Fundação Lapa do Lobo promove curso “Artes da Agulha”

A Fundação Lapa do Lobo pretende iniciar brevemente o curso de “Artes da Agulha” para crianças e jovens.

O curso terá uma duração de 1 ano.

As atividades decorrerão no Espaço Multifuncional da Fundação, aos Sábados entre as 14h30 e as 17h30.

Publico- Alvo : Todos os interessados com idades compreendidas entre os 5 e os 18 anos.

Inscrições limitadas ao número de vagas: 12

Monitora: Catarina Fonseca

Inscrições : Presencialmente no Edifício Sede da Fundação Lapa do Lobo.

Incêndio na LUSOFINSA está controlado mas ainda não extinto

O fogo de grandes dimensões que deflagrou ontem junto à 2ª maior empresa do distrito de Viseu e maior do concelho de Nelas (LUSOFINSA) ainda não está extinto e vai demorar até que tal aconteça, dado que atingiu a armazenagem de rolos de madeira, principal matéria prima da empresa, de fácil combustão. Ainda assim, ainda hoje, já durante a noite os bombeiros, com o auxílio de 2 meios aéreos conseguiram circunscrever o incêndio e evitar que atingisse a fábrica.

Todos os detalhes na próxima edição impressa do FOLHA DO CENTRO NELAS.

“Exigimos que a Câmara faça as rotundas e as outras obras prometidas”

LUÍS PINHEIRO, Presidente da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, atira no 2 de Agosto

30 anos passaram sobre o 2 de Agosto em Canas de Senhorim. Apresentamos aqui aos leitores uma breve síntese desta data histórica para o povo de Canas de Senhorim segundo um trabalho de José Manuel de Oliveira Mendes, pois a data fundadora das reivindicações em Canas, referida constantemente nas conversas e celebrada anualmente, é o 2 de Agosto de 1982. Em Março de 1982, o Centro Democrático Social (CDS) tinha apresentado na Assembleia da República um projecto de lei para a criação do concelho de Canas de Senhorim. Tal iniciativa legislativa, institucionalizando politicamente a luta pelo concelho e congregando os diferentes sectores da população de Canas, faria reactivar o processo reivindicativo na localidade. Em Maio desse ano, a Comissão Pró-Criação do Concelho dava uma conferência de imprensa onde apresentava como
exigências a criação de um código postal próprio, a paragem dos com- boios rápidos, um posto clínico e a subida a discussão na Assembleia da República do projecto apresentado pelo CDS (Jornal de Notícias, 1 de Maio de 1982). Este jornal adoptou, nesta época, uma posição favorável às reivindicações do Movimento de Canas publicando várias notícias que denunciavam as condições deploráveis das infraestruturas na freguesia e enquadrando historicamente a luta pelo concelho (JN, 20 de Maio e 1 de Julho de 1982). A 30 de Julho de 1982 o projecto de lei do CDS não foi votado
na Assembleia da República por falta de quórum. A 2 de Agosto de 1982, a população de Canas concentrou-se junto à estação dos Correios para não deixar sair a correspondência e exigir um código postal próprio. Constatando as pessoas que a correspondência tinha sido retirada antecipadamente, o edifício foi tomado pela população. De forma espontânea decidiram de seguida ir cortar a linha do caminho de ferro. Como salienta o articulista do JN, esta medida tinha um grande impacto devido ao facto de a linha ser internacional e servir como ponto de passagem de muitos emigrantes. Foram retirados mais de 100 metros de carris. Entretanto, a Guarda Nacional Republicana (GNR), aproveitando o facto dos populares estarem concentrados na linha férrea, tinha ocupado o edifício dos CTT. Tocou a sirene e o povo voltou aos Correios. A GNR utilizou a força, resultando 5 feridos entre os populares e alguns guardas feridos sem gravidade. A população retomou o edifício, ficando de piquete. Quando os populares voltaram à linha depa- raram com a presença do Corpo de Intervenção da GNR. Foi estabelecido um acordo com o comandante da GNR. A polícia não intervinha e as pessoas permaneciam na linha. No dia seguinte, após reunião com autoridades no Governo Civil de Viseu, o Movimento, em plenário popular, decidiu levantar o bloqueio. Foi também decidido observar, a partir de então, o 2 de Agosto como símbolo do futuro concelho de Canas, contra o feriado municipal de Nelas que se celebra a 24 de Junho (JN, 4 de Agosto de 1982). A 26 de Setembro de 1982 seria inaugurada uma placa comemorativa do 2 de Agosto. Até à actualidade só por um ano esta data não foi comemorada. A comemoração reveste um carácter popular e solidário, sendo distribuídas sardinhas, vinho e broa gratuitamente a todos os presentes. Como afirma um dos entrevistados, após aquela data:
“A única acção do Movimento era o 2 de Agosto. […] Falhou uma vez, umano[…]A2deAgostoficouasera festa do povo. A festa do povo. Muita gente tinha, tínhamos aqui, às vezes pessoas que apareciam e diziam: eh pá, emigrantes e estrangeiros que apareciam aí, eh pá, isto é inédito, num país destes haver uma festa em que a gente come, bebe e não paga. Onde é que se viu isto? […] A gente quotizava-se e as pessoas andavam a pedir (Carlos Henrique, 8 de Agosto de 2000)”.
Mas, mais importante, esta data ficou a marcar na memória coletiva a capacidade de mobilização da população à volta do ideal de restauração do concelho, projetando a luta a nível nacional. Foi a primeira ação violenta no processo reivindicativo do concelho, mostrando a vontade de resistência local às imposições das autoridades concelhias, distritais e nacionais. A comemoração anual dessa data inscrevia na prática a memória da resistência e da solidariedade.
Este ano não fugiu à regra e a essência da data esteve presente no Largo com
o mesmo
nome não com a tradicional sardinhada mas este ano com porco no espeto. Para fi- nalizar o tão aguardado discurso do Presidente da Freguesia e atual vice-presidente da Concelhia do PSD, Luís Pinheiro, que centralizou as suas palavras não só no abandono por parte da Câmara Municipal de Nelas para com a Vila de Canas de Senhorim, bem como na oposição interna de membros e ex membros do MRCCS. Para o leitor tirar as conclusões que entender, aqui ficam frases soltas do referido discurso; (em relação à oposição interna): “para o ano têm todas as hipóteses pois é ano de elei- ções”; “vamos entregar o Movimento a quem o merecer”; “não é correto utilizarem a mesma sigla (em relação a certos comunicados que por vezes são distribuídos na Vila)”; “acham que é com dois movimentos que isto avança?”; “eu a Junta e a Assembleia de freguesia já reivindicamos um cemitério novo”; “a casa do Frazão é nossa – é de Canas de Senhorim”; “não sou candidato a nada mas há muitos candidatozinhos”; “por favor, tenham juízo” e por fim “o microfone está aberto, venham cá falar”. Para a Câmara Municipal de Nelas ficaram os seguintes recados: “existe desigualdade nos últimos 3 anos”; “esta situação não faz de mim um traidor mas faz de mim uma pessoa triste pela falta de investimento”; “a Câmara Municipal de Nelas tem um ano para mostrar o que vale em relação a Canas de Senhorim – temos que exigir fazer as rotundas”; “para o ano cá estaremos para fazer as contas”. Como dirá o mais comum dos mortais, para o ano cá estaremos para analisar o impacto deste discurso.

Fernando Neto

Tribunal de Nelas deverá mesmo manter-se em funcionamento

Depois de integrar a “lista ção do Tribunal, desdobrando-se negra” de Tribunais a em contactos e levando a Lisboa 80 extinguir, no ensaio de- Nelenses, que se manifestaram em
senhado pelo Ministério da Justiça, a presidente da Câmara, Isaura Pedro foi incansável na luta pela manuten-
frente ao Ministério. Agora a autarca mostra-se cada vez mais confiante na manutenção do Tribunal de Co-
marca em Nelas, e até em condições “muito vantajosas para o concelho”, como nos adiantou. Isaura Pedro mostra-se convicta que em Setem- bro poderá já ter a a confirmação oficial desta decisão.

Manuel Marques pondera escrever um livro …

… sobre a história política do con- celho, desde o tempo em que esteve com José Correia, até à atualidade. “Quero contar aos Nelenses, as amar-
guras que vivi na minha vida política e a aproximação de pessoas que nunca deveria ter conhecido”, diz-nos o atual vice presidente da Câmara.

Manuel Marques deverá voltar a ser o número 2 de Isaura Pedro em 2013 ….

… enquanto Osvaldo Seixas pode- rá ser preterido por Isaura Pedro, dado que está poderá ser a única condição imposta por Manuel Marques para se manter a coligação. Já Luís Pinheiro, que segundo informação que obti- vemos ainda poderá recandidatar-se à Junta de Canas, poderá ser candidato a vereador, mas isto na hipótese do
atual tesoureiro da Junta, Mário Pires, aceitar ser candidato à Junta de Canas. O mesmo, estará a ser pressionado pelo Movimento para avançar, visto ser o nome mais consensual e que goza de maior popularidade para substituir Luís Pinheiro. Mário Pires ainda não terá, contudo, tomado uma decisão.

Fundação Lapa do Lobo promove curso de “Arte Floral”

A Fundação Lapa do Lobo pretende iniciar brevemente o curso de:
Formação em Arte Floral – “ Flor ‘Arte”

O curso a iniciar em breve, terá uma duração de 50 horas – 25 horas de construção de flores simples de papel + 25 horas de arranjos simples com elementos secos.

As atividades decorrerão no Espaço Multifuncional da Fundação, às terças-feiras, entre as 18h30 e as 20h30.

Publico- Alvo : Todos os interessados com idade superior a 16 anos.

Inscrições limitadas ao número de vagas: 15

Monitora: Adélia Alvadia

Inscrições : Presencialmente no Edifício Sede da Fundação Lapa do Lobo.

Isaura Pedro debate-se com guerra aberta entre Osvaldo Seixas e Manuel Marques ….

… que concerteza ainda irá fazer correr muita tinta. Para já Manuel Marques, ao que apurámos, rejeita liminarmente manter a atual coligação no poder (PSD/CDS-PP), nas próximas autárquicas, se Isaura Pedro quiser incluir na lista o seu atual vereador, responsável pelo pelouro das finanças, cultura, desporto, educação e comunicação, Osvaldo Seixas, também seu vice presidente na concelhia do PSD. Mais, de acordo com fonte próxima do atual vice presidente da Câmara, Marques não aceitará que Seixas ocupe qualquer lugar político na Câmara, em caso de vitória da coligação nas próximas autárquicas de 2013.

“Cheguei a ter vergonha de olhar nos olhos as pessoas”

ENTREVISTA COM JOSÉ BORGES DA SILVA

Cá estamos nós de novo, na elaboração da nossa ementa perfeita, por entre os odores e os sabores dos nossos convidados. Às “Azeitonas com Broa”, “Queijo da Serra com Vinho Tinto” e “Chá de Camomila com Torradas”, juntamos desta vez “Água de Coco com Pastéis de Nata Integrais” na companhia de José Borges da Silva, um homem culto, atento, perspicaz, astuto q.b. e principalmente convicto das suas ideias. É tido para muitos, como o único homem capaz de fazer frente à atual presidente da Câmara Municipal de Nelas. Fomos visitá-lo, depois de 3 anos de silêncio, entre passadeiras rolantes, bicicletas elípticas, pesos e alteres, enfim, num mundo da fitness de onde saímos com os “bofes na boca”, mas com declarações oportunas do nosso entrevistado

Vamos fazer uma viagem …é isto que lhe vamos propor hoje, em pleno Verão – escaldante na temperatura, na economia, nas finanças e na política.
Sabemos que a sua carreira de advogado/jurista vai de vento em popa, designadamente trabalhando e continuando a estudar (frequenta inclusive um Mestrado de Direito Empresarial no Iscte em Lisboa). Além de várias mudanças de visual, do grande afinco que sabemos tem na sua condição física (já o temos visto algumas vezes num ginásio em Nelas), entre motos e outros prazeres da vida, não temos dúvida de outra coisa …. a política ainda lhe corre nas veias.

O que é que o seduz mais na vida ?

Ter uma vida simples e servir os outros. Tenho tentado nos últimos anos libertar-me de algumas gorduras e excessos de alma de facto. Essas gorduras e excessos dificultam-nos o ver e sentir das coisas simples com mais alegria. O peso a mais cansa-nos e até nos impede de chegar onde queremos no tempo desejável. Os excessos de alma como o egoísmo, a vaidade, a preguiça, a inveja, a revolta, a incompreensão dificultam-nos a visão e a confiança no futuro. Nos momentos mais aborrecidos costumo dizer à Lurdes –minha esposa há já 19 anos – e ao Augusto e ao Manuel – meus filhos- que o meu maior desejo é vir a ter um restaurante. Nunca pesei bem no significado disso. O meu Jeito para a cozinha, ou aproveitamento do jeito do José António. Convívio com familiares – em especial a minha mãe, os meus irmãos os meus primos – e amigos – especialmente o João, o José Luís, os ex trabalhadores das minas …. Bem vistas as coisas não é especialmente por isso. Só pode ser o desejo e a alegria de servir os outros. Procurei até agora, e em tudo, seguir a lição de Paganini – famoso violinista – a quem perguntaram um dia qual tinha sido a maior obra que alguma vez ele tinha composto. Ao que ele respondeu que a sua maior obra foi aquela que tinha entre mãos: compor uma sinfonia ou descascar uma laranja.

Vamos começar então agora a nossa viagem e entrar na máquina do tempo, recuando uns anos. Em poucas palavras, como diz o Zé Povo – curto e grosso – diga-nos lá porque, em 2006, um ano depois de ter sido nomeado vice presidente da Câmara, se demitiu do cargo (ao nosso jornal alegou, entre outras, razões políticas, mas ao relermos a entrevista da época acabou por ser não as concretizar em pleno ) ?

Vergonha e desilusão.

Na época disse ao nosso jornal que iria ser “solidário politicamente” com os seus ex colegas no executivo. Falhou a promessa porquê?

Como sabe, sinto que contribuí em boa medida, para a ascensão ao poder dos actuais responsáveis autárquicos, estando por isso comprometido com as promessas que foram feitas antes das eleições de 2005, e eu particularmente comprometido porquanto pelo menos desde 1995 sempre me assumi como critico da acção e do critérios incutidos na Câmara pelo Dr. José Correia, em termos de respeito pelas opiniões dos outros e pela diferença e por algumas práticas que eu julgava poderem ser dotadas de maior justiça e igualdade, em particular em matéria de obras e de contratação de pessoal. Intransigências que lhe viriam, aliás, a custar a Câmara Municipal. O compromisso era enorme. O Dr. Correia vinha fazendo um excelente trabalho em termos de obras e de utilização do órgãos e politicas municipais como instrumentos de criação de industrias, empresas, riqueza e empregos. Neste contexto, a vitória alcançada nas autárquicas de 2005 foi um enorme êxito, uma grande alegria, mas também, e sobretudo, uma grande responsabilidade e um grande desafio. Estava pessoal, profissional e politicamente pronto para isso. Fui um bafejado pela fortuna de, apesar das minhas origens modestas, poder estudar, de ler jornais desde os 12 anos, de beber os ideias de Abril defendidas e propaladas nos programas dos partidos políticos, em especial os da área da social democracia, como o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, com carinho primeiro para os valores que conduziam à igualdade de oportunidades entre ricos e pobres. Tudo princípios como o sucesso pelo trabalho incutidos pelos meus pais e pela minha querida professora primária D. Berta. Com a vitória em 2005 era a possibilidade de ajudar a por em prática tais riqueza de valores e coisas nobres. Todos o defendemos, em especial os candidatos á Câmara. Em particular a candidata a presidente. Chegados assim ali, o que seguiu foi uma absoluta desilusão. Desilusão em especial para quem com entusiasmo desinteressado nos e me acarinhou e apoiou. Verdadeiramente durante os quatro anos que se seguiram senti-me o verdadeiro responsável pelo que de mau ia acontecendo. O ano que passei na Câmara, com aqueles companheiros que diziam uma coisa e praticavam outra, deixou-me em profunda vergonha. Cheguei e ter vergonha de olhar nos olhos as pessoas. Algumas começaram a não me cumprimentar e a virar-me a cara. Na Câmara era o último a sair e acorria a todo o lado, até com prejuízo da minha profissão. Assisti por isso a todos desmandos, pedidos e abusos. Dos empregos políticos solicitados em permuta pelos presidentes de Câmara vizinhos, aos da distrital e deputados do partido. Negócios com os presidentes de junta. Atribuição de quotas para emprego de amigos. Pediam-me para “cuspir nas flores”, que dissemos antes que iríamos oferecer às associações. Tudo isto tem naturalmente um responsável. A minha ingenuidade e credulidade. Não tinha a força politica que pensava. Era um corpo estranho no circuito fechado que era criado e mantido pelos partidos políticos. Um grupo de uma centena de amigos tratou de convencer-me que não era assim desde a primeira hora num jantar de conforto que promoveu nos Antónios. Tinha que sair – ser expulso era a palavra mais adequada, palavra essa aliás que passou a constituir versão oficial, mas apenas formalmente falsa, da saída- da Camara e até do partido. Logo aqueles que antes mais alto berraram odes de solidariedade, lealdade e gratidão trataram disso. Mais uma vez me valeram a centena de amigos , todos a militarem no PSD há muitos anos, que convenceram os órgãos jurisdicionais do partido que bem era capaz de ainda ter remissão e transformar-me no exemplo da disciplina. Exemplos desses são vistos, com proveito, desde então pela maioria de então e que é a totalidade de agora. Verdadeiramente iniciei a época da procriação dos cucos. E eu fiz o ninho onde outras aves de arribação vieram pôr os ovos. Algumas pensam voar alto na Câmara, na Assembleia Municipal e até na Assembleia da República. Sou o Pica-pau nº1. As mentiras, os desmandos, a incompetência, o amiguismo, a parceria publico privada de 35 milhões de euros, toda desilusão e a minha consciência fizeram-me faltar aquela solidariedade.

Fez-lhe bem esta travessia fora da política, desde 2009?

Verdadeiramente só me libertei do sentimento de culpa referido com a vitória da mesma presidente de camara em 2009. Se ela tinha ganho é porque a população lhe reconheceu mérito na sua acção. Quem estava errado – pensei então – era eu. Senti-me aliviado. Sempre pretendi não deixar o mundo como o encontrei. O que vejo não me agrada. Incluindo o não ter tempo e ânimo para contrariar o espirito do não vale a pena. Sou nascido e criado em Nelas. Nelas e Canas fazem parte de mim, sendo aqui que me formei como pessoa e profissional, e era cá e lá que o meu pai percorria para criar os seus sete filhos. Conheço o concelho e as suas gentes como poucos. Sei que se contentam com pouco, mas que merecem muito, por causa do seu espirito de trabalho e humildade. Sinto obrigação até de retribuir o bem que têm feito por mim, em especial o respeito e carinho que em diversos momentos me manifestaram.

Depois das muitas reflexões que deve ter feito, se voltasse atrás faria tudo igual?

No essencial faria tudo diferente, ou seja nunca mais me mobiliza um projecto que tenha como objectivo principal derrotar alguém. Nada se constrói apenas com o sentimento de derrota. Mais do que isso, o fazer melhor e diferente é mais mobilizador e compensador para quem, como eu , dá muito valor ao respeito dos e pelos outros e o andar de cara levantada e com orgulho da sua acção, mais do que das palavras.

Sentiu-se traído em todo este processo, por amigos de longa data, designadamente quando ensaiou uma candidatura, que entretanto abortou, em 2009?

Já me convenci ao fim de tantos anos que mais do que querermos fazer algo politicamente, a palavra primeira cabe aos outros. Se em ti só vêm ambição desmedida e desforra e não reconhecem o puro sentimento de dádiva ao outro e à comunidade, não vais a lado nenhum. Depois, se habituas as pessoas a ganhar, a ser mobilizador, a exigência é enorme.

Também é verdade que acabou por fazer as pazes com um seu inimigo visceral de longos anos – José Correia, embora depois tivesse rompido de novo com ele. Como ficou depois a sua relação com este antigo Presidente da Câmara?

Quando chegámos à Camara em 2005 mandámos fazer uma auditoria às contas, o que foi feito pelo revisor de contas Figueiredo Lopes, prometendo divulgar essa auditoria logo de seguida. Isto foi em Novembro de 2005 e o trabalho estava concluído em Janeiro seguinte. Os resultados foram tão maus que decidimos faltar à promessa e esconde-la a sete chaves. É que o resultado era mau era para nós que apregoávamos o contrário. Comparado com os mais de 20 milhões de euros que constitui o passivo actual da autarquia, os pouco mais de 5 milhões da gestão anterior- sendo 3 milhões do ano eleitoral anterior – vergonha era o melhor dos sentimentos, convenhamos. Mas a gestão do Dr. Correia a outros níveis não estava isenta de críticas e tinha deixado profundas marcas de afastamento e divisão entre pessoas e terras que dificultaram o arranque de qualquer outro projecto. Depois de mim virá quem de mim melhor fará, parece ser , justamente a máxima de José Correia, e face à qual eu me vergo. É uma personalidade incontornável do concelho de Nelas e deixou-nos infraestruturas de que podemos por muitos anos usufruir. É além disso um homem de sorte por estar ligado ao tempo de maior desenvolvimento e progresso do concelho, em que outros presidentes ajudaram.

Bom, como águas passadas não movem moinhos, a máquina vai já viajar para o presente. Nesta viagem, queremos convidá-lo agora a visitar um território hipotético. Imagine que nesse território o poder é exercido de forma democrática, mas baseado no populismo fácil, unicamente com o objetivo de ganhar eleições, gerindo-se os escassos recursos não em benefício da generalidade dos habitantes desse território, mas apenas em benefício dos que gravitam em torno do poder. Imagine que em alguns anos os governantes desse território delapidam as finanças saudáveis que os seus antecessores tinham deixado, pese embora estes exercessem o poder de outra forma – com uma liderança forte, autoritária, centralista, muitas vezes sem respeito por algumas regras elementares da democracia, mas tendo como resultado um território bem gerido, que honrava os seus compromissos, sendo esse poder um verdadeiro catalisador do desenvolvimento. Se fosse algum dia escolhido pelo povo para governar um território, qual seria o seu estilo de governação?

Não consigo vislumbrar esse território imaginário face ao que disse até aqui, pelo menos com a minha presença e cooperação. Sonho ou pesadelo de que urge acordar? Recuso-me a ser habitante da localidade de Chora-Que-Logo-Bebes das Aventuras do João Sem Medo, ou seja chora que logo bebes e a deixar crescer verdete nos olhos.

Imagine agora que era desafiado a ser candidato a governar o território acima mencionado, depois de totalmente delapidado. Ponderaria aceitar um desafio desta dimensão?

A galo dessa capoeira partiu já o poleiro e gastou o dinheiro para mandar fazer um novo nos próximos anos. Um galo que aceite esse desafio arrisca-se a ser uma vulgar e indistinta galinha.

Que medidas (e porque já nos disse em 2006 que não tolera a passividade) tomaria para evitar o descalabro e dar um sinal de esperança às gerações vindouras?

Dar opinião às pessoas e obrigá-las a praticar os valores acima referidos, como o respeito e a gratidão. Fazer mais do que dizer.

Vamos agora virar a página e passar para um dos assuntos mais quentes do momento. Porque é que, na sua opinião, a Ministra da Justiça quer fechar 54 Tribunais no país, sendo 9 no distrito de Viseu (incluindo Nelas)?

Obviamente por razões exclusivamente económicas e financeiras, senão não o teria exigido o programa da Troika. Com a desmaterialização dos actos judiciais, de que é exemplo o sistema e programa informático Citius através do qual os operadores e advogados podem consultar todos os processos e praticar todos os actos judiciais de relevo, o número de funcionários e estruturas físicas torna-se desnecessária. Os argumentos utilizados para o encerramento dos tribunais são pouco mais do que infantis, como a criação de tribunais de especialidade e a média de acesso ao tribunal pela população local. Chega a dizer-se que é necessária a reforma porque o actual sistema de tribunais vem já do tempo da rainha D.Maria no início do século XIX. Mas o país, os concelhos e outras instituições tão caras à soberania, não vêm já do tempo dos reis da dinastia afonsina? A discussão anda completamente à margem do que é na minha opinião essencial. Se não houver tribunais com processo de partes, justo,com igualdade de armas e de fácil acesso, as populações tendem a resolver os seus conflitos por meios não pacíficos e menos civilizados. A função judicial do estado não se mede pela média de acesso ou pela especialização em primeira linha, mas pela possibilidade de acesso que evite a utilização do sacho nas disputas de terras ou no olho por olho e dente por dente na defesa da integridade física e do património. A celeridade das decisões judiciais e a sua qualidade podem fazer-se na mesma com as estruturas que actualmente existem, assim haja vontade.

Acredita que com o claro e efetivo empenhamento da presidente da Câmara, também vice-presidente da distrital de Viseu (umas das mais importantes do país para o PSD), vai ser possível manter o Tribunal em Nelas?

A acção da Delegação da Ordem dos advogados e da autarquia merece o meu elogio. Temo todavia que os políticos do ministério só se verguem com o poder de manifestações de ruptura, como vem aliás a ser hábito em democracia. O politicamente correcto é entendido nos centros de poder com cordeiro a dirigir-se para o sacrifício. Esta não é uma luta de advogados, que tanto exercem a sua profissão aqui como em Mangualde, Viseu ou S. Comba Dão. É sobretudo uma luta de uma terra que muito fez para criar o seu tribunal em 1988. E coincidência ou não seguiu-se a essa criação um período de prosperidade e engrandecimento de Nelas enquanto concelho e terra para viver. Com dificuldades a nível de cuidados de saúde, apoio nos transportes rodoviários e especialmente ferroviários, nos serviços de finanças, no apoio das autarquias às populações e aos industriais e comerciantes, asfixiadas pelo endividamento, que atractivo existe para atrair ou até manter famílias no concelho de Nelas? O tribunal não é, pois, para nós só um serviço de justiça.

Está este governo de facto a ser mais troikista que a troika, e a promover o encerramento do interior do país?

Lamento que para tal esteja a ter o nosso contributo da má gestão e deficiente mobilização de vontades, forças e inteligências.

Vamos lá agora à nossa habitual rapidinha … uma ou duas palavras, para cada uma destes nossos desafios :

Direito ou Política ? Direito e politica, irmãos gémeos

Desporto : Alma sã em corpo são

SL e Benfica : Doença e alegria

Amor e Sexo : poupanças e dinheiro, aquelas dão um prazer mais prolongado

Isaura Pedro : Alegria de uma vitória inesquecível

Manuel Marques : A alegoria do sapo e do escorpião. O Pica-pau nº2

José Correia : A minha vitória de Pirro. Melhor do que parecia

Luís Pinheiro : Um bom amigo. Mas o Pica-pau principal

Adelino Amaral : Trabalhador e ambicioso

O SAPO e o ESCORPIÃO

Era uma vez um escorpião desejoso de praticar o bem. Como não era bem visto pela comunidade local, resolveu ir viver para o outro lado do rio. Lá, poderia exercitar o seu altrísmo sem desconfianças.
Mas ele não sabia nadar e precisava atravessar o rio de uma margem para a outra. E sua espécie ainda não havia acumulado o conhecimento náutico suficiente para construir um barco viável para fazer a travessia.
Então resolve pedir boleia nas costas de um sapo. Vai lá conversar com ele para expor seu pleito.
O sapo ouve-o atentamente. Pensa que o escorpião o está a confundir com um burro e declara:
– Senhor escorpião, não posso dar-lhe boleia nas minhas costas porque durante a travessia o senhor vai-me ferrar.
O escorpião, leitor assíduo de Aristóteles e de São Tomás de Aquino, replica imediatamente:
– Senhor sapo, eu jamais o ferroaria na travessia, pois ao fazê-lo, o senhor afundaria e eu morreria afogado.
Realmente, sapo não é burro mas é batráquio.
Pois não é que o sapo acatou a proposta do escorpião, reviu a sua opinião e resolveu dar-lhe boleia!!
Porém, em dado momento da travessia, o sapo sentir penetrar profundamente o agulhão na sua carne sapal.
– Mas por quê? Perguntou ao escorpião …
E, antes da submersão, ouviu a seguinte resposta escorpiônica:
– É algo acima de mim, fora de meu controle, é de minha natureza!

Indiferente Bar inova em Canas

Guilherme e Ricardo Alexandre mais conhecidos pelo Gui e Tibão iniciaram em Fevereiro de 2010 a aventura de criar um espaço moderno, atraente e jovem onde se respira bom gosto, alegria e onde se poderá consumir musica e cultura. Uma panóplia de eventos já realizados, desde espetáculos de música, exposição de pintura a lançamentos de livros. David Soares, Filipe Melo, Bruno Pato, José Maria (brigada Victor Jara), os Made in Sotão, Banda Red, Anonima Nuvolari (Rock in Rio) Kumpania Algazarra (Optimus Alive), Farrafanfarra (Vodafone MexeFest), Biscoito Interrompido, In the Cisus Band, os Paracetamole, Leonel Nunes, FunkOff, Gramafone, entre outras, para já não falar das noites de Halloween e de Carnaval. Enfim eu classificaria este espaço como Diferente, Atraente e Polemico.
©Fernando Neto – Porquê Indiferente Bar? Para ser diferente ou indiferente?
O nome indiferente surgiu numa brincadeira minha e do meu irmão. Como tínhamos ideia de fazer um bar diferente lembrámo-nos de indiferente, um espaço in, um espaço diferente e onde ninguém ficaria indiferente.
©Fernando Neto – Um espaço onde o convívio e a cultura andam de mãos dadas. Ao se iniciarem nesta aventura sentiram a falta de um espaço como o vosso em Canas de Senhorim?
Sem dúvida, sentimos que faltava mais espaços de cultura e convívio em Canas, havia a possibilidade de abrir noutros locais tais como Viseu, mas era em Canas que conseguiríamos marcar a diferença para lançar a base dos nossos projectos. Nós damos muito valor á cultura, por isso fazemos actividades diversificadas tais como, exposições de pintura, teatro, concertos, apresentações de livros, workshops, entre muitas outras. Temos parceria com o grupo PROMETEU no qual eu (Gui) faço parte, a FUNDAÇÃO LAPA DO LOBO como foi o caso do documentário gravado no carnaval este ano, com o grupo DÃO SUL, com o GRANDE HOTEL e TERMAS DA FELGUEIRA, RESTAURANTE ZÉ PATACO, Grupo NB e ESPIRITOS CLUB. Queríamos aproveitar para agradecer a todos os que nos apoiam e incentivam a continuar, em especial aos nossos pais (um grande obrigado) e também ao Dr. Carlos Torres, Mariana Torres, Sónia Simão, Chef Diogo Rocha, a toda a família Zé Pataco e sem deixar esquecer a todos os nossos clientes, amigos e vizinhos.
©Fernando Neto – Acima, eu referi a palavra polémico. Como têm lidado com os vizinhos que se sentem importunados?
A polémica são as pessoas que a fazem e alimentam, visto terem uma imaginação muito fértil (risos), divagam muito por esse tema. Nós temos uma boa relação com os vizinhos, e para mais este bar foi aberto através de um fundo europeu no qual tínhamos de preencher requisitos MUITO específicos, um dos quais o isolamento acústico. O bar está licenciado para fazer música ao vivo até durante a própria semana no seu interior porque tem isolamento acústico para tal, senão nunca seria possível um projeto desta dimensão ser aprovado numa zona residencial.
©Fernando Neto – Apresentaram um projecto a concurso para a remodelação do Bar das Piscinas. A vossa proposta assentaria basicamente na remodelação da estrutura existente e na construção de um terraço com vista panorâmica para as piscinas e Serra da Estrela. Têm a consciência que seria um projecto arrojado demais para a Vila de Canas de Senhorim?
Sobre o assunto desculpe discordar consigo. O projecto apresentado para o bar das piscinas não era arrojado, mas sim diferente do que existe nas redondezas. A nossa ideia era, e é marcar a diferença e achámos que fazer um terraço seria uma das maneiras de marcar essa diferença. Como está bem explicado no nosso projecto, a remodelação seria na parte de cimento já existente e a parte do avançado seria demolida com a finalidade de fazer uma placa para o futuro terraço. A nossa ideia nas piscinas seria dar vida a um dos melhores locais de canas mas quem decidiu assim não o entendeu. Nós costumamos dizer que “ não perdemos, simplesmente não ganhámos”.
©Fernando Neto – Chegou-vos a ser mostrada a acta da decisão e explicado a verdadeira razão do vosso projecto não ser aceite?
Até hoje não sabemos de nada. Desculpe mas o projecto foi aceite e apresentado, e o ÚNICO que preencheu os requisitos pedidos no seu regulamento café/bar (obras e beneficiações a propor, oferta de renda, projectos de animação, horário, decoração do interior e exterior, outros projectos convenientes), depois disso não sabemos mais nada, mas poderão sempre consultar a nossa proposta na nossa pagina do facebook. A acta foi pedida e até hoje nada. Imagine (ironicamente) um episódio dos “Ficheiros Secretos” (risos) e já agora com a sua música de fundo.
©Fernando Neto – Uma das grandes apostas é a divulgação da música que as nossas bandas locais fazem. Quais os projectos futuros do Indiferente Bar?
É verdade que gostamos de divulgar as nossas bandas locais como os Paracetamole e os In The Cisus e mais que possam aparecer. O que temos em Canas de Senhorim é muito bom e recomenda-se. Nós temos uma política de tentar ajudar as pessoas a realizarem os seus sonhos musicais, e este dois projectos são o fruto disso mesmo. No futuro próximo estamos a equacionar abrir um espaço novo e maior, que será o INDIFERENTE CLUB. Este projecto está só á espera que se alterem umas questões burocráticas, ao fim deste tema ultrapassado, esperemos fazer mais e melhor, sempre em prol da terra e concelho, porque o potencial é enorme e as nossas festas de carnaval são prova do que conseguimos organizar, e um obrigado em especial às Associações do Paço e Rossio.
©Fernando Neto – Querem deixar aqui aos leitores do Folha do Centro de Nelas algum apelo para visitarem o vosso espaço?
Convidamos todas as pessoas a visitarem o INDIFERENTE BAR e que se divirtam neste espaço cheio de alegria e boa disposição. Este mês de Agosto teremos todos os sábados música ao vivo na esplanada do indiferente e será uma boa oportunidade para nos virem visitar. Mostra que és IN , mostra que és DIFERENTE, visita o INDIFERENTE.
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EXPOH arranca em Oliveira do Hospital no próximo Sábado dia 28

É um dos maiores certames da região, com um vasto programa cultural, desportivo e empresarial. A EXPOH realiza-se a partir do próximo Sábado, dia 28, em Oliveira do Hospital, pelo 3º ano consecutivo, no Parque do Mandanelho, o pulmão da cidade – um excecional parque de lazer, palco por excelência para este tipo de eventos.

O programa estende-se até ao próximo dia 5 de Agosto e tem como atração principal o cantor MICKAEL CARREIRA, no dia 3 de Agosto, Sexta Feira :

SÁBADO | 28 JULHO
18h00 Abertura da Feira
Grupo de Concertinas “Montes Hermínios”
20h30 Tuna da Associação Progressiva St.º Antonio Alva (Palco 2)
22h30 Leandro (Palco Principal)
00h00 Dose Dupla (Palco 2)

DOMINGO | 29 JULHO
14h00 II Corrida de Púcaros “Ass. Deficientes OHP” (junto ao Mercado Municipal)
16H00 III Encontro de Concertinas OHP (Palco 3)
20h30 Rancho Folclórico Camponesas do Alva (Palco 2)
22h30 Função Públika (Palco Principal)

SEGUNDA-FEIRA | 30 JULHO
20h30 Grupo de Cantares da Casa do Povo de Nogueira do Cravo (Palco 2)
21h30 Gala Social – Desfile de Moda – Banco de Recursos Sociais (Palco Principal)
22h30 Tuna da Sociedade Recreativa Penalvense (Palco 2)

TERÇA-FEIRA | 31 JULHO
20h30 Grupo de Cantares Tradicionais Cotovias de Alvôco (Palco 2)
21h30 Encontro de Bandas Filarmónicas (Palco Principal)

QUARTA-FEIRA | 1 AGOSTO
20h30 Grupo de Melodias e Tradições da Beira Serra (Palco 2)
21h30 Noite de fados: Mar e Fados + Senhora da Beira (Palco Principal)

QUINTA-FEIRA | 2 AGOSTO
20h30 Rancho Folclórico Estrelas da Manhã – Andorinha (Palco 2)
22h30 Grupo AF (Palco Principal)

SEXTA-FEIRA | 3 AGOSTO
20h30 Rancho Folclórico Sampaense (Palco 2)
22h30 Mickael Carreira (Palco Principal)
00h00 Click (Palco 2)

SÁBADO | 4 AGOSTO
20h30 Rancho Folclórico e Cultural de Lagares da Beira (Palco 2)
22h30 Expensive Soul (Palco Principal)
00h00 Karaoke (Palco 2)

DOMINGO | 5 AGOSTO
14h00 “Somos Portugal” (transmissão em direto pela TVI)
20h30 Tuna Cantares de Avô (Palco 2)
22h30 Soltem Talentos – final do concurso (Palco Principal)
Atuação de Sandra Pereira (vencedora “Ídolos” 2010)

Cristina Ardisson lança o seu CD de estreia “Cuidado Mulheres”

Terá lugar no próximo dia 5 de Agosto, pelas 18 horas, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Nelas, a apresentação do CD de estreia da cantora Cristina Ardisson – “Cuidado Mulheres”. A jovem cantora,reside em Nelas e tem a suas origens em Vilar Seco e Santar. Parte da receita com a venda do CD no local, irá reverter a favor dos Bombeiros Voluntários de Nelas, que colaboraram com a cantora, ao cederem o espaço para os ensaios. O CD entretanto está já a ser vendido em todo o país, designadamente nas lojas FNAC.

Edição 86 Ano 6 QUARTA FEIRA nas bancas

BORGES DA SILVA abre o livro da sua travessia fora da política e do horizonte 2013

PS vai escolher o seu candidato à Câmara através de eleição direta – militantes vão ser chamados a votar

IC´S 12 e 37 em destaque

Incêndio às portas de Nelas junto à ZI devastou pinhal

O regresso de Aires dos Santos às suas origens

INDIFERENTE Bar – entrevista de Fernando Neto