«Mangualde, o nosso património!» destaca as madeiras

Este mês de janeiro, a campanha «Mangualde, o nosso património!» destaca as madeiras, como “A tecnologia antiga: espelho de arte”. Promovida pela autarquia, esta campanha tem como objetivo aproximar a população do património mangualdense do mais belo que existe no concelho. Com esta campanha todos ficam mais próximos do vasto esplendor patrimonial do concelho. Nesse sentido, continua a ser colocada, nos meios digitais do município, a informação sobre o monumento/património apresentado.

A TECNOLOGIA ANTIGA: ESPELHO DE ARTE

A madeira foi a matéria-prima dos primeiros utensílios do homem. Melhor ou pior afeiçoados, com eles foi possível aos primeiros homens iniciar o processo de condicionamento e de adaptação à Natureza. A sua característica intrínseca de fácil e rápida deterioração determinou o conhecimento incompleto sobre os primeiros humanos.

Para épocas históricas mais recentes, são vários os objectos e utensílios em madeira que nos chegaram. Os tempos actuais ainda não conseguiram, por enquanto, aniquilar definitivamente estas pervivências tecnológicas pré-industriais. Outras irão, inevitavelmente, prosseguir na História.

Os exemplares reunidos na fotografia são provenientes de um saber ancestral e de técnicas longamente desenvolvidas e aprimoradas, mas que contêm, na sua essência, a dedicação, o carinho e o amor à “arte” do artesão, do marceneiro.

Aníbal Loureiro Fidalgo há longos anos que trabalha magistralmente a madeira, em Tibaldinho. Foi e é a sua profissão. Dá-nos, com o conjunto de peças que ora admiramos, o testemunho de formas de vida que tendem a acabar e, com elas, a arte de trabalhar manualmente a matéria prima mais antiga da humanidade.

– António Tavares, Gabinete de Gestão e Programação do Património Cultural da CMM

Foram já vários os bens patrimoniais destacados por esta campanha nos últimos anos. A título de exemplo, foram recentemente destacados o Santuário de Santa Luzia, em Freixiosa; a Casa de Darei, na aldeia de Darei, freguesia de Mangualde, a Igreja Matriz de Várzea de Tavares, a Calçada Romana de Mourilhe; a Igreja de São Pedro de Cunha Alta; e a Capela de São Sebastião, em Santiago de Cassurrães, a Alminha de Tabosa, a Capela de São Domingos de Vila Mendo, o Pontão da Amieira, em Quintela de Azurara, o Depósito da Cruz da Mata, a “Senhora da Graça, ou do Alqueve – Fortaleza de Deus?”, o Portal Quinhentista de Pinheiro de Tavares, as Estelas funerárias de Abrunhosa do Mato, o Chafariz da Cunha Baixa, o Pastel de Feijão, o Coreto da Senhora dos Verdes, Religiosidades, “Persistências… ou uma lição a aprender”, o Fontenário do Alpoim ou “Chafariz da Mesquitela”, o Largo de Pedro Álvares Cabral e “Arqueologia e Patrimónios do Mundo Rural”.

“Somos Portugal” assinalou 10 anos a promover Carregal do Sal

Foram seis os expositores que marcaram presença no Somos Portugal, realizado a 17 de janeiro, realizado nas instalações da TVI, em Queluz.

Associação de Produtores Florestais do Planalto Beirão; Dom Vicente Vinhos; Magnum Vinhos (Ribeiro Santo); Pastelaria Salinas; Fumeiro Flor de Sal e Restaurante Cabriz representaram o Concelho no programa que comemorou 10 anos de realização e lembraram a festa Feira da Pinha e do Pinhão /Saberes e Sabores de Terras de Carregal do Sal, que, em situações normais, se teria realizado na vila sede do Concelho, este fim de semana.

A gastronomia, a doçaria, os enchidos, os néctares e as potencialidades do pinhão foram apresentados ao país pelos respetivos produtores e evidenciados pela Vereadora Ana Cristina Borges que, na entrevista concedida em direto, lembrou outros produtos igualmente importantes e tão nossos que habitualmente são promovidos na nossa Feira da Pinha e do Pinhão como o Bolo Torto de Cabanas de Viriato, com pinhão.

A par e nas reportagens exibidas, foram destacadas as rotas e percursos pedonais como complemento a uma viagem pelo território que teria como ponto de partida a Casa do Passal, passaria pelo Museu Manuel Soares de Albergaria (que já contempla um espaço para colher o espólio da cantora DINA) e nos conduziu por belíssimas paisagens que serviram de pano de fundo para o artesão Fernando Pereira fazer as tão afamadas vassouras de palha de milho.

Realizado de acordo com as normas e recomendações ditadas pelas autoridades (todos os trabalhadores da TVI foram antecipadamente testados à COVID 19 e todos os expositores utilizaram máscara), o programa fez-se no formato possível e com as representações também possíveis, perante a situação que atravessamos, mas lembrou e promoveu Carregal do Sal!

A cultura, o interior e o despovoamento discutem-se “Cá Dentro”

Pode a produção cultural ajudar a combater o despovoamento? Como pode a cultura desenvolver um território? Dia 22 de janeiro, a cultura acontece  Dentro e pretende tratar estas e outras questões, numa conversa promovida e organizada pela Semana Cultural de Penalva de Alva. Esta iniciativa vai ser transmitida de forma gratuita através das redes sociais e está marcada para as 18 horas.

Cá Dentro – Conversa sobre a relação entre cultura, despovoamento e organização do território interior português” surge com o intuito de relacionar a cultura e a produção cultural com as problemáticas do despovoamento e da crescente desertificação do interior português. Pretende ser um espaço de troca de ideias e opiniões, capaz de abordar a cultura e o despovoamento através de várias perspetivas: a dos artistas, a dos produtores, a dos investigadores e a do público.

Assim, são convidados à conversa o músico Afonso Dorido, criador do projeto a solo Homem em Catarse, que discorre sobre 17 localidades do interior no seu álbum “Viagem Interior”; Luís Sousa Ferreira, criador do festival Bons Sons, programador cultural no projeto Caminhos do Médio Tejo e diretor artístico do 23 Milhas; Miguel Nascimento, investigador na área das Ciências Sociais e técnico superior na Câmara Municipal do Fundão; e ainda o realizador Tiago Cerveira, autor do projeto O Meio e a Gente, onde fotografa os lugares e os costumes da região da Beira Serra. No final da conversa, também o público será chamado a colocar perguntas aos convidados.

A Semana Cultural de Penalva de Alva é organizada anualmente pela Sociedade Recreativa Penalvense. A sua primeira edição aconteceu em 2017, depois dos incêndios que pintaram de preto as paisagens verdes do vale do Alva. Desde então que a Semana Cultural se pauta pela valorização do interior, da natureza e da tradição, através da arte, da cultura e das pessoas.

Em 2020, tendo em conta todas as restrições impostas pela realidade pandémica, a quarta edição da Semana Cultural de Penalva de Alva não pôde realizar-se. A conversa “Cá Dentro” seria um dos eventos incluídos na sua programação, que encontra agora no formato online uma nova oportunidade de discutir a cultura no interior e de levar essa discussão à casa de todos.

CÁ DENTRO

22 janeiro | 18 horas

Transmissão online gratuita

Evento: https://fb.me/e/72BXGVeSY

Fotografia: Tiago Cerveira

Fundação Lapa do Lobo adia ciclo de autor dedicado a Miguel Torga

A Fundação Lapa do Lobo informa que o Ciclo de Autor dedicado a Miguel Torga que estava programado para os dias 15 e 16 de Janeiro foi ADIADO em função da actual situação relacionada com a pandemia. As restrições de circulação e o recolhimento obrigatório ao fim de semana, impostas para as áreas de risco muito elevado, inviabilizam totalmente a realização de qualquer actividade. Logo que estejam reunidas as condições de segurança e de legalidade será agendada nova data.

“O Espírito da Colmeia” recria online a apicultura em Várzea de Calde

“O Espírito da Colmeia” é uma exposição virtual sobre a apicultura na aldeia de Várzea de Calde.

Constitui um percurso digital, fotográfico e sonoro pelos conteúdos da exposição mixed-media com o mesmo título que já esteve patente no Museu do Linho de Várzea de Calde.

A exposição apresenta diferentes elementos fotográficos, sonoros e vídeo que recriam o mundo das abelhas e dos apicultores, para o dar a conhecer ao público visitante.

A exposição virtual “O Espírito da Colmeia” está integrada no projeto Viseu Rural 2.0, que é apoiado pelo Município de Viseu através do VISEU CULTURA.

Conheça esta exposição no link!
https://www.memoriavarzeadecalde.org/o-espirito-da-colmeia/

Desgarradas e meadas de onde não se vê o fim

Memórias das freguesias de Viseu no Teatro Viriato

A Nicho Associação Cultural apresenta no Teatro Viriato, a 8 e 9 de janeiro de 2021, o espetáculo “Desgarradas e meadas de onde não se vê o fim”, produto final do projeto “Diálogos”, um programa de residências de criação artística desenvolvidas, ao longo do ano de 2020, em três freguesias do concelho de Viseu – Calde, Cavernães e Côta.

“Diálogos” é um projeto de criação, programação e descentralização, financiado pelo Município de Viseu, através do programa de apoio Viseu Cultura, que tem como principal objetivo valorizar o espólio oral e o património imaterial das freguesias de baixa densidade do concelho de Viseu,  através da criação de novas dramaturgias que assentam na recolha de histórias e memórias locais e do envolvimento da comunidade na criação artística.

Na primavera e verão de 2020, a primeira edição de “Diálogos” levou seis artistas de diferentes áreas performativas – música, teatro e movimento – a trabalhar de forma imersiva com as comunidades das freguesias de Calde, Cavernães e Cota. Deste processo resultaram três performances distintas, que foram apresentadas nas três freguesias e na Quinta da Cruz, no Museu de História da Cidade e na Mata do Fontelo, em Viseu, num total de 13 apresentações, que contaram com mais de 600 pessoas a assistir.

Desgarradas e meadas de onde não se vê o fim” reúne, no palco do Teatro Viriato, os seis criadores/intérpretes – César Prata, Dennis Xavier, Emanuel Santos, Joana Martins, Joana Pupo e Patrick Murys – num exercício que parte destas três performances para a criação de um espetáculo único, com a coordenação artística de Graeme Pulleyn.

Os bilhetes para assistir ao espetáculo custam 3 euros e podem ser adquiridos através da bilheteira do Teatro Viriato. As crianças até aos 12 anos de idade não pagam.

Mais informações: https://programadialogos.wordpress.com

Entrevistas: Graeme Pulleyn / 914253722 / gpulleyn@outlook.pt

Informações adicionais: Guida Rolo / 967691111 / guidarolo@gmail.com

Fotografias: Luís Belo

https://drive.google.com/drive/folders/1jkZyXqdnM47BHo2VCSycEf1jAwSLsjrI?usp=sharing

Fundação Lapa do Lobo evoca Miguel Torga em janeiro

Um Ciclo de Autor dedicado a Miguel Torga, com a apresentação de várias manifestações artísticas inspiradas na vida e na obra do autor que nos ofereceu em palavras um “reino maravilhoso”.

TORGAS VIVAS | Exposição de Escultura de Arlindo Pereira
15 Janeiro | 21H00

“Mundo apenas pretexto…” (Cântico, Miguel Torga)
Mundo em que as raizes de urgueira, as torgas, são apenas pretexto para uma viagem ao imaginário. Raízes eleitas de Miguel Torga, as Torgas, agora, Vivas tornam-se pretexto para recordar os mundos do escritor. “Raizes muito agarradas e duras” , que pela mão de Arlindo Pereira se transformaram em bichos, rostos, figuras míticas… visões da natureza, mas também do inferno e do sagrado, do que se esconde em cada homem. Esculturas apenas pretexto para um poema. “Mundo apenas pretexto doutros mundos”.

Coordenação Rui Fonte Autor Arlindo Lopes Pereira Público-Alvo Todos os públicos

TORGA | Espetáculo com Vítor Blue e Noronha Ozório
15 Janeiro | 21H30

Na sequência da existência de um livro de Adolpho Correia Rocha – autor mais conhecido pelo pseudónimo Miguel Torga – intitulada “Ansiedade”: uma raridade no espólio da BFLL, promove-se, em parceria com o espaço Miguel Torga (Sabrosa), um encontro sobre o escritor de Trás-os-Montes. Num evento intimista, Vítor Blue transporta o legado poético de Miguel Torga para o público. Procurando uma simbiose perfeita entre a música e a declamação, será feita uma visita pela vida e obra do autor.

Por entre as músicas de Vítor Blue, abordadas em piano e duas vozes surge a declamação de Rui Noronha Ozorio.

Lotação 40 Pessoas Público-Alvo +16 anos Duração 90 minutos

DO SÍTIO ONDE MEDRAM AS RAÍZES | Oficina de Corpo e Poesia
16 Janeiro | 11H00

“Do sítio onde medram as raízes” é uma oficina de corpo e poesia ou uma sementeira para famílias, inspirada na torga, a planta oficial de um bosque suspenso onde as urzes se torcem à beira do caminho, os bichos têm forma de gente e o tempo anda devagar. A partir da obra “Os Bichos”, da poesia, das cartas e dos prefácios de Miguel Torga, faz-se um convite a imaginar esse sítio (interior) onde medram as raízes de Torga e uma viagem para descobrir que Torga existe em nós. Pela fresta das pestanas e com a agilidade de quem sobe uma árvore, as famílias poderão ser sementes e plantas, ninhos e bichos, poesia e prosa, numa manhã que por acaso estará de invernia.

Criação e Orientação Adriana Campos Público-Alvo Famílias (+ 5 anos) Duração 90 Minutos Lotação 5 Famílias (12 Pessoas) Local Auditório Maria José Cunha, FLL

MIGUEL TORGA POR LAVOISIER – Viagem a um Reino Maravilhoso | Concerto
16 Janeiro | 21H30

Miguel Torga por Lavoisier – Viagem a um Reino Maravilhoso é o novo disco e espetáculo dos Lavoisier, duo português composto por Patrícia Relvas e Roberto Afonso, considerados pelo jornal Público como “um dos mais interessantes nomes da música portuguesa desta década”.

Após dois anos de construção em contexto de residência artística (em Trás-os-Montes), com viagens contemplativas pelos roteiros da literatura de Torga, diferentes sessões de gravação (em Vila Real, no Conservatório de Música, e em São Martinho de Anta, no Espaço Miguel Torga, a poucos metros onde Torga nasceu), “Viagem a um Reino Maravilhoso” foi editado em novembro de 2019.

Concerto de Ano Novo em Mangualde adiado

Agendado inicialmente para dia 9 de janeiro de 2021, o Concerto de Ano Novo em Mangualde foi agora adiado para dia 30 de janeiro, devido à pandemia. Pelas 21h30, as portas da Igreja do Complexo Paroquial de Mangualde abrem-se para um momento protagonizado pela Orquestra Poema e pelo Coro Misto do Conservatório Regional de Música de Viseu. A iniciativa é de entrada livre, mas sujeita a inscrição prévia, através do endereço eletrónico biblioteca@cmmangualde.pt até dia 28 de janeiro ou através do nº de telefone 232 619 889. 

Todas as regras de saúde pública serão respeitadas, nomeadamente o uso de máscara, a higienização das mãos, a distância social entre pessoas, a etiqueta respiratória, o respeito das regras de circulação e permanência na sala, etc.

A Orquestra POEMa, uma iniciativa da Câmara Municipal de Mangualde em parceria com o Conservatório Regional de Música de Viseu – Dr. José de Azeredo Perdigão, nasceu em 2013 e tem como intervenientes elementos das Bandas Filarmónicas do concelho de Mangualde, alunos e ex-alunos do Conservatório Regional de Viseu. Dirigida pelo Maestro Tiago Correia e com idades compreendidas entre os 12 e os 30 anos de idade, é composta por duas formações: Orquestra de Sopros e Orquestra de Câmara.

Fadista Gisela João em Concerto à volta do vinho

A ViniPortugal quer encerrar 2020 com uma homenagem à resiliência, ao esforço e à capacidade de superação e reinvenção desenvolvidos pelos produtores nacionais e pela indústria mundial do vinho e celebrar a união e o sucesso para o Ano Novo. Este é o mote para uma iniciativa inédita: reunir um milhão de apreciadores dos Vinhos de Portugal, espalhados pelo mundo, incluindo as comunidades portuguesas na diáspora, para brindar a 2021 e assistir a um concerto exclusivo da fadista Gisela João, emitido em direto, via streaming, no dia 28 de dezembro, pelas 21 horas (hora de Lisboa).

Intitulado “Wines of Portugal, a World of Music ”, o espetáculo será o primeiro concerto digital promovido pela chancela “Vinhos de Portugal/Wines of Portugal”. Poderá ser acompanhado em direto através da página de Facebook da Wines of Portugal, a partir da qual os utilizadores serão redirecionados para uma “sala” virtual dedicada, acessível através de smartphone, tablet, PC ou Smart TV. O público será desafiado a publicar, no dia do concerto, uma foto com um copo de vinho português na mão com o hashtag #wineofportugal para criar uma corrente de partilhas nas redes sociais.

A opção por um concerto de fado surgiu naturalmente pelos pontos em comum existentes entre as duas realidades. O fado, tal como o vinho, é um grande símbolo da identidade portuguesa e um património de inigualável valor que leva o melhor do País mundo fora. Da mesma forma que Portugal é reconhecido em todo o mundo pela qualidade e diversidade de castas autóctones, também o fado é uma herança musical do país que remonta à década de 1820, declarado Património Mundial pela UNESCO.

“Queremos desafiar as pessoas, em todo o mundo, a relaxarem durante uma hora e a assistirem a uma atuação da nossa conhecida fadista Gisela João. 2020 não foi um ano fácil e queremos homenagear todos os nossos produtores e a indústria mundial do vinho em geral, oferecendo-lhes este momento cultural de união. E o momento será ainda melhor com um copo de vinho português na mão, claro!”, afirma Frederico Falcão, Presidente da ViniPortugal.

Mercado de Produtos Agrícolas e Mostra de Artesanato em Nelas

Artesãos e agricultores do Concelho regressam este domingo, dia 20 de dezembro, ao Mercado de Municipal de Nelas com uma diversidade de peças de artesanato para comprar e oferecer nesta quadra natalícia, com doçaria e com produtos agrícolas dos nossos pequenos agricultores.
Esta é mais uma iniciativa do Município de Nelas com o intuito de manter firmes os mercados presenciais (dentro das limitações impostas pela Direção Geral de Saúde), e, dar “espaço” aos pequenos negócios que tanto precisam de ser apoiados.
Um espaço com produtos tradicionais da época, dinamizando tradições, o comércio local e recriando um ambiente natalício mágico.
: Das 9h00 às 12h30
Í: Das 8h00 às 12h00

CineEco nomeou três filmes para os melhores de temática ambiental

O CineEco nomeou três filmes candidatos ao 7º Award GFN, uma espécie de óscares para os melhores filmes de temática ambiental, organizado pela GFN – Green Film Network, uma rede de 40 festivais de cinema de ambiente de todo o mundo.

Para melhor longa-metragem o festival de Seia nomeou “A Alma de um Ciclista, de Nuno Tavares, que venceu o prémio de Melhor Longa Metragem de Língua Portuguesa na 26ª edição do CineEco, que decorreu em Outubro passado. O filme segue um grupo de ciclistas “clássicos” descobrindo valores que se vão perdendo na sociedade moderna, como a importância da amizade, da ecologia, da valorização do antigo, da rejeição ao consumismo e outras premissas.

Para melhor curta-metragem a nomeação recaiu em Vi(r)agens, de Patrícia Pedrosa, vencedora do prémio Curta Metragem em Língua Portuguesa na última edição do CineEco. Esta curta retrata histórias de resiliência e ativismo climático, em Portugal e Moçambique. A simplicidade do quotidiano de cada protagonista revela ligações, dependências, viagens e viragens no curso das vidas que se vão conhecendo.

O festival de Seia nomeou ainda para filme da década All the Time in the World (“Todo o tempo do mundo”), da realizadora canadiana Suzanne Crocker. Este documentário, que foi vencedor do Prémio Antropologia Ambiental e Grande Prémio da Juventude do CineEco 2015, retrata a experiência radical de uma família, um casal com três filhos, que viveu nove meses numa cabana na mata gelada do norte do Canadá, sem  eletricidade, água corrente, comunicações e relógios.

Ao todo, há 19 festivais da Green Film Network (GFN), a mais importante rede de festivais de Cinema Ambiental do mundo, a participar com os seus filmes selecionados para estas 3 categorias. 31 filmes competem nas categorias de Melhor Curta-Metragem e Melhor Longa-Metragem Internacional e 13 concorrem a melhor longa-metragem da década, indicadas pelos festivais.

Este é o 7ºAward GFN, um importante prémio organizado anualmente pela Green Film Network, que este ano decorre de forma online, depois de em anos anteriores ter sido organizado fisicamente pelos festivais de Paris (França), Saragoça (Espanha), Republica Dominicana, São Francisco (EUA), Toronto (Canadá) e CineEco de Seia (Portugal).

A cerimónia de entrega de prémios será dia 16 de fevereiro, apresentada virtualmente no site da GFN.

Casa do Passal: Obras e gestão do espaço museológico avançam

O presidente da Câmara de Carregal do Sal exigiu hoje do Governo celeridade no processo de requalificação e musealização da Casa do Passal, onde viveu Aristides de Sousa Mendes.

“A candidatura relativa à requalificação e musealização da Casa do Passal foi inserida em plataforma em março e junho de 2020 e, de lá até então, tem-se encontrada parada e avizinham-se novos obstáculos que teimaremos em querer ultrapassar e, na gestão dos quais, solicitaremos uma filosofia: celeridade”, disse Rogério Mota Abrantes.

O autarca falava na cerimónia de assinatura do protocolo entre a Direção Regional de Cultura do Centro, organismo do Ministério da Cultura, o Município de Carregal do Sal, dono da obra, e a Fundação Aristides Sousa Mendes, proprietária da Casa do Passal, onde o cônsul viveu.

Após a conclusão da obra, que, segundo o autarca, “deverá demorar cerca de ano e meio e deverá custar mais de um milhão de euros”, a comissão de acompanhamento tem meio ano para apresentar um plano de gestão para três anos, tempo do contrato hoje assinado num valor de 300.000 euros.

A ministra da Cultura, que presidiu à assinatura, disse aos jornalistas que “a candidatura que foi iniciada em março foi concluída em setembro, junto da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] e, neste momento, a informação é que a CCDR está a analisar”.

“Todos os passos têm sido dados, estão a ser tramitados como devem ser tramitados e, acima de tudo, o que me parece neste dia, o que nos importa realçar, pelo menos à ministra da Cultura e ao Governo, é que, finalmente, e após estes últimos dois anos, foi possível fazer um trabalho muito empenhado entre três entidades que são fundamentais para que a memória e o legado de Aristides de Sousa Mendes perdure no tempo”, assumiu Graça Fonseca.

A governante, no seu discurso no decorrer da cerimónia, contou o percurso dos últimos dois anos de “trabalho árduo” que levou à assinatura do protocolo e enalteceu Aristides de Sousa Mendes e o “seu ato de coragem que salvou milhares de pessoas num dos períodos mais negros da história”.

“Este é um projeto estrutural e muito importante (…), porque esta é uma casa histórica, mas tem tudo para se constituir como uma casa de e para a Cultura e claro de humanismo e de solidariedade, onde o património cultural não é só memória, mas é também fonte permanentemente renovada de conhecimento, de debate e de compreensão mútua”, defendeu.

Graça Fonseca destacou “a sua coragem e a sua determinação em desobedecer a uma ordem dos homens” e, no seu entender, “o seu legado não é apenas o seu exemplo, é tudo aquilo que tornou possível” e “é também um símbolo maior de que a cultura cria raízes que a barbárie nunca conseguirá arrancar”.

Não faltaram elogios ao legado de Aristides de Sousa Mendes por parte de todas as entidades presentes, da mesma forma que não faltaram lamentos pelo atraso na valorização do legado deixado por Aristides de Sousa Mendes que a ministra reconheceu, até pelo tempo que “demorou a ser reconhecido pelo Estado Português, só mais de 30 anos depois da sua morte”.

“Hoje demos um passo importante neste caminho que tem vindo a ser percorrido, mais lentamente do que todos desejaríamos e que a urgência do projeto desta natureza impõe”, assumiu a presidente do conselho de administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes, Adelaide Rocha.

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, aproveitou a cerimónia para contar o que se faz noutras cidades para preservar a memória de Aristides de Sousa Mendes, nomeadamente em Bordéus, França, onde foi cônsul.

“Vi na própria cidade um busto do cônsul e visitei uma escola francesa que tinha uma exposição que os alunos tinham realizado sobre Aristides de Sousa Mendes, e nessa escola, que não tinha um único aluno português, ensinava-se português e guardava-se a memória” do diplomata.

Nascido em 19 de julho de 1885, Aristides de Sousa Mendes, no início da Segunda Guerra Mundial (1939/45), mais precisamente a partir de 1940, desempenhava as funções de cônsul em Bordéus (sudoeste de França), tendo concedido cerca de 30 mil vistos para salvar a vida de refugiados do nazismo, a maioria judeus, contra as ordens expressas do então regime fascista português, liderado por António Oliveira Salazar.

Obrigado a voltar a Portugal, Sousa Mendes foi demitido do cargo e ficou na miséria, com a sua numerosa família. Morreu na pobreza em 03 de abril de 1954, no Hospital dos Franciscanos, em Lisboa.

Em 1966, foi reconhecido pelo instituto Yad Vashem, memorial dos mártires e heróis do Holocausto, como um “Justo entre as Nações” e, em 1998, foi condecorado a título póstumo com a Cruz de Mérito pela República Portuguesa, pelas suas ações em Bordéus.

Lusa

Mangualde convida para Concerto de Ano Novo na Igreja Paroquial

No dia 9 de janeiro de 2021, Mangualde convida para o Concerto de Ano Novo. Pelas 21h30, as portas da Igreja do Complexo Paroquial de Mangualde abrem-se para um momento protagonizado pela Orquestra Poema e pelo Coro Misto do Conservatório Regional de Música de Viseu. A iniciativa é de entrada livre, mas sujeita a inscrição prévia, através do endereço eletrónico biblioteca@cmmangualde.pt até dia 7 de janeiro ou através do nº de telefone 232 619 889.

Todas as regras de saúde pública serão respeitadas, nomeadamente o uso de máscara, a higienização das mãos, a distância social entre pessoas, a etiqueta respiratória, o respeito das regras de circulação e permanência na sala, etc.

A Orquestra POEMa, uma iniciativa da Câmara Municipal de Mangualde em parceria com o Conservatório Regional de Música de Viseu – Dr. José de Azeredo Perdigão, nasceu em 2013 e tem como intervenientes elementos das Bandas Filarmónicas do concelho de Mangualde, alunos e ex-alunos do Conservatório Regional de Viseu. Dirigida pelo Maestro Tiago Correia e com idades compreendidas entre os 12 e os 30 anos de idade, é composta por duas formações: Orquestra de Sopros e Orquestra de Câmara.

Casa do Passal.Ministra da Cultura assina protocolo de gestão

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, presidem, amanhã, quinta-feira, às 11h30, à assinatura do protocolo relativo à gestão e funcionamento da Casa do Passal, em Carregal do Sal.

A Casa do Passal, propriedade da Fundação Aristides Sousa Mendes, classificada como Monumento Nacional, é um espaço de grande relevância cultural, social e histórica do País e detém um significado profundamente humanista, pelo facto de ter sido residência de Aristides de Sousa Mendes e lugar de acolhimento de muitos refugiados salvos por aquele Diplomata.

O documento terá como signatários a Direção Geral de Cultura do Centro, o município de Carregal do Sal e a Fundação Aristides Sousa Mendes, com o objetivo principal de estabelecer princípios de parceria, a desenvolver entre todos, para a definição do modelo de gestão e manutenção da Casa do Passal, que vigorará após a finalização das obras de Requalificação e Musealização da mesma.

Fluxodrama, um projecto que caminhou para um espectáculo fluxogramático

A propósito da mais recente criação da companhia de teatro Amarelo Silvestre (Canas de Senhorim, Nelas), o espectáculo Fluxodrama, aqui partilhamos o caminho traçado para chegar a palco.

Começámos por querer fazer um espectáculo que aludisse a um dos maiores acontecimentos da humanidade: o movimento de refugiados decorrente da II Guerra Mundial, com rotas que passaram por vários hotéis do país, suscitando a convivência mais ou menos pacífica, num país neutro, entre estrangeiros, sobretudo judeus, e portugueses do Portugal do Estado Novo.

Naquela época, se, por um lado, as minas portuguesas – entre as quais as Minas da Urgeiriça, na freguesia de Canas de Senhorim, concelho de Nelas, onde vivemos – alimentavam a guerra com volfrâmio e urânio, por outro, os hotéis nacionais eram abrigos para milhares de refugiados. Um desses abrigos foi o Hotel da Urgeiriça, localizado em Canas de Senhorim, ainda hoje em actividade, e vizinho das Minas homónimas.

Pareceu-nos importante partir deste contexto local para reflectir sobre o Mundo e a Vida. Importante e urgente, tendo em conta a contemporaneidade universal em que vivemos.

Chegados a palco, encontrámos uma proposta performativa que coloca o problema, as questões essenciais, do lado de quem assiste. Do lado dos espectadores – actores.

Chegámos ao fluxograma: perguntas que permitem duas possibilidades de resposta que levam a perguntas que permitem duas possibilidades de resposta que levam a perguntas que permitem duas possibilidades de resposta. Sim ou não.

Foi o início de Fluxodrama, a nossa proposta de palco. Consoante as respostas, assim se posicionam os espectadores – actores no espaço cénico. E ficam o Sim e o Não frente a frente. Olhos nos olhos. Sem barreiras físicas ou virtuais. Ali somos nós. São as nossas cabeças a falar através das nossas bocas. O nosso corpo inteiro presente para dizer e ouvir. Para assentir ou rebater.

É sempre possível mudar de opinião e, nesse caso, mudar de lugar. Porque as nossas opiniões podem não valer para sempre. Podem deixar-se permear pelos outros.

Fluxodrama é esse espectáculo em que pessoas pensam e falam entre si. E em que pessoas se vêem a pensar e a falar entre si.

Depois de apresentado em Canas de Senhorim (Antigo Balneário dos Ingleses, nas Minas da Urgeiriça), Coimbra (Convento de São Francisco), Carregal do Sal (Centro Cultural) e Funchal (Teatro Municipal Baltazar Dias), Fluxodrama será apresentado no Teatro Municipal da Guarda a 12 de Fevereiro de 2021.

Fernando Giestas

Co-Director Artístico da Amarelo Silvestre

Canas de Senhorim, 11 de Dezembro de 2020

 

O Doiro sublimado. Poema de Miguel Torga

O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta.”

Miguel Torga in “Diário XII”

“Ler uma Questão de Saúde” a 17 de dezembro em Mangualde

Uma iniciativa organizada pela Phisiovida, em parceria com a Câmara Municipal de Mangualde, “Ler uma Questão de Saúde”, irá decorrer a 17 de dezembro pelas 20h30, através de uma plataforma online, disponibilizada após inscrição.

Esta atividade, realizada pela segunda vez consecutiva, visa abordar, através da leitura, da escrita e da discussão, temas de saúde e do bem-estar, explorados na dupla dimensão, daquilo que é possível, pela ficção, e daquilo que somos passiveis, na vida real.

Orientado pela Professora Drª Maria de Jesus Cabral, da Universidade de Lisboa, a sessão centra-se no tema “O Cuidado com base no Principezinho, livro de Antoine de Saint-Exupéry. Esta leitura tem como objetivo maximizar as potencialidades formativas, de obras de ficção na nossa perceção do mundo e do desenvolvimento critico.

Para participar neste debate, basta realizar a inscrição através do email da Phisiovida (phisiovida@gmail.com), após inscrição será disponibilizado um link que lhe dará acesso ao evento.

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