Nelas. Autarquia avança para investimento de 758 mil euros em Santar

Foi hoje assinado por José Borges da Silva, Presidente da Câmara Municipal de Nelas, e pelo Engenheiro Luís Gouveia, em representação da empresa construtora “Gouveia & Filhos, Lda. “, no Salão Nobre da Câmara Municipal, o auto de consignação, na sequência do concurso público realizado, que determina o início da empreitada para construção da infraestrutura de utilização coletiva designada por CAVES – Centro de Artes, do Vinho e do Espaço de Santar.
As obras serão constituídas pela recuperação do espaço da antiga Bogaria da “Casa das Fidalgas”, agora em obras para um hotel de 5 estrelas com 23 quartos, e a construção de um edifício que consiste, no essencial, num grande auditório com cerca de 400 m², mais de 12 salas de apoio que servirão quer como “Wellcome Center “ à Vila de Santar, pequeno auditório para conferências e salas de apoio à atividade do movimento associativo Santarense.
Na construção estão ainda incluídos diversos serviços de apoio à população e ao movimento turístico, como sejam a construção de casas de banho de acesso ao público, auditório ao ar livre e jardim exterior com estacionamento de viaturas ligeiras e autocarros, no âmbito da valorização do espaço envolvente, que no total ocupa uma área de 5.000 m².
As obras terão o seu início na próxima semana e prolongar-se-ão pelos próximos meses, constituindo a construção do edifício um investimento de mais de 758.000€, sendo financiado parcialmente, no âmbito do programa “Valorizar“ do Turismo de Portugal, com a verba de 400.000€.
Obra há décadas desejada, várias vezes prometida e com inauguração anunciada, e anteriormente conhecida como “ Museu do Vinho “, vai finalmente ver a luz do dia, correspondendo ao elevado valor e dinâmica associativa e cultural há muito existente em Santar e acompanhando a dinâmica e a excelência do investimento que se vive atualmente na Vila e Freguesia de Santar/Moreira, com diversos projetos no âmbito agrícola e turístico, de que se destacam, nas proximidades do CAVES, o projeto “Santar Vila Jardim “, o Hotel “Casa das Fidalgas“ e os investimentos em projetos e quintas agrícolas com grande vigor um pouco por todo o território.
CM de Nelas

Edíficios das antigas minas da Urgeiriça são Museu a céu aberto

Os edifícios das antigas minas de urânio da Urgeiriça, no concelho de Nelas, em Viseu, foram requalificados, mas mantêm-se como lugar de testemunho da actividade mineira da região.

Desde 1999, ano em que encerraram as minas de urânio da Urgeiriça, os edifícios da oficina de tratamento químico, de britagem e do passadiço e o complexo de transformação e tratamento do urânio perderam o seu propósito funcional e, sem ocupação, foram-se deteriorando. Até que, em 2015, o Atelier Orgânica Arquitectura chegou ao local, após o lançamento de um concurso público promovido pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro para a descontaminação e recuperação do espaço, para que os resíduos radioactivos das antigas minas deixassem de representar um perigo para o ambiente e para a saúde pública. 

Contudo, diz Paulo Serôdio, responsável pelo projecto de requalificação e um dos fundadores do Atelier Orgânica, estava a ser esquecido um legado histórico e um propósito cultural de conservação do património. Por isso, por “intermédio da arquitectura”, o arquitecto quis deixar “um abraço de justa e sentida homenagem aos mineiros”, como afirma num comunicado enviado à redacção.

Da antiga oficina de tratamento do urânio foi possível preservar algumas máquinas industriais e manteve-se o “esqueleto do edifício”, uma estrutura metálica, preta, que agora se reveste de uma “nova pele”, ou “armadura”, formada por lamelas de cimento pretas, explica o arquitecto em conversa com o P3. Durante o dia, as lâminas negras absorvem a luz, o edifício torna-se mais robusto, pesado, contrasta com a paisagem e adquire o “carácter artístico de um monumento”. Como a luz não entra directamente no seu interior, gera-se uma atmosfera mais calma, “silenciosa”, que permite o regresso ao passado. À noite, o fenómeno inverte-se: é irradiada luz, a partir do interior, criando “uma espécie de véu”.

“Parece ganhar vida à noite, enquanto durante o dia é um espaço silencioso e discreto”, conclui Paulo Serôdio. “Quando estamos perante algo muito forte, é preciso cortar a agitação do dia-a-dia e encontrar um espaço de calma e serenidade, que nos permite contemplar e absorver a história do lugar.” A pouca luz que entra, esclarece, é somente a necessária para iniciar uma viagem pelo tempo, “como se entrássemos na terra para experienciar o que a actividade mineira tem de difícil”.

Após a obra de requalificação da antiga área industrial da Urgeiriça, terminada em 2020, o espaço deverá ser convertido num centro interpretativo, de investigação na área da radioactividade e da história das minas. As fotografias do projecto são assinadas por Do Mal o Menos, empresa de fotografia de arquitectura criada por João Fôja e Eduardo Nascimento.

Fonte: https://www.publico.pt/2021/03/04/p3/fotogaleria/as-antigas-minas-de-uranio-da-urgeirica-tem-uma-nova-pele-que-ganha-vida-a-noite-405563

Câmara de Mangualde dinamiza concurso literário

A “importância da família” é o mote para o concurso literário organizado pelo Município de Mangualde com o intuito de assinalar o Dia da Família.  Esta iniciativa destina-se a residentes no concelho de Mangualde, com idade igual ou superior a 15 anos, que até ao dia 30 de abril apresentem trabalhos originais nas áreas da prosa e da poesia, escritos em português.

Promover a parentalidade positiva, valorizar a importância da família na sociedade, estreitar laços afetivos, fomentar e consolidar hábitos de escrita e de leitura e promover a criatividade e a imaginação são os objetivos do concurso onde a criatividade e inovação, a qualidade literária e a coerência e coesão do texto estarão em análise.

O concurso conta com as seguintes marcas locais como patrocinadores: Pereirinha Ourivesaria; Papelaria Adrião; e Restaurante Cascata de Pedra.

PROPOSTAS A ENVIAR POR EMAIL

As propostas a concurso deverão ser enviadas até às 17h00 do dia 30 de abril de 2021, via correio eletrónico, para o endereço [email protected] , dirigida ao Gabinete de Ação Social, com o assunto Concurso Literário, em formato PDF.

Os autores dos três melhores trabalhos serão premiados:

  • 1º Prémio – Voucher no valor de 100€ em produtos Lísia e/ou Viriatus – Pereirinha Ourivesarias;
  • 2º Prémio – Voucher de Livros no valor de 50€ (Papelaria Adrião);
  • 3º Prémio –Voucher no valor de 40€ no Restaurante Cascata de Pedra.

Todos os participantes receberão um certificado de participação.

A divulgação dos vencedores e a cerimónia da entrega dos prémios acontecerá no dia 17 de maio, em Live Streaming, através da rede social Facebook do Município de Mangualde.

As normas de participação – dimensão dos textos, condições de entrega, critérios de avaliação, entre outros – podem ser consultadas em www.cmmangualde.pt.

Nelas.“Biblioteca ao Domicílio” registou entrega de 85 documentos

A decorrer desde o final do mês de janeiro, o novo serviço da Biblioteca Municipal “Biblioteca ao Domicílio” já contou com a entrega de 85 documentos na residência dos 24 utentes que já beneficiaram da iniciativa. Uma colaboração entre a Biblioteca Municipal de Nelas – António Lobo Antunes, que organiza toda a logística do empréstimo e a Universidade Sénior de Nelas, que faz a entrega dos livros solicitados.
O processo respeita todas as normas da DGS, sendo os livros transportados e entregues em envelope ou caixa fechados e depois de devolvidos, sujeitos a quarentena.
Os títulos podem ser consultados no catálogo online – https://www.cm-nelas.pt/viver/cultura/biblioteca/ e reservados através do e-mail [email protected] ou pelo telefone 232940141 nos dias úteis das 9h-13h| 14h-17h.
No pedido, deve ser indicado o nome, a morada completa e contacto telefónico.
*Para utentes com inscrição válida, residentes no Concelho de Nelas.

Magis quam Vita*. Opinião por Rui Marques

O principal motivo pelo qual o Carnaval de Canas de Senhorim é muito difícil de explicar ao comum dos mortais, deve-se ao facto de ter um conjunto de tradições e não uma simples semana de folia.

O raiar do novo ano traz-nos os Pisões e as Paneladas, os preparativos dos diferentes grupos que fazem os carros alegóricos e umas discussões amigáveis no café!
Bem, na verdade, este Carnaval, chamado ainda hoje pelos mais velhos de Entrudo, não começa no raiar do novo ano, terá começado no século XVII com canenses, do Paço do Rossio…
O Carnaval de Canas de Senhorim, para simplificar, é Paço e é Rossio. São as pessoas do Paço e do Rossio. Os de hoje, os de ontem e os de amanhã!
A partir daí, a população canense começou a transmitir de geração em geração os seus rituais, símbolos e memórias que nunca mais se perderam no que é de mais essencial…
Os já referidos Pisões, Paneladas, Segadas, Farinhadas, os Mascarados, as Comadres e Compadres, os cartazes e vozes mordazes, os cortejos de Domingo Magro, Domingo Gordo e Terça feira de Entrudo, o Despique, a Segunda Feira das Velhas (diria eu, um ainda resquício do carnaval ancestral), as Noites dos Bailes e, a terminar, a Batatada e Queima do Entrudo são as tradições. Mas haverá mais.
Hoje o Carnaval de Canas de Senhorim é muito mais que o somatório das pessoas dos dois bairros… Há lisboetas do Paço ou aveirenses do Rossio, temos lapenses foliões dos dois lados da barricada… O Carnaval de Canas de Senhorim é, por assim dizer, maior que a própria Vila:
Não depende do dinheiro, de partidos ou dos políticos.
Não depende do sol, da chuva, da neve ou de vírus.
Não depende de “vontadinhas”, amizades ou público.
Não depende da idade, da dificuldade ou do tamanho.
Não depende de um obrigado, dum olá ou de um sorriso.
Não depende de local, país ou continente que vem plasmado no cartão do cidadão!
É egoísta, porque por muito que batamos no peito pelo Carnaval Canas de Senhorim, naquelas semanas, achamos mesmo que somos melhores que o outro bairro, temos prazer em deitar cascas de banana aos outros, perdemos a sensatez, mesmo que queiramos fazer passar cinicamente uma mensagem de união! No final sim!… Podemos soltar um vibrante:
– “Viva ao Carnaval de Canas de Senhorim! Cof, cof, cof! Mas… o meu bairro esteve melhor… Como sempre esteve e estará!”
O Carnaval de Canas de Senhorim não tem donos, iluminados ou senadores. Tem os bravos diretores das associações, do Paço e do Rossio, que lutam arduamente para que o barco tenha um rumo e chegue ao porto! Sempre os mais mordazmente criticados!
É um Carnaval em que dois bairros se confrontam e nunca ninguém perdeu, nem por falta de comparência!

E é por tudo isto (e muito mais!) que Canas de Senhorim tem um Carnaval único, um património único, tradições únicas…
Não morrerá enquanto existirem pessoas do Paço e pessoas do Rossio!

*mais do que vida

ContraCanto quer mudar-se para Carregal do Sal

A proposta de protocolo entre a ContraCanto, Fundação Lapa do Lobo e Câmara Municipal de Carregal do Sal, está em cima da mesa, para ser analisada pela Executivo PS e posteriormente ser colocado à apreciação e votação em reunião de Câmara e Assembleia Municipal.

A atual sede da ContraCanto, Associação Cultural é em Lapa do Lobo (Nelas) e pretende ser transferida para Carregal do Sal. A revelação foi feita hoje, 19 de fevereiro, na sessão da Assembleia Municipal de Carregal do Sal.

José Batista, Vice Presidente da Câmara, assumiu uma posição clara sobre o assunto, considerando um pouco “ousado” o protocolo. O autarca adiantou que o mesmo será colocado à votação em reunião de Câmara e só será executado se houver unanimidade na votação do mesmo em Assembleia Municipal.

“O executivo não está disponível para o aceitar, sem unanimidade da Assembleia Municipal”, frisou.

Óscar Paiva, Vereador do PSD, afirmou que “se não haver privilégios em relação a outras associações, sujeitando-se às regras gerais, por nós tudo bem”, sinalizando votação favorável.

As Aldeias Históricas de Portugal permanecem como o único destino em rede, no mundo, com a certificação BIOSPHERE DESTINATION! 

Na sequência da renovação do certificado BIOSPHERE DESTINATION, as Aldeias Históricas de Portugal continuam a ser reconhecidas como um destino comprometido com os princípios da sustentabilidade e isto de acordo com as orientações da UNESCO e da Carta Mundial de Turismo Sustentável. Aliás, continua a ser o único destino em rede – no mundo! – com esta classificação. No fundo, o reconhecimento do trabalho que tem sido desenvolvido pela Associação Aldeias Históricas de Portugal, seja na defesa da preservação e sustentabilidade do território, como na proteção e promoção das tradições e costumes das comunidades.

Depois de, em novembro de 2018, ter sido o primeiro destino em rede – no Mundo! – distinguido com o certificado BIOSPHERE DESTINATION, a Associação Aldeias Históricas de Portugal volta a ser reconhecida pelo modelo de turismo que, desde 2016, tem implementado no território. Um modelo que tem visado o cumprimento das 17 metas globais estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas, no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em linha com o trabalho que a associação tem desenvolvido em resposta às necessidades das comunidades, agentes públicos e privados, bem como o cada vez maior número de turistas que se rende ao território.

A certificação BIOSPHERE DESTINATION é uma distinção da GSTC – Global Sustainable Tourism Council. A entidade que, à escala global, estabelece os pressupostos de um turismo sustentável, de acordo com as orientações da UNESCO e da Carta Mundial de Turismo Sustentável.

Uma certificação que é concedida aos destinos que garantem uma estratégia e um equilíbrio adequados, tanto a nível económico, como sociocultural e ambiental.

O apoio às comunidades locais, a minimização do impacto ambiental, a preservação e a sustentabilidade do património cultural, bem como a promoção das boas práticas, têm sido áreas prioritárias na intervenção que a Associação Aldeias Históricas de Portugal tem feito no território.

De acordo com essa estratégia, destaque para os projetos implementados só no último ano, que igualmente contribuíram para que as Aldeias Históricas de Portugal vissem renovada a certificação BIOSPHERE DESTINATION:

“Receitas que Contam Histórias – Gastronomia e Vinhos das Aldeias Históricas de Portugal”. Um projeto que começou com a recolha de testemunhos junto da população residente, com vista à recolha detalhada dos saberes, receitas, métodos de confeção, especificidades, tradições e produtos endógenos existentes ou que até se tenham “perdido” no tempo. Ou seja, a informação necessária para a inventariação do cardápio gastronómico do território, assim como dos métodos de confeção dos pratos, com o objetivo de ser perpetuada em diferentes suportes de comunicação, mas também promovida junto do sector da restauração e hotelaria local (com harmonização de vinhos da região). Um projeto que reforça as Aldeias Históricas de Portugal como um destino turístico verdadeiramente singular e excecional também na área da gastronomia e que vai de encontro à “Estratégia Farm to Fork”, um dos vetores de atuação do Pacto Ecológico Europeu, que visa tornar os sistemas alimentares justos, saudáveis e ecológicos.

“Aldeias Históricas de Portugal | Um Destino Mais Inteligente”. Um projeto desenvolvido em parceria com a Altice Portugal, que permitiu dotar as 12 Aldeias Históricas de Portugal de tecnologias wireless de qualidade (entre outras estruturas digitais), tornando-se assim o primeiro destino, em rede, totalmente coberto com fibra ótica e com wi-fi gratuito. Uma infraestrutura igualmente decisiva para o desenvolvimento de iniciativas e de projetos que não dispensam o digital como ferramenta ou instrumento de trabalho. Ou seja, o reforço das Aldeias Históricas de Portugal como um destino (também) inteligente, que melhorou a qualidade de vida dos residentes, incrementou a experiência do turista, bem como as condições dos profissionais que exercem a atividade no território e dos que também ponderam essa possibilidade. Para além disso, através de um sistema beacon, por tecnologia Bluetooth e de uma aplicação desenvolvida para smartphones, as Aldeias Históricas de Portugal passaram a poder interagir com os visitantes, fornecendo informação georreferenciada e contextual, eventos e outras notícias úteis, para além de disponibilizarem áudio guias em várias línguas e com conteúdos que cumprem com a regra da infoacessibilidade. Ou seja, recursos que permitiram quase eliminar a produção de suportes de comunicação em papel.

Rede de Percursos Cicláveis Aldeias Históricas de Portugal. Com o objetivo de promover as práticas de mobilidade suave e sustentável da bicicleta, entre as 12 aldeias que integram a Rede, foi identificada e categorizada uma rede de percursos cicláveis em estrada, num total de cerca de 3.500 quilómetros, divididos por 46 percursos – a maior rede de percursos cicláveis do país!
Recorde-se que as Aldeias Históricas de Portugal já beneficiavam de inúmeros percursos para caminhadas e BTT, desde as pequenas rotas, até à Grande Rota 22 (GR). Com cerca de 600 quilómetros, não apenas a maior rota de Walking & Cycling em Portugal, mas também a maior rota europeia para caminhadas com selo Leading Quality Trails – Best of Europe, entregue pela European Ramblers Association (Associação Europeia de Caminhada).

Uma referência final para o projeto “Aldeias Históricas de Portugal All For All”. Um programa que tem sido desenvolvido com o objetivo de melhorar a acessibilidade geral das aldeias, tornando-as mais inclusivas.

Sobre a Rede das Aldeias Históricas de Portugal

Perdidas entre montes e vales da verdejante paisagem do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, há 12 singelas aldeias onde apetece perder-nos, para nunca mais nos encontrarmos. Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso: as Aldeias Históricas de Portugal, um destino que são 12, são paraísos escondidos que nos levam numa viagem ao tempo de reis e rainhas, épicas e infinitas batalhas que escreveram a História como a conhecemos hoje. Viajar até às Aldeias Históricas de Portugal é, assim, descobrir a História de um país de temerários conquistadores, através das pedras das suas calçadas e das suas frondosas muralhas e castelos, orgulhosa e imponentemente erguidos. É, ainda, a garantia de momentos inesquecíveis de lazer, aventura e descoberta, temperados com os inigualáveis aromas e sabores da região, que compõem a sua típica gastronomia. No território das Aldeias Históricas de Portugal há um sem fim de trilhos para caminhadas e percursos de bicicleta e BTT – como a Grande Rota 22 (GR), a maior rota de Walking & Cycling em Portugal, com cerca de 600 km.

As Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede – à escala mundial –, e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE DESTINATION.

A Grande Rota das Aldeias Históricas de Portugal (GR22) é a maior rota europeia para caminhadas com selo Leading Quality Trails – Best of Europe, entregue pela European Ramblers Association (Associação Europeia de Caminhada).

ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL

1 DESTINO QUE SÃO 12.

 

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Prof. Virgílio Loureiro: “Que vinho deve acompanhar uma boa cara de bacalhau?”

Nestes tempos difíceis de confinamento há que dar largas à imaginação para resistir. Para alguns privilegiados, que não se confrontam com desemprego, “lay-offs”, redução do salário ou perda de familiares pelo vírus ou outras causas, uma das melhores formas de o conseguir é à refeição. É preciso enganar o tempo e, por isso, planeia-se tudo com a devida antecedência, desfruta-se do frenesim da confeção, goza-se com a escolha da baixela e, obviamente, vibra-se com a eleição do vinho.
O cardápio de hoje ao almoço previa uma bela cara de bacalhau, com cerca de um quilo, demolhada durante 36 horas, tempo mais que suficiente para ter em conta todos os detalhes e eleger o vinho ideal para a acompanhar. Entretanto, houve o cuidado de cozer o grão com a cebola e a folha de louro, pois qualquer semelhança com o da lata, que se abre na hora e se aquece no micro-ondas, é pura coincidência. Os grelos tinham vindo do “norte”, da zona de Lamego, graças ao privilégio de ter como vizinho um lugar de hortaliça de lamecenses. Só as batatas eram forâneas, pois a moderna distribuição assim o impõe, para minha resignação, pois não consigo descobrir quem venda as de Montalegre.
Para um prato tão prosaico quanto saboroso e desafiante o vinho tinha de estar em consonância. Por isso, era mais adequado um vinho de cooperativa do que o de uma quinta famosa. O azeite do Douro, em abundância, com que teria de ser regada a dita cara de bacalhau, exigia um vinho fresco, de acidez vibrante e sabor forte, mas sem ser pesado e cansativo, pois uma cara de bacalhau, para ser devidamente apreciada, exige (muito) tempo à mesa da refeição. Compreende-se, pois, que a escolha recaísse num vinho do Dão ainda na adolescência. Mas deveria ser branco ou tinto? Qualquer dos dois seria aceitável, mas para não fazer a desfeita a nenhum deles optei por um clarete, na linha do vinho mais popular que se possa imaginar. Sim, um clarete não é para pratos de luxo, como as notas que os nossos gurus atribuem a todos eles bem o confirmam! Lembrei-me, então, do Adega de Penalva que tinha na cave. Uma hora antes do repasto se iniciar coloquei-o no frigorífico, para ficar a catorze graus no momento de servir.
Depois de dispor a cara de bacalhau e seus “adubos” num magnífico prato desenhado pelo genial Rafael Bordallo Pinheiro, louça rústica a condizer com a natureza do pitéu, e de abrir a garrafinha de clarete, a impaciência exigia que se abrissem as hostilidades. Depois de se regar o bacalhau com o azeite, onde foram alourados um dente de alho e uma folha de louro, verteu-se o clarete no copo e sentiu-se-lhe o aroma. Estava perfeito, desafiante e apetitoso! Durante a refeição portou-se galhardamente, comprovando a justeza da escolha.
No final ainda houve tempo para um cálice de licor de poejos, o digestivo “caseiro” que os alentejanos elegem sempre que quebram a monotonia do dia-a-dia. Esquecemos, de vez, a pandemia, não ouvimos as sinistras notícias da televisão e ultrapassámos mais um dia de confinamento. Há dias de sorte!

Bilbioteca de Nelas entrega livros ao domicílio

Requisição de obras*, com entrega ao domicílio, por parte da Câmara Municipal de Nelas.
O processo respeita todas as normas da Direção-Geral da Saúde, sendo os livros transportados e entregues em envelope fechado e depois de devolvidos, sujeitos a quarentena.
Os títulos podem ser consultados no catálogo online – https://www.cm-nelas.pt/viver/cultura/biblioteca/ e reservados através do e-mail [email protected] ou pelo telefone 232940141 nos dias úteis das 9h-13h| 14h-17h.
No pedido, deve ser também indicado o nome e a morada completa e contacto telefónico.
* Para utentes com inscrição válida na Biblioteca Municipal de Nelas – António Lobo Antunes, residentes no Concelho de Nelas.
CM de Nelas

“Tradição da Serra ao Mar” contempla candidatura aprovada do Município de Oliveira do Hospital

O Município de Oliveira do Hospital viu aprovada a candidatura “Tradição da Serra ao Mar”, pela Comissão Diretiva do Programa Operacional Regional do Centro, no âmbito da Programação Cultural em Rede. Esta candidatura em que o Município de Oliveira do Hospital é líder, e tem como parceiros os municípios de Cantanhede e Mortágua, foi contemplada com um financiamento no valor total de 297 571.50 euros para as ações a desenvolver pelos três municípios.

Através deste projeto “Tradição da Serra ao Mar” os municípios envolvidos pretendem promover e divulgar as tradições ancestrais associadas à vida das suas populações, ligadas à serra e ao mar, contribuindo para a preservação e valorização do seu património material e imaterial. Assim, pretende-se promover uma programação cultural dinâmica e inovadora, aliando a tradição e a modernidade, incentivando a cultura em rede e a participação dos agentes, grupos e associações locais, como nota a vereadora da Cultura da autarquia oliveirense, Graça Silva.

A programação do “Tradição da Serra ao Mar” visa projetar a imagem dos territórios dos três municípios envolvidos, através da realização de eventos associados ao património, à cultura e a bens culturais identitários. Nesse sentido, ao longo de doze meses, estão previstas atividades focadas num conjunto diversificado de manifestações artísticas, tal como a Dança, a Música, o Teatro, a Literatura, a Gastronomia, a Etnografia e a Performance.

Foi igualmente aprovada a candidatura “Viver os Rios” onde o Município de Oliveira do Hospital participa enquanto parceiro, juntamente com o município de Penacova e com o município de Góis, sendo este último o líder da candidatura, no valor de 299 778,00€, para as ações a desenvolver pelos três municípios. Este visa a promoção do território, a partir dos Rios Alva, Ceira e Mondego e do seu património, divulgando as praias fluviais, transmitindo boas práticas ambientais e o respeito pela sua preservação (fauna e flora), bem como, dinamizar iniciativas culturais que promovam, através da experimentação, os Rios e a sua identidade.

De referir que Oliveira do Hospital é ainda parceiro na candidatura “À Beira do Fado”, com os municípios de Pampilhosa da Serra e Arganil, sendo este líder, foi “admitida encontrando-se em fase de análise técnica, apuramento do mérito e proposta de decisão.” O valor desta candidatura, a ser aprovada, será de 299 997,00€, para as ações a desenvolver pelos três municípios.

Para a vereadora Graça Silva, a concretização destas ações em rede irão contribuir para dar maior visibilidade ao território de Oliveira do Hospital e consequentemente da CIM Região de Coimbra, captando fluxos turísticos. Contribuirá também para mitigar as dificuldades sentidas associadas à situação atual, como resultado da crise pandémica, e que tem tido fortes reflexos no setor cultural.

Acrescente-se que a CIM Região de Coimbra, também viu aprovada a sua candidatura “Coimbra Região de Cultura 2.0 Mulheres e Lugares”, com um investimento de 300 000€, cofinanciada no âmbito do Programa Operacional Regional Centro 2020, e cujas ações irão contemplar o município de Oliveira do Hospital, enquanto integrante desta CIM.

Município de Oliveira do Hospital, 11 de fevereiro de 2021

Carnaval 2021 com “dança dos cus” em família e caretos à porta

O Carnaval vai este ano ser vivido de forma diferente em Cabanas de Viriato e em Lazarim, com a tradição da “dança dos cus” a ser cumprida em ambiente familiar e os caretos expostos à porta de casa, respetivamente.

As organizações destes dois festejos tradicionais do distrito de Viseu decidiram marcar a data, mas cumprindo as limitações impostas pela Covid-19.

“Basta haver música que logo a vontade consegue encontrar dois ditos cujos para fazerem a dança e isso é o suficiente”, disse à agência Lusa Filipe Rodrigues, da direção da Associação de Carnaval de Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal.

A música a que se refere o dirigente é uma valsa ao som da qual os foliões, alinhados em duas filas, habitualmente vão dançando pelas ruas da vila, batendo com os traseiros nos dos vizinhos do lado quando há uma variação do ritmo.

Este ano, a organização disponibiliza a música, mas a tradição – que remonta a 1865 – terá de ser cumprida dentro de casa.

“Cada família – três, quatro ou cinco pessoas – consegue por a música a tocar em casa e depois dançar. Cada um vai tentar fantasiar-se e depois fazer uma filmagem para por nas redes e podermos interagir”, explicou Filipe Rodrigues.

As redes sociais serão um grande aliado durante este Carnaval, com várias iniciativas “que permitem interagir com as pessoas e não esquecer a data”, acrescentou, aludindo a eventos noturnos e diurnos.

Como é habitual, os moradores de Cabanas de Viriato estão também a engalanar as ruas com enfeites, bandeiras e palhaços.

“De cima a baixo da vila, todos tentam fazer o melhor possível, até porque estão bastante tempo em casa”, contou.

Também nas ruas da pequena aldeia de Lazarim, no concelho de Lamego, se vai notar que é Carnaval, apesar de os caretos (máscaras tradicionais esculpidas em madeira) não poderem andar à solta pelas ruas.

“Todas as festividades estão canceladas, num acordo entre o município e a Junta de Freguesia, e iremos apenas realizar alguns momentos que evocam este evento, como a exposição de caretos à porta de cada um dos moradores”, avançou à Lusa a vereadora da Cultura, Ana Catarina Rocha.

Na aldeia há vários artesãos que, todos os anos, dão forma à madeira, transformando-a em máscaras diabólicas, carrancudas, com orelhas bicudas, barbas, bigodes ou cornos e até a imitar animais.

Este ano é pedido a quem tem máscaras “que fique em casa, mas que à sua porta exponha o tradicional careto“, acrescentou.

Segundo a vereadora, a autarquia vai “lançar um vídeo que mostra toda essa vivência do Entrudo de Lazarim, mas utilizando apenas os recursos telemáticos”.

No interior do Centro Interpretativo da Máscara Ibérica, que se encontra fechado, há uma exposição de máscaras que será mostrada nas redes sociais, acrescentou.

Do programa habitual do Carnaval de Lazarim constavam tradições como o desfile etnográfico no domingo, a leitura pública dos testamentos e a queima da comadre e do compadre na terça-feira.

In: Observador

CIM Viseu Dão Lafões cria Rede Intermunicipal das Bibliotecas

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, os catorze municípios que a integram, e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) assinam acordo de cooperação para a constituição da Rede Intermunicipal das Bibliotecas Viseu Dão Lafões (RIBVDL).

Este acordo, fruto de uma parceria desenvolvida pela CIM Viseu Dão Lafões e pela DGLAB, visa a implementação de um serviço de bibliotecas públicas de qualidade no território de Viseu Dão Lafões.

O objetivo da RIBVDL é fomentar a cooperação entre as Bibliotecas Públicas Municipais do território, promovendo a partilha e utilização de recursos e serviços comuns, e contribuir, através da prestação de serviços qualificados e de proximidade, para o desenvolvimento de diferentes literacias, incluindo a digital.

De acordo com o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Rogério Mota Abrantes, “Este acordo abre portas a novas oportunidades de qualificação dos serviços e da oferta da rede bibliotecas públicas municipais. Permite, de forma cooperativa e em articulação com todos os municípios, ir ao encontro das necessidades reais da comunidade de Viseu Dão Lafões, promovendo a literacia, o conhecimento, o acesso à informação e a coesão territorial.”

Esta é mais uma Rede Intermunicipal de Bibliotecas, que a DGLAB formaliza, e que se insere na estratégia que preconiza para as bibliotecas públicas, assente no incentivo à criação de redes de bibliotecas de âmbito regional junto das Comunidades Intermunicipais e Áreas Metropolitanas, procurando garantir, desta forma, uma maior articulação entre as várias bibliotecas, tendo em vista a prestação de serviços em rede às populações.

 

Canas de Senhorim: Bairros unem-se para inovador Carnaval online

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CARNAVAL DE CANAS DE SENHORIM

Biblioteca Municipal de Mangualde encerrada mas ligada à comunidade

No período do 1º confinamento, a Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves de Mangualde esteve ativamente presente na rede social Facebook da biblioteca. Foram elaborados conteúdos sobre temáticas ligadas às tradições, às personalidades e à história local, bem como concertos e desafios à comunidade. Diariamente a biblioteca esteve em contacto com os seus utilizadores, procurando manter o interesse pela leitura.

Atualmente de portas fechadas, devido ao 2º confinamento, a Biblioteca Municipal continua ligada à comunidade, voltando a enriquecer a programação na rede social do Facebook.

São publicadas atividades regulares desde contos, sugestões de leitura, biblioterapia/cineterapia, histórias e tradições locais, tutoriais para o dia-a-dia, entre outras atividades, convidando sempre o público a participar neste trabalho, através de desafios temáticos como: “Mangualde a partir da minha Janela”“Mangualde Confinado: A Grande Recolha” e “Os Livros da Minha Vida”.

EMPRÉSTIMO DE LIVROS EM TAKEAWAY E ENTREGA AO DOMICÍLIO

Os serviços tradicionais de empréstimo domiciliário da Biblioteca continuam a ser prestados, embora no formato de Takeaway e entrega ao Domicílio, podendo ser requeridos e reservados através do Catálogo Online (https://catalogobmm.cmmangualde.pt/), do email: [email protected], ou através do telefone: 232619889Estão ainda disponíveis os serviços de Informação e referência através das mesmas vias.

Autarquia de Oliveira do Hospital promove ““BIBLIO EXPRESSO”

O Município de Oliveira do Hospital, através das Bibliotecas Públicas Municipais de Oliveira do Hospital, vai passar a fazer entregas de livros ao domicílio em todo o concelho.

Através desta nova iniciativa, “BIBLIO EXPRESSO” os leitores do concelho de Oliveira do Hospital podem continuar a ter acesso à leitura recebendo os livros pretendidos no conforto das suas residências.

Dada a pandemia que atravessamos e numa altura em que a população está obrigada ao dever geral de recolhimento domiciliário, esta é também mais uma medida da autarquia, que se junta a outras que o município tem vindo a lançar no apoio à população, promovendo a sua segurança, especialmente num momento em que é pedido a todos que se protejam e fiquem em casa.

Através da iniciativa “BIBLIO EXPRESSO” a equipa das bibliotecas públicas deixa os livros à porta de casa dos leitores, promovendo e potenciando os hábitos de leitura junto de toda a família, sendo certo que as “suas bibliotecas estarão ainda mais perto de si”.

Para aceder a este serviço gratuito, os leitores podem consultar o catálogo online (disponível em: http://bm-oliveiradohospital.no-ip.biz/ e criar o seu pack – infantil (0 aos 10 anos); jovem (10 aos 16 anos); adulto (a partir dos 16) e familiar (0 aos 100 anos).

De referir que até aos 12 anos serão disponibilizados 2 livros por cada leitor e para idades superiores podem ser requisitados até 3 livros por leitor. Após a escolha dos livros que pretende ler, o pedido poderá ser feito através dos contatos da Biblioteca de Oliveira do Hospital ([email protected] ou 238 692 376) ou da Biblioteca de Lagares da Beira ([email protected] ou 238608648), entre as 9H00 e as 17H00, de segunda a sexta-feira.

É de realçar que este serviço é inteiramente gratuito e abrange todas as freguesias do concelho. A requisição é válida por 30 dias e as entregas dos packs aos leitores será realizada às 3ª e 5ª feiras.

A iniciativa “BIBLIO EXPRESSO” obedecerá a todas as normas de segurança da Direção Geral de Saúde, e todos os livros cumprirão uma quarentena de 10 dias.

Como assinala Graça Silva, vereadora da Cultura, este é mais um incentivo da autarquia e das suas bibliotecas públicas para fomentar a leitura, nestes tempos difíceis que atravessamos, como um momento de lazer, de aquisição de conhecimento e partilha em família.

“Fique em casa na nossa companhia”, conclui.

CM de Olveira do Hospital

Morreu António Simões Saraiva, primeiro autarca de Oliveira do Hospital pós 25 de abri

Faleceu este domingo, 31 de janeiro, a grande figura da política Oliveirense desde o 25 de Abril. Homem de uma grande dimensão intelectual e cultural, foi o grande responsável por uma gestão autárquica exemplar e pelo desenvolvimento do concelho durante as primeiras décadas da democracia.

A autarquia decretou três dias de luto municipal, e escreveu na sua página no Facebook (e na página pessoal do presidente, José Carlos Alexandrino) :

Foi com profunda tristeza que o Município de Oliveira do Hospital
tomou hoje conhecimento do falecimento do Dr. António Simões Saraiva, Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital entre 1976 e 1990 e, mais recentemente, Presidente da Assembleia Municipal (1994-2009).
Dada a natureza das funções desempenhadas, a sua nobreza de caráter e o enorme contributo que António Simões Saraiva deu para o desenvolvimento do concelho, o Presidente do Município de Oliveira do Hospital, decretou hoje, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 35.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, três dias de luto municipal, caracterizado no hastear da bandeira municipal a meia adriça em todos os edifícios públicos municipais em que a mesma seja ou deva ser hasteada, recomendando ademais às Freguesias do Município, através das respetivas Juntas que procedam de igual modo relativamente às suas bandeiras próprias.
O Presidente da Câmara Municipal expressa neste momento, de profunda dor e perda, em seu nome pessoal, em nome da Câmara Municipal a que preside, dos seus Vereadores e Funcionários, o seu profundo pesar, bem como a sua mais sentida solidariedade junto dos familiares e amigos.

CIM Viseu Dão Lafões com candidatura aprovada na “Rede Cultural Viseu Dão Lafões”

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, viu aprovada a sua candidatura “Rede Cultural Viseu Dão Lafões”, submetida ao fundo extraordinário “Programação Cultural em Rede”, no âmbito do PO Centro 2020, com um valor de trezentos mil euros. 

Com esta candidatura, a CIM Viseu Dão Lafões pretende dar continuidade ao investimento na cultura que tem preconizado nos últimos anos e cuja atividade tem sido fortemente limitada fruto da pandemia COVID-19.

O projeto “Programação Cultural em Rede” visa articular em todo território, no decurso do ano de 2021, uma programação cultural que permita, não só, a valorização dos recursos patrimoniais e museológicos regionais, mas também, apoiar os agentes culturais e turísticos locais, apostando numa agenda cultural rica e diversificada.

Este projeto pretende dar continuidade à rede cultural de cooperação intermunicipal que a CIM Viseu Dão Lafões tem vindo a dinamizar, em parceria com os catorze municípios do território, e que tem permitido, não só, promover a itinerância de conteúdos artísticos, como tem contribuído para o desenvolvimento de um produto cultural regional de características únicas.

Essas manifestações culturais assentarão, maioritariamente, em propostas culturais apresentadas por agentes culturais e na dinâmica patrimonial e artístico-cultural da região.

De acordo com o Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho, “A CIM Viseu Dão Lafões sempre entendeu a cultura como um fator diferenciador da atratividade e competitividade do nosso território. Atendendo à pandemia COVID-19, vimo-nos na contingência de reformular estratégias e a programação com vista a responder às necessidades dos agentes culturais, populações e operadores turísticos, tendo, neste contexto, surgido a candidatura “Rede Cultural Viseu Dão Lafões”. Esta iniciativa é assim, também, uma mensagem de confiança que queremos deixar a todas as Instituições da nossa região e a todos os profissionais que têm sofrido fortemente com esta pandemia”.

“No âmbito da CIM foi ainda, possível, concertar uma estratégia intermunicipal que permitiu, através da agregação de agrupamentos de municípios, aprovar candidaturas, com diversas geometrias geográficas, reforçando a oferta e a complementaridade dos eventos no território. No total, este conjunto de ações representam um investimento no território de aproximadamente 1.2M€”, concluiu o Secretário Executivo.