Bicicleta do Colcurinho para apreciar a paisagem

Sabemos que a paisagem no topo do Monte do Colcurinho é arrebatadora e fala por si. Mas a partir de agora, os visitantes encontram um novo local para a fruir e tirar fotografias ainda mais espetaculares.

O Município de Oliveira do Hospital, com a colaboração da Junta de Freguesia de Aldeia das Dez e a Irmandade de Nossa Senhora das Preces, instalou a Bicicleta do Colcurinho e lança o desafio aos visitantes: suba na Bicicleta do Colcurinho e aprecie a viagem sensorial proporcionada por esta paisagem que é ponto de chegada da Subida Épica do Colcurinho.

A Bicicleta do Colcurinho está instalada numa plataforma giratória podendo o utilizador escolher qual o lado que pretende observar e fotografar. Certamente que o difícil vai ser escolher entre o horizonte e/ou a Capela no alto do Colcurinho, lugar de romagem em honra de Nossa Senhora das Necessidades.

Descubra o Monte do Colcurinho onde “se toca o céu” e que oferece uma das melhores panorâmicas a 360 graus num local de beleza ímpar onde o horizonte se estende às Serras da Estrela, Açor, Caramulo e Montemuro. E no final partilhe as suas fotografias nas redes sociais utilizando a hashtag #bicicletadocolcurinho.

O Município de Oliveira do Hospital apela aos visitantes que fotografem e façam uma utilização do equipamento com responsabilidade. Respeite o equipamento e o património natural.

Município de Oliveira do Hospital, 12 de abril de 2021

Museu Municipal recupera a confeção de broa de milho à moda antiga

Despertar consciências e sensibilizar para a necessidade de proteger e valorizar o património material e imaterial norteiam a comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala no próximo dia 18 de abril.
Este ano, a Câmara Municipal de Carregal do Sal, através do Museu Municipal Manuel Soares de Albergaria, volta a associar-se à efeméride que, em 2021, elegeu o mote PASSADOS COMPLEXOS: FUTUROS DIVERSOS para esta celebração.
E a iniciativa vai certamente surpreendê-lo… Vamos refletir sobre o passado e simultaneamente projetar um futuro mais solidário e mais inclusivo.
No dia 18 de abril, vamos recordar online, às 15horas, no portal e redes sociais do Município, “como cozer o pão, à moda antiga”, com o precioso contributo do Grupo Folclórico d’Alegria de Vila Meã.
O delicioso produto será distribuído pelas IPSS do Concelho.

CIM Viseu Dão Lafões promove “Hospitalidade e Estruturação Turística”

No próximo dia 8 de abril (quinta-feira), a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões disponibilizará uma nova ferramenta, desenvolvida no âmbito do projeto de Ativação da Rede Patrimonial Viseu Dão Lafões, designada por “Hospitalidade e Estruturação Turística”.

Como culminar de todo o trabalho anteriormente desenvolvido pela CIM, junto de agentes e players turísticos, culturais e patrimoniais de todo o território, o toolkit “Hospitalidade e Estruturação Turística” pretende ser um guia de boas práticas para a promoção e divulgação dos recursos patrimoniais de Viseu Dão Lafões, com aplicabilidade prática para todas as estruturas com contacto direto com turistas e visitantes.

Entre os trabalhos desenvolvidos pela CIM neste domínio, destacam-se, ainda, a publicação do Roteiro da Rede Patrimonial Viseu Dão Lafões, bem como, a realização do Ciclo de Sessões Online de Ativação da Rede Patrimonial, que contribuiu, não só, para a capacitação de diversos agentes regionais ligados ao turismo, mas também, para o desenvolvimento de estratégias de ação e uniformização de metodologias de trabalho.

De acordo com o Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho, “A CIM, com o propósito de reforçar o posicionamento de Viseu Dão Lafões enquanto destino de excelência para turismo cultural, tem desenvolvido um profundo trabalho com vista à ativação e valorização dos recursos patrimoniais do território. Esta valorização, realizada a uma escala intermunicipal, tem uma forte componente de qualificação e articulação dos recursos humanos, neste sentido, o toolkit “Hospitalidade e Estruturação Turística” é mais uma ferramenta que a CIM coloca à disposição dos agentes do território.”

O Roteiro da Rede Patrimonial Viseu Dão Lafões está disponível em: www.exploraviseudaolafoes.pt/

Exposição de Pintura ‘ Ponto do não regresso’ de Carlos Tropa

Carlos Alberto Tropa B. de Sousa, mais conhecido por Carlos Tropa, nasceu a 12 de agosto, na segunda metade do século XX.

É Licenciado em Medicina, pela Universidade de Coimbra e exerce a profissão de Médico, desde 1978 e atualmente presta serviço no Centro Hospitalar Tondela/Viseu.

Através do gosto pelas artes, tornou-se sócio do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra em 1970.

Outra das suas grandes paixões é a música e assim, como baixista, integrou várias bandas musicais na década de 80 e atualmente é compositor de baixo / violoncelo.

Na pintura recolheu influências fundamentais do pintor / medalhista Vasco Berardo e a sua primeira participação,  numa  exposição  de pintura foi na galeria do Turismo de Coimbra, em 1975, com o então seu colega de atelier, Luís Manuel Taraio, a segunda exposição foi com o pintor Victor Bizarro, em 1976.

Em 1977 participou em exposições coletivas, novamente com Victor Bizarro, em Nazaré e no Casino de Figueira da Foz. Ainda em 1977 realizou a sua primeira exposição individual, na Galeria “o 1º de janeiro”, em Coimbra.

No ano seguinte, em 1978 e 1980 participou numa exposição coletiva promovida pelo MAC, (Movimento dos Artistas de Coimbra) – no Museu Machado de Castro, Também, em 1980, realizou uma exposição Individual, na Galeria “o 1º de janeiro”, em Coimbra.

Em 1981, novamente com o MAC, participa em Coletivas de Rua e na Coletiva do Edifício Chiado e realiza novamente uma exposição individual na Galeria S. Lucas, em Portimão.

No mesmo ano (em 1981), participa numa exposição coletiva de cinco pintores de Coimbra na Galeria A Grade, em Aveiro, com Victor Bizarro, José Daniel Abrunheiro, Costa Brites, Brito Júnior e o próprio.

Em 1981, coletiva de 3 pintores de Coimbra  na  Biblioteca Municipal,  em Tomar, com Victor Bizarro, José Daniel Abrunheiro e o próprio, nesse mesmo ano realizou uma Exposição individual na Galeria “Piano Rubinstein Bar” e passou a integrar a direção do MAC.

Em 1985, realizou uma exposição individual na Galeria Vieira, em Leiria e nesta cidade, em1988 expôs novamente, mas individualmente.

Desde essa época tem realizado algumas mostras individuais e coletivas de pintura, estando representado em várias coleções particulares nacionais e estrangeiras.

Assim, em 2013 realizou nova exposição individual na Galeria do Hotel D Inês e no ano seguinte,

Em 2014 realizou uma exposição na Ordem dos Médicos, no âmbito das celebrações do Aniversário do SNS.

No ano 2019 realizou uma exposição individual na Galeria do Restaurante Nacional, em Coimbra e mantém uma exposição permanente na Galeria da Clínica Matrix, em Coimbra.

2020 foi o ano escolhido para, juntamento com o seu colega e amigo  Nuno André Boeiro de Leão Mendes, apresentar as suas obras no Museu Municipal Manuel Soares de Albergaria, dando a conhecer ao público o Médico e o artista.

“Carrilhão Lvsitanvs” chega a Mangualde esta Sexta-feira Santa

Município convida a população a assistir ao concerto em suas casas.

TRANSMISSÃO EM DIRETO NO FACEBOOK DO MUNICÍPIO DE MANGUALDE E DO CARRILHÃO LVSITANVS. 

O “Carrilhão Lvsitanvs” chega a Mangualde esta Sexta-feira Santa, dia 2 de abril, para assinalar a Páscoa com dois concertos, apresentando temas para todos os gostos musicais, desde o mais erudito ao mais popular. Um carrilhão tipicamente português e uma novidade única na Península Ibérica, o “Carrilhão Lvsitanvs” está a despertar o interesse e curiosidade entre os amantes da música devido à sua versatilidade em criar obras musicais dos mais variados estilos.

Desde 2015 a dar música pelo país fora movimentado apenas por um trator, o maior e mais pesado Carrilhão itinerante do mundo é composto por 63 sinos e pesa aproximadamente 12 toneladas. Apesar do seu peso, apresenta uma grande mobilidade quer seja em recintos fechados ou ao ar livre, a solo ou com outros instrumentos e tem marcado presença em audições de música erudita, arraiais e festas medievais.

Os concertos têm lugar em Chãs de Tavares pelas 15 horas e no Largo Dr. Couto pelas 21h30. O município convida a população a assistir aos concertos em suas casas, uma vez o som do concerto será ouvido nas ruas envolventes aos locais indicados. Não será permitida assistência no local, nem aglomerações.

O concerto das 21h30 será transmitido na página de Facebook do Carrilhão Lvsitanvs e do Município de Mangualde.

Sinopse

O Carrilhão LVSITANVS é o maior e mais pesado carrilhão itinerante do mundo. É composto por 63 sinos, pesa aproximadamente 12 toneladas e está apoiado sobre um semirreboque porta-contentores.

Sendo movimentado por um trator é, por isso, dotado de grande mobilidade. Nos mais diferentes ambientes, tanto ao ar livre como em recintos fechados, a solo ou juntamente com outros instrumentos ou agrupamentos, nele será possível a execução de obras dos mais variados estilos.

Interpretando temas que vão do erudito ao popular, o Carrilhão LVSITANVS poderá proporcionar belos momentos musicais tanto em audições de música clássica como pop rock ou popular em ambientes de arraial ou festividades, medievais, renascentistas, barrocas, modernas ou contemporâneas, ou outras.

Tratando-se de uma novidade única em Portugal e na Península Ibérica, o Carrilhão LVSITANVS está a despertar grande interesse nos amantes da música, e, consequentemente, a incentivar uma nova forma de ouvir música

Rede cultural “Cultura no Dão“ arranca

Aconteceu ontem, dia 23 março, pelas 15 horas, a apresentação do projeto da rede cultural “Cultura no Dão“ que une os  Municípios de Nelas, Mangualde e Penalva do Castelo, projeto esse financiado pelo Centro 2020, no âmbito do Aviso n.º Centro-14-2020-12, com a verba de 295.000€ e que visa, em termos de estratégia, desenvolver o movimento cultural na vertente associativa, nos 3 Municípios, sendo constituído por 45 eventos, 15 a realizar em cada um deles.

Os eventos, mercê do ambiente de pandemia que ainda se vive, serão constituídos por atuações preferencialmente ao ar livre, em zonas verdes e zonas históricas, e serão levados a efeito até ao final do corrente ano de 2021.

Alguns dos eventos tiveram já lugar em 2020, prosseguindo em 2021 já no dia 27 de março com o espetáculo “Amentar das Almas“, com transmissão online no “Facebook” dos 3 Municípios e com atuações, a partir das 21h30, da Associação Filarmónica de Vilar Seco, do Rancho Folclórico de Santo Amaro de Azurara de Mangualde e do Grupo de Cantares da Ínsua.

No Município de Nelas e no âmbito deste projeto, destacam-se a título de exemplo espetáculos como “Noites Semínimas“, a cargo da Associação Contracanto, o Festival de Artes Performativas “Habitua-te”, o Festival de Jazz “in Time“, o “MunicípioAnima“ (animação de verão com artistas locais), recriações históricas e espetáculos no âmbito da Feira do Vinho do Dão, tudo ações a realizar, essencialmente, de abril a outubro do corrente ano.

Além desta rede cultural da “Cultura no Dão“, o Município de Nelas terá ainda o programa cultural decorrente da aprovação do projeto de igual índole denominado “Alto Mondego, versão 2.0“, este em rede com os Municípios de Mangualde, Fornos de Algodres e Gouveia, rede de Municípios do Alto Mondego que espera concluir também o programa cultural que estava em curso na vertente de teatro, a cargo da Associação Contracanto.

Acresce que o Município de Nelas verá ainda associações suas e os seus Munícipes serem contemplados com os espetáculos e uma outra rede cultural, financiada pelo Centro 2020 à CIM Viseu Dão Lafões, e que envolverá espetáculos como as “Músicas que o Vinho Dão“, que percorrerá alguns dos Municípios da CIM e um espetáculo a criar pelas associações culturais envolvidas na rede cultural como a Acert, o Teatro Viriato ou Teatro Montemuro, entre outros, que percorrerá todos os municípios do território.

Porque nem só de pão vive o homem, no Concelho de Nelas, como nos restantes territórios vizinhos, também a alma precisa de ser alimentada.

Maior “Carrilhão” do mundo chega a Mangualde para dois concertos

O “Carrilhão Lvsitanvs” chega a Mangualde no dia 2 de abril para assinalar a Páscoa com dois concertos, apresentando temas para todos os gostos musicais, desde o mais erudito ao mais popular. Um carrilhão tipicamente português e uma novidade única na Península Ibérica, o “Carrilhão Lvsitanvs” está a despertar o interesse e curiosidade entre os amantes da música devido à sua versatilidade em criar obras musicais dos mais variados estilos.

Desde 2015 a dar música pelo país fora movimentado apenas por um trator, o maior e mais pesado Carrilhão itinerante do mundo é composto por 63 sinos e pesa aproximadamente 12 toneladas. Apesar do seu peso, apresenta uma grande mobilidade quer seja em recintos fechados ou ao ar livre, a solo ou com outros instrumentos e tem marcado presença em audições de música erudita, arraiais e festas medievais.

Os concertos têm lugar na freguesia de Chãs de Tavares pelas 15 horas e no Largo Dr. Couto pelas 21h30. O município convida a população a assistir aos concertos em suas casas, uma vez o som do concerto será ouvido nas ruas envolventes aos locais indicados. Não será permitida assistência no local, nem aglomerações.

Sinopse

O Carrilhão LVSITANVS é o maior e mais pesado carrilhão itinerante do mundo. É composto por 63 sinos, pesa aproximadamente 12 toneladas e está apoiado sobre um semirreboque porta-contentores.

Sendo movimentado por um trator é, por isso, dotado de grande mobilidade. Nos mais diferentes ambientes, tanto ao ar livre como em recintos fechados, a solo ou juntamente com outros instrumentos ou agrupamentos, nele será possível a execução de obras dos mais variados estilos.

Interpretando temas que vão do erudito ao popular, o Carrilhão LVSITANVS poderá proporcionar belos momentos musicais tanto em audições de música clássica como pop rock ou popular em ambientes de arraial ou festividades, medievais, renascentistas, barrocas, modernas ou contemporâneas, ou outras.

Tratando-se de uma novidade única em Portugal e na Península Ibérica, o Carrilhão LVSITANVS está a despertar grande interesse nos amantes da música, e, consequentemente, a incentivar uma nova forma de ouvir música

Projeto itinerante “Cultura no Dão” une Nelas, Mangualde e Penalva do Castelo

Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo uniram-se num esforço conjunto de ligar em rede os três Municípios no projeto “Cultura no Dão”, programa cultural itinerante com base no intercâmbio cultural em espaços ao ar livre de elevado valor patrimonial e cultural. O primeiro evento, intitulado “Amentar das Almas”, recupera uma tradição ancestral na época da Quaresma que, no próximo dia 27 de março às 21h30, se materializa e irá renascer online na memória das gentes de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo. São estes os grandes protagonistas, com três coletividades, uma de cada concelho, a darem voz à tradição.

É já no próximo dia 27 de março, pelas 21h30 que em simultâneo os Municípios de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo cumprem a tradição secular do “Amentar das Almas”, orações cantadas pela rua em louvor dos que já faleceram. A iniciativa, também conhecida por “Encomendação das Almas”, é uma produção e realização da responsabilidade do projeto “Cultura no Dão”.

O “Amentar das Almas” faz parte da cultura tradicional durante o período da Quaresma. Pretende preservar na memória coletiva as orações e os cantos noturnos entoados nos cruzamentos das ruas das aldeias e junto às alminhas ao longo de “sete paragens; sete semanas; sete Cânticos; sete apelos; sete orações; sete ais”.

Este verdadeiro movimento cultural levado a cabo pelos Municípios de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo visa fomentar e incentivar a prática desta tradição para que esta não caia no esquecimento. Dados os atuais constrangimentos provocados pela crise epidemiológica, o “Amentar das Almas” será transmitido via digital no Facebook do Município de Mangualde, de Nelas e no Facebook da Biblioteca Municipal de Penalva do Castelo.

Horários:

21H30 –Concelho de Mangualde – Rancho Folclórico de Santo Amaro de Azurara

21H45 – Concelho de Nelas – Associação Filarmónica de Vilar Seco

22H00 – Concelho de Penalva do Castelo – Grupo de Cantares da Ínsua

Mais sobre “Cultura no Dão”

O programa “Cultura no Dão” pressupõe a itinerância e o intercâmbio cultural de eventos nos Municípios de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo. Tem como intuito contribuir para apoiar os agentes culturais e estimular a dinâmica económica, bem como valorizar o património artístico-cultural da região, a sua identidade e comunidades, reforçando a atratividade do território e o incremento do seu valor turístico.

O programa é promovido pelos Municípios de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo e cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

 

POLDRA exibe arte no Parque do Fontelo

O POLDRA – Public Sculpture Project Viseu, desenvolve propostas contemporâneas de arte pública/arte em espaço público. O POLDRA procura obras que proponham novas interpretações dos sítios e espaços, reinventando-os e reinterpretando-os, promovendo uma interação entre o visitante e os locais de implantação. Nesta dinâmica, a obra será o potenciador de uma relação, que se espera, exista para lá do olhar.

Há três anos que o fazemos exibindo as obras de Kiluanji Kia Henda (AO), Rui Sanches (PT), Miguel Palma (PT), Cristina Ataíde (PT), Neeraj Bhatia (CA), Pedro Pires (AO), Steven Barich (US), Elisa Balmaceda (CL), Kaitlin Ferguson (GB) & Natalia Bezerra (US), Liliana Velho (PT), Jazmin Charalambous (GB), e Signe Ferguson (US) & Thanasis Ilonomou (GR-CA).

Em 2021, iremos alargar um circuito de arte pública a céu aberto, estabelecido na Mata do Fontelo, um parque histórico da cidade de Viseu. Com este objectivo, abrimos uma OPEN CALL à procura de propostas de obras de arte site-specific. Esta chamada, dirige-se sobretudo a artistas visuais que trabalham nos campos da instalação, pintura, escultura e media art. A participação de grupos de artistas são bem-vindas. As candidaturas são gratuitas e devem ser especificamente concebidas para Mata do Fontelo.

O prazo de entrega termina a 18 de Abril, 2021.

Para a submissão de propostas, deverá ser enviado um ficheiro em .pdf, com um máximo de 20 páginas e não superior a 10MB.
O ficheiro deverá ser nomeado como se indica: autor_titulodaobra
As informações que deverão constar do ficheiro são as seguintes:
• Identificação do autor e titulo – ainda que provisório – da proposta;
• Memória descritiva da proposta (até 300 palavras);
• Descrição do processo de montagem, construção, necessidades técnicas e logísticas, etc. (até 300 palavras);
• Max. 5 Imagens – e/ou links para vídeo, som, etc… – sobre a proposta (desenhos, maquetes, montagens fotográficas, etc…);
• Previsão orçamental e cronograma da criação/instalação;
• Max. 10 Imagens: Portfólio (links, para vídeos, etc.);
• Bio/CV elucidativa do percurso do autor (até 300 palavras);

Mais informações em: https://poldra.com/open-call/
O POLDRA – Public Sculpture Project Viseu é uma iniciativa financiada pelo Programa Viseu Cultura – Linha ANIMAR.

“Amentar as almas”: Iniciativa vai decorrer na internet

A tradição de “Amentar as almas” é uma das atividades que assinala o período de Páscoa. Este ano a ação é desenvolvida nos Municípios de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo, numa iniciativa em conjunto, no âmbito do projeto “Cultura no Dão” e será online.

A tradição do “Amentar das Almas” consiste em orações cantadas em louvor dos que já morreram.  Uma tradição secular, também conhecida como “encomendação das almas” que surgiu após a Igreja Católica ter assumido, no Concílio de Trento, a existência do Purgatório.

Na década de 50 ainda era habitual, em muitas aldeias das Terras de Azurara e Tavares, fazer-se o “Amentar das almas”, tradição recuperada pelo Município de Mangualde em colaboração com Rancho Folclórico de Santo Amaro de Azurara.

TRADIÇÃO EM LIVE STREAMING

Devido à situação pandémica, este ano a tradição será assinalada online. A iniciativa irá decorrer no dia 27 de março pelas 21h30, em direto do Facebook dos três Municípios, no Facebook do Município de Mangualde, Município de Nelas e do Município de Penalva do Castelo.  Contando com vários grupos musicais da região.

Nesta noite, serão ouvidos os cânticos às almas do Rancho Folclórico de Santo Amaro de Azurara, pertencente ao município de Mangualde, a Associação Filarmónica de Vilar Seco, pertencente ao Município de Nelas e o Grupo de Cantares Da Ínsua, pertencente ao Município de Penalva do Castelo.

A tradição é um pilar essencial para o Município de Mangualde.

Companhia Amarelo Silvestre promove projeto radiofónico

“As “Histórias de Terror para Adormecer” são um programa radiofónico composto por 10 contos criado em 2014 para o Festival Viseu A do Teatro Viriato, que usando o terror como móbil e a rádio como palco para os ouvidos, leva o espectáculo para o quarto de dormir de cada pessoa que deseje adormecer acompanhada por um conto misterioso, assustador e intrigante.”
Diz-nos assim

Lavrar o Mar

no podcast “Histórias de Terror”.

Sigam o link para ouvir os vários episódios, onde também Fernando Giestas e Rafaela Santos participam.

Rede Cultural “Terras de Transumância” promove a pastorícia

O pastoreio sempre fez parte da cultura e da identidade das populações dos concelhos de Castro Daire, Fundão, Gouveia e Seia. Por tempos imemoriais, os rebanhos percorriam trilhos e caminhos nas suas deslocações para as terras altas da Estrela e de Montemuro. A tradição e a cultura associada à transumância deu origem à REDE CULTURAL “TERRAS DE TRANSUMÂNCIA” que agora, irá investir 300 mil euros num programa cultural identitário.
Preservar a identidade, a autenticidade e o património imaterial associado à transumância esteve na origem da parceria entre os municípios de Castro Daire, Fundão, Gouveia e Seia. Os quatro municípios vão executar durante 18 meses os 300 mil euros de investimento aprovado no âmbito da candidatura efetuada ao aviso do CENTRO2020 para a Programação Cultural em Rede, que visa o investimento na conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património cultural.
A Rede Cultural “Terras de Transumância” pretende dar ênfase à transumância, ao território e ao património cultural através do desenvolvimento e promoção de um programa cultural diferenciador, respeitando os valores identitários dos quatro territórios.
Os investimentos a promover no âmbito da rede procuram recuperar e valorizar os elementos patrimoniais relacionados com a transumância. Salvaguardar as tradições pastoris que permanecem na identidade cultural dos concelhos, desenvolver a criação de novos produtos e experiências turístico/culturais e preservar a identidade e a memória associada à transumância são os principais objetivos do projeto.
A execução do programa de valorização está subdividida em três eixos principais: a execução de uma agenda de atividades artísticas/culturais em cada um dos municípios; a valorização do património cultural associado à transumância, afirmando os territórios como destinos turístico/culturais de excelência; a realização de um documentário, um plano de comunicação e a conceção de uma coprodução artística, focada na transumância, que irá percorrer os quatro territórios durante os 18 meses de execução do programa.
Para os municípios de Castro Daire, Fundão, Gouveia e Seia a possibilidade de articulação de esforços na valorização cultural da transumância é a continuidade do trabalho previamente realizado por cada uma das autarquias. A conceção da Rede Cultural “Terras de Transumância” assume-se agora como um polo aglutinador de vontades, estabelecendo um plano de ação que posiciona os concelhos, implementa novos produtos culturais e salvaguarda e valoriza a identidade e a autenticidade dos territórios de montanha.
A Rede Cultural “Terras de Transumância” foi aprovada no âmbito do Aviso n.º CENTRO-14-2020-12 e concretiza-se através da parceria entre o Município de Castro Daire, o Município de Gouveia, o Município de Seia e a Agência de Desenvolvimento Gardunha 21.

Carregal do Sal: Dólmen da Orca e a Orca da Palheira integram projeto turístico

São dois os monumentos megalíticos do Concelho que vão integrar a futura MEG Rota de Megalitismo do Dão ao Vouga.

O Dólmen da Orca e a Orca da Palheira estão entre os 26 dólmens que integram este projeto de atração e valorização turística, criado pelos 14 municípios da CIM Viseu Dão Lafões e Sever do Vouga, aprovado no âmbito de uma candidatura ao Programa Valorizar.
O investimento de mais de meio milhão de euros, apoiado em 300 mil euros pelo programa Valorizar, permite a criação de um percurso circular que começará em Viseu e funcionará em articulação com outras rotas já existentes, complementando a já vasta oferta turística do Concelho, em particular neste domínio, e da região que concentra o maior conjunto do mundo de dólmens com pinturas.
No âmbito da candidatura aprovada está prevista a colocação de sinalética informativa e direcional, a edição de um roadbook em quatro idiomas, a edição de um desdobrável; um filme documentário e um teaser, a produção de infopoints a colocar nas sedes de concelho abrangidas pela Rota; a criação de um pequeno Centro Interpretativo sobre a Rota na Escola de Carvalhal de Vermilhas, em plena Serra do Caramulo; a criação de uma APP de realidade aumentada e uma plataforma web (site).
Este trabalho está a ser desenvolvido pela empresa EON, Indústrias Criativas que já está a recolher informações para delinear estratégias com vista à ativação e promoção do futuro percurso.

CM de Carregal do Sal

Quatro milhões de euros em recuperação de património na Região Centro

A Direção Regional de Cultura do Centro tem em curso 7 projetos financiados no âmbito do Centro 2020

A Direção Regional de Cultura do Centro viu, nos últimos meses, aprovadas 7 candidaturas no contexto do Programa Operacional Centro 2020 que permitirão a criação de melhores condições de acesso a bens culturais através da reabilitação, salvaguarda, conservação, restauro e valorização de diversos monumentos nacionais, cuja história e importância são da maior relevância para a cultura do nosso País.

Com um investimento total de 4 milhões de euros, estas intervenções são, igualmente, estratégicas no quadro da capacidade de atração e desenvolvimento territorial sendo a sua concretização uma prioridade para a Direção Regional de Cultura do Centro. Dos 7 projetos aprovados, encontram-se já em execução as obras do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra), da igreja do Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão (Mangualde) e da Igreja do Carmo (Coimbra), sendo que as restantes serão iniciadas até ao final do primeiro semestre de 2021.

“Em 2022, a Região Centro terá ao seu dispor um património requalificado e com melhores condições para assegurar a salvaguarda e promoção de parte da sua história e identidade e, de igual modo, um património valorizado que irá contribuir para superar os desafios que se avizinham do ponto de vista do desenvolvimento e promoção territorial. No entanto, há ainda muito a fazer, porque a preservação e salvaguarda patrimonial é  um trabalho continuado  no tempo. Por esta razão, a “Estratégia Regional de Cultura 2030” definiu como um dos seus objetivos estratégicos a reabilitação, valorização e dinamização do património cultural através de um plano sistemático, de escala regional, que atenda às necessidades do património móvel e imóvel, material e imaterial da região Centro” sublinha Suzana Menezes, Diretora Regional de Cultura.

Paralelamente, a Direção Regional de Cultura do Centro acompanha mais 57 projetos de reabilitação de património, através de protocolos celebrados com municípios e outras entidades públicas e privadas, no âmbito dos quais a DRCC garante o acompanhamento e apoio técnico na fase do lançamento dos procedimentos pré-contratuais inerentes à realização das empreitadas, na fase de execução das obras e ainda na definição da gestão futura dos espaços.

BI das obras

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha – Coimbra

Valor total: 641.721,21€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 585.400,59€

Início da obra: Maio de 2020

Conclusão: Setembro de 2021

 

A necessidade desta obra verificou-se após as fortes cheias ocorridas em 2016 que provocaram danos significativos no imóvel e ameaçavam a integridade das estruturas: desmoronamentos, acumulação de líquenes e degradação de paramentos pelo acumular de água, danos em percursos de visita, meios de acesso, instalações elétricas, mecânicas e inutilização do depósito de materiais arqueológicos.  Tornou-se premente efetuar reparações e desenvolver mecanismos de proteção que, em situações atmosféricas anómalas, minimizem danos e perdas neste Património que poderão ser irreversíveis. O projeto, da autoria dos Arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez – autores do projeto inicial –, com o apoio técnico da Direção Regional de Cultura do Centro, tem como objetivo a conservação do edifício classificado e a beneficiação e valorização dos espaços envolventes que ficaram danificados com as cheias, de modo a restituir ao espaço as condições de visita.

A obra conta com um trabalho exaustivo de conservação e restauro dos materiais pétreos, cerâmicos, azulejares e em rebocos, na igreja e no claustro, bem como com a recuperação do pavimento no corpo da igreja e dos passadiços exteriores. Contempla ainda a dotação de espaço a cota que permita a salvaguarda do espólio arqueológico armazenado, a eliminação de entradas diretas de águas por zonas que não se encontram vedadas com muro e o reforço do sistema de bombagem existente na igreja. Também os comandos serão relocalizados, o sistema de rega reparado e o sistema de vigilância ampliado.

O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha foi classificado como Monumento Nacional em 1910. A sua origem remonta ao século XIII. No entanto, o conjunto que subsiste é exemplo do gótico tardio e data, essencialmente, do século XIV. A relação com o Mondego revela-se problemática em 1331, ano em que ocorre a primeira grande cheia. No final do século XVI, as condições de vida eram já impraticáveis e o abandono definitivo dá-se em 1677. Após séculos de abandono, em que grande parte dos vestígios ficaram submersos, em 1995 inicia-se uma campanha arqueológica que permitiu pôr a descoberto parte do antigo mosteiro. O Mosteiro foi objeto de uma das mais extensas e complexas obras de recuperação, restauro e valorização efetuadas em Portugal, tendo sido inaugurado em 2009, após a recuperação da igreja, a criação de um centro interpretativo e  a implementação de um circuito de visitas.

Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão – Mangualde

Valor total: 500.000,00€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 425.000,00 €

Início da obra: Outubro de 2020

Conclusão: Final de 2021

 

Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o mosteiro foi abandonado e o seu património móvel e integrado disperso. Hoje o estado de degradação do Mosteiro é evidente, sendo necessária uma requalificação urgente. O projeto desenvolvido parte da necessidade de suster a ruína, centrando-se sobretudo na igreja que será alvo de uma intervenção estrutural com substituição do revestimento em telha, ações de conservação e restauro sobre elementos pétreos, recuperação e consolidação de alvenarias e abóbadas, instalação de caixilharias. Serão consideradas também ações de travamento estrutural nas arcadas do claustro e no tardoz da capela-mor. Executada esta operação, o Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão passará a ser visitável. Esta operação permitirá ainda a concretização de dois objetivos estratégicos: a interpretação cultural, histórica e arquitetónica do lugar através da criação de uma exposição de longa duração e a sua inserção nos roteiros culturais e turísticos do Município de Mangualde, estando já desenhado um plano de programação cultural pelos serviços Culturais da Câmara Municipal que envolve agentes culturais locais e nacionais.

O Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão foi classificado como Monumento Nacional em 2002. A sua fundação está atribuída a D. Soeiro Teodoniz, dentro da Regra Beneditina. Crê-se que foi em 1168 que o cenóbio foi aqui instalado. A partir de 1188 adota a Regra de Cister, sob dependência dos abades de Alcobaça. Coevo à fundação da nacionalidade, foi desde logo beneficiado e privilegiado por D. Afonso Henriques. Dos primórdios da fundação há ainda visível o volume constituído pela torre do século XII.  A partir do século XVII são realizadas profundas alterações com a construção do claustro e da fachada, conforme se constata pela epígrafe 1613 exibida na portaria. Desta época, datam o claustro, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha, a adega e outras dependências, ficando as celas situadas no piso superior, bem como o quarto do Dom Abade, a biblioteca e a enfermaria. A igreja de nave elíptica data da década de 1740, tendo ficado concluída em 1779.

 

Mosteiro de Celas – Coimbra

Valor total: 271.402,70€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 240.573,51 €

Início da obra: Abril 2021

Conclusão: Março 2022

O Mosteiro de Celas é, atualmente, considerado um dos mais importantes conjuntos edificados de Coimbra, pleno de desafios à História da Arte Medieval e, simultaneamente, revelador de diferentes correntes artísticas da Coimbra dos séculos XIII/XIV a XVIII. Esta intervenção assume especial relevância cultural e científica, quer do ponto de vista local, quer do ponto de vista nacional e internacional, e tem como objetivo a conservação do edifício classificado, cujas sucessivas infiltrações através das coberturas em telha cerâmica têm desencadeado a sua degradação.

Além da revisão e substituição de elementos danificados no revestimento em telha cerâmica, a intervenção abrange ações de conservação e restauro no âmbito da estabilização de elementos em pedra, promovendo, consequentemente, a beneficiação deste espaço e a sua dignificação enquanto relevante objeto artístico-arquitetónico, cultural e histórico. Após a conclusão da obra, estarão garantidas as condições para manter a utilização e fruição do monumento e a realização de eventos de índole religiosa e cultural.

O Mosteiro de Celas inclui a primeira igreja feminina cisterciense construída de raiz que, apesar das sucessivas alterações e do carácter sóbrio geral, mantém importantes trechos da escultura gótica trecentista em Portugal nas duas galerias do claustro com decoração historiada nos capitéis da transição do século XIII para o XIV. No interior da igreja, provavelmente construída sob a orientação de Diogo de Castilho, destacam-se elementos como a abóbada polinervada e contrafortada, obras de caráter renascentista e maneirista e os retábulos em talha barroca e marmoreados, de meados do século XVIII. Salientam-se ainda o coro executado por Gaspar Coelho, no final do século XVI, os lambris de azulejos setecentistas e de fabrico coimbrão, a estatuária e as telas pintadas. O portal principal data do século XVI (1530), e, no século seguinte, foi sobreposto no segundo registo da fachada principal o mirante de nove janelas. A planta centralizada da igreja é um exemplo raro nos mosteiros femininos portugueses. As mais recentes teorias apontam para que este esquema planimétrico correspondesse ao da origem do mosteiro, à semelhança do que a própria D. Sancha fizera no convento cisterciense de Alenquer, do qual ainda restam vestígios da rotunda.

 

Igreja do Carmo  – Coimbra

Valor total: 203 970,00€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 140 108,44€

Início da obra: Março 2021

Conclusão: Março 2022

A intervenção na Igreja do Carmo visa a conservação e  beneficiação do imóvel e do seu valor patrimonial. A ocorrência de sismos causou a fissuração do alçado principal e as aberturas de juntas que se verificam em vários pontos das abóbadas, degradando consideravelmente o imóvel. Esta intervenção contempla reparações e mecanismos de proteção que impeçam que o monumento possa sofrer danos e perdas irreparáveis. Esta obra garantirá a salvaguarda e criação de condições para a sua visitação e promoção turística.

O Colégio de Nossa Senhora do Carmo destaca-se na série dos colégios universitários de Coimbra situados na Rua da Sofia e hoje incluídos na área integrada na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Este polo quinhentista da Universidade é mandado construir por Frei Brás de Braga a partir de 1536. De invulgar largura para a época, a rua era/ é conformada por uma série de Colégios, que incluem o Colégio do Carmo, fundado em 1540, pelo bispo do Porto, D. Frei Baltasar Limpo. Serviu o propósito inicial de acolher os clérigos da diocese do Porto que viessem seguir os estudos em Coimbra, sendo depois doado pelo prelado aos frades da ordem dos Carmelitas Descalços. O edifício foi alvo de duas campanhas de obras, a primeira em que foi construído o noviciado, da autoria do arquiteto Diogo de Castilho, concluída em 1548 e, já na década de noventa, entre 1597 e 1600, por iniciativa do Bispo de Portalegre, D. Frei Amador Arrais, foram construídos a igreja e o claustro, por Francisco Fernandes.

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo é considerada o coroamento de todas as pesquisas arquitetónicas citadinas na linha evolutiva das primeiras edificações portuguesas de estrutura renascentistas ali construídas, integrando-se na tipologia das “igrejas-caixa” como uma original e consistente variação das mesmas.

Sé Nova – Coimbra

Valor total: 415.522,50 €

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 367.017,37 €

Início da obra: Abril 2021

Conclusão: Março 2022

 

A intervenção na Sé Nova garantirá as reparações e o desenvolvimento de mecanismos necessários à proteção e salvaguarda do imóvel. A sua degradação, causada não só pelo tempo mas também por infiltração de águas pluviais nos terraços das coberturas, colocou em causa o património e as estruturas funcionais do imóvel. Esta obra assegurará a salvaguarda e criação de condições para a visitação e promoção turística da Sé Nova.

A construção da Sé Nova teve início do século XVI e uma duração de cerca de cem anos. É parte integrante do conjunto maneirista edificado pela Companhia de Jesus na alta da cidade – o Colégio de Jesus ou Colégio das Onze Mil Virgens. Este conjunto monumental, iniciado durante a Reforma do ensino universitário levada a cabo por D. João III e, mais tarde, intervencionado no âmbito da Reforma Pombalina, ganhou particular relevância no contexto da expansão e evolução científica e cultural promovida pela Universidade de Coimbra, tendo tido um papel fundamental nos capítulos da história social e artística nacional. A inscrição deste imóvel na lista de Património Mundial da UNESCO atesta a sua relevância patrimonial internacional.

Sé Velha – Coimbra

Valor total: 410.140,95€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 366.900,09 €

Início da obra: 1º semestre de 2021

Duração: 1 ano

A intervenção na Sé Velha prevê reparações e o desenvolvimento de mecanismos de proteção da envolvente do edificado. Para além da execução de um novo revestimento dos terraços em telha cerâmica e chapa de zinco, a intervenção abrange ações de conservação e restauro no âmbito da estabilização de elementos estruturais de suporte das coberturas. Com a intervenção será possível manter utilização atual do monumento, mantendo-o aberto ao público para visita durante e após o período de obras e a continuação da realização de eventos de índole cultural.

 

A Sé Velha de Coimbra está classificada como Monumento Nacional , tendo sido inscrita, em Dezembro de 2013, na Lista do Património Mundial pela UNESCO a “Universidade de Coimbra – Alta e Sofia”.

Estilisticamente inserida no “românico afonsino” ou “românico coimbrão da segunda fase”, que corresponde ao reinado de D. Afonso Henriques. Todavia, teve raízes anteriores à fundação da nacionalidade. Foi mandada construir por ação do bispo D. Miguel Salomão, em 1162, campanha de obras que se prolongou até à primeira metade do século XIII. No início desse século foi construído o claustro, o primeiro em estilo gótico em Portugal em edifícios não cistercienses. Foram particularmente importantes as obras executadas ao longo do episcopado de D. Jorge de Almeida, na viragem para o século XVI (1498) e na primeira metade deste, destacando-se o retábulo principal, de madeira dourada e policromada, em gótico flamejante.

Sé de Viseu

Valor total: 1 348 097,96€

Valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional: 1 173 000,00€

Lançado concurso público a 8 de março de 2021

A intervenção na Sé de Viseu será uma intervenção estruturante e que resultará na melhoria das condições de fruição deste espaço através de ações de salvaguarda do património, com particular foco na sua capacitação para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.

A antiga Residência Paroquial sofrerá a intervenção mais significativa dentro do conjunto, sendo o interior integralmente reformulado. Aí será instalado um elevador, permitindo o acesso por todos os visitantes ao piso superior e ao Passeio dos Cónegos. No interior da igreja será executada uma estrutura de elevação do pavimento do transepto, visando a proteção da zona onde existem sepulturas. A Torre do Relógio ficará acessível ao visitante através da execução de acesso vertical. Alguns pontos frágeis do conjunto serão alvo de ações corretivas: revisão de coberturas e sistemas de drenagem de águas pluviais, reparação de fissuras e fraturas em paramentos e outros trabalhos de consolidação estrutural, trabalhos de limpeza e pinturas, reparação e substituição de caixilharias degradadas.

No exterior, duas plataformas mecânicas instaladas nas escadarias permitirão o acesso quer à antiga Residência Paroquial, quer ao claustro e daí às restantes áreas da Sé, por pessoas com mobilidade condicionada. As ações de conservação e restauro abarcam um conjunto de elementos de inestimável valia artística e que importa preservar: o retábulo da capela-mor, a capela da Anunciação e a Capela do Crucificado, assim como painéis de azulejos da antiga Capela Batismal e da Capela de São Pedro.

O projeto de intervenção surge de quatro objetivos estratégicos: Salvaguardar e reabilitar o património afeto à Sé de Viseu; Criar condições de conservação dando continuidade à integridade física do imóvel; Promover a valorização turística do monumento; Contribuir para o reforço do posicionamento da Região Centro enquanto destino turístico de excelência.

Localizada no Centro Histórico da cidade, a Sé de Viseu está classificada como Monumento Nacional desde 1910.  Edificada nos inícios do século XII, associada ao paço condal e ao castelo, a Sé de Viseu sofreu várias remodelações nos séculos XIII-XIV, com a edificação do claustro gótico e do novo corpo da catedral. Os séculos XV e XVI correspondem ao maior ciclo construtivo do templo, com a construção da abóbada de nós, de uma fachada manuelina e do claustro renascentista da traça de Francesco da Cremona, o arquiteto de D. Miguel da Silva.

Coimbra, 10 de março de 2021

Amarelo Silvestre apresenta “Conversas no Sofá”

Estreia em Viseu em 2021

A possibilidade de usar um sofá como situação, como voz, como interlocutor, como lugar de encontro e como lugar de cena.

O sofá. O Lugar. O conforto do sofá, a inação.

A partilha, o descanso e o cansaço. Partilhamos momentos no sofá. Conversamos. Queremos ouvir. Queremos combater a solidão, o silêncio. Dar voz. Ser uma plataforma de mudança, de protesto.
Dar valor à vida doméstica, às mulheres. Levá-la para o espaço público, para ser ouvida. Escutada. Em sofás que nos falam a várias vozes, sem corpo.
Vozes confiscadas em intimidade, ouvidas em segredo pelo público.
A casa, a mulher, o palco, amor, solidão, violência, conforto, prazer, sexo, segurança, sonho.
Voz. A vida doméstica como fonte de discurso.
Como questão política, social e cultural. O seu reconhecimento é uma parte fundamental da vida.
É essencial libertar as relações humanas de padrões disfuncionais.
Tempo. Mudança. Escolha. Os parceiros, as famílias, os coabitantes.
O pessoal é também social e o social tem repercussões no pessoal.
O sofá pode, assim, ser não só o melhor amante da mulher como o procrastinador ou opressor da ação mais premente e da capacidade de mudança.
Sofá em Mi Maior irá aliar a experiência de Rafaela Santos em projetos de carácter documental, que integram a voz e a participação de comunidades específicas, à experiência de escrita para teatro e construção de dispositivos cénicos interactivos de Lígia Soares.

Ficha Artística e Técnica

Direção Artística – Rafaela Santos e Lígia Soares
Cenografia – Carolina Reis
Apoio ao Movimento – Maurícia Barreira Neves
Música e Sonoplastia – a definir
Desenho de Luz – a definir
Figurinos – Rafaela Mapril
Produção Executiva – Liliana Rodrigues
Gestão Financeira – Susana Loio
Design e Comunicação – Ana Verónica Dias
Criação e Produção – Amarelo Silvestre
Co-Produção Câmara Municipal de Viseu/Viseu Cultura

Parcerias – As Casas do Visconde, Lugar Presente, UMAR
Apoio – República Portuguesa – Cultura/Direcção Geral das Artes, Câmara Municipal de Nelas, Câmara Municipal de Viseu/Viseu Cultura

Fotojornalista da Lusa Viseu nomeado para o World Press Photo

O fotojornalista Nuno André Ferreira, que trabalha na agência Lusa, está nomeado para o prémio internacional de fotografia World Press Photo, com um trabalho sobre incêndios em Oliveira de Frades, foi anunciado esta quarta-feira.

A organização do World Press Photo anunciou os candidatos ao prémio internacional de fotografia e fotojornalismo, e entre os nomeados, na categoria ‘Spot News’, está o fotojornalista Nuno André Ferreira.

A imagem de Nuno André Ferreira a concurso foi captada em setembro de 2020 e mostra, em dois planos, uma criança dentro de um carro, e ao longe o recorte das chamas num incêndio que começou em Oliveira de Frades (Viseu) e se estendeu pelos concelhos vizinhos.

Nuno André Ferreira, nascido em 1979, vive em Viseu e trabalha com a agência Lusa desde 2009.

O trabalho dele tem sido premiado, nomeadamente em 2019 quando venceu por unanimidade o Prémio Rei de Espanha de Jornalismo, com a fotografia “O Nosso Presidente Marcelo”, publicada pela agência Lusa em 19 de outubro de 2017.

“Escolhi aquela fotografia, porque há ali um contraste entre a ternura de uma criança e o incêndio, que é uma coisa tão má. E vemos ali uma criança dentro do carro, que parece que está imune àquilo tudo, porque também ela não percebe o que se passa à volta dela”, explicou o fotojornalista, em declarações à Lusa.

A reportagem foi feita numa aldeia do concelho de Oliveira de Frades, num incêndio em que, durante a tarde, tinha morrido um bombeiro.

“Já tinha o meu serviço praticamente feito, mas decidi ficar, porque havia aldeias ameaçadas. E, estando em risco, a gente fica para ver até que ponto aquilo tem alguma gravidade ou não”, recordou Nuno André Ferreira.

A nomeação para o prémio internacional de fotografia decorre depois de um ano atípico para o fotojornalismo, feito em contexto de pandemia: “É uma espécie de recompensa, porque a malta dedica-se”.

“Nós também temos a nossa missão, que é esta: é mostrar, é andar na rua. É quase como ter uma guerra e não ter ninguém a cobri-la, porque ficámos em casa com medo. Podemos ter medo, devemos ter, porque o medo acaba por ser um aliado para nos podermos salvaguardar, mas a nossa missão é esta. É tentar chegar às pessoas que não estão lá, é tentar transmitir alguns sentimentos, é tentar levar as emoções, é mostrar no dia a seguir às pessoas aquilo que tu viste e presenciaste”, resumiu.

Lusa

Projeto de Requalificação e Musealização da Casa do Passal avança

Me, myself, o Teatro Viriato, a Amarelo Silvestre … e a rótula do meu joelho esquerdo

Foi em 2003 que vim pela primeira vez ao distrito de Viseu.
Nascida e criada em Lisboa, fiz-me actriz e dei os primeiros passos na encenação e formação de teatro também em Lisboa.

A minha rótula do joelho esquerdo saiu dos “carris” durante uma formação para encenadores no Teatro Nacional D. Maria II, e este episódio impediu-me de fazer uma peça de teatro já anteriormente acordada. Foi então que, durante os quase dois meses de recuperação, soube que a Leonor Keil (fantástica bailarina e à época responsável pelo projecto pedagógico da Companhia Paulo Ribeiro – CPR, em Viseu) estava à procura de actores e bailarinos para fazer uma peça de teatro físico, encenada pelo John Mowat a ser estreada em Viseu. Liguei-lhe (já nos conhecíamos dos corredores do Conservatório – ela de Dança, eu de Teatro) e disse-lhe que queria muito trabalhar com ela e com o John Mowat. Assim vim para Viseu e em 10 dias criámos um espectáculo com 10 actores (Leonor Keil, Lira Keil Amaral, Marta Cerqueira, Marta Silva, Rafaela Santos, Cristóvão Cunha, Francisco Keil Amaral, Jorge Cruz, Marlon Fortes, Romulus Neagu). Fizemos mais de 40 espectáculos pelo distrito de Viseu (também chegámos a ir a Coimbra, Guarda, Covilhã e Lisboa) e foi das experiências mais compensadoras da minha vida. A peça era baseada no “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente, mas sem uma única palavra, e no fim de cada espectáculo tínhamos sempre uma conversa com o público. Era nesse momento que fazíamos as pontes necessárias para que o entendimento da proposta fosse total e lembro-me que a Lira Keil (que era sempre quem falava mais e melhor), conseguia através do diálogo e das questões que lançava, quer aos jovens que tinham assistido ao espectáculo quer aos adultos, criar uma predisposição para o entendimento da época do Gil Vicente e das condições de vida do século XV.

Foi na sequência desta experiência que apreendi um sentido mais lato para o teatro e para a vida de quem o faz – nós criadores – e para quem ele é feito – o público. Assim, iniciei um novo ciclo de viagens de comboio semanais, entre Santa Apolónia e Nelas, para fazer formações de Teatro naquela que viria a dar lugar à Escola de Dança (e Teatro) Lugar Presente, em Viseu. Foi um orgulho participar na génese deste projecto que a Leonor Keil e o Albino Moura desenvolveram, inicialmente no âmbito da Companhia Paulo Ribeiro e nas instalações do Teatro Viriato, mais tarde autonomizando-se, sendo hoje uma escola de referência e a única de ensino integrado de dança em Viseu.

A par destas formações de teatro para adultos, jovens e crianças com o LP, iniciei uma colaboração regular com o Teatro Viriato, no âmbito do então recém- criado Serviço Educativo, criado pela Ana Lúcia Figueiredo.
Em 2005, Miguel Honrado, então director artístico do Teatro Viriato, convidou- me para apresentar naquele teatro “ALICES”, a minha primeira encenação a solo, que tinha estreado em Lisboa no ano anterior. Foi também nesse mesmo ano que conheci o Fernando Giestas, meu companheiro, meu amor, pai da minha filha e cofundador da Amarelo Silvestre.

O Teatro Viriato (onde aliás o conheci) era uma casa das artes do espectáculo que deixava entrar uma luz contagiante e frenética, proporcionando a quem lá passava, um céu limpo de um azul com tons de futuro e com um forte sentido de mudança. Tem sido essa mudança a que tenho assistido na cidade de Viseu e nas localidades próximas, como reflexo directo e indirecto do trabalho do Teatro Viriato e das muitas pessoas que tem envolvido – todos os artistas que se fixaram e continuam a fixar na região e as já várias gerações de espectadores, fruidores das suas muitas propostas artísticas e formativas. Este desenvolvimento artístico sem dúvida que ajudou a tornar esta região mais rica, mais exigente, mais crítica, mais atenta à vida e à arte como papel fundador da liberdade.

A força que senti então, ao descobrir este valor acrescido do papel da arte na sociedade, ditou o vir viver para Viseu – mas a Lira Keil tinha uma casa para alugar em Canas de Senhorim e vim, temporariamente, arrendar uma casinha n’As Casas do Visconde. Há 14 anos, portanto, que estamos a viver, temporariamente, (e não é sempre assim a vida?), numa casa pequenina, mas que tem o mundo inteiro dentro. E foi n’As Casas do Visconde que a Lira e o Pitum Keil Amaral nos deixaram plantar a nossa magnólia e a Amarelo Silvestre.

Em 2007 estreámos no Teatro Viriato, já novamente com a direcção artística do Paulo Ribeiro, o nosso primeiro espetáculo a quatro mãos – “MEXE-TE!”, seguindo-se “Raiz de Memória”, e em Março de 2010 estreámos “MULHER MIM” já como Amarelo Silvestre.

Em Canas de Senhorim enraizámos a Amarelo Silvestre e, a partir deste território, com a cumplicidade dos muitos parceiros, partilhamos com o resto do país os objectos de Teatro contemporâneo criados em contexto semi-urbano, atentos ao mundo e à vida.

O Teatro Viriato fez 21 anos em Fevereiro e a Amarelo Silvestre fará 12 anos este ano. Se isto não é uma capicua feliz, então não sei o que será.

Rafaela Santos
Co-Directora artística da Amarelo Silvestre