Hotelaria e, a nível mais regional, no profissional de Design Gráfico. A procura tem sido boa, tanto pelos nossos alunos, como por alunos de outras escolas, tanto do concelho como de fora. Os cursos que têm tido mais saída profissional são os CEF de Serviço de Mesa e Electricista de Instalações. Relativamente aos Cursos Profissionais, ainda estão em fase de conclusão, mas há boas expectativas relativamente ao Profissional de Técnico de Instalações Eléctricas.

O que espera do novo governo em matéria de avaliação dos professores e estatuto da carreira docente?

Espero, antes de mais, a pacificação da escola. A anterior Ministra começou por tomar medidas que considero positivas pois, ainda que com alguma contestação, conseguiu colocar os professores e os alunos a tempo inteiro na escola. Os alunos e os professores entenderam e aceitaram essas mudanças e pode-se dizer que a escola até estava a funcionar melhor. Porém, os dois últimos anos, com a revisão do estatuto e o processo de avaliação, impostos de cima para baixo quase sem direito a negociação, foram extremamente desgastantes e pouco dignificantes para os professores. O anterior governo fez passar para a opinião pública uma imagem dos professores que não é, nem de perto nem de longe, a real. Na sua grande maioria, os professores são competentes, honestos e responsáveis, não sendo os culpados dos males da educação, como quiseram fazer crer. É frustrante ver professores que dedicaram toda a sua vida ao ensino com dedicação e competência, socorrerem-se de uma aposentação antecipada, não só por não concordarem com as medidas que têm sido tomadas, mas também por não aguentarem a pressão a que temos sido sujeitos. Do novo governo, espera-se uma postura séria, que permita negociar uma verdadeira revisão do estatuto, que não prejudique mais de dois terços dos professores com uma divisão artificial da carreira e uma avaliação menos burocrática, mais justa e aceite pelas partes, em vez daquela que nos foi imposta e rejeitada por toda uma classe. No fundo, uma avaliação que permita aos professores serem professores a tempo inteiro, tendo como principal preocupação os alunos e as suas aprendizagens, em vez da sua própria avaliação, que nos últimos anos ocupou demasiado tempo e energias, sem vantagens para ninguém.

Macomax e Statusnivel são assaltadas e larápios conseguem “escapar”

Um onda de assaltos varreu o concelho, entre os dias 9 e 11 de Outubro. Os alvos foram a oficina Statusnivel, situada à saída da vila, em direcção a Canas de Senhorim e o armazém de materiais de construção, Macomax, situado na rua da estação.
Entrando na oficina pelo portão frontal, sem qualquer arrombamento, os assaltantes levaram material no valor estimado de 3 mil euros, entre auto rádios, peças diversas e ferramentas. Já na Macomax, o roubo rendeu mais – cerca de 10 mil euros. Foi no dia 9 de Outubro, cerca da 1h30m da madrugada, quando os vizinhos que moram no prédio onde no rés do chão se situa o armazém de materiais de construção, ouviram um ruído estrondoso. Os 3 indivíduos partiam a montra com um martelo, conseguindo desta forma entrar dentro da loja e mesmo com o alarme a soar e os vizinhos na varanda, não se sentiram intimidados e em poucos minutos levaram material no valor aproximado de 10 mil euros – ferramentas e máquinas diversas, de marcas conceituadas. A vizinhança chegou mesmo a lançar cadeiras e vasos, na tentativa de evitar o assalto, mas tal acção não assustou os ladrões, que impávidos e serenos lá foram carregando o material para uma carrinha Fiat Fiorino branca, ao que apurámos com matrícula falsa (pertencente a um citroen AX de Braga). Dada a ligação directa do alarme ao posto da GNR de Nelas, com grande rapidez se deslocou ao local um carro patrulha, que quase se ia cruzando com a viatura dos assaltantes. Os agentes policiais ainda tentaram perseguir a carrinha dos assaltantes, mas sem sucesso. Ao local dirigiu-se ainda uma brigada do Núcleo de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, que recolheu vestígios, nomeadamente impressões digitais. Esta foi a primeira vez que a Macomax foi assaltada, sendo que os 3 indivíduos conheceriam bem o local.

Desemprego no concelho sobe 10% entre Setembro de 2008 e Setembro de 2009

– São agora 759 os desempregados no concelho – um acréscimo de 67 num ano

Setembro foi um mês recorde, em termos de desemprego em Portugal. Um sinal de que as previsões que apontam para taxas de desemprego na ordem dos 11% em 2010 poderão concretizar-se, com alguns economistas a preverem mesmo que no prazo de 2 anos poderemos vir a registar em Portugal um número recorde de 700 mil desempregados. Além do recorde de 510.356 desempregados registados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), nunca como em Setembro tantas pessoas acorreram aos centros de emprego.
Numa análise detalhada da evolução daquele que é considerado o maior flagelo social numa economia, em relação ao concelho de Nelas verificamos a continuação da tendência de subida sustentada do nível de desemprego, estimando-se que afecte 13,6% da população activa (partindo do censo de 2001, com um total de 5 582 pessoas em idade activa), ou seja bem acima da média nacional. O encerramento de diversas empresas e a redução dos custos, imposta pela crise, com o consequente despedimento de largas centenas de trabalhadores, têm sido decisivos para explicar esta realidade num concelho com um elevado índice de industrialização. Lembramos os despedimentos que demos conta no nosso jornal, na Lusofinsa e Faurecia, por exemplo. Em termos de sexo, continua a tendência de uma maior prevalência no sexo feminino, embora a encurtar-se essa diferença, dado que o aumento registou-se todo no sexo masculino, enquanto no sexo feminino houve até uma redução – 329 homens e 430 mulheres em Setembro de 2009, enquanto em Setembro de 2008 eram 224 homens e 468 mulheres. No que diz respeito aos escalões etários, continua a verificar-se uma maior incidência do desemprego na idade compreendida entre os 25 e os 54 anos – 503 pessoas em 2009 e 492 pessoas em 2008, ou seja, cerca de dois terços do total dos desempregados situam-se neste intervalo de idades.
De referir que em relação a Agosto de 2009, se verificou uma ligeira redução no número total de desempregados, mais precisamente 7, ou seja, parece que a tendência é de estabilização e até ligeira diminuição.

Estrada da morte tira a vida à vereadora Natália Coelho

– Acidente trágico na E.N. 231 em Oliveira de Barreiros vitimou a mandatária de Isaura Pedro e vereadora do PS, Natália Coelho e Maria Clara Moreira, empresária da Agronelas
Óleo e combustível derramados na estrada e um piso molhado pelas primeiras chuvas, parecem ter estado na origem do despiste do Renault Clio, em Oliveira de Barreiros, na E.N. 231 – sentido Viseu-Nelas, onde circulavam Natália Coelho (45 anos) e Clara Moreira (52 anos). Eram cerca das 12h30m, do passado dia 8, quando numa das curvas acentuadas deste troço, onde têm acontecido muitos acidentes mortais (não muito longe deste local morreram no ano passado a provedora da Santar Casa de Santar, Lucília Paiva e o marido Marcelino Paiva), o carro acabou por deslizar e embater frontalmente num camião que transportava areia e pedra, e circulava em sentido contrário. A viatura ficou completamente destruída e as ocupantes tiveram morte imediata, enquanto o condutor do veículo pesado – José Matos, de 30 anos, saiu ileso e terá tentado ainda, sem sucesso, desviar-se do ligeiro, tendo entrado em estado de “pânico” após o acidente. Deslocaram-se ao local nove bombeiros e quatro viaturas, que encontraram um cenário “dantesco”, com as vítimas esmagadas na chapa, o que fez com que se tivesse que recorrer a uma grua para levantar o pesado de mercadorias, para se poder proceder ao desencarceramento do Renault Clio. Uma equipa de Núcleo de Investigação de Acidentes do Destacamento de Trânsito das GNR de Viseu está já a investigar as causas do acidente, tendo recolhido algumas amostras das gorduras que se encontram no piso.
Natália Coelho era uma das mais conceituadas advogadas de Nelas, ocupando actualmente o lugar de vereadora pelo Partido Socialista, mas sendo a mandatária de Isaura Pedro e candidata à Assembleia Municipal pela coligação PSD/CDS-PP. A sua intervenção cívica ia muito para além da política, pois sempre esteve ligada à maior colectividade do concelho – o ABC de Nelas, onde era actualmente vice-presidente do conselho fiscal. Por seu turno, a outra vítima mortal do acidente, era uma prima de Natália Coelho, a conhecida empresária da Agronelas, Clara Moreira, mãe do actual presidente da JSD de Nelas e reeleito deputado municipal, Pedro Moreira, sendo ainda membro da comissão de protecção de jovens e crianças de Nelas. O marido de Clara Moreira é proprietário de uma das maiores empresas avícolas do país – Norteaves, sedeada em Viseu. As duas vítimas eram naturais de Vale de Madeiros e ambas deixam dois filhos. A missa de corpo presente de ambas, teve lugar na igreja matriz de Nelas, no passado dia 9, perante milhares de pessoas, que deram assim o último adeus a duas Nelenses muito conhecidas e queridas pela comunidade. Clara Moreira foi a enterrar no cemitério do Folhadal, enquanto Natália Coelho foi sepultada Canas de Senhorim.
A Câmara Municipal de Nelas, em reunião extraordinária, decretou dois dias de luto municipal, dispensou o pessoal durante um dia, e colocou a bandeira a meia haste, ao mesmo tempo que todas as forças partidárias, concorrentes às autárquicas, decidiram suspender a campanha eleitoral.

Fernando Ruas quer rapidez na construção do IC37, que será alternativo à EN231
O presidente da Câmara de Viseu apelou entretanto à Estradas de Portugal SA a avançar rapidamente com a construção do IC37, entre Viseu e Seia, que será alternativo à EN231.A autarquia pretende, no prazo de um ano, ter requalificados os 2.750 metros da EN231 que são da sua responsabilidade, desde a rotunda do Palácio do Gelo até à rotunda de Teixas (por baixo da auto A25). A obra está orçada em 6,73 milhões de euros e pretende modernizar esta estrada, que é uma das entradas na cidade que tem mais movimento.No entanto, o presidente da autarquia, Fernando Ruas, lembrou aos jornalistas que continua por se concretizar o IC37, entre Viseu (IP5/A25) e Seia (IC7), passando por Nelas, que está integrado na rede rodoviária prevista para o redor da Serra da Estrela. “Já fui a reuniões com o actual secretário de Estado onde era feita toda a explanação de como seria a malha viária naquele ‘interland’ que vai daqui de Viseu até Oliveira do Hospital, Serra da Estrela, e não vemos nada avançar”, lamentou.Na opinião do autarca social-democrata, esta estrada, que terá quatro vias, “é fundamental para uma ligação moderna à Serra da Estrela”.Um despacho datado de 28 de Agosto de 2009, assinado pelos ministros das Finanças e das Obras Públicas, determina que a Estradas de Portugal «prepare e promova o lançamento, para ocorrer até ao final do primeiro semestre de 2010, dos concursos públicos internacionais» para várias concessões, nomeadamente a da Serra da Estrela, que integra diversos itinerários, entre eles o IC37 entre Viseu e Seia.

Coligação PSD/CDS-PP esmaga oposição, elegendo 5 vereadores e deixando o PS a quase 3 mil votos de diferença

Foi uma noite memorável para a coligação PSD/CDS-PP. Conseguindo reduzir a sua oposição a uma clara minoria, em termos de representatividade nos vários órgãos autárquicos do concelho, foi a primeira vez na história da democracia em Nelas que uma força política ultrapassou os 5 mil votos e elegeu 5 vereadores. E nem o argumento da pulverização do eleitorado, com o aparecimento de várias listas poderá explicar o insucesso dos opositores da coligação, pois num cenário em que estivessem juntos, não conseguiriam fugir a essa situação de minoria. Parece assim claro que a estratégia prosseguida pelo PSD e CDS-PP revelou-se a mais eficaz, atingindo um nível de popularidade e aprovação históricos, não se tendo verificado nenhum dos cenários possíveis de que tanto se falava – a dificuldade em se manter a diferença de 2005 em Canas (777 votos), a penetração do PPM no eleitorado da coligação e o peso do ex presidente, José Correia, que acabou por sair desta eleição como um dos grandes derrotados, com um resultado inexpressivo, não chegando a eleger um vereador. Mas o grande derrotado da noite, foi sem dúvida o Partido Socialista, e o seu líder Adelino Amaral, que apostando numa campanha altamente mediática e inovadora em todo o concelho (que mereceu até uma visita de Pacheco Pereira), não conseguiu traduzir em votos esse esforço, ficando a 2 940 votos da coligação, com uma diferença percentual de quase 33% a nível do concelho e 45% em Canas, que continua assim a penalizar fortemente o PS. Luís Pinheiro acabou por ser o outro grande vencedor da noite eleitoral, reforçando a sua votação face a 2005 e mesmo com o aparecimento da candidatura independente CIM (que ainda assim obteve um excelente resultado com cerca de 27% dos votos e 3 mandatos – bem à frente do PS, que se ficou por um mandato e apenas 15% dos votos), e com todos os problemas que enfrentou com a sua equipa durante este mandato, obteve a maioria absoluta na Junta e contribuiu para a votação avassaladora da coligação para a Câmara e Assembleia Municipal, na sua freguesia.
Como nota de grande destaque, de referir a recondução dos actuais presidentes de Junta que se recandidataram, não conseguindo o PS conquistar nenhuma presidência de Junta. Mesmo em Santar, onde se previa poder haver algum equilíbrio, acabou por se registar a maioria absoluta para o actual presidente, João Carlos Martins, que agora pela coligação obteve 5 dos 8 mandatos. Nelas, devido ao peso da lista de José Correia, foi a única freguesia (onde apresentou candidaturas) em que a coligação não obteve a maioria absoluta, elegendo 4 dos 9 mandatos. O excelente relacionamento entre os actuais presidentes de Junta e a coligação (que fomos dando conta através das entrevistas que efectuámos), parece ter sido assim um factor determinante neste acto eleitoral, que se saldou apenas por um novo presidente de Junta – precisamente António Figueiredo em Aguieira. Relativamente à Assembleia Municipal, verifica-se uma considerável renovação nas diversas bancadas, com o MPT a eleger o empresário Eurico Amaral e o antigo chefe das finanças, Manuel Borges, enquanto o PPM elegeu a professora universitária Maria José Correia. O engenheiro e professor, José António Pereira, deverá manter-se na presidência deste órgão. Na próxima edição do nosso jornal, daremos conta da lista completa dos eleitos.

PS fala em “pesadelo” e coligação é comedida nos festejos, devido ao trágico acidente que vitimou mortalmente Natália Coelho e Clara Moreira

O acto eleitoral do passado Domingo ficou marcado pelo acidente da passada Quinta Feira em Oliveira de Barreiros, que tirou a vida à mandatária de Isaura Pedro e vereadora do PS, Natália Coelho e à empresária Clara Moreira, mãe do reeleito deputado municipal do PSD, Pedro Moreira. Com todos os partidos políticos a suspenderem a campanha eleitoral nesse mesmo dia, a comemoração da vitória da coligação ficou assim envolta num clima de grande emoção e consternação, o que inviabilizou uma celebração mais efusiva. Isaura Pedro era o rosto do pesar pela perda da sua mandatária e uma das mais indefectíveis apoiantes nesta campanha, estando visivelmente emocionada, quando subiu as escadas dos Paços do Município para fazer um breve discurso de agradecimento aos seus apoiantes. A chegada dos vereadores eleitos, junto à sua sede de candidatura, foi festejada de forma entusiástica pelos milhares de apoiantes que os aguardavam, com o nº2 de Isaura Pedro, Manuel Marques, a ser dos mais eufóricos, não parando de dizer “não há memória”. Isaura Pedro, dirigiu algumas palavras para a imensa moldura humana que a rodeava, começando por dedicar inteiramente a vitória à sua mandatária, Natália Coelho, e a Clara Moreira, por “nos terem ajudado muito nesta grande vitória”. “Tivemos quatro anos muito difíceis, mas não nos desviámos do nosso objectivo principal – trabalhar para as pessoas”, referiu Isaura Pedro, que fez notar ainda que se considera “uma pessoa do povo, que gosta muito das pessoas”. A autarca, agora reeleita, fez questão de cumprimentar a oposição,desejando-lhes “felicidades”. Foi depois guardado um minuto de silêncio, em memória das vítimas do acidente.
Já na sede do PS o ambiente era de grande desilusão, sendo no entanto de destacar que grande parte do núcleo duro de Adelino Amaral, esteve solidário com o seu líder, na noite da derrota. Afluíram mesmo algumas dezenas de pessoas à sua sede de candidatura. O histórico militante socialista e candidato à Assembleia Municipal, Rui Neves, foi o primeiro a assumir a derrota, considerando-a mesmo um “autêntico pesadelo”. Elencando alguns dos motivos que, no seu entender, estiveram na base desta derrota expressiva, nomeadamente “a campanha suja que durante 2 a 3 anos, quer o MPT, quer o PPM, fizeram contra o Adelino Amaral”, ainda deu uma palavra de alento ao seu candidato, dizendo que “quando fui candidato em 1985 tive uma votação idêntica”. “Acabámos por demonstrar que a guerra que o Dr. José Correia nos moveu não deu em nada, pois não conseguiu sequer eleger um vereador”, acrescentou. “Resta-nos continuar o trabalho que começámos do nada, há cerca de 2 anos e meio, pois os resultados alcançam-se a prazo”, rematou. O cabeça de lista à Assembleia Municipal, Armando Carvalho, era também o rosto da desilusão, confidenciando-nos que “a nossa mensagem não passou”, mas acabando também por dirigir algumas palavras de ânimo a Adelino Amaral, pois “é nossa obrigação moral ajudá-lo nesta hora”, lançando-lhe ainda o repto para continuar na liderança do partido. Adelino Amaral, com um semblante carregado, assumiu pessoalmente a derrota, mostrando a sua “frustração” pela mesma, mas salientando os pontos positivos da campanha, afirmando que “conseguimos construir um grupo e fazer uma campanha limpa e inovadora”. O candidato socialista assumiu que a estratégia “falhou”, pois “as pessoas não aderiram ao nosso projecto e derrotaram esta forma de fazer política”.Olhando para o futuro, o líder do PS apontou para “4 anos muito difíceis, para mim e para o concelho”, mas assegurou desde já que assumirá o seu mandato de vereador, situação em que foi acompanhado pelo Canense Hélder Ambrósio. O líder local do PS, deixou ainda a porta aberta, para uma recandidatura à liderança do partido, nas próximas eleições internas, que se irão realizar em Março ou Abril do próximo ano, prometendo “lutar por um partido mais forte”.

Polémico concurso para o IC12 entre Canas e Mangualde é novamente lançado

A Estradas de Portugal (EP) acaba de relançar o concurso para a concessão das Auto-estradas do Centro, que inclui o troço do IC12 entre Canas de Senhorim e Mangualde. Esta obra foi uma dos temas da campanha, e esteve envolta em polémica entre José Sócrates e a oposição..A controvérsia levou a empresa presidida por Almerindo Marques a suspender o processo, retomando-o agora a menos de uma semana após o sufrágio que ditou uma nova vitória do Partido Socialista. Em conferência de imprensa, os deputados do PS eleitos pelo círculo de Viseu mostraram-se muito satisfeitos com a publicação do concurso em Diário de República. José Junqueiro explicou que “apenas oito dias depois da vitória nas Legislativas, o Governo cumpre a promessa feita aos viseenses”, garantindo que “em 2010 haverá obra no terreno, mesmo contando com o período de discussão pública”. O também líder da Federação Distrital adiantou que se trata de um concurso internacional, cujo prazo de entrega de propostas termina dentro de pouco mais de um mês, mais concretamente, no dia 16 de Novembro, pelas 17h00. Acrescentou ainda que as regras do novo concurso evitam que se verifique uma situação como aquela que se registou no primeiro concurso em que as propostas quase que duplicavam o valor base.”Trata-se de uma boa notícia para a região, para Viseu, para Mangualde e todos os outros municípios abrangidos pelo corredor da nova ligação”, concluiu José Junqueiro, sublinhando que a obra não teria avançado caso o PSD tivesse ganho as eleições do passado dia 27 de Setembro.

Criança de 11 anos vítima de abuso sexual no quartel dos bombeiros de Nelas

– O alegado autor do crime foi apanhado em flagrante por uma bombeira, no início do passado mês de Agosto

Manuel “Laia”, um indivíduo residente em Nelas, com 50 anos, agricultor de profissão, que de acordo com uma fonte por nós contactada sofre de algumas perturbações do foro psíquico, foi o alegado autor de um crime de abuso sexual de um menor de 11 anos, no quartel dos bombeiros voluntários de Nelas, durante o dia e à vista de todos. O local escolhido foi uma área recreativa e de convívio, situada junto às casas de banho, onde existe uma mesa, cadeiras e uma churrasqueira. O alegado autor, residente em Nelas, terá aliciado o menor, também residente em Nelas, a satisfazer o seu desejo sexual, ao que apurámos acariciando-lhe o órgão genital, ambos sentadas junto à referida mesa. Foi isto mesmo que nos confirmou o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Nelas, João Alfredo Ferreira, relatando-nos que “a bombeira após ter presenciado a cena, quando ambos estavam a jogar às cartas, foi logo contar ao comandante, João Coelho, que cumprindo a sua obrigação informou a direcção e dirigiu-se ao posto local da GNR para apresentar o caso”. A mãe do menor foi também informada da situação. João Alfredo Ferreira considera assim que os bombeiros agiram com a rapidez adequada, e não têm qualquer responsabilidade em relação ao sucedido, pois “durante o dia passa por aqui muita gente, inclusive que nos pede para usar a casa de banho”.
Desencadeada a queixa, o caso foi encaminhado para a Polícia Judiciária de Coimbra, que começou a investigar o caso e o considerou “culpado”, embora esta pareça ter sido uma “situação pontual”, não havendo registo ou provas de actos semelhantes, com a vítima ou com outros menores. Sobre a relação que ambos tinham, apenas se sabe que eram vistos juntos com alguma frequência. Ao que apurámos o presumível autor, está proibido de frequentar igrejas, por algumas situações que se passaram de distúrbios, assim como uma outra fonte, nos deu conta que “é uma pessoa com um ar muito intimidatório, que assusta”. Outra situação ainda por deslindar, passou-se há cerca de 6 anos, quando a mãe de Manuel “Laia” desapareceu, sem nunca se ter conseguido apurar o que se terá passado. O suspeito acabou por ser detido há cerca de duas semanas, tendo sido presente em tribunal, para um primeiro interrogatório, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de apresentação semanal no posto local da GNR, mas tendo assim saído em liberdade.