Plataforma “Queijos Centro de Portugal” une Serra da Estrela,Beira Baixa e Rabaçal

Os queijos com Denominação de Origem Protegida (DOP) da região Centro têm um site na Internet para a sua promoção. Com a designação “Queijos Centro de Portugal”, o projeto destina-se também a partilhar com o público os conhecimentos sobre os queijos Serra da Estrela, Beira Baixa e Rabaçal, bem como a divulgar os produtores DOP, a fazer encomendas e a agendar visitas. «Atendendo ao momento vivido no país, o Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro quis ir além do usual e desenvolveu, através do website, uma rota interativa, que percorre queijarias produtoras de queijo DOP da região e que se apresenta como uma excelente alternativa às visitas presenciais», referem os promotores.

Iniciado em janeiro de 2019, o programa tem um investimento total de 2,7 milhões de euros, dos quais 2,3 milhões estão direcionados para o seu desenvolvimento, financiado em 85 por cento pelo Centro 2020, e 428 mil euros serão aplicados na implementação da Rota Turística e Gastronómica Queijos da Região Centro, financiada em 65 por cento através do Valorizar. Estão envolvidas quatro comunidades intermunicipais (Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Região de Coimbra e Viseu Dão Lafões), cinco associações do setor, os Politécnicos de Castelo Branco e Viseu e o Centro de Biotecnologia de Plantas da Beira Interior.

Feiras reabrem em Nelas para produtos hortícolas

No âmbito do despacho proferido pelo Presidente da Câmara Municipal de Nelas, com enquadramento na legislação em vigor no Estado de Emergência, no próximo sábado, 13 de março de 2021, reabrirá a Feira Mensal de Nelas, a partir das 06h00 da manhã, exclusivamente para comercialização de produtos hortícolas para plantação.
Esta reabertura e apenas para os mesmos efeitos, será alargada também às feiras de Canas de Senhorim, Carvalhal Redondo e Santar, salvo legislação nacional ou indicação municipal em contrário.

Restauração e Alojamento não sobrevivem sem robustos apoios financeiros e rápido Plano de Desconfinamento

O prolongamento do estado pandémico, que tem obrigado a sucessivos estados de emergência, conduziu ao encerramento de estabelecimentos, bem como à redução significativa das atividades da restauração, similares e alojamento turístico. Os dados mais recentes do inquérito mensal da AHRESP, relativo ao mês de fevereiro, continuam a indicar fortes quebras de faturação, pondo em risco a sobrevivência dos negócios e a manutenção dos postos de trabalho. Para que tal não aconteça, devem ser rapidamente reforçados os apoios financeiros às tesourarias, bem como a clarificação dos mecanismos de capitalização.

Passou um ano desde o início da pandemia COVID-19 em Portugal, e as empresas da restauração, similares e do alojamento turístico, das mais relevantes na criação de riqueza para a economia nacional, atravessam o seu período mais crítico. É urgente que novos apoios cheguem às empresas, de forma ampla e imediata.

As conclusões do inquérito da AHRESP do mês de fevereiro, que contou com 964 respostas válidas, apresentam os seguintes resultados:

  • Restauração e Similares:

o             52% das empresas indicam estar com a atividade totalmente encerrada;

o             34% das empresas ponderam avançar para insolvência, dado que as receitas realizadas e previstas não permitirão suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento da sua atividade;

o             Para as empresas inquiridas, a quebra de faturação do mês de fevereiro foi avassaladora: 83% das empresas registaram perdas acima dos 60%;

o             Como consequência da forte redução de faturação, 18% das empresas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em fevereiro e 14% só o fez parcialmente;

o             Perante esta realidade, 38% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 19% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo. 11% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do mês de março;

  • Alojamento Turístico:

o             27% das empresas indicam estar com a atividade suspensa;

o             Em fevereiro, 56% não registou qualquer ocupação, e 27% indicou uma ocupação até 10%. Para o mês de março, 53% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero, e 24% das empresas perspetivam uma ocupação máxima de 10%;

o             16% das empresas ponderam avançar para insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos da sua atividade;

o             Para as empresas inquiridas, a quebra de faturação do mês de fevereiro foi devastadora: 57% das empresas registaram perdas acima dos 90%;

o             Como consequência da forte redução de faturação, 32% das empresas não conseguiram efetuar pagamento de salários em fevereiro e 8% só o fez parcialmente;

o             Ao nível do emprego, 30% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 36% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo. 5% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do mês de março.

Os números do inquérito de fevereiro mostram, uma vez mais, que é absolutamente necessário que os apoios financeiros cheguem de forma urgente às empresas.

Finalmente, a AHRESP considera não menos relevante a necessidade de se conhecer, com urgência, as condições que serão apresentadas no Plano de Desconfinamento, permitindo às empresas a organização e preparação atempada da retoma das suas atividades, em completa segurança.

Os 30 vinhos de sonho de 2020 para a Grandes Escolhas: Um é de Nelas

Milhares de provas todos os anos e a dificuldade continua a mesma: eleger os 30 melhores dos melhores, no meio de tantos vinhos de excelência. A qualidade aumenta de ano para ano, bem como a quantidade de projectos plenos de carácter e raça. Isso torna esta tarefa ainda mais desafiante, mas enche-nos de orgulho e satisfação.

Os melhores, tinto, branco, espumante e fortificado, foram apurados como resultado de uma votação entre a equipa de provadores da Grandes Escolhas — Dirceu Vianna Júnior MW, João Paulo Martins, Luís Lopes, Mariana Lopes, Nuno de Oliveira Garcia e Valéria Zeferino — com base neste TOP 30, sempre com grande sentido de responsabilidade, isenção e rigor. O vinho distinguido é o que vem em primeiro lugar, a abrir a categoria, entrando os restantes, a seguir, por ordem alfabética.

É a nossa Grande Escolha, que pretende ser também um guia para os consumidores saberem o que colocar na sua mesa, com a confiança de que seguiram o conselho do grupo de críticos de vinho mais experiente do país, uma curadoria de luxo.

Todos os vinhos que se seguem, representam a excelência do nosso país dentro de garrafas. São a “crème de la crème” de 2020.

ESPUMANTES

MURGANHEIRA VINTAGE
TÁVORA-VAROSA ESPUMANTE BRANCO 2011
SOC. AGR. COM. DO VAROSA

É quase sempre nas regiões de clima mais frio que é possível tirar partido da localização das vinhas, ou seja, solo, exposição e altitude para a produção de espumantes de alta qualidade. Por imitação (positiva, entenda-se…) da região de Champagne, a casta Pinot Noir vulgarizou-se no mundo como sendo especialmente apta para a produção de espumante, quer em branco, quer rosé. Nas Caves da Murganheira já há muitos anos que se trabalha com esta casta que é, toda ela, de produção própria nas vinhas que ficam perto da empresa. A história ensinou que o longo estágio em cave apropriada, antes do dégorgement, é absolutamente determinante para a qualidade e sobretudo o requinte do produto final. Também por isso este Murganheira Vintage, com 10 anos de estágio, é de elevadíssima qualidade e uma referência absoluta da produção nacional. A produção foi de 23000 garrafas, quantidade que se tem mantido estável nas últimas edições. J.P.M.

BRANCOS

GURU NM
DOURO BRANCO
WINE & SOUL

Primeiro foi o Pintas em 2001, depois o Character, mais tarde o branco Guru. A seguir veio a entrada nos vintages (o melhor de sempre: 2018), o extraordinário super tawny 5G. Finalmente os novos vinhos da Quinta da Manoella (branco, rosé e dois tintos), e ainda a reformulação recente do portefólio de Portos com tawny, ruby e 10 anos. Pois bem, quando se julgava que o projeto Wine & Soul se encontrava a beneficiar de uma fase de acalmia… eis que surge mais um produto fabuloso. O terceiro branco Douro do produtor, seguindo-se agora a opção por um blend de várias colheitas. Não sendo modelo único em Portugal, é sem dúvida desafiante e inovador, sobretudo num perfil que procura manter a frescura e a tensão. Com efeito, a mistura de anos tende a privilegiar a complexidade em detrimento da vivacidade, mas com o Guru NM (cujas iniciais significam não ser de um ano apenas: ‘Non Millésime’) o perfil tenso é, inclusivamente, ampliado! Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges estão mais uma vez de parabéns! N.O.G.

ANSELMO MENDES TEMPO
VINHO VERDE MONÇÃO E MELGAÇO
ALVARINHO BRANCO 2016
ANSELMO MENDES VINHOS

Orange wine em bom, a interpretação de Anselmo Mendes deste tipo de vinhos, ou o que lhe quiserem chamar. O Tempo é um “raça” de um vinho, diferente na sua génese, brilhante no resultado. Pioneiro em Portugal, este branco mostra a técnica da curtimenta totalmente dominada, não fosse Anselmo Mendes “doutorado” neste tipo de vinificação: a curtimenta total é feita em dois lotes, um sem engaço que fermenta com as películas até ao fim da fermentação alcoólica, e outro com os cachos inteiros, deixados durante dois meses numa cuba fechada a fermentar e macerar. Ambos estagiam depois em barricas de carvalho francês de 400 litros. “Curto até ao pinho, uma curtição”, disse Anselmo num live recente do Instagram. Não se trata, de facto, de um orange wine tradicional, mas sim de encontrar o que, neste espectro, combina melhor com o Alvarinho e não o desvirtua, conferindo-lhe uma grande originalidade. Para mim, é melhor. M.L.

DEU-LA-DEU “HISTÓRICO”
VINHO VERDE MONÇÃO E MELGAÇO ALVARINHO BRANCO 2017
ADEGA REGIONAL DE MONÇÃO

Adega Regional de Monção é uma referência em termos de vinhos Alvarinho produzidos nesta sub-região. E referência não apenas em termos de quantidade (é o maior produtor local) mas também em termos de consistência, com um padrão sempre elevado em quase toda a gama de 100% Alvarinho que produz, desde o Deu-la-Deu “normal”, até ao Premium (fermentado em barrica), passando por vinhos especiais como o Fernando Moura 30 anos, da colheita 2016, elaborado para homenagear a já longa ligação deste prestigiado enólogo à Adega de Monção, ou o Terraços, do mesmo ano, feito com leveduras de Alvarinho. Faltava-lhe, no entanto, um vinho completamente diferenciador. Faltava, mas já não falta. Este Deu-la-Deu, chamado “Histórico” pelo classicismo da rotulagem, foi feito de curtimenta completa (fermentado com as películas da uva), em cuba inox, tendo depois estagiado nas mesmas cubas durante um ano sobre as borras. Um perfeito exemplo de que, em Monção e Melgaço, é possível fazer um Alvarinho de excelência sem recorrer à barrica. L.L.

PEDRA CANCELA INTEMPORAL
DÃO BRANCO 2012
LUSOVINI

Um branco de 2012 tirado da cartola da Lusovini, qual coelho mágico, quando ninguém estava à espera, depois de sete anos de estágio em garrafa. Um “acto de fé” de Sónia Martins — enóloga e actual presidente da empresa — que, como vários outros, acabou por se revelar acertado. De Encruzado (20% com estágio em barrica usada), Malvasia-Fina e Cerceal-Branco, este vinho tem tudo o que se quer num branco com idade: cor dourada bonita, aromas e sabores com evolução elegante e digna, exotismo e complexidade, muita vivacidade e tensão. Segundo o que consta, no Dão, 2012 foi o ano com maturação mais lenta e regular da segunda década de 2000, seco e com temperaturas bem amenas. Claramente que isso se reflectiu neste Intemporal, um branco notável que é, sem sombra de dúvida, uma “pedra preciosa do Dão”, e também de Portugal. M.L.

PÊRA-MANCA
ALENTEJO BRANCO 2017
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA

Este branco da Fundação Eugénio de Almeida nasceu na colheita de 1990. Desde então tem assumido uma postura bem conservadora, clássica, sem cedências a modas, tendências ou manias. Entre outros aspectos, mantém-se fiel às duas castas de sempre, Antão Vaz e Arinto (vinhas com 30 anos), instaladas em solos graníticos. Esse lado conservador reflecte-se também no momento de colocação no mercado; em vez que se apresentar como vinho novo, do ano, cheio de fruta jovem e muita frescura, o Pêra-Manca prefere revelar-se com mais tempo de estágio, com mais volume e, claro, com mais carácter e personalidade. Parte do mosto fermenta em inox e parte em barrica, fazendo-se depois a baliza dos dois vinhos. A grande surpresa é que, ao contrário do que uma primeira prova apressada poderia sugerir, o vinho resiste muito bem ao tempo e aguenta anos e anos. Deste 2017 fizeram-se 93000 garrafas, entretanto esgotadas no produtor (o que diz bem do sucesso da marca e do perfil…) e o 2018 já está a caminho. J.P.M.

TINTOS

QUINTA DAS BÁGEIRAS PAI ABEL
BAIRRADA TINTO 2015
MÁRIO SÉRGIO ALVES NUNO

O tinto Pai Abel continua como o seu homenageado Abel Nuno, pai de Mário Sérgio Nuno: um bairradino com carácter e garra, forte de espírito, de postura firme mas serena e elegante. Na verdade, uma boa personificação do lote de Baga e Touriga Nacional, que compõe este vinho (com larga predominância da primeira), uvas provenientes de uma parcela onde as castas estão misturadas, e onde são feitas intervenções de modo a limitar a produção a dois ou três cachos por videira, replicando assim a concentração e complexidade de uma (boa) vinha velha. A fermentação é feita sem desengace, durante uma semana em lagar aberto, com várias remontagens por dia, e depois acaba e estagia em barricas usadas de carvalho francês e em tonel de madeira. Escusado será dizer que é um vinho quase eterno na longevidade e na persistência, daqueles Bairrada impactantes, que não saem da cabeça, nem da boca, tão cedo… M.L.

ARCHÉ
ALENTEJO TINTO 2016
HERDADE DO SOBROSO

A Herdade do Sobroso está localizada na zona leste da DOC Vidigueira, a dois passos do Guadiana e da albufeira do Alqueva. Encostada à Serra do Mendro, a herdade de 1600 hectares combina planície e montanha, e tem como principais valências um excelente turismo de natureza (abunda a fauna de pequeno e grande porte), um hotel vínico de referência e claro, a produção de belos vinhos a partir de um vinhedo de 60 hectares. A propriedade, adquirida há uma vintena de anos por António Ginestal Machado é gerida pela sua filha e genro, Sofia Ginestal Machado e Filipe Teixeira Pinto, ela zoóloga, ele enólogo. No início de 2016 o casal decidiu projectar um vinho que fizesse justiça à visão e trabalho do fundador, arquitecto de profissão, e nasceu assim a marca Arché, posicionada no topo do portefólio. O tinto de 2015 foi lançado em 2018, e mostrou-se inteiramente à altura da ambição. Em 2020 surgiu a segunda edição, ainda mais afinada, proveniente das melhores parcelas de Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional. L.L.

CASA DA PASSARELLA
DÃO TINTO 2009
O ABRIGO DA PASSARELA

A região do Dão é especialmente vocacionada para gerar vinhos longevos. Não por serem muito robustos ou alcoólicos, não por serem muito taninosos ou duros enquanto novos, mas por uma razão bem mais simples: por serem harmoniosos e terem todas as componentes em perfeito diálogo e equilíbrio, diálogo esse sempre facilitado pela acidez notável que os vinhos têm, não só brancos como tintos. A Casa da Passarella, que na última década se solidificou num lugar de primazia entre os apreciadores da região, está cada vez mais a apostar nos vinhos com idade e este 2009, agora relançado no mercado, mostra exactamente o que é suposto esperar de um tinto longamente estagiado em garrafa. Ele tem origem em várias parcelas centenárias com mais de 20 castas e foi feito em lagar com estágio posterior em barricas usadas de 600 litros. Desde 2011 que dorme em garrafa. Apenas se produziram 3000 garrafas e é provável que venha a ter nova edição na colheita de 2011. J.P.M.

CHRYSEIA
DOURO TINTO 2018
PRATS & SYMINGTON

Fruto de uma parceria entre as duas famílias, Prats e Symington, o Chryseia é produzido desde a colheita de 2000 e de imediato se tornou um enorme sucesso internacional. A colheita de 2001 colocou o Chryseia como o primeiro vinho não fortificado português a figurar no Top 100 da Wine Spectator. A partir de 2004 o lote é composto por duas castas Touriga Nacional e Touriga Franca, cuja proporção varia em função do ano.
O ano de 2018 começou muito seco, com os solos ressequidos pelo défice de chuva do ano anterior. No entanto, a primavera trouxe chuva abundante com os meses de março e abril a registarem uma precipitação acima da média. Apesar do atraso no ciclo da vinha devido às condições húmidas e instáveis no início do verão, o mês de agosto quente e seco acelerou as maturações. A vindima decorreu em condições quentes e secas. Foi claramente o ano que favoreceu a Touriga Franca, por isto, ao contrário de anos anteriores, entra em maioria (55%) no lote. O estágio decorreu em barricas novas de 400 litros durante 15 meses. O resultado – o melhor Chryseia de sempre. V.Z.

CONDE VIMIOSO VINHA DO CONVENTO
REG. TEJO TINTO 2017
FALUA

Este vinho nasce na vinha icónica da Falua, com características únicas e uma imagem inconfundível para assinalar 20 anos da marca Conde Vimioso. Coberta de calhau rolado a Vinha do Convento na zona de Charneca, foi plantada em 1996 com 9 castas entre tintas e brancas. Para este vinho foram escolhidas as melhores parcelas dentro desta vinha com as castas Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Castelão, vinificadas em separado. Seguiu-se o estágio de 24 meses em barricas novas de 300 litros de carvalho francês.
O lote final resultou da selecção das 11 melhores barricas e o objectivo principal não foi apenas produzir um vinho tecnicamente perfeito, mas criar um vinho que correspondesse à mesa na parte emocional. Conseguiu-se fazer com que duas castas poderosas e com personalidades vincadas como a Touriga e a Cabernet “trabalhassem em equipa” e ainda recebessem o contributo de Castelão. Criou-se um grande vinho, cheio de emoção, do qual foram produzidas apenas 4.387 garrafas. V.Z.

HEXAGON
REG. PENÍNSULA DE SETÚBAL TINTO 2015
JOSÉ MARIA DA FONSECA

O primeiro tinto Hexagon nasceu na colheita de 2000, em plena época de explosão de marcas nacionais e alguma euforia por vinhos cada vez mais aprumados, de taninos maduros, e longo estágio em garrafa. Provado no início de novembro de 2020, esse mesmo 2000 continua a dar uma excelente prova. De um momento para o outro, a clássica casa José Maria da Fonseca entrava no mercado dos topos de gama modernos, e o Hexagon – uma homenagem à sexta geração da família à frente dos destinos da casa – revelava-se um dos trabalhos mais aprimorados do enólogo Domingos Soares Franco. Desde então, houve apenas 8 edições lançadas, todas a partir de 6 castas (com destaque para Touriga Nacional, Syrah e Trincadeira) e provadas recentemente encontraram-se em forma (enormes os 2005 e 2009)! Na colheita de 2015 tudo se conjugou para um vinho fabuloso e o estágio em garrafa desde então só serviu para o aprimorar. O melhor Hexagon até há data, o que não é propriamente dizer pouco! N.O.G.

HERDADE DE SÃO MIGUEL RESUMO DE 15 VINDIMAS
REG. ALENTEJANO TINTO
CASA RELVAS

Este é um vinho muito especial da Casa Relvas, pois vem comemorar 15 anos de vindimas do produtor familiar, completados em 2017, num lote de várias colheitas que vão de 2003 até esse ano. Num processo demorado e complexo, com várias dezenas de provas pelo meio, os vinhos “coleccionados” até esse momento foram escolhidos, e chegou-se a um lote com predominância de vinhos de 2005 e 2011, os que se mostraram, nesse momento, mais jovens e vivos à equipa da Casa Relvas, aportando o que esta pretendia ao lote final. O resultado deste vinho-projecto de Alexandre Relvas Jr. não defrauda, de todo, a elevada expectativa que se pode depositar num vinho com este conceito, muito pelo contrário: é um tinto muito complexo e elegante, com uma classe extraordinária, textura de veludo e muita presença. Um produto que se pretende exclusivo, do qual foram feitas apenas 1000 garrafas, e que vem celebrar tudo o que a Casa Relvas conquistou, com muito sucesso, até hoje. M.L.

INCÓGNITO
REG. ALENTEJANO TINTO 2013
CORTES DE CIMA

A história será porventura já conhecida: em 1991, cepas da casta Syrah com excertos vindos do Vale do Ródano, foram plantadas num dos raros cabeços calcários (parcela 9C) da propriedade Cortes de Cima, sita na Vidigueira. Ao tempo, a casta era pouco conhecida no Alentejo e não encaixava na denominação. Ficou, assim, incógnito de nome, mas não de fama. Desde cedo que foi um sucesso, o autêntico porta-estandarte do estilo intenso e sedutor que os consumidores na virada do século privilegiavam. Esse estilo generoso e grandioso criou um séquito de fiéis, que se mantiveram aquando da consolidação de um estilo mais fino, preciso e elegante, bem visíveis nas colheitas de 2012 e 2014. Fruto de um inverno frio e de uma primavera chuvosa, a colheita de 2013 está mais tensa e austera, razões que levaram Anna JØrgensen a decidir lançá-lo mais tarde. O vinho continuou a evoluir até ser lançado em 2020, no melhor momento de prova possível, mas com capacidade para crescer ainda nos próximos anos. N.O.G.

KOMPASSUS PRIVATE COLLECTION
BAIRRADA BAGA TINTO 2013
KOMPASSUS VINHOS

João Alberto Póvoa vem de uma família de tradicionais lavradores e viticultores da Bairrada, acostumados desde há gerações a trabalhar a casta Baga num dos melhores terroirs da região, Cordinhã, concelho de Cantanhede. Este médico oftalmologista “mergulhou” no mundo do vinho desde muito cedo, acostumando-se a ajudar os pais naquela que era a vida do viticultor local: trabalhar a terra, fazer o vinho e vendê-lo depois às empresas que o engarrafavam e valorizavam com as suas marcas. João Póvoa quebrou esse ciclo em 1991 quando criou a Quinta de Baixo, projecto diferenciador que atingiu grande notoriedade. Em 2006, problemas de saúde levaram-no a vender, mas conservou as melhores vinhas que mais tarde, já recuperado, estiveram na base da marca Kompassus. Desde há alguns anos com a assessoria de Anselmo Mendes, João Póvoa faz espumantes, brancos e tintos de excepção, que aliam qualidade a imensa personalidade. O Private Collection é a referência de topo, tinto de lagar, com algum engaço, e estágio em barricas novas e usadas de 400 e 700 litros. Um Baga de eleição. L.L.

LEGADO
DOURO TINTO 2015
SOGRAPE

O vinho Legado, que nasce na Quinta do Caedo, é um dos expoentes máximos do portefólio da Sogrape, um genuíno e autêntico hino ao Douro, às vinhas velhas e ao património notável que as gerações antigas nos legaram. Inicialmente as vinhas da quinta – 24 ha, dos quais 7,6 ha de vinha velha – produziam apenas uvas para vinho do Porto. Esta vinha, por vontade explícita de Fernando Guedes, não foi reconvertida – destino quase certo, face à pequeníssima produção que tinha/tem (100 gramas por pé) – e tomou-se a decisão de fazer então um vinho tinto. É um lote de todas as castas que ali existem e destacou-se como um vinho notável desde a primeira edição, da colheita de 2008, tendo sido editado anualmente desde então. Seguramente a sobrevivência desta vinha veio ajudar ao cada vez maior respeito que as vinhas velhas têm na região. Um verdadeiro legado que Fernando Guedes deixou à família e aos apreciadores da colheita de 2015 fizeram-se 4666 garrafas. J.P.M.

LUÍS PATO VINHA BARROSA
BAIRRADA TINTO 2017
LUÍS PATO

Um dos vinhos mais impactantes da Bairrada, com carácter vincado da casta Baga e da sua origem numa vinha centenária. Surgiu em 1995 a par com Vinha Pan, outro vinho de uma única vinha, quando Luís Pato, uma figura incontornável na região, introduziu este conceito para mostrar como o terroir molda a casta. O seu espírito revolucionário também o levou a questionar práticas habituais, começando a desengaçar as uvas e a estagiar o vinho em barricas novas de carvalho francês para obter vinhos menos rústicos e com um polimento diferente.
A Vinha Barrosa fica na freguesia de Aguim, plantada no solo argilo-calcário de forma tradicional antes de 1932, rodeada por uma floresta de pinheiros onde também existem alguns eucaliptos. O vinho é vinificado em inox, seguido por um estágio em pipos novos e usados de carvalho Allier. Mais uma edição fabulosa deste vinho com personalidade única que comprova a sua qualidade, ano após ano, ao longo de mais de duas décadas. V.Z.

MARIA DO CARMO
REG. LISBOA ALICANTE BOUSCHET TINTO 2015
QUINTA DO GRADIL

No processo de renovação de imagem e afirmação da Quinta do Gradil como produtor referência da região de Lisboa, a Alicante Bouschet é uma das castas que para isso contribui, mostrando ali, na zona do Cadaval e no sopé da Serra de Montejunto, um desempenho, carácter e consistência pouco comuns. É ela que dá corpo ao novo topo de gama tinto da empresa, o Maria do Carmo (nome da herdeira da propriedade no século XIX, que a transformou num negócio agrícola de sucesso). Antes da fermentação, que se dá durante oito dias em cubas troncocónicas, o vinho faz maceração durante 48 horas. Depois, estaria em barricas de carvalho francês, de 225 e 300 litros, por doze meses. Um tinto autêntico, estruturado, mas ao mesmo tempo super-elegante e complexo, que vem provar que Lisboa é região de grandes e ambiciosos vinhos. M.L.

MARMELAR
REG. ALENTEJANO TINTO 2017
CASA AGRÍCOLA HMR

A Casa Agrícola Herdade Monte da Ribeira insere-se naquilo a que podemos chamar Vidigueira dos argilo-calcários, tipologia de solo onde estão instalados os cerca de 50 hectares de vinha, numa propriedade vasta, que atinge os 1100 hectares, a maior parte dos quais na encosta sul da serra do Mendro. Esta casa produtora de vinhos e azeites pertence à Fundação Carmona e Costa e pode ser já considerada um nome “clássico” do Alentejo, tendo iniciado a actividade vitivinícola em 1991. A empresa é, sobretudo, conhecida pela marca Pousio, uma linha de brancos, rosés e tintos com enorme consistência qualitativa em diversos segmentos de preço, dos Selection aos Reserva, passando pelos mono e bivarietais, tudo sob a supervisão dos enólogos Nuno Elias e Luís Duarte. No topo da pirâmide está o Marmelar, vinho produzido apenas nos anos de excelência. Nascido na vindima de 2012, desde então fizeram-se apenas mais dois: o 2014 e este 2017, sem dúvida o mais completo, sofisticado e longevo de todos. L.L.

PEGOS CLAROS
PALMELA GRANDE ESCOLHA TINTO 2016
HPC

Pegos Claros é um dos símbolos da casta Castelão, e um símbolo de Palmela. Por entre uma herdade extensa e maioritariamente florestal, encontra-se uma vinha velha (cepas com mais de 90 anos), em solos de areia pobre e sem rega, sita em Santo Isidro de Pegões, quase em transição para o Alentejo. Produzido pelo menos desde 1920, ganhou reputação no início da década de ’90 do século passado com vinhos que continuam a dar óptima prova. Recentemente, a adega foi melhorada e o enólogo Bernardo Cabral (que sucede a João Ramos, João Corrêa e Frederico Falcão) encontra-se já totalmente familiarizado com todas as facetas do projeto liderado por José M. Gomes Aires. Com o tradicional recurso a lagar e a utilização de uma pequena percentagem de engaço, compensada com um prolongado estágio em garrafa, a colheita do Grande Escolha de 2016 está fabuloso, ao melhor nível da marca, lado a lado com os míticos 1993, 1995, 1996 e 2005. N.O.G.

QUINTA DO CRASTO VINHA MARIA TERESA
DOURO TINTO 2017
QUINTA DO CRASTO

O primeiro vinho Douro comercializado sob a marca Crasto foi da colheita de 1994 e o primeiro Vinha Maria Teresa data de 1998. Provado recentemente, encontra-se glorioso. A edição de 2017 é, apenas, a 12ª em 22 anos, o que revela o cuidado em produzi-lo e o privilégio em prová-lo. Como o nome indica, trata-se de um vinho de uma única vinha, cultivada em quase 5 hectares, em cota baixa, a nascente da casa da propriedade. É fruto de um mosaico verdadeiramente intrincado de 50 castas, típico de uma vinha muito velha (110 anos…), de baixíssima produção (300g por videira), e que o produtor pretende conservar a todo o custo. Para tal, iniciou em 2013 um mapeamento genético da vinha (Pat Gen Vineyards) e foram criados berçários de videiras. Naturalmente, nada neste vinho é normal, e no copo revela todo o seu esplendor na fantástica, mas pouco produtiva, colheita de 2017. Com fruto complexo e exótico, enorme cremosidade (imagem de marca do produtor, diga-se) e sofisticação, pertence, por direito, ao Olimpo dos tintos do Douro. N.O.G.

QUINTA DA GAIVOSA VINHA DE LORDELO
DOURO TINTO 2016
ALVES DE SOUSA

Na senda do seu pai e avô, Domingos Alves de Sousa acabaria por abraçar as vinhas da família no Douro, não sem antes ter tido uma carreira de sucesso na engenharia civil. Arranca com o projeto Quinta da Gaivosa (e a Quinta do Vale da Raposa adjacente) no final dos anos ’80 do século passado, e desde então coleciona distinções e, mais importante, o reconhecimento dos pares. Como os nossos leitores sabem, os vinhos da família Alves de Sousa são repetentes nas listas dos melhores do ano. Se desde o início, o clássico Quinta da Gaivosa (cuja primeira edição data de 1992) triunfa no seu perfil sério e longevo, nos últimos anos, as marcas criadas para os vinhos monovinha arrasaram num perfil mais envolvente, capitoso e exclusivo. A partir da vinha mais velha da propriedade, superior a um século de idade, o Vinha de Lordelo é, desde a sua criação em 2003, sempre um vinho poderoso e que provoca enorme emoção. O equilíbrio da colheita de 2016 ajudou a esculpir um tinto que alia a esse poder uma superior tensão e elegância! N.O.G.

QUINTA DO NOVAL
DOURO RESERVA TINTO 2017
QUINTA DO NOVAL VINHOS

Embora a Quinta do Noval seja uma casa de absoluta referência nos Vinhos do Porto, desde 2004 produz também com enorme sucesso os vinhos do Douro com a mesma marca.
O inverno de 2017 manteve-se frio e seco, seguido de uma primavera e verão excecpionalmente quentes e secos. O mês de Junho registou-se como o mais quente desde 1980, com temperaturas que atingiram os 42-44˚C durante a onda de calor no vale do Douro entre os dias 7 e 24 do mês. Apesar da forte queda de chuva na Quinta do Noval no dia 6 de Julho, desde Novembro de 2016 caíram apenas 300 mm de precipitação. Todo o ciclo na vinha ficou adiantado 15 a 20 dias, comparando com o ano anterior, mas as vinhas suportaram bem a escassez de água e altas temperaturas. A vindima começou muito mais cedo do que o habitual e decorreu sem ausência de chuva. O lote é formado por 80% de Touriga Nacional e 20% de Touriga Franca. O estágio decorreu integralmente em barricas de carvalho francês durante 12 meses, sendo 35% das barricas novas. V.Z.

QUINTA DO PARAL VINHAS VELHAS
REG. ALENTEJANO TINTO 2017
HERDADE TINTO E BRANCO

Juntemos os seguintes ingredientes: uma propriedade histórica numa das mais genuínas regiões do Alentejo; um terroir de excelência para a produção de vinho; uma família alemã com capacidade de investimento, bom gosto e empenhada em recuperar as tradições locais; uma equipa de profissionais conhecedores e talentosos. Desta “receita” nasceu a Quinta do Paral e o resultado das primeiras vindimas já nos diz que ali está coisa muito séria.
Desde a sua aquisição no início de 2017, a Quinta do Paral, na Vidigueira, tem vindo a ser renovada pela família Morszeck, que reabilitou e ampliou a vinha existente para os actuais 33 hectares e logo nesse ano adquiriu mais 19 hectares na zona de Vila de Frades, com diversas parcelas de vinhedos de mais de 70 anos, não aramados, com as castas tradicionais Antão Vaz, Perrum, Aragonez e Tinta Grossa. Sob orientação do enólogo Luís Leão, os vinhos mais ambiciosos da casa vêm precisamente destas vinhas antigas, brancos e tintos de enorme complexidade e profundidade, com forte identidade Vidigueira. L.L.

QUINTA DOS TERMOS O TESTEMUNHO DE VIRGÍLIO LOUREIRO
BEIRA INTERIOR ESCOLHA TINTO 2015
QUINTA DOS TERMOS

Nas terras que fazem parte da Quinta dos Termos, em Belmonte, faz-se vinho desde tempos imemoriais. Rodeadas por montanhas, as vinhas assentam em solos graníticos e suportam um clima agreste, com grandes amplitudes térmicas, e noites frescas mesmo no verão. O produtor, João Carvalho, é um empresário têxtil que se rendeu, com a família, à viticultura, na propriedade dos seus antepassados. Desde 1993 tem vindo a recuperar, desenvolver e ampliar o património, dispondo hoje de mais de 100 hectares de vinha (uma enormidade, na região) e adquirindo uvas a diversos lavradores. As idades das parcelas variam muito, desde plantações recentes a vinhas com quase 100 anos.
Embora Touriga Nacional e Tinta Roriz sejam as castas principais em área plantada, e existam “estrangeirismos” como Syrah ou Nebbiolo, João Carvalho presta especial atenção às variedades antigas da região, como Rufete, Síria e Fonte Cal, para além das vinhas velhas com inúmeras castas misturadas. O vinho que aqui premiamos e que leva o nome do enólogo que o acompanha desde 2001 é feito de Baga, Tinto Cão e Touriga Nacional. L.L.

QUINTA VALE D. MARIA VINHA DO RIO
DOURO TINTO 2017
QUINTA VALE D. MARIA

A localização é, como sabemos, dos aspectos, se não o mais importante, um dos mais importantes na base da qualidade e personalidade de um vinho. Quando essa qualidade é depois reconhecida pelos consumidores, por norma temos uma marca que adquire grande projecção, notoriedade e preço à altura. Foi o que aconteceu com os vinhos da Quinta Vale D. Maria, situada no rio Torto, um afluente do Douro que é reconhecidamente um dos grandes vales para a produção de notáveis vinhos tintos. A vinha do Rio é uma parcela pequena, com 1,2 ha de área, com orientação Sul e as cepas têm cerca de 80 anos, com uma grande variedade de castas misturadas. A produção contempla 1567 garrafas, 99 magnuns e 20 double magnuns. O patamar de preços é normalmente elevado – é o chamado “preço da fama” – mas os vinhos justificam-no: são de grande expressão e mostram as enormes virtudes daquelas encostas para gerarem tintos robustos, longevos, com tudo para se tornarem absolutamente inesquecíveis. J.P.M.

TABOADELLA GRANDE VILLAE
DÃO TINTO 2018
TABOADELLA

A Taboadella, propriedade e marca, acaba de se erguer no Dão e entra a matar. Há muita pertinência, tipicidade e qualidade em todo o portefólio de vinhos inicial, mas os topos de gama Grande Villae são de outra liga. A jogar no campeonato mundial dos melhores, são os clássicos no perfil, os super-premium, em branco e tinto que, mesmo mostrando ainda a sua tenra idade se revelam autênticos diamantes em bruto, com enorme capacidade de resistência ao tempo. Este, o tinto, é um lote de Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Com estágio de doze meses em barrica nova de carvalho francês (absolutamente integrada e sublime no vinho), originou cerca de 3500 garrafas. Quando o provámos pela primeira vez, ficámos de boca aberta, não só pela qualidade absoluta, mas também por se tratar do primeiro topo de gama comercializado por este projecto, a parecer que já está ali a produzir vinho há anos. Uma chegada impactante ao mercado. Venham mais. M.L.

FORTIFICADOS

SANDEMAN
PORTO VINTAGE 2018
SOGRAPE

É um Vinho do Porto Vintage monumental, robusto e assente numa grande estrutura e concentração. Para o enólogo da Sogrape, Luís Sottomayor, o ano 2018 é dos melhores, se não o melhor ano Vintage a que assistiu. A seguir ao inverno frio e seco veio a primavera extremamente chuvosa, que afetou a floração, dando origem a perdas significativas. Apesar do verão quente e seco, os níveis de humidade nos solos proporcionaram um final de maturação longo e equilibrado, permitindo produzir vinhos de excelente qualidade.
As uvas provêm das melhores parcelas das Quintas do Seixo e do Vau, sendo a composição varietal dividida entre 50% de Touriga Franca, 40% de Touriga Nacional, 5% de Sousão e 5% de Tinto Cão. A fermentação decorreu em lagares de granito com pisa a pé na Adega da Quinta do Seixo. Após a vindima os vinhos permaneceram no Douro, sendo transportados para as caves, em Vila Nova de Gaia, na primavera seguinte, onde ficaram a estagiar em balseiros de carvalho até ao engarrafamento. V.Z.

KOPKE
PORTO COLHEITA 1981
SOGEVINUS

A casa Kopke fundada em 1638 é a mais antiga na região com uma grande tradição e conhecimento de estagiar Vinhos do Porto, criando tawnies velhos de uma dimensão e elegância incrível.
O Colheita 1981 é o vinho de um só ano submetido ao estágio longo em cascos e engarrafado por encomenda. A composição varietal conta com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinto Cão. A parte das uvas provém de cotas mais altas que aportam ao vinho frescura e acidez e outra parte de cotas mais baixas, com maior maturação, contribuindo com riqueza de sabores e volume de boca. De acordo com regulamentação, o Vinho do Porto Colheita tem que permanecer em cascos pelo menos 7 anos, mas quanto mais tempo passa nesta evolução oxidativa, mas complexidade adquire, desenvolvendo aromas e características organolépticas extraordinárias. O último engarrafamento ocorreu em 2020, que resultou em 1750 garrafas, permitindo provar este néctar com 39 anos de evolução. V.Z.

TAYLOR’S
PORTO VINTAGE 2018
THE FLADGATE PARTNERSHIP

A declaração de um vinho do Porto como Vintage é a conclusão de um trabalho imenso de provas de lotes diferentes, uma tarefa que exige profundo conhecimento das origens e dos perfis de cada componente, um trabalho de uma complexidade que escapa ao comum dos consumidores. Escolher o que é que vai ou não para um lote de Vintage é decisão sempre difícil, com uma fortíssima componente técnica mas também com duas outras, comercial e institucional. Nenhuma empresa pode correr o risco de declarar Vintage um vinho que não seja excepcional e que não seja fiel ao perfil e estilo da casa. Na Taylor’s, além de toda esta “carga” técnica e histórica, foi possível, em 2018, romper uma tradição secular e declarar Vintage pelo terceiro ano consecutivo. Com uma forte componente de uvas da quinta de Vargellas (Douro Superior), o Vintage 2018 incorpora também vinhos de outras quintas, resultando num vinho clássico, robusto mas também de rara elegância e complexidade. A produção foi de 7800 caixas de 12 garrafas. J.P.M.

Os vencedores do Concurso “Natal é no Carregal”

Estão apurados os vencedores do Concurso “Natal é no Carregal”.
Perante a atual situação pandémica, e norteados pela segurança de todos que se impõe, o sorteio realizou-se on-line durante a tarde de ontem, 3 de março, e teve transmissão direta no facebook da Câmara Municipal de Carregal do Sal.

Cumprindo as Normas do Concurso foram sorteados os cupões para atribuição de vouchers de compras para gastar nos estabelecimentos aderentes e, rodada a tômbola, eis os felizes contemplados:

1.º prémio: voucher de 200,00€ – Isabel Borges
2.º prémio: voucher de 150,00€ – Helena Simões
3.º prémio: voucher de 100,00€ – Rosa Alexandrina
4.º prémio: voucher de 50,00€ – Patrícia Lourenço
5.º prémio: voucher de 50,00€ – Maria Celeste Nunes
6.º prémio: voucher de 50,00€ – Lurdes Alves
7.º prémio: voucher de 50,00€ – Jorge Correia
8.º prémio: voucher de 30,00€ – Elsa Figueiredo
9.º prémio: voucher de 30,00€ – Andreia Bernardo
10.º prémio: voucher de 30,00€ – Alípio Lopes

A vereadora Ana Cristina Borges parabenizou os vencedores e agradeceu a todos os participantes por continuarem a fazer compras no comércio tradicional. Estendeu ainda um agradecimento especial aos comerciantes que aderiram à iniciativa reiterando a importância destas ações como estímulo aos próprios que, de forma particular, nos momentos difíceis que atravessamos, precisam ainda mais da ajuda de todos.
Depois coube ao Vice-presidente da Autarquia, José Sousa Batista, anunciar os vencedores da vertente Montras de Natal. Antes reiterou a importância destas iniciativas que, afirmou, foi expressa no maior número de estabelecimentos aderentes (23 casas comerciais).
Referiu os critérios de votação e respetivas percentagens para, desde logo também agradecer ao Agrupamento de Escolas, nas pessoas das docentes Josefa Reis e Isabel Várzeas, que integraram, uma vez mais, o júri do Concurso.
Contas feitas, e atendendo aos percentuais de cada etapa de votação (10% os gostos online; 40% os votos dos comerciantes e 50% do júri do Concurso), foram anunciadas as montras vencedoras e respetivos prémios:

1.º lugar – António Victor L.da / Ginja Victor (smartphone)
2.º lugar – Savimar (LCD)
3.º lugar – Minimercado Celestina (jantar para duas pessoas)

O apoio ao comércio tradicional local é para continuar no Concelho pelo que, a terminar o direto, foi garantida a realização de mais uma edição do “Comprar no Comércio Tradicional… Para ajudar”!… Em data a anunciar oportunamente!

Vendas de Queijo Serra da Estrela DOP aumentam nos canais digitais

Produtores e Queijarias não baixam os braços e continuam a apostar na valorização de alguns dos melhores queijos do país

FILEIRA DOS QUEIJOS COM VALORIZAÇÃO DOP DA REGIÃO CENTRO ACREDITA NA RECUPERAÇÃO A PARTIR DA PÁSCOA 

Há um ano que pastores, produtores de leite, queijarias e distribuidores se mantêm resilientes para não deixar cair por terra a produção dos melhores Queijos com qualificação DOP na Região Centro do país. Manter todo o circuito produtivo do Queijo Serra da Estrela DOP, Queijo da Beira Baixa DOP e Queijo Rabaçal DOP em pleno estado de emergência e confinamento geral não está a ser tarefa fácil. Mas, face à atual evolução da situação epidemiológica, o Setor está agora a depositar esperança na retoma, ainda que lenta, já a partir da Páscoa.

Na época natalícia, o stock do Queijo Serra da Estrela DOP foi sendo escoado e até superou as expectativas. Segundo a Estrelacoop nesta altura foram vendidas 86.240 unidades, o equivalente a cerca de 64.680 quilos. Em janeiro, as vendas abrandaram, mas com as atuais feiras online do queijo e a aposta cada vez maior nas plataformas digitais de venda, é de esperar que a produção de Queijo Serra da Estrela DOP armazenada nos meses anteriores seja vendida gradualmente e também com a época da Páscoa. A Estrelacoop adianta que em 2020 foram produzidos menos 14% do Queijo Serra da Estrela DOP, comparativamente com 2019. Do queijo produzido, 6,7% não foi vendido, ou seja, continua em conservação.

No caso dos Queijo Beira Baixa DOP, a Associação de Produtores de Queijo do distrito de Castelo Branco (APQDCB) auscultou os seus operadores e adianta que as vendas no Natal foram globalmente abaixo dos valores dos anos anteriores. Constatou-se ainda um decréscimo de vendas em 2020 na ordem de menos 14.2% face a 2019. No ano passado foram vendidos 131.460 quilos, ao passo que em 2019 foram comercializados 153.209 quilos. Porém, é de esperar que esta retração tenha tendência a esbater-se à medida que os setores da restauração e da hotelaria comecem a retomar a atividade.

Os obstáculos que a Fileira dos Queijos qualificados com DOP da Região Centro enfrenta são ainda muitos. Na região onde se produz um queijo único com características próprias determinadas pela flora da região de Sicó – o Queijo Rabaçal DOP – os produtores são escassos e, à APRORABAÇAL, reportam a fraca procura de um produto diferenciador.

O caminho é longo, mas há avanços na Fileira dos Queijos com DOP da Região Centro e os exemplos de superação e resistência em áreas como a Qualificação, Digitalização, Formação e Empreendedorismo deixam aberta esperança num cenário de recuperação.

QUEIJOS COM DOP – ESTRATÉGIA DE REJUVENESCIMENTO E INOVAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA

Apesar das restrições vividas no atual contexto, o Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro não abrandou e, em plena Pandemia, foram dinamizadas “ações integradas, disruptivas e de caráter inovador na Fileira do Queijo da Região Centro, com vista a dar um contributo fundamental para a valorização económica de um importante recurso endógeno existente nesta Região: o Queijo com qualificação DOP”, concretiza Cláudia Domingues Soares, Presidente da Inovcluster, Associação do Cluster Agroindustrial do Centro.

Ao nível da qualificação e mesmo durante a crise pandémica, algumas queijarias das áreas geográficas de produção das DOP Beira Baixa e Serra da Estrela decidiram dar início ao processo de qualificação dos seus queijos. Na Beira Baixa por exemplo, em 2019, existiam 5 operadores a usar DOP, hoje são 7 os operadores autorizados e mais 4 estão em período de aprovação. Também na Serra da Estrela, em plena pandemia, surgiu uma nova Queijaria em Fornos de Algodres que está atualmente a produzir Queijo Serra da Estrela DOP.

A parceria do Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro manteve firme a vontade de apoiar e impulsionar a fileira dando continuidade à dinamização de diversas iniciativas. É o caso da atribuição dos prémios Vale Pastor e Pastor+ no valor total de 355 mil euros para impulsionar a produção de leite nas 3 regiões DOP da região Centro;

A rota digital será lançada no site oficial do projeto (www.queijoscentrodeportugal.pt), dá a conhecer algumas das queijarias produtoras de queijo com DOP da Região Centro, os seus dados de contacto e localização;

Foram ainda concretizadas a ação formativa “Escola de Queijeiros”, para captação de novos atores na produção de Queijo com qualificação DOP em toda a Região, e ainda o Banco de Terras para pastores na área geográfica de produção do Queijo Serra da Estrela DOP com vista ao incremento da atividade a ajuda à fixação de população ao território. Em curso, e com o mesmo objetivo, será também implementado o Banco de Terras nas áreas de produção do Queijo Beira Baixa DOP e Queijo Rabaçal DOP.

O Programa de Valorização da Fileira dos Queijos da Região Centro é um “Projeto cofinanciado pelo CENTRO 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional”.

Inovcluster > https://www.inovcluster.pt/

Facebook Queijos Centro de Portugal https://www.facebook.com/queijoscentrodeportugal

Preços do Imobiliário na Guarda e em Viseu

O ano de 2020 viu desafios inesperados colocarem-se perante a vida de milhões de pessoas um pouco por todo o mundo. Num evento catastrófico e verdadeiramente global, as repercussões fizeram-se sentir através de praticamente todos os estratos sociais e económicos.

Colocando o foco em Portugal, poucos foram os sectores da economia que foram poupados à constante pressão das restrições ao movimento de pessoas e bens. O turismo, desde logo e em anos recentes um enorme contribuinte para a economia nacional, ficou praticamente paralisado. Com ele, inúmeros negócios e famílias atravessam ainda uma das mais negras fases de que há memória.

Se o termo “crise” é notório ao longo de todo este período, alguns segmentos conseguiram demonstrar a sua verdadeira resiliência navegando através da adversidade. Muito poucos o fizeram com idêntico sucesso àquele do sector imobiliário.

Viseu

Os mais recentes dados referentes ao mercado imobiliário dão conta de uma descida nos valores praticados em Viseu. Se ao longo do período que separava janeiro de 2020 e 2021 os preços evoluíram 5% no mercado de venda, o desempenho entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021 revela uma quebra de -1,3%.

Em termos práticos, tal significa que o valor médio praticado em janeiro de 2021 de €172.082 regrediu em comparação aos €174.350 de dezembro de 2020. Ainda assim, estes são valores incomparavelmente mais atrativos do que aqueles observados em janeiro de 2020 onde o preço médio praticado era de €163.843.

Viseu continua assim a constar da lista de distritos onde a aquisição de casa é mais económica. Fazendo-se valer de uma beleza inegável e do crescente apelo pelos distritos do interior, poderá vir ainda a assistir a uma era dourada de procura imobiliária.

Guarda

A Guarda é um dos distritos onde é mais barato comprar casa em Portugal. Segundo o mais recente barómetro de preços do imobiliário nacional disponibilizado pela Imovirtual, continua também a ser um dos mais penalizados.

Não obstante, registou recentemente um crescimento de 3,1% nos preços de venda, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Tal coloca o preço médio atual nos €119.444 face aos €115.848 do mês anterior. Há a pesar negativamente neste desempenho o facto de estes valores terem enfrentado uma quebra de -8,7% ao longo do ano partindo do valor de referência de €130.879 relativo a janeiro de 2020.

Se a atual tendência se mantiver durante os próximos meses, poderemos vir a assistir a uma notável recuperação para os níveis de 2019. Vários fatores terão de se verificar para tal suceder. Desde logo, uma solução viável para as moratórias de crédito em vigor, uma recuperação económica a nível nacional sustentável e um continuado interesse pelo turismo no interior do país.

Como essencial a longo prazo e caso o atual panorama de adoção do teletrabalho como norma se mantenha, distritos como a Guarda poderão vir a ser os principais beneficiados. Com uma oferta de imobiliário acessível e excelentes índices de qualidade de vida, poderá facilmente convidar inúmeras famílias que aqui identifiquem os ingredientes para se estabelecer ao longo dos próximos anos.

Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital em formato digital

A Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital realiza-se este ano online durante um mês: de 13 de março a 13 de abril.

Um consequência da pandemia da Covid-19 o evento foi transformado numa festa digital, com o objetivo de apoiar os produtores nas vendas do afamado queijo Serra da Estrela, através da plataforma Dott que estará disponível na página de internet do Município de Oliveira do Hospital em www.cm-oliveiradohospital.pt

Nesta edição, os produtores de vinho do Dão também vão juntar-se à festa online, vendendo, através da mesma plataforma, alguns dos melhores néctares que se produzem no concelho de Oliveira do Hospital, que integra a Região Demarcada do Dão.

Apesar de estar confinada à internet, a maior Festa do Queijo Serra da Estrela de Portugal não deixa no entanto de ter uma vasta programação que vai decorrer através das redes sociais do Município de Oliveira do Hospital, direcionado para diferentes públicos, abordando temáticas como a gastromania, artesanato, usos e costumes, património histórico e arqueológico, entre outros, procurando levar ao público os aromas e sabores de Oliveira do Hospital.

São exemplo disso – entre outras – o fabrico de queijo/requeijão ao vivo, a apresentação de produtos endógenos de qualidade e o artesanato, os “shows cooking”, tendo sempre como base aquela que é uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa, o Queijo Serra da Estrela, as palestras e exposições temáticas e animação cultural, apostando numa programação familiar.

Numa vertente lúdico pedagógica, para os mais novos, estará em funcionamento a Escolinha do Queijo com a execução de várias atividades centradas no Queijo Serra da Estrela e na atividade ligada à pastorícia.

Entretanto, no primeiro dia do evento, 13 de Março, entre as 9h00 e as 13h00, a habitual Mostra de Produtos Biológicos e Agrícolas em Modo de Produção Tradicional – Da Nossa Terra – é dedicada à Festa do Queijo Serra da Estrela e contará com a participação de produtores de queijo DOP e outros produtos locais de qualidade.

A Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital – considerada como a maior feira do queijo de Portugal – é um certame que tem como objetivo principal promover o Queijo Serra da Estrela e outros produtos endógenos da região.

Destaque-se, por exemplo, o concurso de gastronomia “Com Queijo Serra da Estrela”, realizando na última década com a colaboração de vários parceiros locais, apadrinhado pela Chefe Cristina Manso Preto, presença assídua e entusiasta, cuja receitas vencedoras deram origem ao livro de edição do Município de Oliveira do Hospital que será lançado no âmbito da programação desta edição.

Constituindo-se como um evento com grande capacidade de atração turística e que se diferencia pela sua grandeza, mas especialmente pela sua autenticidade, a Festa do Queijo Serra da Estrela tem sido uma das grandes alavancas da economia local, estimando-se que tenha um impacto económico de sensivelmente 2,5 milhões de euros e um retorno mediático superior a 40 milhões de euros, de acordo com os últimos estudos de monitorização realizados pela “Cision Portugal” – líder global em serviços e software de pesquisa, monitorização e análise de media.

Sublinhe-se que a Festa do Queijo Serra da Estrela, que no ano passado estava agendada para os dias 14 e 15 de março, e que tinha já confirmada, pelo quarto ano consecutivo a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi cancelada pelo Município de Oliveira do Hospital como medida de prevenção face à pandemia da Covid-19.

Por iniciativa da CIM Região de Coimbra, em parceria com a dott.pt e a Esfera CTT, este cancelamento veio dar lugar àquela que foi considerada como a primeira feira digital do país – a Feira do Queijo DOP, que foi inaugurada, dia 15 de abril, pela ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, e pelo Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino.

Nos últimos anos, a organização da Festa do Queijo Serra da Estrela tem apostado em conhecidos atores e humoristas para a promoção do evento, como Fernando Mendes, Manuel Melo, Fernando Alves, da dupla Quim Rosas & Zeca Estacionâncio e João Baião, que este ano voltará a dar a cara pelo evento.

Prometendo ser um do evento digital muito mediatizado, a Festa do Queijo vai estar em destaque nos dias 12, 13 e 14 de março com um programa disponível em formato online, a divulgar brevemente nas redes sociais do Município.

O arranque desta edição será marcado com o programa “Terra-a-Terra”, no dia 12 de março, entre as 15h00 e as 16h00, na TSF, a ser transmitido diretamente de Oliveira do Hospital. Já na tarde de domingo, 14 de Março, as atenções estarão centradas na emissão do programa “Somos Portugal” da TVI, entre as 14h00 e as 20h00, que irá mostrar a maior Festa do Queijo Serra da Estrela digital nos ecrãs de televisão de Portugal e do estrangeiro.

Em termos desportivos, a tradicional prova de BTT  – Maratona BTT Lazer ARCC –, realiza-se este ano, entre os dias 14 e 31 de Março, em ambiente virtual, com os participantes a escolherem o local e a distância a percorrer, que será entre 30 a 45 quilómetros.

A Maratona Virtual BTT Lazer ARCC, é organizada pela ARC Catraiense/BTT Lazer, com o apoio do Município de Oliveira do Hospital.

Município de Oliveira do Hospital, 3 de Março 2021

ZI da Ribeirinha (Nelas): Autarquia cede terrenos que acolhem vários investimentos

Nas reuniões de Câmara de 27 de janeiro e 24 de fevereiro do corrente ano, a Câmara Municipal de Nelas deliberou ceder a diversas empresas alguns lotes de terreno adquiridos nos últimos anos na Zona Industrial da Ribeirinha, em Canas de Senhorim, a alguns empresários para construção de novas unidades empresariais.

À “A+House“, empresa do ramo da construção civil em estruturas metálicas, cedeu um lote de terreno com a área de 3775 m², confinante com a empresa “Covercar“, propondo-se aquela empresa edificar um pavilhão industrial para fabrico e montagem de estruturas metálicas, revestimentos, pavilhões e casas e moradias em sistema de construção em aço leve, propondo-se criar 7 postos de trabalho a curto prazo, com perspetiva da criação de outros tantos a médio prazo.
À empresa “Autopromac“ foi cedido um lote com a área de 3149 m², terreno no qual a empresa se propõe construir uma infraestrutura para prestação de serviços de manutenção e reparação de máquinas industriais, prevendo criar diversos postos de trabalho ligados à oficina, stand de vendas e loja de peças e acessórios. Este terreno tem frente para a E.N.234.
À empresa “Ecomadeiras“ foi cedido um lote de terreno com área de 3429 m², confinante a nascente com o lote cedido à “Autopromac“, pretendendo aquela empresa ali instalar um pavilhão destinado à sua atividade relacionada com a exploração florestal e de plantação e manutenção de jardins, consolidando os diversos postos de trabalho já criados e propondo-se, com o crescimento da sua atividade, criar muitos outros.
Foi ainda cedida à Serralharia de “José Maria Amaral“ uma área de 2448 m², confinante com o pavilhão que o mesmo já detém na Zona Industrial da Ribeirinha, para construção de um novo pavilhão que permita a expansão e modernização da sua atividade, propiciando o aumento do volume de negócios e a criação de novos postos de trabalho a curto e médio prazo.
As referidas vendas foram efetuadas a 0,50€/ m², no âmbito da política empresarial em vigor no Concelho de Nelas, e condicionadas à construção e entrada em funcionamento, no prazo de três anos, do pavilhão e da atividade proposta pelos empresários.
Tal só foi possível porque a Câmara Municipal adquiriu naquela Zona Industrial da Ribeirinha, nos últimos 6 anos, mais de 7 ha de terreno para indústria.

Fonte: CM de Nelas

Movecho cria mais 40 empregos e autarquia de Nelas cede terreno de 19 150m2

Na reunião da passada quarta-feira, 24 fevereiro, a Câmara Municipal de Nelas deliberou ceder à empresa “Movecho” mais um de terreno contíguo às suas instalações, com a área de 19150 m², a 0,50€/ m², no âmbito da política industrial em vigor no Concelho de Nelas, área essa que, Juntamente com a agilização dos procedimentos necessários à ligação entre as instalações já existentes através de um arruamento construído anteriormente, vai permitir novos investimentos da empresa que lhe possibilitarão a criação de mais 40 postos de trabalho e o aumento do seu volume de negócios.

A empresa, que comemora neste ano o seu 30º aniversário, emprega neste momento já 211 colaboradores, tendo investimentos em curso de mais de 4 milhões de euros.

Fonte: CM de Nelas

Qbeiras apresenta nova imagem corporativa e novas atividades (I&D e Infraestruturas)

A Qbeiras atualizou a sua imagem, uniformizando o grupo e apresentando as suas mais recentes atividades: Qbeiras I&D e Qbeiras Infraestruturas.

Projetar. Estruturar. Crescer. É novo mote do grupo:

Projetar, Estruturar, Crescer com Energia

Projetar, Estruturar, Crescer com Excelência

Projetar, Estruturar, Crescer com Know-How

Projetar, Estruturar, Crescer com Conhecimento

Descubra todas as novidades no novo website e nas páginas da Qbeiras:

www.qbeiras.pt

https://www.facebook.com/QbeirasEnergia

https://www.facebook.com/QbeirasConsultoria/

https://www.linkedin.com/company/qbeiras—energia-lda

https://www.linkedin.com/company/qbeiras-consultoria

Feiras reabrem em Carregal do Sal

Rogério Mota Abrantes, Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal:

Face ao abrandamento da evolução da pandemia da doença COVID-19, TORNA PÚBLICO que no próximo dia 26 de fevereiro de 2021 (sexta-feira), a feira semanal de Carregal do Sal será reaberta exclusivamente para a venda de Produtos Hortícolas/Agrícolas e de Plantação.

horário de funcionamento ao público da feira semanal é das 07h30 às 11h00, sendo que os feirantes terão de dar entrada no recinto entre as 07h00 e as 07h30.

Mantém-se em vigor o Plano de Contingência da Feira Semanal, bem como as regras emanadas da Direção Geral da Saúde, nomeadamente no que diz respeito ao uso de máscara, distanciamento social, etiqueta respiratória, lavagem e desinfeção das mãos.

Este processo de reabertura será objeto de uma avaliação semanal, de modo a que, gradualmente, se possa alargar a outros ramos de atividade.

Este Edital substitui o anteriormente elaborado e publicado no que diz respeito à suspensão da feira semanal de 26 de fevereiro de 2021.

Para constar e devidos efeitos, se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados por todo o Concelho, pela forma e nos lugares do costume (lugares de estilo) e também no portal www.carregal-digital.pt

E eu, Chefe de Divisão de Administração Geral, o subscrevi.

Paços do Município de Carregal do Sal, 23 de fevereiro de 2021.

O Presidente da Câmara,

Rogério Mota Abrantes.

“Prove Dão Lafões” via digital. Produtos Nelenses em destaque

O mercado Prove Dão Lafões apresenta uma vasta oferta de produtos e produtores regionais.
Assim, à distância de um click, de forma segura e sem filas, encontra uma grande variedade de produtos de características ímpares a um preço justo, no maior mercado regional online!
Leve o melhor de Viseu Dão Lafões para casa em:
Conheça os produtos locais e os vinhos do Concelho de Nelas disponíveis neste MarketPlace ⬇️
– Vinho Branco Pedra Cancela Seleção do Enólogo D.O.C Dão 0.75L; Vinho Tinto Pedra Cancela Seleção do Enólogo D.O.C Dão 0.75L – Lusovini Vinhos de Portugal
– Vinho Branco Pedra Cancela Vinha da Fidalga Encruzado D.O.C 0.75L – Lusovini Vinhos de Portugal
– Vinho Tinto Nelus D.O.C 0.75L ; Vinho Branco Nelus D.O.C 0.75 L – Lusovini Vinhos de Portugal
– Vinho Branco Pedra Cancela Signatura D.O.C 0.75L; Vinho Tinto Pedra Cancela Signatura D.O.C 0.75L – Lusovini Vinhos de Portugal
– Vinho Tinto Pedra Cancela Castas Nativas D.O.C 0.75L – Lusovini Vinhos de Portugal
– Fonte do Ouro Vinho Tinto Dão DOC; Fonte do Ouro Vinho Branco Dão DOC – Boas Quintas
– Fonte do Ouro Touriga Nacional Reserva Especial Vinho Tinto Dão DOC – Boas Quintas
– Fonte do Ouro Encruzado Reserva Especial Vinho Branco Dão DOC – Boas Quintas
– Fonte do Ouro Reserva Vinho Tinto Dão DOC – Boas Quintas
– Fonte do Ouro Colheita Tardia Dão DOC – Boas Quintas
– Azeite Mondegão – Mathias II – Export. Unip., Lda
Conheça ainda a nossa oferta enoturística em ⬇️

Conhece a Eberspächer? Emprega mais de 550 pessoas em Tondela

É a 10ª exportadora nacional.

O grupo alemão abriu em Tondela, há pouco mais de três anos, uma fábrica de sistemas de escape para automóveis, que arrancou com um projeto para um cliente e cerca de 50 trabalhadores. Hoje emprega mais de 550 pessoas em oito projetos e entrou no top 10 das maiores exportadoras portuguesas.

O grupo germânico Eberspächer inaugurava a sua primeira fábrica de tecnologia em escape em Portugal, num terreno com mais de 11 hectares, com o edifício fabril a ocupar o equivalente a quatro campos de futebol. Desde então, nunca mais se ouviu falar desta unidade industrial.

In: Negócios.pt

“A TLX Robot é um exemplo claro do que pretendemos para o futuro”

ENTREVISTA com Tiago Fonseca, Diretor Comercial da PROTEO, sediada na Zona Industrial de Nelas.

Pode fazer-nos um breve historial da empresa, desde a sua fundação? 

Fundada em 2016, a PROTEO Soluções Sustentáveis Lda surge  mediante um aproveitamento de uma conhecida experiência profissional, com mais de 30 anos no setor industrial, mais especificamente na manutenção industrial. A PROTEO é uma empresa especializada e evidenciada na manutenção industrial por jato de água a alta pressão. Somos uma organização prestadora de serviços industriais, com uma vasta experiência na atividade de limpeza e manutenção.

Contamos nos nossos quadros com profissionais altamente experientes e com elevada competência, com muitos anos de prestação de serviços na área, o que nos possibilita realizar qualquer tipo de trabalho em diferentes situações, oferecendo sempre uma resposta eficaz e de qualidade a todos os nossos clientes.

Quais os vossos serviços? Manutenção industrial integrada, com alta tecnologia, será a área principal de atuação, mas agora também a robótica, com TLX Robot

Atuamos em vários setores, operando de uma forma preventiva em diversos equipamentos na área da indústria, designadamente Papeleira, Cerâmica, Madeira, Química, Refinarias e Petroquímicas. Com recurso ao jato de água a alta pressão promovemos soluções avançadas, diferenciadoras e eficientes aos nossos clientes, permitindo realizar os trabalhos com o menor impacto possível nas suas instalações, no ambiente e em cumprimento das regras de segurança higiene e saúde. As nossas soluções atuam na manutenção de diversos equipamentos indústrias como o caso de permutadores, reatores, colunas, tubagens, caldeiras industriais (de recuperação e biomassa), prensas industriais, ciclones, digestores etc.
A TLX Robot é um exemplo claro do que pretendemos para o futuro. Munir a nossa empresa de equipamentos tecnológicos avançadas e ímpares no nosso país, com capacidade de prestar serviços aos nossos clientes de uma forma mais segura, inovadora, tecnológica e altamente profissional. Ter sempre presente a visão para desenvolver a missão, respeitando sempre a integridade física dos nossos colaboradores.

Têm uma carteira de clientes de elevado prestígio. Quais destaca?

A nossa carteira de clientes é ativa e todos os nossos clientes possuem, como é sabido, um papel crucial para a organização, desempenhando uma força fundamental na nossa estratégia de geração de valor. Neste momento operamos em Portugal, Espanha e em França. Em números podemos afirmar que 60% dos nossos serviços são prestados no nosso país, 38% em Espanha e 2% em França. Ter como parceiros o grupo Finsa, a Navigator Company , a Companhia Industrial de Resinas Sintéticas- CIRES, o grupo Altri, a Ence-Energia & Celulosa, a Torraspapel (La Montañanesa), a Smurfitt Kappa, empresas com enorme apreço internacional, encaminha-nos para uma enorme responsabilidade , permite-nos evoluir diariamente , superarmo-nos e reforçarmos a confiança nos nossos serviços e na formação e desenvolvimento das nossas equipas operacionais.

Como têm vivido o período de pandemia, que completa agora quase um ano?

O ano de 2020 será para sempre recordado como o ano da pandemia. É inevitável.

A pandemia conduziu a alterações fortes em praticamente todos os aspetos das nossas vidas. No setor industrial houve muitas mudanças e nós tivemos de nos adaptar. Um facto é que o ano que passou foi nos causando uma grande incerteza em relação ao dia seguinte. Tivemos alguns serviços cancelados e/ou adiados, uma redução significativa do número de trabalhos executados, mas na generalidade a empresa acabou por não parar. Houve uma adaptação muito bem conseguida em relação às regras impostas pela DGS, um controlo enorme em todos os clientes onde prestamos serviços e uma testagem em massa praticamente de semana a semana. A pandemia causou-nos transtornos também em todo o processo de logística, por exemplo uma saída em trabalho no país vizinho é considerada como um desafio, não só pelas exigências do trabalho em si, mas também por toda a gestão adjacente, como a marcação de restaurantes e hotéis, que muitas vezes estão encerrados. No geral a adaptação tem sido positiva, e acreditamos que muitas mudanças que a pandemia nos trouxe vieram para ficar, como é o caso das reuniões via internet, possivelmente continuarão a ser praticadas no futuro ao invés das presenciais.

Como perspetivam o futuro?

A PROTEO Soluções Sustentáveis assume-se como uma empresa referência na manutenção industrial por jato de água na Península Ibérica, deste modo temos como principal objetivo continuar a sermos reconhecidos no mercado nacional e ibérico, como um parceiro da indústria na apresentação de soluções na sua atividade de manutenção industrial e limpeza, sempre na vanguarda dos serviços que propomos realizar. No futuro, e assim que a pandemia nos deixar, encaramos o mercado francês como uma aposta, consideramos ter os meios operacionais adequados e capazes para solucionar os desafios que nos são propostos, aliados à experiência e conhecimento dos nossos colaborados, apresentamo-nos cada vez mais como a solução mais eficaz e capacitada para todos os nossos parceiros.

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