Mangualde convida para Concerto de Ano Novo na Igreja Paroquial

No dia 9 de janeiro de 2021, Mangualde convida para o Concerto de Ano Novo. Pelas 21h30, as portas da Igreja do Complexo Paroquial de Mangualde abrem-se para um momento protagonizado pela Orquestra Poema e pelo Coro Misto do Conservatório Regional de Música de Viseu. A iniciativa é de entrada livre, mas sujeita a inscrição prévia, através do endereço eletrónico biblioteca@cmmangualde.pt até dia 7 de janeiro ou através do nº de telefone 232 619 889.

Todas as regras de saúde pública serão respeitadas, nomeadamente o uso de máscara, a higienização das mãos, a distância social entre pessoas, a etiqueta respiratória, o respeito das regras de circulação e permanência na sala, etc.

A Orquestra POEMa, uma iniciativa da Câmara Municipal de Mangualde em parceria com o Conservatório Regional de Música de Viseu – Dr. José de Azeredo Perdigão, nasceu em 2013 e tem como intervenientes elementos das Bandas Filarmónicas do concelho de Mangualde, alunos e ex-alunos do Conservatório Regional de Viseu. Dirigida pelo Maestro Tiago Correia e com idades compreendidas entre os 12 e os 30 anos de idade, é composta por duas formações: Orquestra de Sopros e Orquestra de Câmara.

Casa do Passal.Ministra da Cultura assina protocolo de gestão

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, presidem, amanhã, quinta-feira, às 11h30, à assinatura do protocolo relativo à gestão e funcionamento da Casa do Passal, em Carregal do Sal.

A Casa do Passal, propriedade da Fundação Aristides Sousa Mendes, classificada como Monumento Nacional, é um espaço de grande relevância cultural, social e histórica do País e detém um significado profundamente humanista, pelo facto de ter sido residência de Aristides de Sousa Mendes e lugar de acolhimento de muitos refugiados salvos por aquele Diplomata.

O documento terá como signatários a Direção Geral de Cultura do Centro, o município de Carregal do Sal e a Fundação Aristides Sousa Mendes, com o objetivo principal de estabelecer princípios de parceria, a desenvolver entre todos, para a definição do modelo de gestão e manutenção da Casa do Passal, que vigorará após a finalização das obras de Requalificação e Musealização da mesma.

Fluxodrama, um projecto que caminhou para um espectáculo fluxogramático

A propósito da mais recente criação da companhia de teatro Amarelo Silvestre (Canas de Senhorim, Nelas), o espectáculo Fluxodrama, aqui partilhamos o caminho traçado para chegar a palco.

Começámos por querer fazer um espectáculo que aludisse a um dos maiores acontecimentos da humanidade: o movimento de refugiados decorrente da II Guerra Mundial, com rotas que passaram por vários hotéis do país, suscitando a convivência mais ou menos pacífica, num país neutro, entre estrangeiros, sobretudo judeus, e portugueses do Portugal do Estado Novo.

Naquela época, se, por um lado, as minas portuguesas – entre as quais as Minas da Urgeiriça, na freguesia de Canas de Senhorim, concelho de Nelas, onde vivemos – alimentavam a guerra com volfrâmio e urânio, por outro, os hotéis nacionais eram abrigos para milhares de refugiados. Um desses abrigos foi o Hotel da Urgeiriça, localizado em Canas de Senhorim, ainda hoje em actividade, e vizinho das Minas homónimas.

Pareceu-nos importante partir deste contexto local para reflectir sobre o Mundo e a Vida. Importante e urgente, tendo em conta a contemporaneidade universal em que vivemos.

Chegados a palco, encontrámos uma proposta performativa que coloca o problema, as questões essenciais, do lado de quem assiste. Do lado dos espectadores – actores.

Chegámos ao fluxograma: perguntas que permitem duas possibilidades de resposta que levam a perguntas que permitem duas possibilidades de resposta que levam a perguntas que permitem duas possibilidades de resposta. Sim ou não.

Foi o início de Fluxodrama, a nossa proposta de palco. Consoante as respostas, assim se posicionam os espectadores – actores no espaço cénico. E ficam o Sim e o Não frente a frente. Olhos nos olhos. Sem barreiras físicas ou virtuais. Ali somos nós. São as nossas cabeças a falar através das nossas bocas. O nosso corpo inteiro presente para dizer e ouvir. Para assentir ou rebater.

É sempre possível mudar de opinião e, nesse caso, mudar de lugar. Porque as nossas opiniões podem não valer para sempre. Podem deixar-se permear pelos outros.

Fluxodrama é esse espectáculo em que pessoas pensam e falam entre si. E em que pessoas se vêem a pensar e a falar entre si.

Depois de apresentado em Canas de Senhorim (Antigo Balneário dos Ingleses, nas Minas da Urgeiriça), Coimbra (Convento de São Francisco), Carregal do Sal (Centro Cultural) e Funchal (Teatro Municipal Baltazar Dias), Fluxodrama será apresentado no Teatro Municipal da Guarda a 12 de Fevereiro de 2021.

Fernando Giestas

Co-Director Artístico da Amarelo Silvestre

Canas de Senhorim, 11 de Dezembro de 2020

 

O Doiro sublimado. Poema de Miguel Torga

O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta.”

Miguel Torga in “Diário XII”

“Ler uma Questão de Saúde” a 17 de dezembro em Mangualde

Uma iniciativa organizada pela Phisiovida, em parceria com a Câmara Municipal de Mangualde, “Ler uma Questão de Saúde”, irá decorrer a 17 de dezembro pelas 20h30, através de uma plataforma online, disponibilizada após inscrição.

Esta atividade, realizada pela segunda vez consecutiva, visa abordar, através da leitura, da escrita e da discussão, temas de saúde e do bem-estar, explorados na dupla dimensão, daquilo que é possível, pela ficção, e daquilo que somos passiveis, na vida real.

Orientado pela Professora Drª Maria de Jesus Cabral, da Universidade de Lisboa, a sessão centra-se no tema “O Cuidado com base no Principezinho, livro de Antoine de Saint-Exupéry. Esta leitura tem como objetivo maximizar as potencialidades formativas, de obras de ficção na nossa perceção do mundo e do desenvolvimento critico.

Para participar neste debate, basta realizar a inscrição através do email da Phisiovida (phisiovida@gmail.com), após inscrição será disponibilizado um link que lhe dará acesso ao evento.

Inaugurada a exposição “SER Consciência… 30/1000 por 1VIDA” em Viseu

A inauguração da exposição “SER Consciência… 30/1000 por 1VIDA”, caminhos da MEMÓRIA,hoje,12 de dezembro,em Viseu,marca os 80 anos do seu ato de consciência, numa parceria entre o projeto“Dever de Memória – jovens pelos direitos humanos” da UNESCO e a Autarquia de Viseu.

Patente até 6 de janeiro. na loja 214 da Rua Direita, homenageio o herói de Cabanas de Viriato, que salvou 30 mil vidas do holocausto. Na exposição, as obras foram elaboradas por alunos do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal e também pelos artistas plásticos Josefa Reis e Victor Costa, abordando o papel e contributo de Aristides nas temáticas do Holocausto e dos direitos humanos.

 

A poesia de Fernando Pessoa: Avé Maria

AVÉ MARIA
“Ave-Maria, tão pura,
Virgem nunca maculada
Ouvide a prece tirada
No meu peito da amargura.
Vós que sois cheia de graça
Escutai minha oração,
conduzi-me pela mão
por esta vida que passa.
O Senhor, que é vosso filho
Que seja sempre conosco,
assim como é convosco,
eternamente o seu brilho.
Bendita sois vós, Maria,
Entre as mulheres da terra
E voss’alma só encerra
Doce imagem de alegria.
Mais radiante do que a luz
E bendito, oh Santa Mãe
É o fruto que provém
Do vosso ventre, Jesus!”

“Esta pandemia tem sido cruel para a cultura”

Como surgiu a ideia de criar o Grupo HÁBITOS,tão eclético,que vai desde as artes circenses,a saltimbancos e Teatro?

O Teatro Hábitos surge da conexão entre duas pessoas com interesses e ligações comuns às artes, e com vontade de criar algo diferente.

Nasce numa altura em que o concelho de Nelas vivia uma fase cultural um pouco mais estagnada, principalmente o teatro.

Foi apresentado o projeto no final do verão de 2012 na altura numa forma experimental, que visava um espetáculo de teatro de rua com comunidade, em parceria com a associação “os Carvalhenses”, que logo muito cedo o apadrinhou.

A peça estreia em novembro, dois meses depois em Carvalhal Redondo, o sucesso foi tal que ultrapassou todas as expectativas, o nível de impacto e aceitação foi enorme, e isso veio a refletir o trabalho a união e o querer de todos os seus participantes.

A partir daí já foram os próprios interveniente que quiseram dar continuidade ao projeto e no início de 2013 surge Associação Cultural Juvenil Teatro Hábitos.

Numa fase inicial basicamente só explorávamos o teatro de rua e performativo, mas com o tempo começaram a surgir novas visões e houve a necessidade de integrar e incentivar mais os jovens e surge então as artes circenses e a acrobacia. O teatro clássico veio depois complementar o projeto satisfazendo assim todas as faixas etárias, adaptando se a todos os gostos e aptidões.

Em 2014 sentimos a necessidade de ter voz e palco, já que as oportunidades não estavam a ser muitas, e surge então o festival de Artes Habitua-te, pioneiro e único mais uma vez no concelho. Premiado em 2019 pela revista Anima`Arte com evento cultural do ano, que nos encheu de orgulho e vontade de continuar com o projecto.

Nestes oito anos podemos dizer que já produzimos dezenas de espetáculos, fizemos mais de uma centena de apresentações e já trabalhámos com centenas de pessoas. Felizmente temos atuado um pouco por todo país, o reconhecimento externo tem sido extraordinário, já marcámos presença em vários eventos de grande referência a nível nacional, e é isso que nos faz alimentar o sonho, e dizer que valeu a pena, todo o esforço e muitas vezes o sacrifício é recompensado quando nos abrem estas portas.

Como estão a viver a atual pandemia e que grandes desafios enfrentam? 

Infelizmente esta pandemia tem sido cruel para a cultura, e a nós particularmente veio travar todo o trabalho até então feito, este ano estávamos com a agenda cheia de espetáculos, seria o ano de recolher alguns dos frutos de todo o trabalho feito, o investimento estava finalmente a ser rentabilizado e foi completamente frustrante ver a nossa vida mais uma vez andar para trás, completamente desmotivadora tal situação.

Com que apoios têm contado e qual a vossa programação para os próximos tempos?

Felizmente tivemos o apoio da Camara Municipal de Nelas, que nos veio suportar algumas das nossas despesas, foi extraordinário ter acontecido e da União de Freguesias Carvalhal Redondo e Aguieira. Em relação á programação este ano só conseguimos fazer um pequeno apontamento no festival Habitua-te, algo simbólico para marcar o evento. Vamos ter uma pequena atuação agora no natal, e basicamente estamos na expectativa e ansiosos para nos deixarem novamente trabalhar.

As plataformas digitais têm ajudado a manter o contacto com o vosso público, em tempos de confinamento?

Numa fase inicial usávamos as redes sociais só para postar vídeos de apoio e com mensagens de solidariedade á sociedade e para com o nosso publico, mas basicamente desde o inicio da pandemia que a associação está quase completamente parada, temos respeitado as normas de segurança, fizemos questão de evitar qualquer tipo de ajuntamento, e como o Hábitos é um projeto que vive da comunidade e de muitas pessoas é quase impossível criarmos qualquer tipo de atividade nesta fase, mesmo que seja para passar na internet. Na altura mais calma da pandemia no verão conseguimos repor só os treinos circenses e fazer um ou outro espetáculo, mais direcionados para os mais jovens, mas evitámos ter algum contacto com as pessoas mais velhas, algo que tivemos que voltar novamente a cancelar no final do verão por causa da evolução da pandemia. Infelizmente as associações como a nossa ficaram mesmo com as mãos e os pés atados. Resta-nos trabalhar a nossa evolução pessoal, ensaiar e treinar sozinhos e esperar por melhores dias.

Programação de Natal em Carregal do Sal

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Este Natal é, sem dúvida, diferente.

A situação atípica que vivemos condiciona a realização de eventos culturais como os conhecíamos e que eram habituais nesta época festiva.

Mas a Câmara Municipal entendeu, ainda assim, fazer…. Fazer diferente, mas fazer. Em segurança. E, por isso, propõe concertos online, exposições e “Há Luz no Parque”.

Nos dias 18 e 19 convidamos todos a assistirem a miniconcertos online, pelos alunos das classes conjuntos do CMAD e pelo grupo “OS Viriatus” da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato. Marcamos encontro às 21h, nas redes sociais!

No dia 20 de dezembro, a partir das 15h30, “Há Luz no Parque” – 1.º Concurso de Transformação de Resíduos em Arte. O CLDS 4G de Carregal do Sal pensou na iniciativa e, com a parceria da Câmara Municipal, realiza a 1.ª edição do evento, no Parque Alzira Cláudio – uma exposição de Velas natalícias decoradas por associações e instituições, com materiais reciclados, que se vai manter lá até ao dia 6 de janeiro.

No Museu Municipal, as portas estão abertas nos horários do costume e aí, na Galeria da Arcada, é convidado a apreciar duas exposições temporárias:

– “Presépios em madeira”, de António Luís Figueiredo

– “De moeda à conserva”, fotografias de José Luís de Guimarães.

Porque “Natal é no Carregal”, anote estas sugestões na sua agenda.

CM de Carregal do Sal

Coleção de Arte Contemporânea da Fundação ALTICE em exposição na Quinta da Cruz

Esta é uma exposição que integra o núcleo de fotografia da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação ALTICE e reúne 24 trabalhos de 14 importantes artistas portugueses na área da Fotografia: Augusto Alves da Silva, Cristina Mateus, Eva Mota, João Francisco Vilhena, João Tabarra, Jorge Molder, Júlia Ventura, Luís Palma, Marta Wengorovius, Martinha Maia, Miguel Soares, Rita Barros, Sara Anahory e Vítor Pomar.
Esta apresenta uma seleção de obras e autores que trabalham a autorrepresentação, o plano estético da arte, a condição humana, as inovações tecnológicas, a ficção científica e as utopias futuristas. A seleção representa um período de especial relevância na produção artística nacional na área da fotografia, na transição do século XX para o século XXI, ao longo de mais de duas décadas.
As visitas presenciais à exposição podem ser realizadas no próprio dia da inauguração, a partir das 17H30 e até às 20 horas, mediante marcação prévia, no formulário – https://forms.gle/nHdJjrprK6SMo1wM7.

O melhor poema de Fernando Pessoa

O guardador de rebanhos

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Espólio da pintora Maria Keil objeto de inventariação e estudo pelo MC

Ministério da Cultura assinou protocolo com Francisco Keil do Amaral (Pitum) relativo à inventariação, estudo, depósito e exposição da obra da artista.

A realização do inventário dos bens culturais que integram o espólio de Maria Keil (1914-2012), a pintora que integrou a geração modernista portuguesa e que foi casada com o arquitecto Francisco Keil do Amaral (1910-1975), é o objecto do protocolo que o Ministério da Cultura (MC) agora assinou com o seu filho, Francisco Keil do Amaral (conhecido por Pitum).

A inventariação e acondicionamento das peças da colecção vão ser feitos por uma equipa técnica designada pela DGPC. Cada uma delas será identificada com “uma ficha informatizada que integrará um conjunto de critérios, desde as denominações/títulos, descrições ou registos fotográficos”, explica o MC.

No final deste processo, o espólio de Maria Keil será depositado “numa instituição museológica nacional da DGPC”, que não é ainda divulgada. Será a partir desse lugar que a obra poderá ser objecto de “investigação, estudo, protecção, conservação, segurança, divulgação, promoção cultural e exibição das peças depositadas, com integral respeito pelos princípios estabelecidos na Lei-Quadro dos Museus”, acrescenta o MC.

No comunicado, o ministério dirigido por Graça Fonseca realça, como um dos objectivos estratégicos do actual Governo, “conferir às mulheres artistas a visibilidade e o reconhecimento devido pelo seu papel na cultura e história das artes em Portugal”. Daí o comprometimento com a realização de programas de investigação e de exposições itinerantes, com o objectivo de “dar a conhecer a vida e obra de Maria Keil, em articulação com a estratégia para a exibição das obras de arte que integram a Colecção de Arte Contemporânea do Estado”.

A este propósito, Graça Fonseca realça, citada no comunicado, que, “em pleno século XXI, ainda nada está consolidado na igualdade de género”. “É fundamental, por isso, prosseguirmos com iniciativas e programas que invertam, contrariem ou reequilibrarem o histórico apagamento a que as artistas mulheres e as suas produções estiveram desde sempre sujeitas”, acrescenta.

Como exemplo deste projecto, o MC recorda o protocolo já assinado com a Fundação Calouste Gulbenkian para, no âmbito da próxima Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, no primeiro semestre de 2021, a realização de uma grande exposição com obras de mulheres artistas portuguesas, que será apresentada, na primeira parte do próximo ano, no Bozar, em Bruxelas, seguindo, no segundo semestre, para o Centro de Criação Contemporânea Olivier Debré, na cidade francesa de Tours, neste caso no âmbito da Temporada Cruzada Portugal-França.

Maria Keil foi autora de uma vasta obra nas disciplinas da pintura, desenho e ilustração, tendo também cultivado o design gráfico, o azulejo, a tapeçaria e a cenografia. Em 2013, um ano após a sua morte, o Museu da Presidência da República promoveu uma mostra retrospectiva da sua obra, que foi depois apresentada em várias localidades do país.

In : https://www.publico.pt/2020/12/07/culturaipsilon/noticia/espolio-maria-keil-vai-inventariado-divulgado-direccaogeral-patrimonio-1941966

Museu Mineiro da Urgeiriça vai ser uma realidade

Depoimento de Pedro Baila Antunes (IPV) que coordena a equipa de criação do espaço museológico: 
Ontem, 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros, e Dia da festa anual da família mineira da Urgeiriça – da qual já me sinto um filho adotivo -, foi apresentado online, em primeira mão para os ex-trabalhadores das minas de urânio, o projeto do Museu Mineiro da Urgeiriça.
Trabalhando em conjunto com o João Paiva e a Liliana Garcia, coordeno a Comissão Técnica Especializada para a Criação do Museu Mineiro, promovida pela ATMU – Associação dos Ex-Trabalhadores das Minas de Urânio .

A ATMU – Associação de ex-Trabalhadores das Minas de Urânio e a AZU – Associação das Zonas Uraníferas lideradas pelo incansável

Antonio Candido Minhoto Minhoto, têm realizado um trabalho excecional em prol dos direitos laborais e sociais dos ex-trabalhadores das minas de urânio (p.e. as indemnizações no caso de morte ou doença profissional dos antigos mineiros), das suas condições de vida (descontaminação das habitações do Bairro Mineiro da Urgeiriça, em vias de ser realizada) e da defesa do ambiente (vide a recuperação ambiental da área mineira da Urgeiriça e outras minas).
Depois desse enorme Passivo, é mais que tempo para se dar uma inversão, impulsionando o grande Ativo potencial da Urgeiriça, com a sua geologia e natureza particular, a sua história, as estruturas de arqueologia industrial, o acervo de equipamentos e documentação, a ciência e o conhecimento inerentes, o Bairro Mineiro e as suas habitações e a comunidade associada à exploração mineira de todo o Séc. XX.
Grandes projetos, “de milhões…”, foram já aventados para o local (p.e. Centro Interpretativo, Centro Rádio Natura ou Escola Profissional).
Na verdade, bom, na verdade(!) a geração mineira, sofrida pelo Passivo, envelhecida e perecida por neoplasias…, não vê nada no terreno ou mesmo em projeto.
Num processo muito endógeno, sustentado e em várias fases, que decorre há dois anos, através de uma parceria estabelecida com o Instituto Politécnico de Viseu,foi entretanto elaborada a Proposta de Programa Museológico, elaborada pela Liliana Castilho.
Cumprindo as premissas iniciais, este é um Projeto, que rapidamente pode ser implantado, que emerge muito articulado com os ex-trabalhadores das minas de urânio, que tem um custo reduzido, sustentável no seu investimento e exploração, que aproveita instalações e que recupera materiais e artefactos dispersos na comunidade, apenas com alguns apontamentos tecnológicos, mas que não prescinde de uma interação-experimentação científica dos visitantes no final da visita.

Viseu.Festival Literário “Tinto no Branco” com muitas novidades, exclusivamente ao vivo por vídeo

Jorge Sobrado, Vereador da Câmara de Viseu, explica que o programa “será realizado exclusivamente em streaming, com as sessões ao vivo e sem qualquer público presente”, “grande parte das quais a partir da Casa do Miradouro”, em Viseu, onde a programação foi apresentada aos jornalistas.

Em streaming fora de Portugal estão, desde já assumidas, as participações dos convidados do Brasil, os atores António Fagundes e Patrícia Pillar e o jornalista e escritor Afonso Borges, e, do Reino Unido, a crítica de vinhos Jancis Robinson. Estes convidados “marcarão presença a partir dos seus países”, através do endereço “tintonobranco.pt”.

Este ano, continuou o vereador, “há uma atenção especial ao Brasil, e acontece num ano em que Viseu se dedica ao cinema e artes visuais”. Nesse sentido, António Fagundes e Patrícia Pillar são convidados, “não só pela projeção na televisão e cinema, como também por todo o trabalho realizado com adaptações literárias, também no teatro”.

“A aclamada crítica de vinhos, britânica, atualmente colunista do Financial Times e responsável pela garrafeira da Rainha de Inglaterra, Jancis Robinson, vai estar à conversa, numa ‘entrevista de vida’, com Carlos Lucas, durante a qual, certamente, o vinho do Dão, que também conhece, vai ser um dos assuntos principais”, destacou Jorge Sobrado.

Mia Couto está de regresso ao festival, a partir de Moçambique, e, este ano, será à conversa com o cineasta seu compatriota Sol de Carvalho, que realizou o filme “Mabata Bata”, em 2017, inspirado num dos primeiros contos de Mia Couto, “O dia em que explodiu Mabata Bata”, de 1986.

A atriz Rita Blanco é outra das convidadas e estará à conversa com Patrícia Pillar, assim como o jornalista e escritor Rui Cardoso Martins, que escreveu a peça “Última Hora”, incluída na temporada do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, que conversará com os irmãos Rapazote.

“Dois irmãos gémeos, o Afonso e o Bernardo, naturais de Viseu, que se têm destacado no mundo do audiovisual”, evidenciou Jorge Sobrado, recordando a seleção do filme de ambos “Corte” (na imagem de capa), para o programa Cinéfondation do Festival de Cannes.

Os autores Dionísio Vila Maior e Jorge Marques têm sessões marcadas para apresentarem os seus livros, assim como Isaque Ferreira e Rui Spranger, que têm agendado um espetáculo de poesia para a noite de sábado.

De 4 e 6 de dezembro, há igualmente destaque para sessões com os viseenses Alberto Correia, que apresentará uma edição municipal “Viseu Sabe Bem”, em conversa com o ‘chef’ Diogo Rocha e o historiador Luís Fernandes.

Esta sessão sucede à abertura dos encontros literários, que está agendada para as 18:00, do dia 04 de dezembro, com uma sessão orientada por Mário Augusto, que “fará uma espécie de ‘quizz’ à volta do cinema e da literatura”.

O produtor dos “encontros”, Tito Couto, da Booktailors, não poupou elogios à Câmara Municipal de Viseu por manter a iniciativa num ano de pandemia, e considerou que, “com esta edição digital, o festival chegará a novos mercados e a outras latitudes do mundo lusófono”.

O presidente da Câmara, António Almeida Henriques, acrescentou que o festival “vai muito além do mundo lusófono, porque também chegará aos estudantes e amantes da língua portuguesa” e “de forma segura, porque é na segurança da casa de cada um, no quentinho da lareira, com a família, num fim de semana diferente”.

“É um convite para ficar em casa em tempos de pandemia. Um fim de semana em que poderemos fazer quase tudo o que temos feito nos anos anteriores, no Solar do Vinho do Dão, mas desta feita em casa, na nossa segurança, a degustar a nossa comida e o nosso vinho do Dão”, desafiou António Almeida Henriques.

“De volta sem Magalhães” sobe ao palco em Viseu

O Teatro Onomatopeia da Zunzum Associação Cultural apresenta a estreia da sua mais recente criação teatral “De volta sem Magalhães”, que irá decorrer nos dias 11 de dezembro, sexta-feira, pelas 21h00, 12 de dezembro, sábado, pelas 21h00 e 13 de dezembro, domingo, pelas 16h00 no auditório do IPDJ em Viseu.
Este espetáculo teatral, com texto e encenação de Carlos Santiago e interpretação de Isabel Legoinha, Márcia Leite e Roger Bento, foi criado para celebrar os 500 anos da primeira volta ao mundo. Foi o carácter e a figura de Fernão de Magalhães o mote que motivou a associação a contar a sua gesta heróica, com os precários mas resolutivos recursos do teatro.
O preço do bilhete é de 5€ por pessoa e poderá fazer a reserva do bilhete em:  https://reservas.zunzum-ac.pt/

SINOPSE:
1522. O cavalheiro italiano António Pigafetta, cronista, cartógrafo e aventureiro, visita a corte do rei Dom João III de Portugal, com licença do Imperador Carlos I de Espanha e V de Alemanha, para dar testemunha da primeira circum-navegação do globo terrestre. Pigafetta, como um dos dezoito homens que conseguiram retornar a Europa, visa também defender, perante os seus conterrâneos, a controvertida figura de Dom Fernão de Magalhães. Faz-se acompanhar por dois marujos, também sobreviventes da viagem, o português Francisco Rodríguez e o galego Vasco Gómes. Embora os seus pontos de vista sobre a gesta heroica nem sempre coincidam, os três fazem questão de relatar ao rei de Portugal a extraordinária viagem e esclarecer o destino trágico do homem que a fez possível.

FICHA TÉCNICA:

Texto e encenação: Carlos Santiago | Interpretação: Isabel Legoinha, Márcia Leite e Roger Bento | Apoio à encenação: Laís Salles | Figurinos: Daniela Fernandes | Cenografia: José Luís Loureiro | Adereços: José Luís Loureiro e Pedro Araújo | Desenho de luz: Paulo Matos | Design e material gráfico: Pedro Araújo | Produção: Teatro Onomatopeia, Zunzum – Associação Cultural

Virgílio Loureiro fez “Um passeio à Idade Média”

Em tempos de confinamento há que dar largas à imaginação para manter a depressão à distância. Por isso, logo pela manhã fui passear até ao “Corredor de Monsanto” que o visionário Gonçalo Ribeiro Teles em boa hora conseguiu pôr de pé. Para quem não o conhece recomendo vivamente. Chegado a casa, com os pulmões rejuvenescidos, a cabeça arejada e a consciência acalmada, havia que preparar o almoço, antecipadamente destinado.
Iria ser lombo de bacalhau confitado em azeite, com as suas batatinhas esmurradas e uns grelos aferventados. Tudo se preparava para mandar às urtigas a peste, as notícias e as não-notícias deprimentes com que todos os canais televisivos nos flagelam. Mas faltava um detalhe importante: a escolha do vinho. Quando desci as escadas da cave não levava ideias preconcebidas, apenas me lembrava dos lombos de bacalhau. Deveria ser branco ou tinto? Novo ou velho? Leve ou encorpado? Elegante ou corpulento? Comecei a olhar para as garrafas e a primeira que me chamou a atenção foi um clarete San Marcos, Primeira Escolha, das Caves Constantino. Não tinha data, mas já devia ser trintão. Estava tentador, mas não era uma boa escolha, pelo simples facto de que o apetite apertava e a abertura da garrafa iria exigir bastante tempo. Logo ao lado estava uma garrafa de um outro clarete de boas recordações. Era um vinho da Beira Interior produzido quase no sopé da Serra da Estrela, em Valhelhas, pelo meu amigo Pedro Jerónimo. A produção deste vinho tinha tido como princípio basilar o respeito pelas tradições antigas da vinificação medieval, já que as uvas eram provenientes de uma vinha “arcaica” no mais puro estilo medievo. Não hesitei mais e decidi fazer um passeio à Idade Média, com a vantagem de ter os lombos de bacalhau, as batatinhas e os grelos por companhia e de aproveitar para refletir sobre os vinhos antigos da Beira Interior.
Quando me preparava para abrir a garrafa reparei que o vinho era de 2015, aguçando-me ainda mais a expectativa. No entanto, o “passeio” à Idade Média já não seria impoluto, pois a tradição dessa época era beber – sempre – o vinho do ano. É certo que este tinha sido feito respeitando escrupulosamente as regras da época, mas como estamos no século XXI foi possível aplicar-lhe o conhecimento de hoje para evitar que se deteriorasse precocemente. Por isso, foi engarrafado – prática que não existia na época – e foi dormir para a cave. Como era clarete, ou “rosado”, como foi imposto pela legislação da rotulagem, havia o risco de já estar muito evoluído, mas pelo que me lembrava dele achava que não havia razão para preocupação.
Logo que extraí a rolha fiquei ainda mais confiante, pois estava incólume e com muita elasticidade, denunciando que tinha assegurado a estanquicidade da garrafa. Quando o verti no copo arrancou-me um sorriso de orelha a orelha, pois estava cheio de vivacidade na cor, fazendo lembrar o “sangue de Cristo” medieval. Não resisti em levá-lo logo ao nariz e não consegui evitar novo sorriso. O vinho parecia divino! Os lombos de bacalhau da Islândia iriam ter um companheiro à altura dos acontecimentos.
Lembrei-me, então, da primeira visita que fiz à Vinha da Ordem, cujas uvas fizeram o clarete de 2012 que me alegrava o almoço. Abrigada num vale escondido da margem esquerda do Zêzere, era o testemunho vivo de uma história centenária. Como o nome sugere, tinha sido pertença de várias ordens religiosas ao longo de séculos, que lá colheram uvas desde a fundação da nacionalidade. Com cepas retorcidas, pelo peso dos anos, e amparadas em tutores, como era regra na Idade Média, tinha uma grande diversidade de castas, bem representativas do encepamento de antanho da Beira Interior. Havia Rufete, Jaen, Bastardinho, Marouco e Baga, entre as tintas, e Fonte Cal, Síria e Folgosão Rosado, entre as restantes. Também havia muitas desconhecidas a aguardar identificação. Um tão grande número de castas – brancas, tintas e rosadas, precoces e tardias, temporãs e serôdias – é uma imagem de marca da viticultura medieval portuguesa e a forma sábia como os monges e os nossos avós se acautelavam das intempéries e pragas, pois se num ano se salvavam umas no seguinte salvavam-se outras. As uvas davam origem, portanto, a um vinho diferente todos os anos, fruto das uvas que se salvavam das inconstâncias do tempo.
Entretanto, o clarete continuava a brilhar à mesa, tornando a refeição aconchegante. Saboroso, fresco e esbelto, deixava um rasto delicioso na boca por onde escorregavam as lascas do bacalhau. Porém, não alimentava apenas o corpo. Também afagava o espírito, ao recordar-me a dedicação com que os atuais proprietários souberam acarinhar a história e homenagear, valorizar e partilhar o conhecimento que herdaram dos antepassados. Bebê-lo é um ato de cultura, que ajudará a preservar um património à beira da extinção. O passeio à Idade Média não podia ter corrido melhor: o bacalhau sorriu de contente, o vinho espalhou magia pela sala e o sortudo que o bebeu esqueceu-se definitivamente da pandemia. Há dias de sorte!

Exposição de trabalhos em ferro reciclado na Lusovini

A Lusovini Vinhos de Portugal apresenta a Exposição Peças em Ferro do Artista Luís Daniel, que está a  decorrer na Antiga Adega de Nelas, hoje um espaço restaurado, aliando a Modernidade à tradição, focado no Enoturismo e no Consumidor.

O artista expõe suas obras nos espaços em plena harmonia.
É uma mostra de trabalhos artísticos únicos, onde Luís Daniel utiliza como base de seus trabalhos os ferros velhos reciclados e utilizados, dando forma às suas ideias.
Visitas grátis

Francisco Sales abrilhantou o 23º aniversário da Biblioteca Municipal de Mangualde

No passado sábado, dia 21 de novembro, Francisco Sales realizou um concerto, em Live Stream, no âmbito das comemorações do 23º aniversário da Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, em Mangualde. O concerto, realizado na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, foi transmitido através do Facebook da Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, com um pico de visualizações em direto de 220 pessoas, sendo que até à data já contou com mais de 17 mil visualizações e mais de 10 mil minutos visualizados, tento um grande número de interações, cerca de 1200, contando com 264 comentários, 794 likes e 100 partilhas.

Músico e autor de dois álbuns aclamados por Valediction e Miles Away, Francisco Sales prepara atualmente o seu terceiro registo a solo. Licenciado em jazz na Escola Superior de Música em Lisboa, após término dos seus estudos Francisco Sales, mal sabendo falar inglês, viajou para Londres, sem medos e com o gosto de aventura que tanto o caracteriza, sem nunca desistir, apesar de todas as adversidades, a sua insistência levou-o até ao Bluey, líder dos míticos Incognito, onde atuou em várias partes do mundo. Regressa a Portugal em 2017 e desde então permaneceu no seu país onde diz que “É o país onde me sinto mais inspirado para compor, onde gosto de apreciar a vida e onde me sinto mais seguro e feliz.” Continuando a sua carreira de músico a tocar com os Incognitos por várias partes do mundo, hoje alinha a sua carreira a solo tocando guitarra, mostrando ainda mais o seu talento.

Grandes nomes da Cultura Lusófona no “Tinto no Branco” Viseu 2020

A iniciativa literária de Viseu regressa de 4 a 6 de dezembro, de forma segura, com transmissão em live streaming. Antonio Fagundes, Patrícia Pillar, Rita Blanco, Jancis Robinson e Mia Couto são nomes em destaque

Em 2020, o festival literário de Viseu converte-se num programa de encontros literários com transmissão em live streaming, sem público presencial, numa opção que favorece a segurança e proteção num contexto crítico de evolução da pandemia.

“Tinto no Branco” estará de regresso para a sua 6ª edição, de 4 a 6 de dezembro, proporcionando a todos os amantes dos vinhos e da literatura um programa recheado de grandes estreias e ansiados regressos.

A maioria das sessões será realizada a partir de Viseu, com a presença local dos autores e convidados, num espaço adequado, cumprindo todas as normas de segurança requeridas.

“Esta é uma alternativa cultural segura e responsável, que possibilitará manter aquela que é uma iniciativa já tão distintiva e marcante na agenda da cidade vinhateira do Dão”, destacou o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques.

No ano em que a cidade de Viseu as elege como estrelas na sua agenda cultural, fotografia e cinema ganham especial protagonismo na programação, cruzando-se com livros e vinhos. Os eventos – entre “mesas de debate”, apresentações de livros, entrevistas de vidaquizz e um espetáculo de poesia – são integralmente gratuitos.

Pese embora o formato online, o “Tinto no Branco” reafirma aquelas que são já grandes marcas da sua identidade: um leque de convidados além-fronteiras e uma viagem pelas suas histórias, obras e percursos de vida.

Nesta edição, a plateia de Viseu recebe nomes tão notáveis como os atores brasileiros Antonio Fagundes e Patrícia Pillar, conhecidos do grande público pelas suas participações em telenovelas, mas com carreiras premiadas no cinema e no teatro; a aclamada crítica de vinhos britânica Jancis Robinson, antiga editora da Wine & Spirit e da Decanter, colunista residente do Financial Times e autora de livros sobre o mundo vinhateiro, como o recente “Especialista de Vinhos em 24 horas”; ou a atriz portuguesa Rita Blanco, com uma das mais extensas filmografias em Portugal.

À mesa, juntam-se ainda dois grandes nomes da literatura e do cinema, cujas origens moçambicanas, as suas paixões e percursos profissionais os unem: o galardoado escritor Mia Couto, que regressa ao “Tinto no Branco” depois da sua presença em 2018, e o produtor e realizador Sol de Carvalho, que se estreia nesta iniciativa. “O dia em que explodiu Mabata Bata” dá o mote à conversa entre ambos, numa ligação umbilical entre a obra escrita por Mia, em 1986, adaptada ao cinema em 2017 por Sol, num filme intitulado “Mabata Bata”.

“Estes encontros serão uma espécie de antidepressivo cultural no atual contexto e uma prova mais de resiliência de uma cidade e de um setor que não desistem”, afirmou o Vereador da Cultura, Jorge Sobrado. “Não podemos viver com a ideia de um confinamento da cultura ou de uma suspensão do pensamento livre.”

O leque de convidados conta ainda com outras presenças especiais do universo do cinema e da televisão, entre elas o “Embaixador de Viseu” para o cinema em 2020, o apresentador e jornalista Mário Augusto – mais um regresso aguardado ao “Tinto no Branco” –; os jovens viseenses Afonso e Bernardo Rapazote, autores da curta-metragem CORTE, selecionada para a competição da “Cinéfondation” do Festival de Cannes 2020, e vencedora do prémio “Novo Talento” do festival INDIE Lisboa 2020; e o escritor, cronista e argumentista Rui Cardoso Martins.

O programa incorpora e valoriza, mais uma vez, a “prata” da casa, com dois momentos dedicados a autores de Viseu e aos seus mais recentes lançamentos literários: Dionísio Vila Maior, com a sua obra “Orfeu sem mim”, e Jorge Marques, com “Mar das Guitarras”, ambos os títulos publicados em 2020.

Por ocasião destes Encontros Literários “virtuais”, terá ainda lugar a apresentação da coleção editorial “Viseu Sabe Bem”, um conjunto de 12 fascículos que reúnem as histórias e os segredos por detrás de alguns dos mais tradicionais e identitários sabores da gastronomia viseense, numa iniciativa editorial do Município de Viseu. Um momento que contará com a presença do autor, Alberto Correia, do Vereador da Cultura e Turismo, Jorge Sobrado, do Chef Diogo Rocha e do historiador Luís Fernandes.

E porque a poesia ocupa também um lugar especial no “Tinto no Branco”, Isaque Ferreira e Rui Spranger renovam a sua presença nesta edição para um espetáculo de poesia.

O Município de Viseu é responsável pela organização dos Encontros Literários “Tinto no Branco”, sendo a VISEU MARCA parceira na produção e comunicação. A GALP, a Litocar e a FNAC são patrocinadores da iniciativa. A produção executiva está a cargo da The Book Company/Booktailors.