“Beijo sem fim” em Sortelha

A lenda romântica do Beijo sem Fim vai estar em destaque, no dia 03 de julho, na Aldeia Histórica de Sortelha, concelho do Sabugal, no âmbito do ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa” 2021, foi hoje anunciado.

Em nota de imprensa a Associação de Desenvolvimento Turístico Aldeias Históricas de Portugal, que organiza este ciclo, refere que o evento chega a Sortelha a 03 de julho e que contará com várias atividades e surpresas que evocam a famosa lenda e que recordam curiosidades e histórias sobre o povo e daquela Aldeia Histórica.

“Reza a lenda que, no tempo em que Portugal lutava pela reconquista das Beiras aos mouros, a filha do alcaide de Sortelha ter-se-á apaixonado pelo príncipe mouro. Trocaram mensagens e presentes, até que um dia combinaram encontrar-se. Mas a mãe da donzela, sempre vigilante, decidiu segui-la. Praticante de bruxarias, assim que os dois se beijaram, amaldiçoou-os, transformando-os em pedra. Surgiram, assim, os curiosos penedos de Sortelha, que até hoje são conhecidos como as Pedras do Beijo Eterno”, conta a organização.

Segundo especifica, esta lenda servirá então de mote para visitas guiadas encenadas, oficinas gastronómicas e um piquenique, entre outras.

O dia terminará com um concerto de Luísa Sobral, uma das mais conceituadas compositoras e cantoras do atual panorama musical do país.

Do programa destaca-se ainda a oficina de bracejo “Conversas entrelaçadas”, que irá decorrer naquele dia, às 14h00, na Zona da Porta Nova (largo junto ao chafariz).

“O bracejo é uma planta filiforme que é utilizada, desde os tempos mais remotos, para tecer, de forma entrelaçada, vários objetos de uso doméstico e decorativo, nomeadamente esteiras, cestaria, vassouras, entre outros. É um tipo de artesanato que fazia parte do património cultural de algumas regiões, como o concelho do Sabugal (a que pertence Sortelha) e atualmente é característico desta Aldeia Histórica.

A organização também ressalva que, devido à pandemia, a participação no evento será limitada e sujeita a inscrição prévia, mas haverá transmissões via ‘livestreaming’, na página de Facebook das Aldeias Históricas de Portugal.

O certame arranca às 09h00, com a realização da caminhada “Conhecer Sortelha a partir do Arrabalde…”. Entre as 11 e as 12h30 decorre a iniciativa “A Natureza à Mesa”, que será transmitida via ‘online’ e que conta com uma criação do chef Rui Cerveira.

Entre as 14h00 e as 15h00 realiza-se a oficina de bracejo – “Conversas entrelaçadas”, seguindo-se, às 16h00, o atelier “Histórias Criativas – Vamos fazer o Zé do Feijão”, que se destina a crianças dos 3 aos 12 anos).

Entre as 16h00 e as 17h30, haverá o piquenique nas ‘sortes’, que remete para a origem do nome Sortelha, o qual poderá estar relacionado com o facto de, na aldeia, apenas existirem pequenas ‘sortes’ (quintais pequenos).

“Murmúrios de Paixão”, um percurso encenado, está marcado para o período entre as 18h00 e as 19h00.

Entre as 19h30, Sortelha recebe um concerto de Luísa Sobral, que também será transmitido em ‘livestreaming’ e que poderá ter no máximo 60 pessoas a assistir presencialmente.

O evento é promovido pela Associação de Desenvolvimento Turístico Aldeias Históricas de Portugal, numa organização do município de Almeida, Junta de Freguesia de Castelo Mendo, associações e agentes económicos locais.

Trata-se de uma iniciativa apoiada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

O ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa” 2021 prossegue depois em Belmonte (dia 10), Almeida (dia 17), Linhares da Beira (dia 31), Castelo Rodrigo (dia 28 de agosto), Marialva (dia 11 de setembro), Piódão (dia 25 de setembro), Idanha-a-Velha (dia 30 de outubro) e Monsanto (dia 06 de novembro).

SOFÁ em Mi Maior – Peças Sonoras para ouvir no sofá

Sofá em Mi Maior é um projecto teatral para 6 sofás falantes, que irá estar aberto ao público de 26 de Junho até 25 de Julho, na versão de instalação interactiva, na Casa da Ribeira, em Viseu.
Criação e Produção da Amarelo Silvestre, com direcção artística de Lígia Soares e Rafaela Santos, com música original de João Lucas e cenografia de Carolina Reis. Esta instalação teve como ponto de partida dezenas de entrevistas feitas a mulheres de várias freguesias de Viseu, para a criação de 6 peças sonoras para 6 sofás.
O espectáculo de teatro associado a este projeto irá estrear em Novembro de 2021.

https://fb.me/e/2jreCkmLt

Canto Polifónico Feminino une quatro autarquias

A prática polifónica a 3 vozes, que tem passado de geração em geração desde tempos imemoriais, corre hoje em dia um sério risco de se perder. Os objetivos desta oficina são claros: conhecer, aprender, preservar e integrar no património cultural o Canto Polifónico Feminino, atualmente alvo de candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO). É através desta iniciativa de desenvolvimento artístico e comunitário, promovida no âmbito do projeto “Cultura Entre Pontes”, que esta prática não será perdida. Em Sever do Vouga, Vouzela, Oliveira de Frades e São Pedro do Sul serão selecionadas 10 mulheres por município que gostem de cantar. O grupo, composto pelas vozes dos 4 municípios, irá posteriormente atuar nos 4 concelhos, num espetáculo a 40 vozes.

A oficina “Canto Polifónico Feminino” tem como objetivo preservar e reinterpretar o cancioneiro tradicional do território articulado com as novas sonoridades e formas de apresentação para que esta importante e identitária prática não se perca no tempo. Numa altura em que o Canto Polifónico Feminino está a ser alvo de uma candidatura a Património Cultural e Imaterial da Humanidade da UNESCO, esta oficina reveste-se de especial importância.

O objetivo passa pelo ensino, disseminação e valorização do canto a 3 vozes junto da população mais jovem. Para isso, serão recuperadas e transcritas para pauta, 10 cantadas a partir do património musical polifónico dos 4 Municípios – Sever do Vouga, Vouzela, Oliveira de Frades e São Pedro do Sul. Em termos práticos, em cada Município será constituído um grupo de 10 mulheres locais, com ou sem experiência prévia, mas 70% das participantes devem ser jovens até aos 30 anos de idade. Este aspeto é determinante considerando o envelhecimento associado às detentoras desta tradição, e consequente necessidade de renovação da geração de praticantes.

A seleção será da responsabilidade do diretor artístico Paulo Pereira e, em cada Município, as oficinas serão dinamizadas por uma cantora profissional que ensinará esta prática. Assim, em Sever do Vouga a responsável é Carmina Repas Gonçalves, em Vouzela é Joana Negrão, em Oliveira de Frades é Celina da Piedade, e em São Pedro do Sul é Teresa Campos.

As inscrições estão abertas até 15 de julho e têm um limite de 10 vagas por Município.

Em Sever do Vouga as oficinas acontecem dias 31 de julho, 18 e 19 de agosto; em Oliveira de Frades dias 16, 17 e 18 de agosto; São Pedro do Sul a 16, 17 e 18 de agosto; e em Vouzela dias 17, 18 e 19 de agosto 2

As datas dos concertos já estão agendadas: Sever do Vouga: 21 de agosto; Vouzela: 22 de agosto; Oliveira de Frades: 11 de setembro e São Pedro do Sul: 12 de setembro. Aos espetáculos irão juntar-se duas associações locais de cada Município. Cada uma, com base no património recolhido por Giacometti, vão apresentar cerca de 3 cantadas. Os espaços de apresentação escolhidos são ao ar livre e de elevado valor patrimonial, desde moinhos, pelourinhos, eiras, dolmens, museus, parques, igrejas, bibliotecas ou torres medievais.

Saiba mais em: https://bityli.com/cantoavozes

Inscrições em: https://forms.gle/AwV2wgqevcWxSoXDA

Sobre o Projeto Cultura Entre Pontes

O Projeto “Cultura Entre Pontes” visa capacitar não só as associações culturais e artísticas destes Municípios, mas também fortalecer ‘novas’ pontes de contacto e colaboração futuras. O trabalho com as associações culturais e com a comunidade é o âmago do projeto. No canto polifónico, serão criados grupos de canto locais nos territórios e promovidos espetáculos com a participação dos grupos locais. Já no teatro, serão criadas visitas encenadas em locais de elevado valor patrimonial para visitação e promoção dos territórios, em articulação com associações culturais. Mas há muito mais, desde uma mostra sobre o emblemático canto polifónico, um roteiro turístico e cultural pelos 4 municípios com recurso a vídeo mapping e até uma mítica caderneta de cromos.

Esta rede supramunicipal (que une Municípios de duas sub-regiões diferentes – Viseu Dão Lafões e Região de Aveiro) pretende que as entidades envolvidas passem a ganhar escala e partilhem uma visão comum na superação dos desafios de captação de novos públicos e visitantes, que são tão importantes para reverter as quebras das dinâmicas económicas e culturais provocadas pela pandemia de Covid-19.

“Cultura Entre Pontes” é, assim, um projeto agregador que fala de proximidade, de ligação, de união. Foram aliás estas premissas que levaram a erigir esta pioneira rede cultural, com base no desenvolvimento de um programa de ação inovador, integrador e de “amor sincero ao povo”, utilizando a expressão de Michel Giacometti, reconhecido etnomusicólogo francês que desenvolveu no território um trabalho único na preservação e valorização do património imaterial associado ao canto polifónico.

Projeto cofinanciado pelo Centro2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

culturaentrepontes.pt | @culturaentrepontes

Exposição “A Arte e a Vida. Reflexões.” no Centro de Vacinação de Oliveira do Hospital

No âmbito do Montanhas d´Artes- Festival de Artes de Oliveira do Hospital, que teve início a 23 de abril, estão a decorrer várias exposições itinerantes através da constituição de diferentes núcleos de obras. Esta itinerância tem como objetivo principal apresentar a arte a públicos menos centrais, assegurando a sua divulgação e o seu usufruto, através da extensão de lugares de arte, acessíveis a todos.

O Centro de Vacinação de Oliveira do Hospital é um dos locais escolhidos para acolher uma das itinerâncias, com a exposição “A Arte e a Vida. Reflexões.” que tem a curadoria de Graça Silva, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e que resulta da sua visão de um conjunto de obras apresentadas no âmbito da 1ª Edição do festival.

A arte como elemento apaziguador e de esperança ocupa um lugar na vida de todos nós, a arte contemporânea coexiste e constrói  o presente. Estudos da Organização Mundial de Saúde demonstraram que trazer arte para a vida das pessoas oferece uma “dimensão adicional” de como é possível melhorar a saúde física e mental.

Numa ocasião em que a vacina para a Covid-19 nos enche de esperança de que derrotaremos esta pandemia, a arte plástica está presente neste momento da vida dos cidadãos e a sua disponibilização no Centro de Vacinação de Oliveira do Hospital, com a exposição “A Arte e a Vida. Reflexões.” pretende, através da sua fruição, ser um tributo de fé e confiança no futuro, como nos assinala a vereadora Graça Silva.

Estão representadas obras selecionadas dos artistas Aurora Bernardo, Eduarda Ferreira, FMaria Rosa, Gira, Isabel Castelo Branco, Lénon B, e Odete Pinheiro.

Município de Oliveira do Hospital, 23 de junho de 2021

  

“Sentinelas do Mar” rumam ao interior numa parceria cultural do Município de Nelas

De uma parceria instituída entre a Câmara Municipal de Nelas e a Autoridade Marítima Nacional, surge o Projeto “Sentinelas do Mar”, com a finalidade de divulgar o património em torno dos faróis nacionais (continentais e insulares).
Neste sentido pretende-se valorizar um património notável e uma história ligada ao mar que tanto honra os portugueses. Os faróis tiveram sempre um papel importante tanto na orientação como também um sinal de regresso a casa durante os séculos. Por isso desempenham um papel importante na cultura, daí serem a grande maioria classificados como Monumentos Nacionais.
O Município de Nelas através do seu Vereador da Cultura Aires dos Santos, também ele pintor, convidou para este projeto 10 conceituados pintores ibéricos neste período pós de confinamento, com o intuito de poderem retomar as suas atividades artísticas.
Etimologia e breve historial da palavra Farol:
“O termo farol deriva da palavra grega Faros, nome da ilha próxima à cidade de Alexandria onde, no ano 280 a.C., foi erigido o farol de Alexandria — uma das sete maravilhas do mundo antigo. Faros deu origem a esta denominação em várias línguas românicas; como em francês (phare), em espanhol e em italiano (faro) e em romeno (far).
Os navegadores da Odisseia guiavam-se por fogos acesos nos promontórios. Um dos fogos mais antigos de cuja existência se sabe, é o que existia na ilha de Faro (Pharos), colocado em cima de uma torre de mármore branco de 135 metros de altura, mandado construir por Ptolomeu Filadelfo. Esta ilha, que pelo seu nome deu origem à palavra farol, foi ligada 285 anos a. C. por um molhe, à cidade de Alexandria. A torre, uma das sete maravilhas do Mundo, devido a vários tremores de terra que sofreu, acabou por se desmoronar em 1302.Em Portugal, o primeiro farol foi mandado acender em 1520, na torre do convento de S. Francisco, no Cabo de S. Vicente”
Cabendo à CMN a coordenação do projeto, gestão técnica das obras e organização evento inaugural no seu Feriado Municipal! A partir das 15:30h no Balneário dos Ingleses na Urgeiriça a Exposição “Sentinelas do Mar” vai estar patente até Domingo passando a itinerante inicialmente na Biblioteca Municipal de Nelas até 11 de Julho e posteriormente em Lisboa na AMN, também nas regiões autónomas e finalizando este ciclo de exposições na Associação das Caldas da Felgueira (parceira da iniciativa).
A exposição é composta por 33 obras dos seguintes 11 artistas:
1. Aires dos Santos
2. Alice Piloto
3. António Dias
4. Graça Freitas
5. José Dell Castillo
6. Lena Jorge
7. Luís Duro
8. Mário Costa
9. Nelson Santos
10. Nuno Angélico
11. Ricardo Rodrigues
Além da componente artística das pinturas, a Autoridade Marítima Nacional vem reforçar essa exposição com documentação e espólio alusivos à temática dos faróis, bem como de garantir o guionamento da exposição com a presença de dois faroleiros para toda a comunidade e publico escolar que queira realizar a visita.
Nota de Imprensa da CM de Nelas

BE promove Culturiza-te em Carregal do Sal

Está quase a chegar mais uma edição do Culturiza-te, desta vez também vai dar mote à inauguração da sede de campanha do Bloco de Esquerda em Carregal do Sal.
Queremos voltar a contar contigo para criar uma iniciativa em que mostramos o que há de melhor pelo concelho de Carregal do Sal e pela região nas mais variadas áreas: música, pintura, literatura, escultura, entre outras.
Até ao dia 27 de junho de 2021, entra em contacto connosco preenchendo o formulário e serás parte integrante do programa do Culturiza-te 2021.
No dia 4 de julho de 2021, o Culturiza-te será o mote para dar-vos as boas-vindas ao novo espaço do Bloco, localizado na vila de Carregal do Sal.
Contaremos com uma exposição e trabalharemos o programa consoante as inscrições que tivermos, mas também não vai poder faltar uma sessão pública para debater o estado da Cultura no concelho.
Esta é a 4ª edição do Culturiza-te: o primeiro foi realizado em dezembro de 2017 e contou com exposições, poesia, música e um debate. Depois realizamos mais dois: Em setembro de 2019, onde debatemos o estado cultural da região e em dezembro de 2019, que serviu para apresentar o livro “Isto é um Assalto”, por Francisco Louçã.

Cultura no Dão em Mangualde e Nelas

Cartaz Cultura no Dão propõe drive in no sopé de um monte, concertos de JAZZ e R&B, descoberta dos trilhos pré-históricos do pastoreio e muito mais 

No âmbito do projeto em rede que une os três Municípios intitulado “Cultura no Dão”, os meses de junho e julho arrancam com propostas diversificadas como ir a uma sessão de cinema drive in no sopé de um monte, assistir a uma performance artística multidisciplinar que une associações locais, percorrer os trilhos da pré-história da pastorícia, entre outros. Estes são alguns dos eventos que marcam o arranque do verão cultural em Penalva do Castelo, Nelas e Mangualde.

 O primeiro evento do cartaz Cultura no Dão que deu início à temporada de verão aconteceu com a transmissão do concerto do guitarrista jazz Francisco Sales, dia 13 de junho, às 18 horas no Facebook do Município de Penalva do Castelo. Em Nelas, já no dia 20 de junho, será possível percorrer os trilhos da pré-história da pastorícia e entender como estas comunidades viviam. O encontro está marcado para as 09h na Orca do Folhadal, em Nelas, sítio arqueológico que revelou etapas distintas do Neolítico regional. Já o Município de Mangualde recebe a 25 e 26 de junho, pelas 21h30, sessões de cinema em drive in com uma localização muito especial – o sopé do monte da Sra. do Castelo. No dia 27 de junho, pelas 15 horas poderá assistir no Facebook do Município de Penalva do Castelo ao concerto a solo de José Eduardo Magalhães.

14 de Julho, no largo Dr. Couto em Mangualde será possível assistir à estreia do espetáculo multidisciplinar “Nas Cores da Beira”, projeto artístico a cargo da CulturDão e do Teatro Hábitos. Posteriormente será apresentado em itinerância nos Municípios de Nelas e Penalva do Castelo. No mesmo local, no dia 16 de julho, será a vez dos sons da dança e eletrónica do quarteto Basilda fazerem-se ouvir. Não faltará a oportunidade de ouvir o álbum de estreia.

Mais sobre “Cultura no Dão”

O programa “Cultura no Dão” pressupõe a itinerância e o intercâmbio cultural de eventos nos Municípios de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo. Tem como intuito contribuir para apoiar os agentes culturais e estimular a dinâmica económica, bem como valorizar o património artístico-cultural da região, a sua identidade e comunidades, reforçando a atratividade do território e o incremento do seu valor turístico.

O programa é promovido pelos Municípios de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo e cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Portugueses que salvaram vidas do Holocausto

Uma comunidade precisa de referências morais. Todos os portugueses que salvaram vidas do Holocausto devem ser considerados como exemplos de dignidade e valentia”, sublinha o ministro dos Negócios Estrangeiros ao DN. Augusto Santos Silva preside nesta quinta-feira, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, à cerimónia de lançamento de três livros dedicados à temática do Holocausto, dois deles sobre heróis – a biografia de Aristides de Sousa Mendes e um livro sobre os salvadores portugueses em geral – e outro sobre as vítimas portuguesas do sistema concentracionário nazi.

Trata-se de edições de bolso, da Imprensa Nacional Casa da Moeda, através da coleção “O Essencial sobre”, porque o objetivo é chegar ao maior número de pessoas, dando-lhes a conhecer o que se passou há 80 anos na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, nomeadamente o terror de Adolf Hitler contra os judeus, mas não só. Até portugueses sem qualquer ligação ao judaísmo acabaram por morrer por culpa dos nazis.

“Biografar Aristides de Sousa Mendes, como qualquer um dos “salvadores”, é sempre uma tarefa difícil, apesar de existirem já diversos trabalhos de investigação. Todos nós nos perguntamos o que terá levado Aristides, naquele mês de junho de 1940, a desobedecer uma vez mais às diretivas recebidas de Lisboa. Aliás, a questão coloca-se não só à atuação do antigo cônsul de Portugal em Bordéus, mas à de todos os homens e mulheres que colocaram as suas carreiras e muitas vezes as suas vidas em perigo para ajudar pessoas que nem sequer conheciam. Na defesa que Aristides apresentou aquando do seu processo disciplinar, ele explica que o fez por “razões de humanidade que não distinguem raças nem nacionalidades”, diz ao DN Cláudia Ninhos, autora de Aristides de Sousa Mendes.

Acrescenta a investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC-Nova) que a história de Aristides “ficou esquecida durante décadas e tem sido alvo de negacionismo e distorção. Para além das críticas à sua ação (recordo nomeadamente a última polémica em que um dirigente do CDS se referiu a ele como “agiota de judeus”), o processo de reconhecimento e reabilitação foi lento e cheio de obstáculos. O estado de degradação a que chegou a Casa do Passal, que quase ruiu, reflete bem a escassa importância e o fraco reconhecimento a que foi votado. Espero que esta biografia seja mais um dos vários contributos que ajudem a compreender este acontecimento, através do cruzamento e do confronto de fontes e da análise do difícil contexto histórico daquele que foi o mais difícil momento da neutralidade portuguesa”.

Entrevistei um dia Salvador Reis Garrido sobre o seu avô, Carlos Sampaio Garrido, embaixador em Budapeste entre 1939 e 1944 e que se tornou, em 2010, o segundo português a ser reconhecido pelo Yad Vashem, em Israel, depois de Aristides de Sousa Mendes. Na época, o descendente desse “justo” português declarou admirar muito a coragem de Aristides, o famoso cônsul de Bordéus, que terá salvado 30 mil vidas, de judeus e outros perseguidos pelo nazismo, mas pediu também atenção para outros heróis da época e, de certa forma, um outro dos livros da coleção “O Essencial sobre”, intitulado Os Salvadores Portugueses, corresponde a esse desafio. “O Yad Vashem distinguiu, até hoje, quatro portugueses pelo papel que desempenharam na proteção a judeus perseguidos pelo nazismo: o cônsul Aristides de Sousa Mendes, o embaixador Carlos Sampaio Garrido, o padre Joaquim Carreira e o emigrante em França José Brito Mendes”, nota Margarida de Magalhães Ramalho, também investigadora do IHC-Nova, que salienta achar a lista curta.

Para a autora de Os Salvadores Portugueses, “falta ainda reconhecer o importante trabalho desenvolvido, em Budapeste pelo encarregado de Negócios Carlos Teixeira Branquinho. Apesar das pressões do governo húngaro pró-nazi e dos obstáculos que teve de superar, Branquinho conseguiu levar a bom porto o trabalho de proteção aos judeus daquele país iniciado pelo seu antecessor, o embaixador Sampaio Garrido. Mas estes diplomatas portugueses não foram os únicos a fazer a diferença. Sabe-se que muitos outros tentaram ajudar. Emitindo vistos pontuais que não podiam, contornando regras, não pedindo dinheiro por trabalharem fora de horas ou mesmo, como foi o caso de Manuel Homem de Mello, partilhando senhas de racionamento com uma família judia amiga que se encontrava escondida tendo ainda entregue parte das suas poupanças a um elemento da Gestapo para tentar salvar da morte uma jovem dessa família”. Conclui Margarida de Magalhães Ramalho que “nem sempre temos a capacidade ou a coragem de fazer tudo o que é necessário. Mas, se fizermos alguma coisa, já não é mau”.

O terceiro livro a ser hoje apresentado resulta do trabalho de uma equipa liderada pelo historiador Fernando Rosas e tem como título Os Portugueses no Sistema Concentracionário do III Reich. Centrando-se na já numerosa comunidade portuguesa que vivia em França no início da Segunda Guerra Mundial, o livro revela que pelo menos 381 portugueses estiveram presos pelos alemães, 14 deles em campos prisionais, destinados a delitos comuns, 67 em campos de concentração, para onde ia quem se tinha alistado na resistência ou tinha atividades políticas como o sindicalismo, e 300 como prisioneiros de guerra nos Stalag, neste caso portugueses integrados de há muito em França e que serviam nas forças militares francesas, como, por exemplo, a Legião Estrangeira.

Em conversa com o DN, Fernando Rosas sublinha que “nos campos de concentração e nos campos prisionais havia trabalho escravo, trabalho até à exaustão total, até morrer. Identificámos 30 portugueses que morreram. Há mais dez mortos sobre os quais existem dúvidas se são portugueses”. O trabalho de investigação desenvolvido por uma equipa onde se incluem também Ansgar Schaefer, António Carvalho, Cláudia Ninhos e Cristina Clímaco, inclui ainda os portugueses obrigados a trabalhar na Alemanha nazi.

“Falta agora estudar o que se passou na Bélgica, outro país europeu ocupado onde existia uma presença significativa de portugueses, para se ter uma ideia mais completa do número total de vítimas portuguesas do sistema concentracionário nazi”, acrescenta o historiador.

Este lançamento dos três livros insere-se no projeto governamental Nunca Esquecer – Programa Nacional em torno da Memória do Holocausto, comissariado por Marta Santos Pais, e destinado a assinalar ao longo de 2020 e 2021, por ocasião dos 80 anos da ação de Aristides (17 de junho de 1940), uma temática da história do século XX que afetou toda a Europa e Portugal não foi exceção, apesar de ser um país neutral.

Também os CTT se associam hoje a esta celebração do heroísmo de alguns portugueses, no caso dos diplomatas desobedecendo às diretivas de Lisboa. “Vamos pôr em circulação mais cinco selos homenageando as grandes figuras da nossa história que são Aristides de Sousa Mendes, Alberto Teixeira Branquinho, Carlos Sampaio Garrido, José Brito Mendes e o padre Joaquim Carreira”, diz Raul Moreira, diretor de Filatelia dos CTT, acrescentando que a empresa cumpre assim “a nossa obrigação de dar a conhecer através dos nossos selos de correio aquilo que de mais importante se fez em Portugal e no mundo e as individualidades que mais contribuíram para honrar o país e os valores supremos da humanidade”.

In: Diário de Notícias

Ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa” em Castelo Mendo

No próximo dia 26 de junho, o Ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa” 2021 vai levar mais vida e animação à Aldeia Histórica de Castelo Mendo. O tema do evento, “D. Mendo, a Donzela Que se Fez Varão”, simboliza a força e o poder da mulher e vai dar o mote para um dia pleno de emoções.

A figura feminina, o poder e a força da mulher vão estar em destaque no próximo dia 26 de junho, na Aldeia Histórica de Castelo Mendo. Partindo do rimance (pequeno canto épico) “A Donzela Que Vai À Guerra”, o Ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa” 2021 vai promover um dia repleto de diversão, para miúdos e graúdos.

Um dia para celebrar o feminino, mas também a cultura, a gastronomia, as tradições e costumes de Castelo Mendo, com uma programação dedicada a toda a família. Habitantes e visitantes são convidados a participar em jogos, desafios e passatempos para descobrir a História de Castelo Mendo. Para desfrutar da gastronomia do território, haverá um piquenique recheado de produtos típicos da região e um showcooking com o conceituado chef Álvaro Costa. O evento contará ainda com um concerto, “O Tempo Não Parou”, um projeto colaborativo criado em residência artística no território de Castelo Mendo, com direção artística de Hélder Costa, no qual participará a inigualável Maria João. E o dia termina com a performance e gravação de podcast “Entre Braga e Nova Iorque”: “Donzela Que se Fez Varão – O Poder e a Liberdade da Mulher”, nas ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo.

Devido à pandemia, a participação no evento será limitada e sujeita a inscrição prévia – mas a festa poderá ser sentida e vivida em todo o mundo, via streamingno Facebook das Aldeias Históricas de Portugal.

A inscrição, que é gratuita, mas necessária, pode ser feita para a totalidade do evento ou apenas para um momento específico, como um concerto ou uma visita guiada – sendo que o limite de participantes dependerá do espaço e da tipologia de cada atividade. Para se inscrever para o programa do evento na Aldeia Histórica de Castelo Mendo é necessário contactar o Posto de Turismo de Almeida, através do número 217 570 020 ou do email [email protected], o café Venceslau, em Castelo Mendo, a Junta de Freguesia de Castelo Mendo, pelo número de telefone 912 149 316 ou o email [email protected] ou as Aldeias Históricas de Portugal, através do número 275 913 395 ou do email [email protected]aldeiashistoricasdeportugal.com.

Este evento é promovido pela Associação de Desenvolvimento Turístico Aldeias Históricas de Portugal, numa organização do Município de Almeida, Junta de Freguesia de Castelo Mendo, Associações e Agentes económicos locais. Uma iniciativa apoiada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

Participe nesta festa e viva grandes emoções na Aldeia Histórica de Castelo Mendo!

Programa do evento e limite de participantes
A partir das 10:30
Programação para Famílias
13:00
Pic-nic nas imediações da Aldeia
60 pessoas máximo
16:00
“DOM MENDO, Donzela que se fez Varão” (Visita Guiada/ Percurso Performativo)
30 pessoas máximo
19:30
Showcooking
Degustação com Chef Álvaro Costa

60 pessoas máximo
21:30
Concerto – “Tempo Não Parou” com Maria João
100 pessoas máximo
23:00
“Donzela que se fez Varão” – O poder e a Liberdade da Mulher (Performance e gravação de podcast “entre Braga e Nova Iorque” )
15 pessoas máximo

A festa só acaba em novembro!
O Ciclo “12 em rede – Aldeias em Festa” 2021 só termina em novembro! Depois de Castelo Mendo, a festa segue para Sortelha, a 3 de julho; Belmonte, a 10 de julho; Almeida, a 17 de julho; Linhares, a 31 de julho; Castelo Rodrigo, a 28 de agosto; Marialva, a 11 de setembro; Piódão, a 25 de setembro; Idanha-a-Velha, a 30 de outubro; e Monsanto, a 6 de novembro.

Sobre a Rede das Aldeias Históricas de Portugal
Perdidas entre montes e vales da verdejante paisagem do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, há 12 singelas aldeias onde apetece perdermo-nos, para nunca mais nos encontrarmos. Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso: as Aldeias Históricas de Portugal, um destino que são 12, são paraísos escondidos que nos levam numa viagem ao tempo de reis e rainhas, épicas e infinitas batalhas que escreveram a História como a conhecemos hoje. Viajar até às Aldeias Históricas de Portugal é, assim, descobrir a História de um país de temerários conquistadores, através das pedras das suas calçadas e das suas frondosas muralhas e castelos, orgulhosa e imponentemente erguidos. É, ainda, a garantia de momentos inesquecíveis de lazer, aventura e descoberta, temperados com os inigualáveis aromas e sabores da região, que compõem a sua típica gastronomia. No território das Aldeias Históricas de Portugal há um sem fim de trilhos para caminhadas e percursos de bicicleta e BTT – como a Grande Rota 22 (GR), a maior rota de Walking & Cycling em Portugal, com cerca de 600 km.
As Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede – à escala mundial –, e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE DESTINATION.
A Grande Rota das Aldeias Históricas de Portugal (GR22) é a maior rota europeia para caminhadas com selo Leading Quality Trails – Best of Europe, entregue pela European Ramblers Association (Associação Europeia de Caminhada).

ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL

1 DESTINO QUE SÃO 12.

 

Siga-nos em:

www.facebook.com/ALDEIASHISTORICASDEPORTUGAL

twitter.com/AHistoricasPT

www.instagram.com/aldeiashistoricas

www.youtube.com/user/AldeiasHPortugal

E agora também no Flickr!

Mangualde.Cinema DRIVE IN em diversas sessões gratuitas

O Município de Mangualde promove nova edição de Cinema DRIVE IN, nos dias 25 e 26 de junho, sendo as sessões gratuitas. Esta iniciativa terá lugar no sopé do Monte da Sra. do Castelo, mais precisamente, junto ao Parque onde ocorre a Feira Quinzenal.

Esta apresentação terá uma lotação limitada, no sentido de salvaguardar a saúde pública. Os bilhetes devem ser levantados na Biblioteca Municipal, na papelaria Adrião, ou mediante reserva pelo telefone 232 619 889.

No dia 25 de junho, o Cinema Drive IN acolhe a apresentação da animação “O Segredo das Bolachas”, uma sessão que tem como público-alvo os jovens e adultos com idade a partir dos 6 anos. Já o segundo dia, 26 de junho, será apresentado o filme de thriller/ação “O Último Golpe”, que tem como público-alvo os jovens e adultos com idade a partir dos 14 anos. Ambas as sessões terão início às 21h30.

O Cinema DRIVE-IN enquadra-se no projeto “Cultura no Dão” cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e conta com o apoio e participação da Associação Juvenil Jovens do Castelo de Mangualde.

 

Amarelo Silvestre sobe ao palco na Guarda com “Fluxodrama”

A Amarelo Silvestre na Guarda pela primeira vez. / Amarelo Silvestre in Guarda for the first time.

O espectáculo Fluxodrama está de volta, a 16 de Junho, com apresentações no Teatro Municipal da Guarda, às 10h00 e às 19h00. É a primeira vez que a Amarelo Silvestre apresenta um trabalho seu na Guarda e no Teatro Municipal local.
Fluxodrama é uma abordagem performativa à contemporaneidade permanente de assuntos universais. Assuntos Políticos, Filosóficos, Éticos, Sociais, Económicos, Ambientais, Religiosos. Assuntos Universais.
Uma experiência sócio-teatral em que os espectadores são, simultaneamente, actores do próprio espectáculo a que assistem, em resposta a perguntas essenciais.
As convicções individuais farão aproximar e afastar pessoas no seu fluxo contínuo de diálogo. O fim será adiado até ao limite das possibilidades. 

The show Fluxodrama is back, on June 16th, with presentations at Teatro Municipal da Guarda, at 10am and 7pm. This is the first time Amarelo Silvestre presents its work in Guarda and at the local Municipal Theater.
Fluxodrama is a performative approach to the permanent contemporaneity of universal subjects. Political, Philosophical, Ethical, Social, Economic, Environmental, Religious issues. Universal Subjects.
A social-theatrical experience in which the spectators are, at the same time, actors of the very show they are watching, in response to essential questions.
Individual convictions will bring people together and push them apart in their continuous flow of dialogue. The end will be pushed back as far as possible.

Conjunto histórico em Aguieira (Nelas) recuperado e musealizado

Estão já em curso por parte da Câmara de Nelas, com o apoio da Junta de Freguesia de Carvalhal Redondo e Aguieira, as obras preparatórias com vista à realização de uma intervenção na área classificada do Pelourinho e Casa da Câmara de Aguieira, consistindo na demolição e consolidação de prédios vizinhos em ruínas.
Toda a área vai ser sujeita a trabalhos de consolidação do existente, com vista a ser musealizado todo aquele conjunto histórico, respeitando o significado e história daquele conjunto arquitectónico, no âmbito do antigo município de Vila Nova das Amoreiras.
A intervenção vai ser acompanhada pela Direção-Geral do Património Cultural, e será também acompanhada por outras intervenções na Zona Histórica da Aguieira.
Fonte: CM de Nelas

Paris vai homenagear Aristides de Sousa Mendes através da toponímia

Pode ser uma rua, um jardim ou uma praça, mas até ao primeiro semestre de 2022, Aristides de Sousa Mendes vai ter um espaço com o seu nome na capital francesa, assim como uma placa comemorativa de homenagem ao cônsul português.

“Fiz a proposta porque Aristides de Sousa Mendes foi cônsul em Bordéus e as homenagens já são várias em França e em Portugal, mas Paris ainda não tinha feito, embora todos saibamos que entre as pessoas que ele salvou havia famílias parisienses”, afirmou Hermano Sanches Ruivo, lusodescendente e vereador da Câmara de Paris, em declarações à agência Lusa.

Para dar nome a um espaço público, a proposta tem de passar pela Comissão de Denominação de Paris, algo que aconteceu no final do dia 09 de junho e foi aprovada, começando agora o processo de seleção do local.

Hermano Sanches Ruivo quer que o espaço, dada a missão de Aristides de Sousa Mendes em França, tenha alguma ligação com o Consulado Geral de Portugal em Paris, privilegiando assim uma localização entre o 8.º e 17.º bairros da capital francesa.

Esta homenagem será concretizada até ao início da Temporada Cruzada entre Portugal e a França, que vai arrancar em fevereiro de 2022 e vai trazer intercâmbios culturais e não só entre os dois países.

Um ponto a trabalhar entre as duas nações, segundo Sanches Ruivo, é a questão da memória e, nesse sentido, outras homenagens fariam sentido a Aristides de Sousa Mendes e outros portugueses que se envolveram em formas de resistência em França durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, então cônsul de Portugal em Bordéus, França, emitiu vistos que salvaram milhares de pessoas do Holocausto, desobedecendo às ordens do então presidente do conselho, António de Oliveira Salazar, que liderava o governo.

In: Jornal de Notícias

Visitas guiadas ao Circuito Pré-histórico Fiais/Azenha

No âmbito das Jornadas Europeias da Arqueologia (18,19 e 20 de junho), o Museu Municipal Soares de Albergaria e o Município de Carregal do Sal, promovem visitas guiadas ao Circuito Pré-histórico Fiais/Azenha.
Cumprindo as regras emanadas pela DGS, estas atividades darão a conhecer o rico património arqueológico do nosso concelho, sensibilizando também os intervenientes, para a importância da sua preservação.
A inscrição é grátis mas obrigatória.
Mais informações: 232960404 ou [email protected]

Ervedal da Beira acolhe a “Ópera Pimpone”

A Sociedade Recreativa Ervedalense, em Ervedal da Beira, e que possui o teatro mais antigo do concelho, abre portas para acolher o espetáculo “Ópera Pimpinone”, pela Associação Cultural Ritornello, no próximo sábado, dia 12 de junho. Com início às 21H00, o espetáculo é dinamizado no âmbito do 3.º ciclo de programação “Coimbra Região de Cultura”, da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra.

A entrada é livre, mas limitada à lotação do espaço, cumprindo com as orientações da DGS em vigor, sendo que os bilhetes disponíveis podem ser levantados na receção da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e na sede da União das Freguesias de Ervedal da Beira e Vila Franca da Beira.

A ópera terá também transmissão em formato Live Streaming a partir do facebook da CIM Região de Coimbra e do Município de Oliveira do Hospital – podendo assim ser acompanhada pelo público – e conta com os cantores Tânia Ralha e Luís Rodrigues, nos papéis de Vespetta e Pimpinone, respetivamente, sendo António Ramos o Diretor Musical.

Depois do concerto com as “Segue-me à Capela”, o concelho de Oliveira do Hospital recebe mais um espetáculo descentralizado através do projeto “Coimbra Região de Cultura”, ao abrigo do qual, e até outubro, serão realizadas várias iniciativas por todo o território da CIM Região de Coimbra: 34 apresentações dos vencedores do concurso “Convocatória Aberta”, 29 espetáculos e 19 visitas performativas. Trata-se de um programa cultural eclético que integra tanto a música com raízes mais populares e tradicionais, como ópera, e tanto apresenta nomes conceituados a nível nacional como projetos emergentes a nível regional que derivam do concurso “Convocatória Aberta”.

“Ópera Pimpinone” – sinopse:

Em português se conta a história de Vespetta. A camareira procura marido e vê no rico mercador Pimpinone uma possibilidade de independência. Assim, deliberadamente, Vespetta seduz Pimpinone que se apaixona por ela e lhe oferece emprego. O Intermezzo Pimpinone foi um dos maiores sucessos do compositor alemão Georg Philipp Telemann (1681-1767). Para aliviar as fatídicas histórias das grandes tragédias, que muitas vezes exigiam longas trocas de cenário, era comum intercalar nos intervalos os chamados intermezzi com música mais leve, com temas cómicos, seguindo a tradição da ópera buffa. Pimpinone é uma ópera cómica em três partes com música de Telemann e libreto em alemão de Johann Philipp Praetorius, sobre libreto original, em italiano, de Pietro Pariati.

A sua estreia ocorreu em Hamburgo, a 27 de setembro de 1725, com o objetivo divertir o público durante os intervalos da adaptação que Telemann fez da ópera séria Tamerlano de Händel. Telemann retoma o libreto que musicou Tommaso Albinoni quase vinte anos antes, através de uma versão em alemão para os recitativos, para serem melhor compreendidos pelo público, conservando para as árias o texto em italiano. A história começa com a camareira Vespetta em busca de um marido e vê no rico mercador Pimpinone uma possibilidade de independência. Assim, deliberadamente, Vespetta seduz Pimpinone que se apaixona por ela e lhe oferece emprego. Algum tempo depois, a jovem ameaça abandoná-lo, mostrando-se preocupada com os boatos que circulam pela cidade, colocando em dúvida sua reputação. Como forma de resolver a questão, Pimpinone pede-a em casamento, impondo a condição desta ficar em casa e não receber visitas. Inicialmente Vespetta concorda, mas, após o casamento, começa a rebelar-se contra as restrições impostas pelo marido, passando a exigir respeito, igualdade e liberdade para ir onde quiser. Irado, Pimpinone ameaça espancá-la, mas Vespetta desforra-se, lembrando-lhe que, no contrato de casamento que ela sagazmente providenciou, há uma indemnização em caso de separação. Pimpinone acaba por sucumbir às suas vontades. A grande popularidade de Pimpinone, que a levou a ser apresentada inúmeras vezes como espetáculo independente de outra ópera, encorajou Telemann a compor uma sequência, Die Amours der Vespetta (Hamburgo, 1727), obra infelizmente perdida. Pimpinone teve muito êxito e marcou o caminho que seguiriam os intermezzi posteriores, em particular La Serva Padrona de Pergolesi, cujo tema é semelhante.

Soprano: Vespetta – Tânia Ralha

Baixo: Pimpinone – Nuno Mendes

Ator: Diniz Lugdero

Orquestra: Camerata Joanina

Direção Musical: António Ramos

Encenação: Mário João Alves

Sinopse: Licínia Regateiro

Produção: Jorge Silva

Município de Oliveira do Hospital, 9 de junho de 2021

Exposição do Centenário do Partido Comunista Português em Mangualde

Por iniciativa da Comissão Concelhia de Mangualde do PCP no dia 1 de Junho, no átrio da Biblioteca Mu­ni­cipal, foi inaugurada a ex­po­sição alu­siva à his­tória do Partido, que fi­cará pa­tente até ao pró­ximo dia 14 de Junho.

No dia 5 teve lugar no Auditório da Biblioteca, com a participação de dezenas de pessoas, uma sessão de apresentação da Exposição e do livro «100 anos de Luta ao Ser­viço do Povo e da Pá­tria, pela De­mo­cracia e o So­ci­a­lismo» que contou com a participação de Manuel Rodrigues, director do Jornal «Avante!».

Na ocasião foi homenageada a emérita Professora Maria Teresa de Almeida Cruz, nascida em 1940, militante comunista, mulher de reconhecida coragem e dedicação, empenhada na causa da emancipação dos trabalhadores e do povo. Filomena Pires, do executivo da DOR Viseu fez um resumo do apaixonante currículo profissional e político desta «militante de toda a vida».

Teresa Cruz, no final, fez questão de recordar páginas do seu percurso de comunista e «mulher de Abril». Particularmente emocionantes foram as descrições do atentado à bomba contra o seu carro (bem como os de 2 outros militantes comunistas) e as agressões físicas de que foi vítima numa mesa de voto como delegada do PCP. Não menos comovente o agradecimento e o elogio ao seu Partido.

O momento cultural contou com a participação da artista mangualdense Margarida Esteves.

A sessão foi presidida por Roque Cruz, do executivo da DOR Viseu.

Nota de Imprensa do PCP Mangualde

“Máscaras com Som” no Verão de Mangualde

O Município de Mangualde promove nova edição das Noites Vivas de Verão, desta vez intituladas “Máscaras com Som”. Esta iniciativa pretende animar a cidade através de vários concertos descentralizados durante os meses de junho, julho e agosto.

Esta programação terá início já este mês de junho. Trata-se de uma iniciativa do Município de Mangualde e da União das Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta e, nos dias 14 e 15 de agosto contará ainda com o apoio da Associação Juvenil Jovens do Castelo.

Estas atividades serão gratuitas e decorrerão em diferentes locais da cidade. Todos os concertos terão início às 21:00h. Não serão permitidas aglomerações e será assegurado o cumprimento das regras de segurança estabelecidas pelas Autoridades de Saúde Pública: uso obrigatório de máscara, higienização das mãos, etiqueta respiratória e distanciamento físico entre as pessoas (2m).

PROGRAMAÇÃO “MÁSCARAS COM SOM”

JUNHO

12 de junho | Grand Jazz Hotel – 21h00 | Largo Pedro Álvares Cabral

19 de junho | Capitão Mondego – 21h00 |Largo do Rossio (centro)

JULHO

3 de julho | Litos | Miguel | Joaquim – 21h00 | Largo Dr. Couto

10 julho | Bora Lá – 21h00 | Largo do Rossio (Centro)

24 de julho | Alpha Music – 21h00 | Largo do Rossio (Topo)

AGOSTO

14 de agosto | Melody Guys – 21h00 | Largo do Rossio (Centro)

15 de agosto | Banda A4 – 21h00 | Largo Pedro Álvares Cabral