Maior presença feminina de sempre e peso das famílias marcam as listas às autárquicas

– Lista do MPT (José Correia) não apresenta candidaturas em 3 freguesias
– PSD/CDS-PP não apresenta listas em Canas e Moreira
Férteis em surpresas, as listas das diversas forças partidárias e movimentos independentes, candidatas ao próximo acto eleitoral de 11 de Outubro, mostram o peso de várias famílias nas diversas listas. Na lista do PPM, Nuno Vaz, filho do candidato à Câmara, José Vaz, ocupa o 6º lugar na lista da Assembleia Municipal. Por seu turno, Benjamim Pedro, marido da Presidente da Câmara, Isaura Pedro, ocupa o 4º lugar na lista da coligação PSD/CDS-PP também à Assembleia Municipal. Já o filho do vereador Manuel Marques, Hernâni Marques, ocupa o 10º lugar da mesma lista da coligação. Outra das famílias com peso nas listas é a família Ambrósio de Canas de Senhorim – Hélder Ambrósio é o número 2 do PS e o seu sobrinho, José Manuel Ambrósio é o 6º na lista à Assembleia Municipal, enquanto Carla Francisco, sobrinha de Adelino Amaral, ocupa o 3º lugar na mesma lista.

Vereadora do PS é a número 3 do PSD/CDS-PP na lista para a Assembleia Municipal

Uma das principais surpresas diz respeito à inclusão da mandatária de Isaura Pedro, a advogada e ainda vereadora do PS, Natália Coelho, em número 3 na lista do PSD/CDS-PP à Assembleia Municipal. Na lista da coligação PSD/CDS-PP à Câmara, para além dos 4 primeiros, teoricamente os lugares elegíveis – Isaura Pedro, Manuel Marques, Osvaldo Seixas e Maria Antónia Figueiredo, surge em 5º lugar o presidente da comissão política do PP, Jorge David Paiva e em 6º o social-democrata Artur Jorge Ferreira, ambos colaboradores do nosso jornal. Na lista da Assembleia Municipal de destacar ainda a inclusão de Arlete Santos, funcionária da Câmara, em 6º lugar e Jorge Abreu, de Santar, actual presidente da comissão de trabalhadores da PSA de Mangualde, em 11º lugar. Esta lista é encabeçada como já tínhamos avançado por José António Pereira, sendo o 2º lugar ocupado por Rui Costa. Também em relação ao PS se confirmam os nomes que já tínhamos adiantado, quer em relação à Câmara, quer em relação à Assembleia Municipal – Adelino Amaral, Hélder Ambrósio, Manuela Salgueiro e Carlos Rodrigues, ocupam os lugares teoricamente elegíveis, enquanto o empresário João Pedro Vaz e Teresa Pinto, ocupam os lugares seguintes. Já o ex cabeça de lista à Assembleia Municipal, António Borges, ocupa o 1º lugar de suplente. Relativamente à Assembleia Municipal, o professor Universitário Armando Carvalho e o artista plástico Aires dos Santos, ocupam os dois primeiros lugares, surgindo em 4º lugar o histórico Rui Neves, que também é candidato a deputado pelo círculo de Viseu. A candidatura de José Correia, pelo Partido da Terra, apresenta alguns dos seus mais indefectíveis apoiantes em lugares de destaque – António José Cardoso, em 2º lugar, a arquitecta Mónica Santos em 3º e o engenheiro Sérgio Rocha em 4º, isto na lista para a Câmara. O empresário vitivinícola Eurico Amaral, lidera a lista para a Assembleia Municipal, surgindo Manuel Borges, antigo chefe da repartição de finanças de Nelas, em 2º, enquanto o histórico militante socialista Francisco Cardoso ocupa o 4º lugar. O advogado de Canas José Vaz, candidato pelo PPM, procedeu a uma alteração de última hora na sua lista – Nuno Durão, o arquitecto que até aqui estava indicado para número 2, acabou por ocupar o 4º lugar da lista, trocando de posição com o engenheiro Agrónomo do Centro de Estudo Vitivinícolas de Nelas, Sérgio Martins. Margarida Campos mantém-se no 3º lugar com Pedro Pereira e a funcionária dos CTT, Paula Pinto, nos lugares seguintes. Em relação à Assembleia Municipal, a professora Universitária Maria José Correia, que reside em Casal Sancho, encabeça a lista, composta ainda por alguns Canenses, como Fernando Pinto e Paula Gomes, não sendo alheio a estas escolhas, o facto desta ser uma grande aposta do PPM.

Partidos não concorrem em Moreira e Partido da Terra de José Correia é o partido com menos candidaturas nas freguesias

As maiores notas de destaque das listas candidatas às Juntas de Freguesia vão para a ausência de listas partidárias em Moreira, onde apenas concorrem dois movimentos independentes – Melhor Por Moreira e Pisão e Unidos Por Moreira e Pisão, este último liderado pelo actual presidente da Junta, José Costa. Já em Canas, o actual presidente da Junta, Luís Pinheiro, volta a candidatar-se pelo Movimento Restauração Concelho de Canas de Senhorim, mas alterando a sua equipa, dado que há muito entrou em rota de colisão com os seus colegas no executivo, enquanto surge também como novidade outro movimento independente – o CIM Cidadãos Independentes pela Mudança), com a professora Ana Mafalda Lopes a liderar o projecto. Nesta freguesia nem o PSD, nem o MPT, apresentam listas, enquanto o PS candidata, surpreendendo, a solicitadora Cristina Figueiredo. O partido de José Correia é mesmo o que menos candidaturas apresenta, dado que não vai a votos em Canas, Senhorim e Moreira.

LISTAS JUNTAS DE FREGUESIA
~
Nelas
PSD/CDS-PP – António Luís dos Santos
PS – João Miguel Neves
PPM – António Saúde
MPT – António Rocha

Canas de Senhorim
PS – Cristina Figueiredo
MRCCS – Luís Pinheiro
CIM – Ana Mafalda Lopes

Vilar Seco
PSD/CDS-PP – Armando César Pinto
PS – António Ribeiro Silva
PPM – Manuel Luzio
MPT – Mário Almeida

Santar
PSD/CDS-PP – João Carlos Martins
PS – João Santiago
MPT – Maria Isabel Sampaio
PPM – Rui Miguel Neves

Aguieira
PSD/CDS-PP – António Figueiredo
PS – Orciano Pereira
MPT – José Marques
PPM – António Pais

Moreira
MPMP – Fernando Carrilha
UPMP – José Costa

Senhorim
PSD/CDS-PP – António Rodrigues
PS – Valdemar Silva
PPM – Jorge Marques

Lapa do Lobo
PSD/CDS-PP – Salomão Fonseca
PS – Óscar Marques
PPM – João Garcia
MPT – Ana Lúcia Cunha

Carvalhal Redondo
PSD/CDS-PP – Manuel Mendes da Silva
PS – Maria Elisabete Mendes

Maior incêndio dos últimos anos consome mais de 400 hectares de floresta em Póvoa de Luzianes

– Fogo teve origem criminosa

Um incêndio de grandes proporções devastou mais de 400 hectares de pinhal e eucaliptal, em Póvoa de Luzianes, no passado dia 22. O fogo deflagrou pela 1 da tarde, em 3 pontos distintos, o que leva o comandante dos bombeiros de Nelas, João Coelho, a concluir que se tratou de “fogo posto”, ou seja, de origem criminosa. Foram necessárias praticamente 11 horas para conseguir controlar o incêndio, num combate que envolveu 148 bombeiros, de diversas corporações da região e ainda da GNR e de uma empresa privada que detêm uma área considerável de floresta naquela zona do concelho. Os meios deslocados para o local, foram também reveladores da dimensão da ocorrência, com 40 viaturas, 3 helicóteros e 2 aerotanques. João Coelho fez-nos um balanço deste Verão, que em termos de incêndios se saldou pelo maior dos últimos anos no concelho e ainda por de reduzida dimensão, ocorrido em Senhorim, no passado dia 21, que lavrou num pinhal, mas que foi facilmente extinto pelos bombeiros de Nelas, que dispenderam cerca de uma hora para o efeito. O comandante da corporação Nelense, alerta entretanto para a continuação das condições atmosféricas adversas, com muito calor, muito vento, baixa humidade, ao que acresce a falta de limpeza das matas, que continua a ser uma realidade nua e crua na região, pese embora todo o esforço que tem vindo a ser levado a cabo pelas entidades públicas, mas que João Coelho considera insuficiente pois “até a floresta de que o estado é proprietário carece de limpeza”, referindo ao mesmo tempo que “os privados também têm dificuldade em suportar os custos das limpezas”. Em termos de acções no terreno, destaca o apoio que tem sido dado aos bombeiros de Mangulde, dado que “esta época foi negra para Mangualde, nomeadamente com o incêndio que queimou mais de 900 hecatares de pinhal”

Nelas sobe 45 lugares nos indicadores de qualidade de vida estando agora na 71º posição em 278 concelhos

– Ascensão do concelho, no estudo promovido pela Universidade da Beira Interior, revela uma significativa melhoria da qualidade de vida em Nelas

A análise de Pires Manso e Nuno Miguel Simões, professores na UBI e responsáveis pelo observatório para o desenvolvimento económico e social, não deixa margem para dúvidas – entre 2004 e 2006, o concelho de Nelas registou uma melhoria muito significativa nos vários critérios escolhidos para medir o desenvolvimento económico e social e o bem-estar das populações.
De entre as inúmeras variáveis analisadas, destacam-se a disponibilidade de equipamentos de diversa ordem, como culturais, educativos, de saúde e comunicação, indicadores demográficos e de analfabetismo, saúde e segurança, ambiente, dinamismo económico, habitação e emprego. Assim, o concelho de Nelas aparece agora em 71º lugar, registando uma subida de 45 lugares, face ao estudo de 2004, numa análise que reconhecidamente prima pelo rigor e fiabilidade. A nível distrital Nelas ocupa mesmo o 2º lugar, logo atrás de Viseu que está 68º lugar. Lisboa. Albufeira e Oeiras, ocupam os 3 primeiros lugares. Instada a comentar o estudo, a presidente da Câmara Isaura Pedro, mostrou-se satisfeita com os seus resultados, afirmando “tratar-se de um reconhecimento da aposta que fizemos em alguns sectores fundamentais, nomeadamente os na melhoria das zonas industriais, na requalificação da rede do pré-escolar e 1º ciclo, apostando na escola de proximidade, na implementação de programas de apoio às famílias, no ambiente com forte investimento na rede de águas e saneamento, na melhoria da oferta e dos apoios culturais, na aposta na formação desportiva, entre muitas outras que são analisadas neste relatório”.
A autarca embora considere “positiva” a análise, é com enorme desagrado que verifica que “uma vez mais, temos um país a duas velocidades. O litoral cada vez mais europeu e o interior cada vez mais esquecido, por isso, é importante reflectir no modelo de desenvolvimento económico e social que queremos para o país e apostar justa e equitativa distribuição dos recursos para que não haja portugueses de 1ª e de 2ª categorias. Os próprios autores sublinharam esta situação, dizendo que “o interior continua com um longo caminho a percorrer, para se aproximar dos níveis de desenvolvimento do litoral”.

ENTREVISTA AO CANDIDATO DO PS ADELINO AMARAL

“Defendemos o desenvolvimento equitativo de todo o concelho”

Ficou surpreendido com a escolha da vereadora do PS, Natália Coelho, para mandatária de Isaura Pedro, e com o seu discurso marcado por rasgados elogios à governação da actual presidente da Câmara?

Como sempre tenho afirmado, o Partido Socialista é um partido que pratica a democracia e como tal, respeita as opções políticas de toda a gente, mesmo daqueles que andam na política, não para servir e para lutarem por valores e princípios, mas para se servirem e procurarem benefícios pessoais ou outros.
Mesmo a essas pessoas, as que actuam ou por interesses egoístas e mesquinhos ou se deixam seduzir por promessas e ilusões, reconhecemos legitimidade e respeitamos que sigam caminhos diferentes dos nossos.
O assédio feito a figuras ligadas ao PS vem provar que somos um partido com muitos quadros.
Quando as expectativas de algumas pessoas não correspondem ao seu mérito, é natural que procurem noutras áreas, onde a “concorrência” é menor, para a realização das suas ambições e vaidades.
Como diz o povo, “em terra de cegos…”

Quais os critérios que presidiram às escolhas que fez para as listas, quer em relação à Câmara, quer em relação à Assembleia Municipal? Há quem afirme que recorreu apenas a personalidade ligadas ao seu núcleo duro, talvez por receio de “traições”, como a de Natália Coelho …

É falso. O processo de formação de listas foi transparente, democrático e amplamente discutido e participado. Procurámos envolver pessoas de outros quadrantes políticos, que nos ajudem a construir um projecto politicamente coerente, mas mais abrangente e mobilizador.
Os critérios para a escolha de todos os nossos candidatos foram em primeiro lugar a seriedade e a competência das pessoas que foram convidadas.
Temos orgulho em dizer que os nossos candidatos, em todas as Freguesias, são gente credível e com capacidade de intervir e de apresentar novas ideias e novos projectos para a sua terra.
Também nas listas da Câmara e Assembleia Municipal é bem visível a qualidade dos nossos candidatos, com competências e provas dadas nas mais diversas áreas, desde a vida empresarial, até às actividades de carácter social e comunitário, Saúde, Educação, Cultura e Administração Pública, entre outras.
Com estas equipas podemos assegurar a gestão da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia, com competência, rigor, seriedade e transparência.
Mesmo o caciquismo que ainda impera em muitos sectores, caracterizado por tentativas de sedução, por ameaças e até perseguições a pessoas e instituições, não nos impediu, antes pelo contrário, de enriquecer as nossas listas com pessoas motivadas e determinadas, que assumiram, de forma corajosa e com uma motivação extra, o envolvimento e participação num projecto ganhador e mobilizador de muitas vontades.
Não precisaremos de “importar” comissários políticos, impostos por estruturas partidárias, que nada têm a ver com o nosso concelho, simplesmente por razões de natureza político-partidária e motivações obscuras que nunca ninguém explicou.
A escolha de pessoas para o desempenho de funções políticas, deverá ter por base o interesse do concelho e a competência para o desempenho dessas funções e nunca o clientelismo, o pagamento de favores ou a submissão a aparelhos partidários.

Pretende manter o sistema de rotatividade na vereação, que vigorou durante este mandato?

O modelo de rotatividade na vereação foi, de facto, uma ideia nova e uma experiência muito enriquecedora e bastante positiva.
Permitiu, por um lado, repartir o esforço entre todos e, por outro, dar a possibilidade a alguns quadros, de tomarem contacto com a gestão municipal, dando até a alguns a visibilidade e notoriedade, que não teriam noutro contexto.
No entanto, quero dizer que esse modelo foi pensado e implementado num quadro em que o PS ficou na oposição, numa situação difícil, agravada com a perda de algumas referências e o abandono da vereação do candidato derrotado.
O que vai acontecer no próximo mandato, vai depender dos resultados eleitorais.
Uma coisa lhe posso garantir, caso o PS vença as eleições, como espero, vamos exercer o poder de forma democrática e participada, com o envolvimento efectivo de todos os participantes neste projecto, que tiverem disponibilidade para isso.
Como é nosso hábito, procuraremos apresentar novas ideias e formas de participação.

Afirmou publicamente que seja qual for o resultado, os eleitos do PS assumirão os seus mandatos. Quais as metas a que se propõe para o próximo acto eleitoral, ao nível de todo o concelho?

Entendo que o respeito pela vontade popular é um dos princípios inalienáveis da democracia.
Como tal, todos os eleitos têm a obrigação de respeitar essa vontade e de assumir as funções para as quais forem escolhidos. Foi o que fizemos durante estes quatro anos, embora, muitas vezes, com sacrifício da vida pessoal e familiar.
As nossas expectativas em termos de resultados eleitorais são elevadas.
Consideramos ter boas equipas e bons candidatos, em todo o lado. Vamos apresentar um programa coerente, com propostas credíveis, sem demagogia e com realismo. Temos uma visão global e um projecto para o nosso Concelho.
Com certeza iremos ter a simpatia e o apoio de todo o eleitorado.
Sendo naturalmente a primeira prioridade a vitória na eleição para a Câmara, estamos convictos que poderemos disputar as eleições nas várias Freguesias, com possibilidades de vitória, pois também aí, temos bons programas e candidatos capazes de assegurarem a defesa dos interesses das Freguesias e das suas populações.

Com a confirmação da candidatura de José Correia, não receia uma profunda divisão do eleitorado de esquerda que isso inviabilize uma vitória do PS, favorecendo a coligação?

Sinceramente, não sou muito simpatizante da ideia de bipolarização da vida política. Por isso, o aparecimento de outras propostas eleitorais, parece-me até enriquecedor do debate e da democracia.
Simplesmente, algumas propostas e candidaturas, assentam, não em projectos construtivos, alternativos ao poder actual, mas tão só, na satisfação de ambições pessoais, movidas pelo orgulho e pela ânsia de poder, direccionadas para um único objectivo de vingança, contra tudo e contra todos.
É, no meu entender, uma visão maniqueísta do exercício do poder, de quem julga ter recebido o poder de mãos divinas e lhe pertencer “ad eternum”, mesmo que não seja essa a vontade popular.
Parece ser um mal de quem chega ao poder, pois o actual executivo também enferma do mesmo.
Eu diria que “é tudo farinha do mesmo saco”.
Se o aparecimento de outras candidaturas, com objectivos pouco claros, mas que na prática, dificultem a vitória do PS, isso é uma questão a que os promotores dessas candidaturas terão que responder.
Ficarão com a responsabilidade de, com o seu egoísmo e falta de visão, condenar o Concelho a mais quatro anos de marasmo, de inépcia, de medo, de desconfiança, de despesismo, de mentira e de ilusão, caso a coligação venha a sair vencedora.
No entanto e apesar de tudo, estou certo que o eleitorado saberá distinguir entre as várias opções e acredito que possamos, mesmo assim, ter uma vitória eleitoral.

Um dos problemas em que foi mais incisivo, nos últimos tempos, foi a questão da situação financeira da autarquia. Que soluções preconiza para a melhorar, sabendo-se da dificuldade estrutural que as autarquias têm em reduzir a despesa corrente?

A situação financeira da Câmara de Nelas é, de facto, uma calamidade.
Não só por ter uma dívida que estimamos, no final do mandato, poder andar próxima dos 10 milhões de euros, nem sequer pelo peso das despesas correntes ser mais do dobro do que seria razoável. É principalmente, porque esse endividamento e o seu aumento, não correspondem a nenhum investimento de relevo feito nos últimos anos, mas apenas em gastos muitos deles inúteis e outros com objectivos claramente eleitoralistas.
É também porque, derivada da situação económica e da falta de arrojo deste executivo, as receitas próprias mais importantes apresentam tendência de forte queda e essa queda das receitas não foi compensada com nenhum esforço de contenção de despesas, antes pelo contrário.
Mas o que nos preocupa ainda mais é que este executivo, finge não ver ou procura iludir a realidade, continuando a esbanjar dinheiro, com despesas de ostentação, de propaganda fácil e enganosa.
Neste final de mandato, andam agora a fingir que fazem, depois de quatro anos sem nada terem feito. Parecem umas “baratas tontas”, tal a insegurança, o desnorte e a falta de orientação.
Inauguram-se pseudo-obras e põem-se placas evocativas em tudo o que justifique uma merenda ou uma churrascada.
Até chegam a deitar muros abaixo e fazer outros iguais, no mesmo sítio, para dar ideia que fazem alguma coisa.
Para não falar de pequenas intervenções que se arrastam durante meses e anos, muitas vezes pondo em causa a segurança e a vida de pessoas, apenas para se procurar tirar proveito político, com as inaugurações adiadas para o período eleitoral.
A ideia que as obras e os fornecimentos feitos agora só podem ser facturados após as eleições, a pagar pelo próximo executivo, para não prejudicar as contas deste mandato, é um absurdo.
Para além de uma ilegalidade grave, este procedimento viria criar muitos problemas a pequenas empresas, com prazos de recebimento por parte da autarquia, já de si muito longos.
Muitos fornecedores só recebem a prazos superiores a um ano, o que é inaceitável.
A continuar esta forma de “gerir”, que não gere coisa nenhuma, antes esbanja recursos e delapida o património municipal, conduzirá inevitavelmente o concelho para uma situação ruinosa, sem viabilidade e sem futuro.
Urge inverter o sentido das coisas. A oportunidade é o próximo acto eleitoral.
Já que as pessoas que estão no executivo não são capazes de mudar a sua atitude, por não quererem ou por não serem capazes, temos que mudar de executivo.
Apesar da situação financeira ser muito grave, temos condições para poder inverter o sentido das coisas, pois não se trata de problemas estruturais do concelho, mas de opções de gestão e de políticas erradas, por falta de projectos, por incompetência ou por motivações mesquinhas de satisfação de interesses pessoais, em vez de se procurar acima de tudo o interesse do Concelho.
Propomo-nos, promover uma gestão rigorosa, cortando nas despesas inúteis, aproveitando e potenciando todos os recursos de que a autarquia dispõe, assentando no princípio de que um Concelho desenvolvido, com mais emprego e criação de riqueza, garante também mais receitas para o município.

Tendo sido já identificado como um dos principais problemas do concelho, o saneamento básico irá exigir uma intervenção de fundo por parte do futuro executivo. Considerou uma “falácia” o estudo recentemente apresentado por técnicos da área, encomendado pelo actual executivo. Que alternativas propõe, nomeadamente ao nível das fontes de financiamento?

Numa atitude de desrespeito pelas instituições e pelos órgãos competentes, a Senhora Presidente da Câmara entendeu mostrar publicamente, através de uma exibição em sessão de Assembleia Municipal, um estudo sobre a situação das redes de abastecimento de água e de saneamento do Concelho.
Desse estudo, que naturalmente custou dinheiro dos munícipes e do qual não pomos em causa a sua valia técnica, não foi dado conhecimento, nem antes nem depois, aos vereadores do Partido Socialista nem à Câmara.
É uma atitude que lamentamos, e vem na linha do comportamento anti-democrático que este executivo tem vindo a seguir.
Ao que julgo saber, o referido estudo, apontava como satisfatória a situação da rede pública de abastecimento de água ao domicílio e da própria qualidade da água distribuída. Lembro que a rede pública de abastecimento de água ao domicílio foi concluída em mandatos do Partido Socialista.
No que se refere à rede de saneamento, as carências detectadas são basicamente aquelas que todos conhecemos e que os vereadores e o PS têm vindo a denunciar.
Derivam fundamentalmente da ausência completa de investimento nesta área, em especial em ETARs, nos últimos anos. O actual executivo não investiu nem um cêntimo e veio-se desculpando ao longo dos anos, com a situação herdada e a falta de meios financeiros para prover esses investimentos.
Mas pelos vistos, nem projectos tinha, porque só agora em final de mandato, é que se lembrou de mandar fazer um estudo sobre o assunto.
A propósito, quero aqui denunciar aquilo que é uma violação grosseira dos deveres dos eleitos.
No final do mandato, apresentam-se contas e faz-se o balanço do trabalho desenvolvido ou da falta dele. Não se apresentam promessas para executar nos próximos mandatos, com base em estudos e projectos feitos à custa do erário público, fingindo que não vai haver um processo eleitoral pelo meio.
Confundem-se as funções de Presidente da Câmara com as de candidato às próximas eleições, o que para nós denota falta de respeito pelas regras democráticas.
Chama-se a isso fazer propaganda e campanha eleitoral à custa dos meios e do dinheiro de todos os munícipes.
Ainda quanto ao saneamento, ao que julgo saber, o referido estudo aponta também como causa para a situação calamitosa em que se encontram todas as ETARs, a falta de manutenção de todas elas.
Também aqui, o actual executivo deveria prestar contas do que fez, ou seja, nada.
Todos sabemos que as ETARs não têm manutenção há anos, as fossas sépticas transbordam, os esgotos correm a céu aberto, poluindo o ambiente e conspurcando as linhas de água.
Há situações em que as intervenções que foram feitas, foi no sentido de facilitar a escorrência das águas sujas, vulgo porcaria, directamente para os ribeiros.
É uma vergonha.
Se a situação era de idade média, agora é pré-histórica.
Quem perde, são em primeiro lugar, as pessoas que têm que suportar, os cheiros nauseabundos, mesmo pagando elevadas taxas para o sistema de tratamento de esgotos, mas é também o Concelho.
Se um dos factores de desenvolvimento do Concelho é o turismo, com aproveitamento dos seus recursos hídricos, então teremos que despoluir os nossos rios.
Pelo menos não os poluir mais.
E a autarquia tem nisso responsabilidades.

Quais as principais apostas, em termos de grandes projectos para o concelho, que farão parte do seu programa eleitoral nos próximos 4 anos?

O nosso programa, em traços gerais, se baseia-se em três pontos essenciais:
Em primeiro lugar, pretendemos repor a legalidade democrática e a transparência na gestão e na administração pública:
– Acabar com as ameaças, as chantagens e perseguições, a pessoas e instituições;
– Denunciar a hipocrisia, a mentira e a demagogia, como instrumentos de mera propaganda;
– Promover o respeito nas relações com pessoas e instituições e a transparência na gestão.
Vamos acabar com o medo.
Em segundo lugar e como prioridade absoluta da acção governativa, dar resposta às questões do emprego e do desenvolvimento:
– Promover a elaboração de um Plano Estratégico de criação de emprego e de promoção de actividades económicas;
– Levar a cabo o reordenamento e promoção das várias zonas industriais, com regulamentação e criação de infra-estruturas;
– Apoiar a instalação de empresas de média dimensão, com garantias de criação de emprego, utilização de tecnologia e não poluentes;
– Promover os produtos endógenos, as actividades tradicionais;
– Promover o turismo, como factor determinante enquadrado numa estratégia de desenvolvimento sustentado;
– Encarar o termalismo e o aproveitamento dos recursos hídricos, como referências para os novos tipos de actividade turística.
Em terceiro lugar e não menos importante, dar resposta aos grandes problemas da sociedade actual:
No referente às questões ambientais:
– O saneamento, com necessidade de investimento urgente em ETARs, promessa do actual executivo e para o qual não foi feito rigorosamente nada,
– Combater a destruição da floresta e promover o reordenamento florestal,
– Promover a Quinta da Cerca, Parque Ecológico, como pólo de atracção e promoção turística e de educação ambiental.
Quanto às questões sociais:
– Apoio a Instituições numa lógica de rede e de parceria, em oposição à “caridade”, praticada pelo actual executivo e a falsas promessas, que nunca pode cumprir;
– Na Educação, aposta nos centros escolares, no ensino de qualidade, na escola a tempo inteiro, na educação para todos;
– Na Cultura e Desporto, com a promoção de actividades culturais, em oposição à visão fascizante da cultura, que entende as inaugurações como actividades culturais;
– As Acessibilidades, com a necessária redefinição de investimentos na rede viária, condicionada pelos traçados do IC12 e do futuro IC37;
– Apostar na melhoria da qualidade de vida das populações, promover e apoiar a fixação das pessoas nos centros históricos, combater a desertificação das aldeias.
Em síntese, toda a nossa acção política, resultante da execução destas linhas programáticas será baseada num conceito estratégico: o desenvolvimento equilibrado do concelho:
– Promoveremos o aproveitamento das potencialidades de cada freguesia,
– Procuraremos dotar as freguesias com meios financeiros adequados,
– Faremos delegações de competências sempre que se justifique,
– Procuraremos uma distribuição mais equitativa dos investimentos públicos, defendendo o desenvolvimento integral de todo o concelho.

“Fomos um concelho modelo, em termos de gestão autárquica”

– José Correia volta à luta, demonstrando um raro espírito combativo, ao afirmar que “sem ir à luta é que perdemos sempre”.

Está formalizado o regresso de José Correia à luta eleitoral. O ex presidente, que perdeu as eleições em 2005, é novamente candidato, desta vez pelo Partido da Terra. Escolhendo algumas personalidades de prestígio para lugares de topo, como sejam o empresário vitivinícola, proprietário da Quinta da Fata, Eurico Amaral, que irá encabeçar a lista à Assembleia Municipal e o ex bancário Augusto Maia Rodrigues, que foi vice provedor da Santa Casa de Santar e antigo vereador do PSD, para mandatário da candidatura, José Correia parece apostar forte neste acto eleitoral. No discurso de apresentação oficial da sua candidatura, na passada Sexta Feira no auditório do Multiusos, perante cerca de 120 apoiantes, o ex autarca foi particularmente contundente nas críticas dirigidas ao actual executivo, chegando mesmo a considerar que “cheira a PIDE em Nelas”, denunciando o clima de “represálias e medo que paira no ar, contrário aos princípios mais elementares da democracia”, qualificando mesmo de “pesadelo” a situação que se vive no concelho. Correia deixou também alguns recados ao PS, dizendo que “talvez não devêssemos estar aqui, se por um lado a Câmara estivesse a ser bem governada, e por outro o PS estivesse com capacidade ganhadora”. “Fomos um concelho modelo, em termos de gestão autárquica, e agora vemos instalada a incompetência e o esbanjamento de meios”, acrescentou o candidato do MPT, salientando ainda que “as obras estruturantes não avançaram, enquanto o endividamento foi aumentando”. Sobre o seu programa eleitoral, adiantou algumas das suas “linhas mestras”, designadamente o “retomar do trabalho feito, para que o concelho possa consolidar o seu futuro, nas áreas da educação – avançando de imediato para a construção das escolas básicas integradas, como previsto na carta educativa, no apoio à juventude e 3ª idade, na dinamização dos pólos industriais do concelho, nomeadamente o de Canas de Senhorim, e na conclusão de toda uma série de obras que ficaram na prateleira, como o novo cemitério de Nelas, a variante da Aguieira, os estaleiros da Câmara, as estradas Carvalhal Redondo – Nelas e Vilar Seco – Alcafache, a Avenida da Mata das Alminhas para o Folhadal, entre outras”. Presente nesta cerimónia, esteve também o líder do Partido da Terra, Quartim Graça, que é actualmente deputado, e sublinhou que “esta é uma candidatura virada para o futuro, com muita gente jovem”. Já o mandatário da candidatura, Augusto Maia Rodrigues, deu uma força muito especial a José Correia, para acabar com a “tragédia que assolou o concelho nestes últimos 4 anos”, enquanto o candidato à Assembleia Municipal, Eurico Amaral afirmou que “temos que recuperar o tempo perdido”. Diversos jovens, estudantes, deram também o seu testemunho de apoio a esta candidatura.

“Adelino Amaral comportou-se, nestes últimos 4 anos, como um verdadeiro Presidente da Câmara”

– José Junqueiro, presidente da Federação Distrital do PS, marcou presença o lançamento da candidatura de Adelino Amaral, lançando duras críticas à coligação PSD/CDS-PP
– Auditório do multiusos foi pequeno para acolher as largas centenas de apoiantes da candidatura “um concelho sem medo”
Uma sala completamente cheia, um programa áudio visual a revelar um cuidado profissional, e um conjunto de oradores de nomeada, foram os dados mais marcantes da apresentação da candidatura de Adelino Amaral, como candidato do PS às próximas autárquicas, que aconteceu no passado dia 10. Entre os apoiantes de Amaral, contavam-se algumas personalidade de relevo da sociedade Nelense, oriundas de outros quadrantes políticos, como Maria José Larcher, Jorge Alves e Alberto Ferreira Sampaio. O evento iniciou-se com a apresentação de um vídeo, onde o candidato do partido faz um périplo pelo concelho, com o registo de diversos depoimentos de apoiantes do PS, um pouco por todo o concelho, abrangendo alguns dos candidatos às diversas listas. Um traço comum aos eloquentes elogios feitos ao candidato, foi o ênfase para a competência, e principalmente a honestidade, como características que podem fazer com que Adelino Amaral constitua “uma nova esperança para o concelho”, como sublinhou o seu mandatário, o ex vereador Jorge Branquinho, que aproveitou ainda para aludir ao lema desta campanha socialista “um concelho sem medo”, afirmando que “devido ao carácter e princípios de Adelino Amaral, movendo-se pelo bem comum, não haverá lugar para o medo e todas as pessoas serão tratadas de forma equitativa”, tudo isto assente numa acção “discreta e não arrogante”, baseada na “integridade e gestão rigorosa dos dinheiros públicos”. O mandatário de Adelino Amaral lançou ainda um repto a todos os presentes, no sentido de se “mobilizarem em torno desta candidatura, criando um forte movimento de apoio”.
João Cruz afirma que a candidatura da ATS par o lar e centro de dia de Senhorim “está a correr bem”

Uma das novidades desta sessão, foi trazida pelo director do centro regional da segurança social de Viseu, o também dirigente socialista, João Cruz, que ao enfatizar a “sensibilidade social de Adelino Amaral”, adiantou que “o projecto do lar e centro de dia de Senhorim, cujo principal mentor é Adelino Amaral, ao que sei está a correr bem”, numa alusão à candidatura ao QREN. Armando Carvalho, candidato a presidente da Assembleia Municipal, centrou o seu discurso, no tema da perseguição, exortando que “se denuncie publicamente o clima de perseguição que se vive no concelho, onde se escolhem a dedo os que se vão ajudar”. Já o líder da federação distrital, José Junqueiro, fez a intervenção mais crítica da noite, em relação ao actual executivo, enaltecendo as virtudes e sublinhando as virtudes de Adelino Amaral, nomeadamente ao afirmar que este “não vem pedir um cheque em branco ao concelho, porque durante os últimos 4 anos comportou-se como um verdadeiro presidente da Câmara, ao ter contribuído decisivamente para algumas conquistas para Nelas, como sejam, o plano de saúde para os ex trabalhadores da ENU, os caminhos rurais, a questão do IC12, em que fez questão de ir falar com o secretário de estado, entre outras pequenas vitórias”. Junqueiro acusou ao mesmo tempo a coligação PSD/CDS-PP de em 4 anos “não ter feito no concelho uma única obra de vulto”. Por último, o candidato Adelino Amaral, projectou em traços gerais, algumas das principais áreas do projecto do PS para o concelho, aproveitando para destacar aquela que é no seu entender, uma situação financeira “ruinosa” a que se vive actualmente no município, onde o passivo “ascende a cerca de 10 milhões de euros”. Na entrevista que nos concedeu, nesta edição, o candidato do PS, desenvolve as principais áreas do seu programa.
Festa convívio na Quinta da Picota reuniu cerca de 500 pessoas
Muita música e animação trazida pelo rancho de Vale de Madeiros, e a presença de meio milhar de pessoas, foram as notas dominantes de mais um convívio organizado pela Comissão Política Concelhia do PS, na Quinta da Picota, em Vale de Madeiros, onde não faltou também a tradicional sardinhada e o porco no espeto. Este encontro contou com a participação de Acácio Pinto, actual governador civil, que trouxe um mensagem mobilizadora da federação distrital do partido. Adelino Amaral, líder concelhio do partido e candidato a presidente da Câmara, adiantou algumas das apostas que irão constar no seu programa eleitoral, nomeadamente “o desenvolvimento do turismo e dos recursos hídricos, abrangendo o termalismo”. O candidato socialista congratulou-se pela juventude que aderiu às suas listas, onde “cerca de 60% dos candidatos têm uma idade inferior à minha”, e agendou para Agosto a apresentação do programa eleitoral e das equipas candidatas nas freguesias, definindo como objectivo central uma “vitória nas autárquicas, porque somos a aposta na mudança”. Amaral deu conta que, mesmo que o partido venha a ser derrotado, “vamos assumir os lugares para os quais fomos eleitos – não vamos virar as costas”, considerando “anti-democrático” aqueles que só assumem os lugares se ganharem. O líder do PS acusou ainda a coligação PSD/CDS-PP de “na altura em que deviam estar a fazer o balanço da obra feita, continuam a fazer promessas, em vez de apresentar obras”, enumerando os casos do “saneamento básico, da rede viária, dos centros educativos e das zonas industriais”. Adelino Amaral, considerou mesmo uma “falácia”o estudo apresentado recentemente pela autarquia, que tem por objectivo resolver os problemas do saneamento no concelho.

Armando Carvalho encabeça lista do PS à Assembleia Municipal

– João Miguel Neves confirmado como candidato à Junta de Nelas, enquanto em Canas será a estrutura local do partido da decidir-se entre Jorge Silva e Dirceu Graça

A situação das listas no PS parece estar cada vez mais próxima do seu final, faltando apenas definir as situações de Moreira e Vilar Seco, que como nos confirmou Adelino Amaral, ficarão para o final do processo autárquico, pelas razões conhecidas, dos actuais presidentes eleitos pelo PS ainda não terem tomado uma decisão definitiva. Nas duas maiores freguesias do concelho, as equipas estão constituídas, sendo que em Nelas, como já tínhamos anunciado, será o professor da escola secundária, João Miguel Neves a encabeçar a lista, enquanto em Canas Adelino Amaral remeteu a decisão para a equipa, que esta a ser comandada por Jorge Silva e Dirceu Graça, podendo qualquer um dos dois vir a assumir a sua liderança. Uma fonte ligada ao partido, disse-nos entretanto que a escolha deverá recair sobre Dirceu Graça. Já em Santar o convite endereçado a João Santiago foi aceite, sendo este então o candidato à Junta. Armando Carvalho, actual deputado municipal e responsável pela instalação em Viseu da Loja do Cidadão, será o cabeça de lista à Assembleia Municipal, tendo Rui Neves transitado para lista de deputados à Assembleia da República. Em relação à Câmara Municipal, será Carlos Rodrigues a ocupar o 4º lugar da lista, depois de Hélder Ambrósio (2º) e Manuela Salgueiro (3ª).

Armando César Pinto será o candidato da coligação PSD/CDS-PP à Junta de Vilar Seco

Está desfeito aquele que era uma dos “tabus” das próximas autárquicas. O actual presidente da Junta de Vilar Seco, Armando César Pinto, que ponderou avançar com uma candidatura independente, será candidato pela coligação PSD/CDS-PP, deixando-se assim convencer pelos argumentos da actual presidente da Câmara e recandidata, Isaura Pedro, que é natural de Vilar Seco. Em relação a Moreira, parece também certo o apoio ao actual presidente da Junta, José Costa, que tendo sido eleito pelo PS em 2005, avança agora com uma lista independente, contando assim para já com um primeiro apoio de peso, o que constitui assim (a par de Canas de Senhorim) uma excepção por parte da coligação, ao não apresentar uma lista própria. Já na Aguieira irá dar-se também uma mudança no candidato a presidente de Junta, dado que o actual presidente não se recandidata, sendo agora a lista encabeçada pelo actual presidente da Assembleia de Freguesia, Prof. Figueiredo. Em relação aos nomes que irão fazer parte da Assembleia Municipal, o número dois deverá ser o actual deputado Rui Costa, numa lista, que como já tínhamos avançado, será encabeçada por José António Pereira.

Nelcivil – uma visão estratégica com resultados

– Maior empresa de construção civil de Nelas eleita mais uma vez PME Excelência

– Carlos Cabrita falou sobre o seu caso de sucesso empresarial, numa conferência organizada pela Caixa Geral de Depósitos e Jornal de Negócios, dedicada à competitividade empresarial

Uma empresa de cariz familiar, fundada em 1992, sendo portanto ainda jovem, recheada de êxitos empresariais, é como se pode classificar a Nelcivil – a maior empresa de construção do concelho e uma das maiores do distrito, com uma facturação de cerca de 20 milhões de euros, em 2008. Foi Miguel Carlos Henriques, com o seu espírito empreendedor, que decidiu há 17 anos fundar a empresa, que desde logo se especializou na construção de postos de abastecimento de combustível. Esta aposta não foi obra do acaso, dado que houve “uma grande visão estratégica”, disse o actual líder da empresa, Carlos Cabrita, por ocasião da palestra que efectuou no passado dia 7, em Viseu, numa conferência dedicada à competitividade empresarial, promovida pela CGD e Jornal de Negócios. Esta visão estratégica, teve a ver com um período virtuoso de construção de grandes infra-estruturas em Portugal, nomeadamente rodoviárias. “Iniciámos assim a nossa aventura, sob a ideia de inovar na construção”, afirmou Carlos Cabrita, que se orgulha de ter na sua carteira de clientes, várias empresas multinacionais de renome, como a Repsol, Total Fina, Galp Energia e mais recentemente também na área alimentar os grupos Sonae, Jerónimo Martins, Lidl, Intermarcé e Jumbo. O grande ponto de viragem para a empresa, situa-se no ano de 2003, quando a administração decide implementar o sistema integrado de gestão da qualidade, ambiente e segurança, ao abrigo das normas ISO 9001-2000, ISO 14 001 e 18 001. “Esta é uma mais valia para o cliente”, realça o sócio gerente da empresa, que refere ainda as “dificuldades que enfrentamos na questão ambiental, designadamente no destino a dar aos resíduos”. Actualmente com 126 trabalhadores, a Nelcivil tem conseguido crescer, mesmo em tempos de crise, quer ao nível do emprego, quer ao nível de facturação, tendo esta crescido significativamente entre 2006 e 2008 (de 14 para 20 milhões de euros), ainda que Carlos Cabrita reconheça que o actual exercício é ainda “uma incógnita”, dado que as incertezas ainda são grandes, na actual conjuntura.

Homicida que matou a ex mulher em Pisão foi´condenado a 25 anos de prisão

José Luís Ferreira, natural de Oliveira de Barreiros, cometeu um dos mais hediondos crimes de que há memória no concelho. O duplo homicídio ocorreu no dia 30 de Outubro do ano passado, tendo o seu autor disparado à queima-roupa dois tiros na ex mulher e no companheiro, tendo os 4 filhos do casal presenciado o crime. O filho mais novo, com apenas 18 meses, encontrava-se no quarto com mãe, tendo JL Ferreira pegado ao colo no filho e disparado dois tiros – um deles na face de Maria de Fátima, a ex mulher, e outro no braço do seu companheiro, José Martins, isto com uma caçadeira semi-automática, de calibre 12. Este ainda tentou agarrar no cano da arma, mas foi logo surpreendido com outro tiro, desta vez na nuca, tendo falecido instantaneamente. Durante a leitura da sentença, a presidente do colectivo de juízes, Ana Carolina Cardoso, declarou que ficou provado que a relação conjugal entre José Luís Ferreira e a vítima Maria de Fátima, com quem esteve casado vários anos e de quem tem quatro filhos “sempre se pautou por comportamentos violentos, com agressões físicas e psicológicas”. Segundo a presidente do colectivo de juízes, o arguido manteve sempre o filho mais novo ao colo, sem se preocupar “se podia morrer ou cair com a confusão”, não se importando também com “os berros e o pânico que os outros três filhos ouviam no quarto ao lado”.“Deixa quatro filhos com traumas para toda a vida”, invocou a presidente do colectivo, salientando que “a noite de pesadelo nunca será completamente superada por estas crianças” que “são de facto as grandes vítimas neste processo”. O homicida foi então condenado a 25 anos de prisão, em cúmulo jurídico – 20 anos de prisão por ter assassinado a ex-mulher, 18 pelo homicídio do companheiro desta e mais dois por posse de arma ilegal.

Nelcivil e Baheva avançam com grande projecto de requalificação urbana

– Numa área total de cerca de 34 mil metros quadrados, situada junto à linha do caminho de ferro, abrangendo as antigas instalações da Biona, o consórcio irá construir um máximo de 100 habitações a custos controlados

É sem dúvida um dos projectos de maior envergadura em termos de requalificação urbana e ambiental, que a vila de Nelas alguma vez sofreu. A ideia partiu da maior empresa de construção do concelho, a prestigiada Nelcivil, em parceria com a Construções Baheva. Carlos Cabrita e João Marcelo Figueiredo são os mentores do projecto, que está em fase final de concepção, para imediata apreciação por parte do IHRU. Segundo estes empresários, trata-se de intervir numa zona “profundamente degradada da vila, criando-se uma nova frente de expansão urbana, numa área privilegiada, dada a sua exposição em relação à serra da Estrela, o que a torna numa das mais belas e aprazíveis de Nelas”. Os terrenos contíguos às antigas instalações da fábrica de rações Biona, junto à linha do comboio, numa área total de cerca de 34 mil m2, com uma área de construção prevista de 12 mil m2, foi o local escolhido para a construção de um máximo de 100 habitações a custos controlados, cujas tipologias vão desde o T1 ao T4. “Pretendemos fazer a construção faseadamente, num período máximo previsto de 4 anos, com uma qualidade de construção e funcionalidade acima da média, com parâmetros antecipadamente definidos, tendo como alvo casais jovens, em início de vida, que procuram uma habitação com qualidade e modernidade, mas com custos mais reduzidos que os praticados normalmente no mercado”, adiantam-nos os promotores, que referem ainda ter “partido de um levantamento de necessidades” e chegado à conclusão que “existe em Nelas uma grande carência, para este público-alvo, em termos de habitação – estamos a falar de rendimentos médios mensais, por agregado familiar, na ordem dos mil a mil e quinhentos euros, que trabalham nas várias indústrias instaladas no eixo Carregal-Nelas-Mangualde”. As responsabilidade sociais destes empresários, foram também um factor que pesou nesta decisão, com Carlos Cabrita a considerar que “a habitação em Portugal está muito cara, e esta é assim uma forma de, num interior carenciado, disponibilizar apartamentos a preços mais atractivos e acessíveis, dado que o custo é controlado pela via dos benefícios fiscais”.

Construção de uma central de camionagem faz parte do projecto

Outra das oportunidades identificadas é a falta, em Nelas, de um Interface Modal. Dada a localização do empreendimento ser junto à estação dos comboios, local onde diariamente se movimentam centenas de viaturas de passageiros e mercadorias, dirigindo-se aos concelhos limítrofes, os promotores pensaram em prever a construção do Interface Modal. A ideia do consórcio passa por estabelecer com o Município de Nelas um protocolo de concepção/construção e financiamento do investimento, proporcionando uma solução global para o problema e a sua viabilidade financeira. Ficaria assim resolvido um dos maiores constrangimentos actuais do trânsito na vila.

“Os habitantes do concelho sentem que a actual gestão camarária é desastrosa”

Entrevista com o candidato do PPM à Câmara Municipal de Nelas, José Albuquerque Vaz

O que levou a candidatar-se novamente à Câmara de Nelas, praticamente 20 anos depois de ter sido o mais jovem Presidente da Autarquia?

Por um lado a profunda desilusão que os habitantes do Concelho de Nelas sentem pela desastrosa gestão do actual executivo, caracterizada pela falta de respeito pelas pessoas, insensibilidade social, falta de planificação e descontrole orçamental que colocou o Município à beira do caos financeiro.
E, por outro lado, a falta de esperança para mudar isto tudo, uma vez que a oposição nunca foi capaz de apresentar alternativas e ninguém acredita que o candidato do Partido Socialista tenha capacidade para acabar com esta desgraça que se abateu sobre o Concelho.
Desta forma, não me restava outra alternativa que não fosse a de organizar uma equipe jovem, sem passado politico mas constituída por pessoas muito sérias, honestas e competentes que, com a maior das independências, fosse capaz de fazer uma gestão rigorosa das finanças municipais para desenvolver todo o concelho.

Fez apenas um mandato, na época de 3 anos tendo-lhe o PS retirado a sua confiança política, não o reconduzindo como candidato. Ao que se sabe entrou em rota de colisão com o partido na altura… a que se deveram essas divergências?

Efectivamente o meu mandato foi o último com a duração de 3 anos passando, a partir daí, os mandatos a serem de 4 anos.
O partido Socialista nunca me retirou a confiança politica porque eu nunca lha cheguei a dar.
Nunca fui militante de qualquer partido político e sempre pautei a minha vida, em tudo, por critérios de absoluta independência.
É certo que concorri, nessa altura, como independente pelo Partido Socialista e ganhei as eleições com maioria absoluta contra a Aliança Democrática.
Ao fim de dois anos e meio estive para renunciar ao mandato porque ganhava apenas 72 contos (€360,00) por mês e, só por isso, decidi não me recandidatar apesar de o poder fazer por qualquer outro partido político, se desejasse continuar.
Devo referir-lhe que nunca existiu qualquer divergência com o P.S. e tenho até em meu poder um documento assinado a agradecer-me o contributo prestado ao Partido Socialista ao serviço da autarquia bem como um louvor público assinado por todos os vereadores socialistas, pela total isenção partidária com que sempre foram resolvidos todos os assuntos municipais.
É certo que a seguir a mim candidatou-se um militante do P.S. e perdeu as eleições, mas a decisão já foi dos eleitores que não lhe reconheceram nem mérito nem capacidade para desempenhar tais funções.

Quais as principais marcas que deixou enquanto Presidente da Câmara?

Como sabe fui presidente de uma Câmara que não tinha nem meios nem dinheiro e por pouco tempo.
No entanto, orgulho-me do muito que foi feito em Nelas, designadamente o abastecimento de água ao concelho vinda da Barragem de Fagilde, a instalação de novas indústrias, a criação da Comarca e a construção do Edifício do Tribunal, a estrada para a Felgueira, a pré-primária do Folhadal, o restauro do Cine-Teatro, a capela mortuária, a ponte sobre o caminho de ferro no Bairro das Flores e novos arruamentos e Avenidas por todo o concelho, o saneamento e abastecimento de água em Santar, Carvalhal Redondo e Aguieira, habitação social em diversas freguesias, a construção de pontes e viadutos e do Quartel da G.N.R. sede da Junta de Freguesia, pré-primária e o novo campo de futebol em Canas de Senhorim e tantas outras coisas que deixam, para sempre, marcas para as gerações vindouras.

Apresenta uma lista às próximas eleições baseada em personalidades cuja vida profissional lhes permite não necessitar da política. Este foi um dos princípios que presidiu às suas escolhas?

Efectivamente, todas as pessoas que integram a minha lista para a Câmara Municipal, para além da sua formação académica têm carreiras profissionais de grande sucesso e elevado nível com o futuro assegurado e não precisam da política para viver.
No entanto, estão comigo neste projecto de alma e coração, para o assumirem, porque acreditam nele e têm consciência de que, podemos fazer muito mais e melhor pelo concelho.
É, de facto, uma equipa extraordinária e de grande formação moral, da qual muito me orgulho.

Pensa que a política necessita de atrair gente mais jovem e com provas dadas na sua profissão, ao invés de enveredar e premiar o carreirismo político?

Como referiu, quando tinha 30 anos já era Presidente da Câmara, foi uma idade de ouro e aprendi muito pelo que, para além dos atributos que referi anteriormente e que foram determinantes para a escolha da equipe, sempre me preocupei em estar rodeado de bons profissionais com grande formação moral.
Fiz questão que nenhum dele tivesse passado politico porque todos estamos cansados de reformados da política e daqueles que parece que não sabem fazer mais nada.
Quem quiser estar ao meu lado, tem que se levantar cedo todos os dias, até ao Domingo.

Vai apresentar-se ao eleitorado, com que objectivos? A sua candidatura não poderá conduzir a uma maior divisão do eleitorado de esquerda e, com isso, beneficiar a coligação PSD/CDS-PP?

O meu objectivo é o desenvolvimento equilibrado de todo o concelho, com uma forte aposta nas questões sociais, no desenvolvimento industrial com vista ao pleno emprego que abra novas perspectivas aos jovens sem descurar as questões ambientais e a grande riqueza que ainda não soubemos explorar que são as nossas potencialidade no turismo.
Não estou preocupado com a divisão do eleitorado porque nas eleições autárquicas as pessoas sabem o que é o voto útil e conhecem as pessoas.
Hoje há uma grande consciência eleitoral e as pessoas sabem quem são os melhores.

Se for eleito apenas vereador assumirá o mandato?

Essa questão deve ser posta àqueles que já sabem que não vão ganhar.
Candidatei-me para ganhar e como sabe à nossa volta não temos dependentes mas apenas apoiantes e garantem-nos que vamos ganhar.

Irá apresentar listas a todas as Juntas de Freguesia? Confirma a existência de um acordo com Ana Mafalda Lopes em Canas, em termos de apoio mútuo?

Certamente que sim embora reconheça que temos dificuldades na freguesia de Senhorim pelas ameaças que os nossos apoiantes aí têm sofrido.
É uma situação que envergonha a nossa democracia mas quem envereda por tais caminhos vai acabar por reconhecer que regressará sem glória.
Quanto à outra questão que me coloca devo referir-lhe que a Dr.ª Mafalda Lopes, para além de minha sobrinha é uma pessoa de elevada formação moral que adora a sua terra e tem todo o meu apoio.
Nem ela nem eu temos nada a perder – juntos lutamos pelos mesmos objectivos e a sua candidatura é uma lufada de ar fresco naquela terra, acarinhada com grande entusiasmo e espero que as pessoas não confundam os seus sentimentos e elejam os melhores.
Não se pacifica um concelho comprando o líder do movimento, porque isso além de falso é uma ilusão.

Qual o balanço global que faz do mandato da coligação PSD/CDS-PP, após 20 anos de presidência de José Correia?

Penso que a coligação PSD/CDS-PP enganou o eleitorado e as pessoas que têm alguma dignidade ignoram-nos por completo.
Prometeu acabar com o caciquismo do passado e revelou-se muito pior.
Hostilizou os seus apoiantes e aproximou-se dos seus adversários.
Deslumbrou-se com o poder e entrou num delírio permanente de festarolas, sorrisos e beijinhos esquecendo-se do que é essencial e importante para o concelho.
Não há uma obra de referência neste mandato em todo o concelho apesar de terem gasto 44 milhões de euro não se sabem onde.
Não há uma única industria nova no concelho, os esgotos continuam a correr a céu aberto em todo o lado e só vemos lancil e passeios – de gosto duvidoso -. Que apenas servem para manter os empreiteiros do regime.
Perderam-se todos os fundos comunitários e entrou-se numa espiral de endividamento.
As despesas correntes atingiram níveis nunca vistos, a falta de planificação, a desorganização dos serviços e o mau ambiente de trabalho dentro da Câmara Municipal é confrangedor.
Contudo, quero salientar que todos estes factos deveriam ter sido denunciados, há muito, pelo Partido Socialista porque nós somos apenas alternativa e não oposição.

Se for eleito Presidente da Câmara, que projectos e áreas serão para si prioritárias, o mesmo é dizer quais serão as grandes apostas do programa eleitoral com que se vai apresentar ao eleitorado?

As prioridades do novo executivo vão centrar-se, em primeiro lugar, na resolução das gravíssimas condições sociais existentes no Concelho assegurando-lhe, desde já, que nenhuma pessoa carenciada ficará sem aviar os medicamentos de que necessita na farmácia criando-se um fundo especial para o efeito.
Depois, através do programa Eleitoral que vai ser apresentado aos munícipes as nossa prioridades vão centrar-se no desenvolvimento industrial do Concelho no apoio aos agricultores e pequenos comerciantes com politicas de verdade para os jovens e uma especial atenção ao ambiente ao turismo e ao termalismo.

Sabemos que foi abordado pelos actuais dirigentes do Sport Lisboa e Nelas, no sentido de aferir qual a sua abertura, se for eleito, para ajudar a encontrar uma solução para o Clube. Está disponível para reforçar o apoio financeiro à colectividade, no sentido de evitar a sua extinção?

É verdade, mas sabe que o Sport Lisboa e Nelas é uma colectividade com 70 anos de existência que se não pode deixar morrer pelos relevantes serviços que tem prestado em prol do desporto e do apoio à juventude.
E nessa abordagem ficamos a conhecer que alguns dos seus dirigentes estão a viver autênticos dramas na sua vida pessoal e familiar, também pelo facto da Câmara Municipal não prestado o devido acompanhamento a esta situação.
O assunto parece-me de fácil resolução ao longo do tempo e, nessas circunstâncias, todos lhes manifestamos o nosso apoio.

Que soluções preconiza para a resolução da situação financeira difícil por que passa a autarquia?

Quem perceber minimamente de economia e for capaz de distinguir despesas correntes de despesas de capital resolverá facilmente a gravíssima situação financeira da Câmara.
Não é preciso despedir ninguém, basta eliminar a ostentação e tudo o que é supérfluo para, com rigor, equilibrar as finanças municipais e pagar a toda a gente a tempo e horas.

Bombeiros de Nelas comemoraram 89 anos de vida

– Cerimónia ficou marcada pela apresentação do novo monitor de sinais vitais

Como vendo sendo hábito, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Nelas, festejou mais um aniversário, o 89º, na passado dia 24 de Junho, feriado municipal. A um ano de comemorar 90 anos de história, Manuel Marques, vereador com o pelouro das obras e também vice-presidente da mesa da Assembleia Geral da corporação, foi o primeiro a elogiar o papel que o actual comando tem vindo a desenvolver, demonstrando o seu “grande orgulho”, em particular pelo trabalho do comandante João Coelho. Aludindo à construção do novo quartel, o vereador criticou os anteriores executivos por terem tido “uma estrada larga para fazer o quartel, não o tendo feito, enquanto nós, com humildade e honestidade, com uma estrada muito estreita, travámos várias lutas – a próxima das quais o alargamento do novo quartel”. O comandante João Coelho, aproveitou esta ocasião para agradecer publicamente, mais uma vez, todo o apoio prestado pela Câmara Municipal, que considerou “inexcedível”. João Alfredo Ferreira, presidente da direcção, destacou a cada vez “maior e melhor preparação dos bombeiros, nomeadamente ao nível do parque de viaturas, do socorro e apoio a idosos, num grande trabalho social que fazemos”. Este dirigente reiterou que actualmente “os bombeiros vivem com um apoio financeiro mais reduzido por parte do estado, nomeadamente na questão do apoio à saúde, onde a tabela que o estado pratica está abaixo dos custos”, e manifestou o seu orgulho por “pertencer à direcção que ficará ligada à construção do novo quartel, pese embora nos pretendam condicionar através de actos administrativos”, daí o apelo que fez ao chefe de gabinete do governador civil, para “interceder junto do governo, para que o novo quartel possa ser ampliado e venha a corresponder às nossas necessidades”. Já Isaura Pedro, presidente da Câmara, mostrou-se também “orgulhosa” em relação ao novo quartel, esperando inaugurá-lo “até ao final do mandato”, depois de ter sido iniciada a sua construção “há apenas 3 meses”, e quando outros andaram “20 anos a fazer promessas”. A autarca manifestou ainda a sua confiança, numa “rápida aprovação da candidatura ao QREN”. Nesta ocasião foi ainda apresentado um novo aparelho, que constituiu uma mais-valia nas operações de socorro, por parte da corporação de Nelas – um monitor de sinais vitais, usado para situações de emergência. O investimento foi de 3 500 euros.

Bombeiros de Puy L´Eveque fizeram visita de amizade

A corporação de bombeiros da vila Francesa de Puy L´Eveque, associou-se mais uma vez aos festejos dos bombeiros Nelenses, fazendo deslocar uma delegação à vila “coração do Dão”, com um vasto de actividades entre 22 e 25 de Junho. De entre estas, destacaram-se a realização de um simulacro conjunto e as jornadas de mergulho, para além de uma série de visitas temáticas a instituições da região, assim como os habituais convívios.

Vereadora do PS é a mandatária de Isaura Pedro

– Natália Coelho, vereadora e membro da Comissão Política concelhia do PS aceitou o convite para ser a mandatária da (re) candidatura de Isaura Pedro às autárquicas de 11 de Outubro

– Isaura Pedro apresentou a (re) candidatura no passado Sábado, perante centenas de apoiantes

Há muito que se sabia da aproximação entre a actual vereadora do PS, Natália Coelho, e a coligação PSD/CDS-PP actualmente no executivo. Ainda assim, a escolha desta destacada militante socialista para mandatária da candidatura de Isaura Pedro às próximas autárquicas, não deixou de surpreender, tendo sido apresentada com grande pompa no passado Sábado, e constituindo desde logo a grande surpresa da sessão de apresentação da (re) candidatura da actual presidente de Câmara. Recordamos que Natália Coelho, já por algumas vezes nas reuniões camarárias, tinha votada ao lado da coligação, destacando-se a viabilização do empréstimo de 2,5 milhões de euros, o que na altura, deixou o líder socialista, Adelino Amaral, com os nervos “à flor da pele”, devido ao voto desalinhado da vereadora do seu partido. Esta demarcação foi enfatizada pela agora mandatária de Isaura Pedro, que num discurso fortemente aplaudido, sublinhou que “há muito me afastei da oposição feita a este executivo, com a qual deixei de me identificar, por bloquear constantemente decisões importantes para o município, numa atitude destrutiva e desacreditada”. Sucederam-se depois rasgados elogios à governação de Isaura Pedro, designadamente pela postura de “seriedade, honestidade e competência”, que a actual presidente tem demonstrado. A vereadora socialista, enumerou as áreas que, na sua opinião, têm transformado este mandato, no mais “humanizado” de toda a vida da autarquia, como sejam “o apoio aos empresários, a aposta na área social, os programas de apoio aos desempregados, a educação – demonstrando aqui que não é preciso fechar escolas, para se ter um ensino de qualidade, o forte apoio aos jovens e ao desporto, as obras de proximidade, com grande impacto na melhoria da qualidade de vida das pessoas, o apoio aos bombeiros de Nelas e Canas, tudo isto demonstrando claramente que a sua aposta principal são as pessoas”. Natália Coelho, exaltou ainda as qualidades pessoais de Isaura Pedro, nomeadamente o seu “espírito lutador” que até aqui não se lhe conhecia. A cumplicidade entre as duas autarcas foi notória, com a vereadora socialista a afirmar que “o meu partido é Nelas – eu visto a camisola do concelho”.
José Cesário, José Luis Arnaut e Hélder Amaral estiveram presentes na apresentação da candidatura “Todos juntos pelo concelho de Nelas”
A candidatura de Isaura Pedro, apresenta-se sob os lemas “as pessoas primeiro” e “todos juntos pelo concelho de Nelas. Com a presença do presidente da distrital do PSD, José Cesário e dos deputados eleitos pelo distrito de Viseu, Hélder Amaral (CDS-PP) e José Luís Arnaut (PSD), Isaura Pedro fez uma breve retrospectiva da situação em que encontrou, elencando várias situações, que considerou “anormais”, como por exemplo “as profundas assimetrias entre as freguesias, onde umas tinham tudo e outras nada, a situação financeira da autarquia, em que conseguimos passar de uma dívida de 6 milhões de euros, para 4 milhões, os regulamentos perfeitamente ultrapassados, alguns com mais de 40 anos, uma situação em termos de ambiente que era um enorme embuste, um parque escolar completamente abandonado e obsoleto, uma carta educativa por aprovar, que previa o encerramento de várias escolas, e uma situação de completo fingimento no que diz respeito ao apoio à protecção civil”. “A realidade que se vivia era de um concelho de tratamento selectivo, recheado de assimetrias”, disse ainda Isaura Pedro, que frisou que na sua acção política “as pessoas estiveram sempre em primeiro lugar”, num mandato que considerou “muito positivo”, fazendo “obras em todas as freguesias, apostando na requalificação de toda a rede escolar, procedendo a diversos arranjos, como passeios, estradas e arruamentos, reduzindo o IRS para os residentes, melhorando os espaços para as feiras e mercados, avançando com um projecto de habitação social para 22 famílias carenciadas”, entre outros projectos e obras. Isaura Pedro deixou contudo a menção de que “muito há ainda a fazer”, aludindo especificamente a alguns projectos que estão em curso, como “o Museu do Vinho de Santar e a requalificação da Felgueira”. Os agradecimentos da sessão, foram para todos os seus apoiantes, e principalmente para a sua mandatária, Natália Coelho, referindo que “se inicialmente havia muito que nos separasse, agora há muito mais que nos une” e ainda para o marido, agradecendo o seu apoio e também “as suas críticas, pois consegue ser muito isento a este respeito”.
“Não passa de um amor de verão”

Instado a comentar a passagem de Natália Coelho para o terreno do seu principal adversário político, Adelino Amaral considera que não passa de “um amor de Verão”, numa alusão à época estival que se vive, e querendo transmitir, que na sua óptica, esta união será efémera.

Projecto integrado pretende acabar com esgotos a céu aberto no concelho

– Documento foi apresentado na última sessão da Assembleia Municipal por Diogo Pires, num trabalho promovido pela Câmara Municipal

– Até 2013 a autarquia prevê realizar um investimento total de 5 milhões de euros, construindo mais de 20 novas ETAR´S

O levantamento efectuado pelo ex autarca de Vila Nova de Paiva, Diogo Pires, agora detentor de uma das mais prestigiadas empresas de consultoria na área dos projectos de saneamento e abastecimento de água, poderá vir a representar a resolução completa dos problemas que o concelho enfrenta nestas áreas.

O diagnóstico no terreno iniciou-se no passado mês de Março e ficou agora concluído, tendo sido apresentado no passado dia 26 de Junho, na sessão ordinária da Assembleia Municipal. O documento de enquadramento estratégico foi apresentado pela presidente da Câmara, Isaura Pedro, que realçou o facto de este executivo “ter prometido na campanha de 2005, resolver o problema do saneamento, que se arrasta há vários anos”. O problema é que “verificámos que dado o avultado investimento necessário, somente através de incentivos comunitários ou de um contrato programa com o governo, poderíamos executar este projecto”. Lembramos que o actual executivo já efectuou uma candidatura ao programa P.O.V.T. que foi no entanto rejeitada. Assim surgiu agora esta opção, como a mais viável para o concelho poder investir de forma estratégica e integrada, nesta área, candidatando-se para o efeito ao programa QREN, onde espera vir a obter uma comparticipação de até 70% das despesas elegíveis. Diogo Pires, que já foi presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva, apresentou então tecnicamente o estudo, começando pela área do abastecimento de água, onde prevê que o município tenha que investir cerca de 750 mil euros, salientando que “Nelas é o concelho do distrito de Viseu onde a qualidade da água é mais elevada, e que viola menos os parâmetros de análise”. Ou seja, o problema a este nível não reside na questão da qualidade, mas sim do abastecimento em quantidade. A proposta vai então no sentido de aumentar a capacidade de reserva, construindo-se alguns novos reservatórios (Algeraz, Urgeiriça, Agueira, Póvoa de Santo António, entre outros), além do que actualmente está em obra, na Quinta da Cerca, que resolverá o problema de Santar, Vilar Seco e Moreira. O responsável pelo documento estratégico, adiantou que o que está previsto é de uma reserva de água, que dê para um dia de consumo, para assim se garantir, em caso de ruptura, o abastecimento, até que os problemas se resolvam.
Estudo propõe sistema de tele-gestão do abastecimento de água
Uma das grandes novidades propostas é um inovador sistema de controlo do abastecimento de água por tele gestão, em que, ao invés do que acontece actualmente, onde são os funcionários da autarquia que pessoal e manualmente fazem o controlo do abastecimento, passa este trabalho a ser efectuado directamente da autarquia, de uma forma electrónica, monitorizando-se assim todo o funcionamento da rede. Este sistema permitirá uma maior eficácia na gestão e ainda uma poupança de recursos humanos, pois bastará um funcionário para fazer este controlo. Relativamente ao sistema de saneamento de águas residuais, o estudo inventariou 48 instalações de tratamento, das quais apenas 9 são ETAR´S – as restantes as problemáticas 39 fossas sépticas, espalhadas um pouco por todo o concelho. “Nelas está numa situação muito complicada, porque toda a área do concelho ao abastecer a barragem da Agueira, está sujeita a uma exigência muito apertada em termos de qualidade de saída das águas residuais”, referiu Diogo Pires, elencando como os grandes problemas no concelho “a ETAR 1 de Nelas, a da Agueira, que está toda rebentada, e a de Canas, que tem 40 anos”. Também nos parques industriais surge como imprescindível construir novas ETAR´S.”Trata-se de aproveitar para renovar de forma quase completa, dado que apenas se aproveitam as ETAR´S de Nelas 2 e Folhadal, que funcionam bem”, disse ainda o técnico, que exemplificou com a situação de Senhorim, onde propõe “ a eliminação completa das 17 fossas que ali existem, através de bombagens para a rede”.
Água poderá não aumentar de preço
Uma das ideias base da candidatura ao QREN, é a sustentabilidade do sistema, ou seja, a sua capacidade para se auto financiar. Originando uma racionalização de custos muito importante, nomeadamente com a tele gestão, o executivo não prevê que a água venha a aumentar de preço para os munícipes, o que a verificar-se será uma boa notícia, quando se sabe que em muitos municípios que aderiram a sistemas multi-municipais os preços aumentaram drasticamente. O estudo agora efectuado, que Diogo Pires considera “a única via neste momento para os municípios intervirem nestas áreas, ao nível do QREN – por exemplo Sátão já teve a sua candidatura aprovada e já recebeu 4,5 milhões de euros”, seguirá para o INAG (autoridade nacional da água), para ser aprovado e depois seguir para aprovação na Câmara e Assembleia Municipal, e depois sim ser candidatado ao QREN. Estima-se que uma comparticipação na ordem dos 60% seria bastante aceitável, no quadro actual, tendo assim a autarquia que dispor em 4 anos de apenas de pouco mais de 1 milhão de euros, dado que também está previsto o auto financiamento do projecto.

Rui Neves poderá encabeçar lista do PS à Assembleia Municipal perante recusa previsível de Jorge Alves

– Número dois deverá ser o Canense Aires dos Santos
– Valdemar Silva em Senhorim e Orceano Pereira na Aguieira, são nomes confirmados para as respectivas Juntas de Freguesia, enquanto em Canas e Nelas a decisão estará praticamente tomada

Nos vários nomes que o PS tem em agenda para a composição das suas listas às próximas eleições autárquicas, começam a ganhar forma alguns lugares importantes, embora muito esteja ainda em aberto. Lembramos que previsivelmente, os partidos terão que entregar as listas até meados de Julho, se como tudo indica, as eleições se realizarem no dia 11 de Outubro. Rui Neves, o histórico militante do partido, que já foi candidato a presidente da Câmara e antigo vice-presidente da autarquia, é agora dado como provável cabeça de lista à Assembleia Municipal, perante a previsível recusa de Jorge Alves. O Canense Aires do Santos deverá ocupar o segundo lugar da lista. Já em relação às Juntas de Freguesia, confirmados estão os nomes de Valdemar Silva, em Senhorim e Orceano Pereira, na Aguieira, enquanto em Canas e Nelas a última decisão caberá a Adelino Amaral, tendo já os respectivos nomes em equação.

Coligação irá apresentar listas próprias em todas as freguesias, exceptuando Canas
A coligação PSD/CDS-PP confirmou-nos que irá apresentar listas próprias em 8 das 9 freguesias do concelho – somente em Canas tal não irá acontecer. As situações que estão ainda em aberto, são as mais delicadas de todas as freguesias – Moreira e Vilar Seco, onde os actuais presidentes de Junta, eleitos pelo PS, ponderam qual a participação no próximo acto eleitoral, podendo estar perante um grande dilema. Da parte da coligação, seria vista com bons olhos uma candidatura nas suas listas de Armando César Pinto (V. Seco) e José Costa (Moreira), mesmo como independentes, mas é certo que em caso algum a coligação deixará nestas duas freguesias de apresentar listas próprias, se os actuais presidentes tomarem outra decisão. Certas estão as candidaturas de António Luís dos Santos (Nelas), João Carlos Martins (Santar), Salomão Fonseca (Lapa do Lobo), António Morais (Senhorim), Manuel Mendes da Silva (Carvalhal Redondo) e Mário Marques (Aguieira).

Movimento anuncia recandidatura à Junta de Canas

– Movimento admite que “personalidade concelhia” de Canas é neste momento uma “tarefa difícil”
– Comunicado à população do passado dia 8, reafirma aproximação com o actual executivo camarário, advertindo, no entanto, que os “orçamentos municipais são ainda reveladores de níveis de marginalidade e exclusão significativos para com Canas”.

Dissiparam-se todas as dúvidas que persistiam sobre a recandidatura do M.R.C.C.S. à Junta de Canas de Senhorim. Embora com alterações na sua constituição, que “a seu tempo serão divulgadas”, o Movimento vai apresentar-se a votos na próxima eleição autárquica, tendo a decisão sido comunicada à população no passado dia 8, numa mensagem que abordou ainda outros temas da actualidade, como a continuação da luta Canense. Esta candidatura junta-se assim à independente Ana Mafalda Lopes, que já garantiu
Um assunto “ingrato e espinhoso” é como o M.R.C.C.S. classifica a situação da reivindicação da elevação de Canas a concelho. O actual líder do movimento, Luís Pinheiro, faz notar que “parece pouco razoável, e para alguns incompreensível ou inadmissível, o esforço que tem sido feito em algumas convergências políticas com a Câmara de Nelas, traçando-se um caminho de confiança mútua e trabalhando-se na reconstrução e requalificação da nossa terra”, numa clara alusão à aproximação com o executivo PSD/CDS-PP e as críticas que este relacionamento tem gerado nalguns quadrantes Canenses, a começar pelos seus pares na Junta de Freguesia. O Movimento sublinha que “ainda há muito a fazer”, mas aproveita esta oportunidade para elencar grande parte do volume de obras, que “tocam todos os pontos da freguesia”, embora lembre que alguns “não respeitam as opções constantes no caderno de encargos acordado com a freguesia”. O Movimento acusa ainda alguns de quererem “o regresso à luta radical, a que nos opomos”, fazendo apenas a “política da terra queimada”. De entre as obras e intervenções principais levadas a cabo na freguesia, o M.R.C.C.S. destaca a fase final do processo de disponibilização de terrenos no parque industrial da Ribeirinha, o apoio a todas as Associações locais, a continuidade da Rua Fonte da Cruz, a requalificação do Largo e Capela de Santa Bárbara, a nova sede do Rossio, passeio em frente ao posto médico, arranjo exterior e iluminação da igreja, construção na nova ETAR da Urgeiriça, protocolos com os Bombeiros (ampliação do quartel) e Centro Paroquial (ampliação do lar e centro de dia) e construção de diversos passeios, um pouco por toda a freguesia. Ainda assim, o Movimento lembra algumas obras “estruturantes”, que ainda estão por concretizar, como sejam a Casa da Cultura e o novo Parque Escolar da freguesia, admitindo que mesmo com o que já foi feito, “está ainda longe de ser minimizado o fosse que separa Canas da sede do concelho, com os orçamento municipais a revelarem ainda níveis de marginalidade e exclusão significativos”. O comunicado enaltece ainda a atitude do seu líder, Luís Pinheiro, por “não ter participado em qualquer lista para a Câmara Municipal, numa clara demonstração de que não se vendeu, ao contrário do que se passou com outros no passado”.

Empresas do concelho vão ser convidadas para o concurso do novo Centro Educativo de Nelas

– Embora numa primeira fase estivessem excluídas, foi o reparo do socialista Adelino Amaral que fez com que fossem contempladasA decisão está tomada – o adjudicação da obra do novo centro educativo de Nelas, vai ser feita por ajuste directo, situação prevista recentemente pelo governo, para obras até 5,1 milhões de euros, nomeadamente os centros educativos, que gozam agora de uma situação de “prioridade” na política de investimentos públicos. O investimento total estimado para o novo centro educativo de Nelas, objecto de uma candidatura ao QREN, por via do Programa Operacional do Centro, é de cerca de 3 milhões de euros, e irá localizar-se no bairro do areal. O executivo informou, na última reunião de Câmara, quais as empresas que convidou para concorrem à obra, sendo que nenhuma está sedeada no concelho de Nelas. Esta situação, esteve na origem de um pedido de justificação por parte do vereador do PS, Adelino Amaral, que quis saber quais os critérios subjacentes às escolhas do executivo, nomeadamente as razões para a não inclusão de qualquer empresa do concelho.Osvaldo Seixas,vice presidente da autaquia, justificou a escolha, com o facto de serem empresas já com experiência na construção deste tipo de equipamentos, ou seja, são empresas “especializadas”. Também Borges da Silva, questionou porque uma empresa, pelo menos, do concelho que tem um alvará suficiente, não foi convidada, referindo-se especificamente à Nelcivil. Isaura Pedro, presidente do município, reforçou que estas são empresas que estão a fazer actualmente a construir centros educativos. Borges da Silva fez ainda assim, uma proposta de serem incluídas nos convites todas as empresas do concelho e algumas do distrito que tenham alvará que lhe permita o acesso à construção da empreitada. Manuel Marques acabou por também fazer uma proposta, mas restringindo-a às empresas do concelho. A proposta de Borges da Silva acabou por ser rejeitada, devido aos votos contra dos 3 vereadores da coligação e ainda dos vereadores socialistas Carlos Rodrigues e Natália Coelho, que acabaram depois por votar favoravelmente a proposta de Manuel Marques. Ficou assim decidido convidar as empresas do concelho de Nelas, que cumpram os critérios de acesso.

PSD com vitória expressiva em Nelas

– A diferença para o PS foi de 654 votos
– Em termos nacionais os social-democratas também venceram com uma surpreendente margem de 5,1%
Foi uma vitória sem margem para dúvidas a que o PSD obteve nas eleições europeias, realizadas no passado dia 7. Contrariando as sondagens, a população apresentou ao PS um cartão vermelho, essencialmente devido à forma como o partido tem lidado com a crise e o desemprego (foi nos concelhos mais atingidos por este flagelo que os socialistas tiveram as derrotas mais pesadas), o que culminou com uma diferença de 5,1% entre os dois maiores partidos. O Bloco de Esquerda conseguiu pela primeira vez ser a terceira força política mais votada, ainda que por escassa diferença em relação ao PCP-PEV.
Em Nelas a vitória dos social-democratas foi ainda mais categórica – mais de 650 votos e cerca de 14% de diferença, quedando-se o PS com apenas 23,8% dos votos (cerca de 1 100). De realçar os 8% dos votos brancos e nulos. Numa análise mais detalhada, por freguesia, em Canas o PSD obteve mais do dobro dos votos do PS (406 contra 202), tendo aqui o Bloco de Esquerda tido uns surpreendentes 167 votos (14,6%). Em Nelas o PSD venceu nas 3 mesas de voto, conseguindo alcançar 35,2%, contra 23,52% do PS. Lapa do Lobo e Santar foram as freguesias onde o PS conseguiu um maior equilíbrio, ainda assim perdendo por cerca de 2% e 1% respectivamente. Em todas as freguesias venceu o PSD, com a maior vitória a registar-se em Vilar Seco,freguesia da Presidente da Câmara, Isaura Pedro – 51% contra 16% do PS.

Desavinho compromete colheita no Dão

Chuvas intensas na época da floração conduzirão a mais um ano fraco, em termos de quantidade, na região demarcada do Dão
A Touriga Nacional está a ser a casta mais afectada pelo desavinho, que mais uma vez está a ser devastador na região demarcada do Dão. Este acidente fisiológico, motivado pelas chuvas na época da floração, faz que com não ocorra a transformação das flores em fruto.