Manuel Marques assegura que se mantém na Câmara como vereador não executivo

– Não podendo contudo acumular remunerações

O ainda Vice Presidente da Câmara de Nelas, Manuel Marques, irá nos próximos dias tomar posse como Vice Presidente da CCDRC. Esta informação foi-nos hoje novamente confirmada, por fonte oficial do CDS/PP.
Contactado pelo nosso jornal, Manuel Marques assegurou-nos entretanto que se irá manter como vereador da Câmara Municipal de Nelas, sem ter qualquer pelouro e portanto em regime de não permanência. Nas palavras do também líder local do CDS/PP “só aceitei o convite que me foi dirigido pelo Ministério da Agricultura, porque obtive vários pareces que indicam que este cargo não é incompatível com o de vereador na Câmara”. “Vou lutar como sempre nesta instituição pela defesa dos interesses de Nelas e de todos os concelhos da região, com os valores que me caraterizam – o trabalho, a frontalidade, o afinco e o nunca virar a cara às populações”, assume como compromisso.
Este organismo, tutelado pelo Ministério da Agricultura, gere entre outros programas, o Programa Operacional do Centro, sendo este o veículo dos incentivos do QREN para todas as autarquias e comunidades inter municipais da região centro.
Além do Presidente, que é ligado ao PSD de Aveiro, a CCDRC conta com apenas dois Vice Presidentes – Manuel Marques, e um outro ligado ao PSD de Viseu. Ou seja, Aveiro fica com a presidência e Viseu com as duas Vice Presidências.

Manuel Marques nomeado Vice Presidente da CCDRC

Estava iminente, como demos a entender na nossa última edição, a saída de Manuel Marques da Câmara Municipal de Nelas como Vice-Presidente para rumar a um cargo de nomeação política, a partir do governo PSD/CDS-PP. Com um grande peso a nível distrital, o CDS/PP de Nelas esperava certamente a sua hora, dado que a lista de candidatos às últimas legislativas, frustrou as suas expectativas. Assim, depois de se ter ventilado o nome de Manuel Marques para Diretor ou Sub Diretor Regional da Agricultura do Centro, surgiu agora o convite para uma entidade com maior destaque e visibilidade, dado que tem um papel nuclear na gestão e controlo de vários programas comunitários, para toda a região centro – a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. O ainda Vice Presidente da Câmara, foi convidado para Vice-Presidente deste organismo,que está diretamente dependente do Ministério da Agricultura,Mar, Ambiente e Ordenamento do Território. Este Ministério lembramos é uma das pastas entregues ao CDS/PP, tendo como Ministra a jurista e ex deputada, Assunção Cristas.
De entre as competências específicas deste organismo, dotado de autonomia financeira, cumpre-lhe “executar as políticas de ambiente, de ordenamento do território e cidades e de desenvolvimento regional ao nível da NUT II Centro, promover a actuação coordenada dos serviços desconcentrados de âmbito regional e apoiar tecnicamente as autarquias locais e as suas associações”, pode ler-se no seu sítio na internet. Cabe assim à CCDRC, assegurar a prestação eficiente dos serviços no seu âmbito de actuação, colocando‐os na linha da racionalização e modernização dos serviços públicos e actuando com a necessária competência técnica para se tornar um instrumento eficaz da acção governativa. Por outro lado, cabe‐lhe estimular e promover os agentes e as actividades regionais, contribuindo para a prossecução dos grandes desígnios da coesão do espaço regional e nacional e para o reforço da competitividade em torno da valorização dos recursos regionais e da promoção da inovação.
O importante programa de incentivos ao investimento para as autarquias, Mais Centro, tem como entidade gestora precisamente a CCDRC, sendo o Programa Operacional (PO) Regional do Centro, para 2007-2013, um instrumento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) com aplicação exclusiva à Região Centro. Para além deste programa, que é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), o QREN intervém ainda na Região através do PO Factores de Competitividade (financiado igualmente pelo FEDER), do PO Valorização do Território (financiado pelo FEDER e pelo Fundo de Coesão) e do PO Potencial Humano (financiado pelo Fundo Social Europeu). A intervenção dos Fundos Estruturais na Região inclui ainda, fora do âmbito do QREN, o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural e o Fundo Europeu das Pescas.
Lembramos que as grandes obras realizadas em Nelas nos últimos anos nos mandatos da coligação PSD/CDS-PP, foram objeto de candidatura ao Programa Operacional do Centro, por via da Comunidade Inter Municipal de Dão Lafões, tendo sido aprovado para Nelas um montante de quase 4 milhões de euros. De entre estas grandes obras, contam-se o Centro Educativo de Nelas e a conclusão da variante de Nelas, entre outras.
Por tudo isto, se poderá verificar a importância que este organismo tem para a região e para as autarquias que dela fazem parte. A CCDRC é também frequentemente solicitada pelas autarquias para dar pareceres sobre questões de índole legal e jurídica, com que se confrontam no dia a dia da sua gestão.
Manuel Marques teve ontem um contacto connosco,em que nos informou que recebeu este convite diretamente do líder do partido, Paulo Portas, tendo-nos dito depois (antes da reunão de Câmara) que o iria aceitar. Quando por nós questionado sobre a data de tomada de posse, Marques respondeu-nos apenas que “isto é para ontem”, indiciando que estará para muito breve a sua ida para Coimbra, onde está sedeada a CCDRC, ao mesmo tempo que irá ter que abandonar o cargo de Vice-Presidente da Câmara e vereador em permanência, onde tem, entre outros, atualmente o pelouro das obras.
A vontade de Manuel Marques é entretanto a de continuar como vereador sem pelouros, ou seja, em regime de não permanência, como aliás ficou expresso na entrevista que nos deu na última edição, em que disse que “fui eleito pelo povo e para com ele tenho esse compromisso”.
Resta agora saber se esta vontade de Manuel Marques, não irá colidir com a eventual incompatibilidade dos dois cargos. No caso do atual vice presidente ter que abandonar definitivamente a autarquia como vereador, o seu lugar deverá ser ocupado por Olegário Domingos de Sousa, de Santar, que é o elemento do CDS/PP que se segue a Jorge David Paiva, na lista candidata às autárquicas de 2009.
O lugar de Vice Presidente da autarquia fica entretanto em aberto, cabendo a Isaura Pedro, atual Presidente da Câmara, a sua nomeação ou não.

Centro Escolar de Nelas sem aquecimento

É uma notícia que foi ontem avançada por um órgão de comunicação social nacional – o centro escolar de Nelas está sem aquecimento, desde o início do ano letivo. Contactado pelo nosso jornal, o vereador responsável pelo pelouro da educação, Osvaldo Seixas, justificou esta situação com “um sistema energético sofisticado, a partir da energia da terra (geotérmica), que dificultou a entrada em funcionamento do aquecimento”. Sobre a resolução do problema, revelou-nos que “está por dias”, apontando inclusive a probabilidade de Segunda Feira “a situação estar resolvida”.

Concelhos que não apresentem proposta de eliminação de freguesias a extinção será “imposta” pelo governo

O Governo vai incluir “regras específicas” na proposta de lei para a reforma do mapa administrativo do País, destinadas a evitar que haja municípios a decidir não mexer nas suas freguesias actuais. Quem não apresentar propostas ou fugir aos critérios verá a reforma ser imposta. “Se os órgãos locais decidirem não fazer nada, a redução será [feita] por imposição”, garante o secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, que adianta ainda que até final do corrente mês de Janeiro, todas as propostas emanadas das Assembleias Municipais, têm que estar em cima da mesa.

Manuel Marques “desabafa” na sua página do Facebook

O Vice Presidente da Câmara, Manuel Marques, é um dos mais recentes Nelenses a aderir às redes sociais. Com uma atividade considerável na sua página pessoal do Facebook,o também presidente da concelhia do CDS-PP, acabou por fazer uma declaração, onde reage e esclarece em relação a alguns dos temas falados na entrevista que nos concedeu. Reproduzimos aqui essa declaração, pela sua pertinência :

PARECE QUE COMETI UM CRIME LESA CONCELHO!

A minha última entrevista ao Jornal “Folha do Centro”, que até á sua leitura provocou em alguns uma grande ansiedade, que depois de lida provocou contra a minha pessoa cerrados ataques.
Ensinou-me aquele velho pastor da Serra da Estrela, meu pai, que para se ser homem no verdadeiro sentido da palavra e se singrar na vida teríamos que obter alguns princípios, designadamente o de sermos frontais e de subirmos na vida através do fruto do nosso trabalho.
Pois bem, essa entrevista é tão só frontal, como é meu timbre, e apenas disse algumas verdades:” se não fosse a senhora Presidente de Câmara, o Sport Lisboa e Nelas tinha fechado; que a Srª. Presidente de Câmara está a lutar até à exaustão para que se mantenham as 9 freguesias do nosso concelho; que o meu futuro político está entregue nas mãos da senhora Presidente de Câmara; que não está em causa o futuro da coligação e que sou a favor com o livro verde da reforma administrativa com a diminuição do número de vereadores em permanência aqui em Nelas para 2 (dois).
Que se desenganem aqueles que estavam à espera de qualquer conflito com a senhora presidente de Câmara. Por vezes, faço-lhe sentir as minhas discordâncias de uma forma que eu reconheço menos calma, mas apenas o faço pela entrega em demasia com que defendo as causas. Contudo, essas discordâncias nunca são na pessoa da senhora Presidente de Câmara, mas sim, como se diz cá na província apenas “come por tabela” por ser ela a timoneira do barco.
Mas acreditem os meus adversários políticos e aqueles que se intitulam como meus inimigos pessoais que qualquer ataque ou atitude que me é dirigida, nunca, repito nunca, me desviarão do trilho que tracei para a defesa dos interesses do concelho de nelas e consequentemente das suas populações.
Não vacilarei e o povo do meu concelho, muito bem sabe que pode contar com o meu TRABALHO em alternativa às tricas.

Manuel Marques Página Pessoal do Facebook

Governo muda critérios para a extinção das freguesias

– Secretário de Estado Paulo Júlio revelou em Viseu que Governo vai deixar cair os critérios da distância e da tipologia e remete para as freguesias a decisão final

Foi no passado dia 10, que num debate/conferência dedicado à reforma administrativa do poder local, realizado em Viseu, o Secretário de Estado do Poder Local,e ex autarca de Penela, Paulo Júlio, fez saber que em relação ao eixo sobre o ordenamento do território, o mais polémico do Livro Verde, o Governo decidiu alterar os critérios para a extinção de freguesias. A conferência/debate que encheu a aula magna do Instituto Politécnico de Viseu, com cerca de 300 autarcas do distrito, foi organizada pela distrital do PSD de Viseu e ficou marcada por fortes críticas dos autarcas da região a esta reforma. A posição mais contundente veio mesmo do presidente da Câmara de Viseu, que é também o presidente da Associação Nacional de Municípios e presidente da mesa do congresso do PSD, Fernando Ruas, ao afirmar que esta reforma “vai colocar em causa a implantação do partido, principalmente no interior do país, onde é mais forte”. Isaura Pedro, presidente da Câmara de Nelas e vice-presidente da distrital de Viseu, moderou um dos painéis e foi também muito caustica em relação à reforma, lembrando nomeadamente que o poder local e a confiança das pessoas nos órgãos que as representam é acima de tudo “um factor de estabilidade”. “Temos sérias dúvidas sobre a bondade desta reforma, e nas repercussões que ela acarreta para as populações do Interior”, afirmou a autarca de Nelas, para quem o “poder de proximidade” assume particular importância “em momentos de crise social” como aqueles que o país atravessa. “São o primeiro porto de abrigo das populações” frisou ainda Isaura Pedro, apelando sobretudo ao “bom senso” de quem decide, até porque se esta reforma é uma questão de números, a presidente de Câmara fez questão de lembrar que as transferências para as Juntas de Freguesia representam apenas 0,1% do Orçamento de Estado.
Também o presidente da Distrital de Viseu do PSD, Mota Faria, tinha alertado para o facto de “se este processo não for bem conduzido se poderem exacerbar bairrismos e agravar conflitos sociais”, pelo que recomendou um amplo consenso nesta matéria, de modo a não provocar prejuízos às populações. Entre os maiores críticos da proposta esteve ainda o presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, João Carlos Figueiredo, que ironizou até com a designação do “Livro Verde”, entendendo que é sinal que “precisa ainda de amadurecer”. Demolidor quanto aos critérios da proposta, dizendo nomeadamente que “por detrás de uma grande asneira está sempre um parecer técnico”, o autarca social democrata entende que “esta não é a reforma que o país precisa”, não se podendo comparar, na sua opinião, “as dificuldades de uma população dispersa as de uma população urbana”.
Confrontado com a oposição generalizada à reforma, cuja discussão está em curso, Paulo Júlio, ainda que confirmando a sua inevitabilidade, que advém do acordo celebrado com a Troika, revelou em primeira mão que o Governo está decidido a alterar os critérios para a extinção de freguesias. A grande mudança será a eliminação dos critérios da distância e da tipologia (entre rural e urbana) e a fixação de uma percentagem de freguesias que serão extintas, deixando a decisão para os próprios municípios. Resta saber se esta percentagem será fixada para o país como um todo, ou caso a caso, para cada concelho. Ponto assente será a eliminação das freguesias com menos de 150 habitantes, eleitas em plenário. Frisando que qualquer critério quantitativo é “sempre cego”, o governante lembrou todavia que esta é uma oportunidade fazer uma reorganização do território de que se fala, de resto, há vários anos. “Podem dizer o que disserem mas este ponto veio para ficar”, deixou claro, afirmando mesmo ter vindo a receber “excelentes contributos para este debate”, pelo que “só há um que nos recusamos a receber que é: adie-se a reforma”, assegurou, certo de que os municípios e as freguesias têm a ganhar com esta nova organização, que segundo adiantou, vai ter um impacto “mais significativo” nas malhas urbanas do que nas zonas rurais.

Câmara prescinde de todos os contratados a prazo

– Por imposição legal a Câmara de Nelas ficará com cerca de 60 trabalhadores a menos

O mapa quadro de pessoal da autarquia para 2012, já dá uma ideia de que a intenção do atual executivo liderado por Isaura Pedro irá prescindir de largas dezenas de funcionários, ou seja, aqueles cujos contratos a prazo vão terminando. Em 2012 serão extintos pelo menos 38 lugares, relativos a contratos a prazo. De acordo com uma informação prestada pelo vice-presidente da Câmara, Manuel Marques, no total nos próximos anos a Câmara de Nelas deverá registar uma redução de cerca de 60 trabalhadores, em relação ao que se verifica actualmente. Enquanto no quadro de pessoa de 2011, tínhamos um total de 429 lugares, para 2012 estão previstos apenas 326 lugares, dado que também em 2011 não foram preenchidos a mais parte dos lugares a criar. Na reunião de Câmara, onde foi apresentado o mapa de pessoal para 2012, Isaura Pedro, justificou a redução de pessoal com “as dispensas motivadas pela não renovação dos contratos que já fazem 3 anos – é um imperativo da lei, pois já não podemos abrir concursos com antes”. A autarca lamentou esta situação reconhecendo que “tem sido muito difícil para mim, mas aqui ninguém se esconde e as pessoas têm compreendido”. “Informo também que grande parte das pessoas já estão a trabalhar, pois também ajudámos a abrir algumas portas”, acrescentou. Por seu turno, o vereador do PS, Adelino Amaral, acusou o executivo de ir muito mais além do que a imposição legal “é demagógico dizerem agora que decorre da lei, porque a lei fala numa redução de 3%, e o que está programado é um corte de 17% – têm que assumir que isto é uma imposição sim, mas do buraco que criaram”. Em declaração de votos, os vereadores socialistas justificaram a sua abstenção, sustentando que “o executivo da coligação CDS-PP tem que assumir as suas responsabilidades, pois estava bem de ver que, a prazo, o descontrole de gastos e as promessas fáceis, não passam de mera propaganda enganadora, sem futuro. É assim visível a falta de respeito para com as pessoas, que se deixaram iludir.E não vale a pena desculparem-se com a crise, as restrições orçamentais ou o Governo, que agora até é apoiado pelos mesmos partidos que sustentam esta coligação.Por isso, os Vereadores do Partido Socialista abstêm-se nesta votação”.

Padre Nuno Santos considera “lamentável” a falta do protocolo com a Câmara Municipal

– Em causa o prometido apoio financeiro para a ampliação do Lar Padre Domingos, em Canas de Senhorim

O Centro Social e Paroquial de Canas de Senhorim continua a ser uma das forças vivas da freguesia, designadamente pelo papel social que desempenha. Atualmente a instituição tem 6 resposta sociais, 3 na área dos idosos (lar, centro de dia e apoio domiciliário) e 3 para as crianças, e cerca de 50 colaboradores, o que a torna nos dos principais empregadores da freguesia. A acrescer a estes números, existem ainda cerca de 40 voluntários, que são fundamentais, principalmente na área da 3ª idade, nomeadamente com intervenção nas refeições e animação, e cerca de 240 crianças e 77 idosos, como utentes. O apoio concedido pela Fundação Lapa do Lobo tem sido também precioso, desde a oferta de uma carrinha totalmente equipada para o serviço de apoio domiciliário, a outras áreas. O presidente da direção da instituição, Padre Nuno Santos, deu conta ao nosso jornal que estamos em presença “de uma população cada vez mais envelhecida, com o correspondente aumento de necessidades ao nível de resposta social”. Daí o projeto de ampliação do Lar Padre Domingos, que já passou por diversas candidaturas a programas de incentivos, sem sucesso, devido a motivos por vezes “inexplicáveis e meramente burocráticos”, como nos confidenciou o Padre Nuno Santos, que em conjunto com os outros membros da direção do centro social lutam há cerca de 5 anos para ver esta obra concretizada e que irá praticamente duplicar a atual capacidade, com um número total de idosos a rondar os 50. “O exemplo deveria vir de cima, mas infelizmente isso não acontece”, queixa-se, devido à morosidade de todo este processo. Finalmente, no programa POPH, a candidatura foi aprovada, e o Centro Social conseguiu obter um financiamento de cerca de 50% do investimento total previsto de cerca de 1 milhão de euros, com uma previsão de conclusão da obra para o último trimeste de 2012. Num contexto como o que se vive atualmente, em que a crise leva as famílias a cortar nas suas despesas, e também com o aumento do desemprego, cada vez há mais idosos a ficarem ou em casa com familiares, ou mesmo pessoas em situação de desemprego a cuidarem deles. Daí que alguns lares já venham a sentir alguma falta de procura. No caso do Lar Padre Domingos, a lista de espera existente e a procura que tem havido, leva o Padre Nuno Santos a pensar que as novas vagas irão ser “totalmente preenchidas”, isto apesar de neste programa (ao contrário do que se passava no programa PARES), não estar automaticamente “garantida a comparticipação da segurança social, por cada utente novo”. “Esperamos que o bom senso prevaleça, e possamos contar com este apoio”, acrescenta.

Financiamento do Lar comprometido se autarquia não concretizar promessa de apoio financeiro

No que ao financiamento do investimento diz respeito, além dos cerca de 50% por parte do POPH, “há a promessa por parte da Câmara Municipal, através de uma declaração de intenção, de nos dar um apoio financeiro para esta obra, nunca se tendo no entanto fixado qualquer valor”, explica-nos o Padre Nuno Santos. “Depois de algumas reuniões, apenas nos foi comunicado que a Câmara iria comparticipar de forma igual todos os projetos nesta área, tendo-se até apontado, numa fase inicial, para um apoio de 30% do custo total da obra”, revela, mostrando-se profundamente decepcionado por “nunca se ter definido esta situação”. “É lamentável que ainda não tenhamos um protocolo assinado pelas duas entidades, sem ainda sabermos com o que podemos contar nesta altura”, queixa-se, ao mesmo tempo que critica o executivo por já “ter concretizado o apoio a outros projetos”. Instado a comentar a posição assumida pela Presidente da Câmara, Isaura Pedro, em plena reunião de Câmara, que “a seu tempo o executivo apoiará esta obra, elaborando um protocolo, onde será incluído também o cemitério” e pelo vereador do PSD, Osvaldo Seixas, de que “o Lar de Canas irá ser apoiado, entroncado com o alargamento do cemitério”, o Padre Nuno Santos mostra-se cauteloso e afirma não estar “nada descansado”, esperando que “sigam o mesmo critério que tiveram com as outras instituições com quem celebraram protocolos”. “Já convidei a Dra. Isaura Pedro para visitar a obra”, diz-nos, esperando para breve uma resolução deste assunto, que “não estará dependente te qualquer negócio com o terreno adjacente ao lar que confina com o cemitério”. “Se a intenção for a ampliação do cemitério para o nosso terreno, haverá um negócio e uma venda, que nada terá a ver com o protocolo do Lar”, garante. Por último de referir que o Centro Social e Paroquial contraiu já um empréstimo de 250 mil euros, para acautelar pelo menos parte do financiamento da obra, tendo os seus dirigentes dado garantias pessoais, situação que vai aliás proliferando por várias instituições do concelho.

Vereador do PS questiona Câmara sobre a falta de protocolo e de apoio financeiro ao Lar de Canas

– Hélder Ambrósio pede esclarecimento do porquê da Câmara publicitar o apoio ao Lar de Canas quando ainda nem o protocolo está celebrado
O vereador do PS, o Canense Hélder Ambrósio contestou o facto do executivo ter mencionado no preâmbulo do Orçamento para 2012, o apoio ao Lar de Canas, e chegou mesmo a pedir a sua retirada, pois “o executivo ainda não apoiou financeiramente esta obra”. Isaura Pedro, prontamente respondeu que “o Lar será apoiado financeiramente, e iremos fazer um protocolo onde será incluída esta obra e o alargamento do cemitério”. O vereador do PSD, Osvaldo Seixas reafirmou esta posição, afirmando que “o executivo irá apoiar a obra do Lar, entroncada com a ampliação do cemitério”

ENTREVISTA MANUEL MARQUES

“Sou contra a nomeação de 4 vereadores em permanência”

“Defendo a realização conjunta da Feira do Vinho com as Festas do Município”

“Se não fosse a Sra. Presidente da Câmara, o Sport Lisboa e Nelas tinha fechado”

“O Jorge David às vezes, se calhar, não acompanha o meu raciocínio político”

“É uma violência quererem acabar com as freguesias”

Manuel Marques é o rosto do político frontal, que mesmo assumindo posições controversas, não foge às suas responsabilidades e dá a cara. Em discurso direto, sem nunca recuar em qualquer afirmação proferida, o atual vice de Isaura Pedro faz “mea culpa” pelos projetos não concretizados, assume posições contrárias à atual presidente da Câmara, e diz-nos que o seu futuro político está decidido.

Disse-nos há tempos que o seu futuro político está decidido. Chegou-nos entretanto a informação, de fonte fidedigna, que terá sido convidado para um cargo dirigente na Direção Regional da Agricultura do Centro. Existiu este convite?

Até ao momento ninguém me dirigiu qualquer convite. Mas é um facto que muita gente me fala nisso, um pouco por toda a região. Quanto ao meu futuro político, esse está claramente decidido e está entregue nas mãos da Sra. Presidente da Câmara. Por razões pessoais e pelo grande respeito que tenho pela Sra. Presidente da Câmara, jamais era capaz de assumir qualquer ato político, sem lhe comunicar previamente.

E que futuro será esse?

Não posso neste momento revelar – são questões entre mim e a Sra. Presidente, na qualidade, eu e ela, de dirigentes partidários.

Essa sua decisão poderá de alguma forma comprometer o futuro da coligação?

Eu penso que não, que pela vontade da Dra. Isaura Pedro não irá estar comprometido o acordo político que temos, pese embora haja pessoas dentro do PSD que querem acabar com a coligação, alguns se calhar porque não me vêem com bons olhos.

Se vier a existir o tal convite para diretor regional da agricultura, pondera aceitar?

Se tal vier a acontecer, as primeiras pessoas a saber serão os meus familiares, e depois a Sra. Presidente da Câmara. Na eventualidade de aceitar esse cargo, nunca irei abandonar o meu lugar de vereador – isso é ponto assente. É um direito que me assiste, fui votado pelo povo e tenho para com ele responsabilidades. Neste momento não vale a pena, de qualquer forma, estar a equacional algo que ainda não existe – se me chegar esse convite, na devida altura decidirei. Mas reitero, que nada, exceto a morte, me afastará do cargo de vereador da Câmara Municipal.

Tem tido posições que vão no sentido de se demarcar do PSD, como por exemplo :
• Cortes nos subsídios aos clubes, em que apesar de votar com a coligação, afirmou que “votei sob coacção”.
• Não ida à feira do vinho
Isto são situações reveladoras de algumas divergências no seio da coligação. Como comenta cada uma das situações e qual o atual estado de entendimento com os outros vereadores?

Relativamente ao corte nos subsídios aos clubes, a verdade é que eu acho que mereciam muitos mais, mas dada a atual conjuntura financeira do país e da Câmara, tal não é possível.

E não lhe parece que lidando a autarquia com um rol tão grande de despesas, poderia cortar nalguma delas, para evitar um corte tão drástico nos subsídios aos clubes, que vivem asfixiados?

O que eu penso é que estes subsídios que foram agora concedidos aos clubes, são aqueles que a Câmara pode dar. Eu queria que o valor fosse superior, mas a Câmara não pode, atendendo aos cortes nas transferências do orçamento de estado, à derrama que foi cortada e ao IMT, entre outras coisas. A Câmara viu-se quartada desses impostos, portanto não pode dar mais aos clubes.

E em relação à Feira do Vinho, em que se notou a sua ausência, tem sido também muito crítico …

Foi uma posição minha, muito pessoal, porque entendi que não deveria comparecer e digo claramente porquê. Sobre a Feira do Vinho, o que eu defendo é que se deveria juntar o evento com as Festas do Município, ou seja, a Câmara não deveria fazer duas festas separadas. Nesta altura dos acontecimentos, julgo ser importante discutir este assunto. Penso que a data correta para se realizarem os dois eventos em simultâneo, seria a data do feriado Municipal, no dia 24 Junho, pois em Setembro os agricultores começam a fazer os preparativos para as vindimas e a Feira traz-lhes alguns incómodos. Podemos fazer uma grande festa, juntando os dois eventos, mas quero deixar bem claro que eu não sou contra a Feira do Vinho, mas sim contra os moldes em que está a ser organizada. Tenho que dizer também claramente que a mim ninguém me vai quartar de dizer aquilo que penso. Aproveito para dizer aqui também que uma das grandes guerras que tive com o Sr. Vereador do PSD, foi o Sport Lisboa e Nelas, em que se não fosse a intervenção da Sra. Presidente da Câmara, com grande força e coragem, o clube teria fechado. A vontade de alguns era mesmo fechar o Sport Lisboa e Nelas.

De quem ?

O meu amigo é inteligente para saber de quem falo.

Há quem diga que mesmo com o seu colega de partido, Jorge David Paiva, já teve desentendimentos …

O Jorge como eu costumo dizer é um menino que eu quase criei. O que acontece é que, às vezes, se calhar o Jorge não acompanha o meu raciocínio político, mas eu também permito isso e tolero, obviamente. Se calhar às vezes poderia tomar outras posições comigo, não as toma, tudo bem.

Concluíram a requalificação da primeira fase variante de Nelas, ainda que num processo um pouco rocambolesco, em que a Câmara depois de intervir, foi adjudicar a obra a uma empresa externa … o que se passou neste processo?

Nós de facto andámos com o nosso pessoal a requalificar o pavimento, mas verificámos que afinal teria que ser todo arrancado, a pensar numa obra para o futuro. Assim decidimos adjudicar a uma empresa externa toda a requalificação.

A obra entretanto esteve parada alegadamente devido a um problema levantado pelo Tribunal de Contas. Que explicar-nos o que aconteceu?

Nada teve a ver com o Tribunal de Contas essa paragem das obras, mas tão somente devido ao facto da empresa ter dado férias ao seu pessoal.

Para quando prevê a conclusão da 2ª fase da variante, cuja obra está em curso neste momento?

Convém desde já referir que conseguimos poupar nesta segunda fase mais de 500 mil euros, porque alguns trabalhos foram feitos por pessoal da Câmara, o que nos permitiu afetar a respectiva verba do QREN para pagar a obra de requalificação da 1ª fase.

Disse-nos,há um ano precisamente, ao nosso jornal que as ETAR´s seriam feitras com o pessoal da Câmara. Até agora pouco ou nada foi feito. Não considera esta ser uma prioridade, dada a grave situação ambiental do concelho?

Sim tem toda a razão e é com muita mágoa que o digo. Esta é de facto a grande prioridade nas obras no concelho. Dou a mão à palmatória e reconheço que é lamentável que não tenha acontecido, mas não perdia a esperança de que venhamos a fazer essas obras. O problema está a ser a quebra de receita de 300 ou 400 mil contos, que estamos a ter. Espero ainda até ao fim do mandato arrancar com alguma obra nesta área.

Como responsável pelo pelouro das obras, tem defendido que a autarquia faz muito investimento, mas que é contabilizado como despesa corrente (precisamente o que acaba de referir). A forma de evidenciar esta situação é a implementação da contabilidade analítica, quem há anos deveria estar implementada. Qual a razão porque ainda não está operacional?

Esses números podem não estar na contabilidade, mas o pessoal no meu departamento, tem todos os dados sobre isso.Deixe-me dizer também que ao nível das freguesias nós fizemos um grande trabalho, que foi uma das grandes marcas do nosso executivo.

O peso dos encargos com pessoal tem vindo a aumentar, sendo mesmo Nelas o município de entre os seus vizinhos com maior número de trabalhadores por habitante. Por força da austeridade agora vêm-se obrigados a prescindir dos contratados a termo certo. Como encara toda esta situação?

Posso-lhe dizer que este é o Natal mais triste que passo, a pensar nessa situação, pois jamais pensei que a Câmara pudesse contribuir para o desemprego no meu concelho. O que aconteceu é que o governo impediu as Câmaras de renovarem contratos, ou abrirem concurcos para admissão de pessoal. Espero q dias melhores venham e que durante 2012, um ou dois industriais se instalem no concelho e assim ajudem a diminuir o desemprego.

Que implicações irá ter para as autarquias a reforma do pode local? Se se extinguirem mesmo as freguesias previstos no concelho, é mais um passo para a sua desertificação?

O que lhe posso adiantar é que eu e a Sra. Presidente da Câmara, estamos a lutar nos dois partidos para que se mantenham as 9 freguesias. Lutaremos até à exaustão por isso. Eu próprio já apelei à indignação das pessoas, porque isto é uma violência, quererem extinguir freguesias que foram conquistadas com tanto suor. Sobre a reforma em curso, também lhe adianto desde já que sou a favor da diminuição do número de vereadores em permanência aqui em Nelas para apenas 2, dos 4 atuais.

Moções das Assembleias de Freguesia formalizam “indignação” perante possível extinção

– Em reação à possível extinção das freguesias de Moreira, Lapa do Lobo, Vilar Seco e Aguieira

São diversas moções, a que tivemos acesso, que mostram a indignação e veemente protesto perante a possibilidade de extinção das freguesias de Moreira, Lapa do Lobo, Aguieira e Vilar Seco. As moções emanadas das Assembleias de Freguesia, mostram um profundo descontentamento relativamente aos critérios e ao conteúdo do Livro Verde para a Reforma da Administração Local, nomeadamente no eixo relativo à reorganização territorial. O tom crítico é de tal forma transversal aos autarcas do concelho, que o próprio vice presidente da Câmara, Manuel Marques, colocou na sua página do Facebook o termo “violência” ao aludir a este assunto.
A Assembleia de Freguesia de Moreira, por exemplo, fala na sua moção de uma reforma “contrária ao desenvolvimento e progresso local, contribuindo para uma maior despovoamento e desertificação das freguesias, transformando-as em lugares completamente abandonados”. “A agregação das Freguesias provocará também uma diminuição da democracia”, acusam, dado que “o poder ficará mais distante e mais concentrado constituindo um fator de empobrecimento da vida democrática”. Os eleitos de Moreira prometem “lutar por todos os meios contra esta reforma, que coloca em causa a sua “identidade histórica”, podendo fazer emergir “conflitos e rivalidades”.
Também no mesmo sentido, a Assembleia de Freguesia de Aguieira se pronunciou, lembrando “uma identidade que remonta aos primórdios da Nacionalidade, tendo recebido foral de Dom Manuel em 1514”, tendo sido “sede de concelho e de comarca em 1834”. Os autarcas de Aguieira temem que uma possível extinção da freguesia possa levar “ao abandono dos mais jovens” e assim irão também lutar “por todos os meios legais contra a sua possível extinção”. A mesma posição que também Vilar Seco e Lapa do Lobo assumiram, que lembram também a sua história rica em tradições e cultura.
Todas estas freguesias ameaçam mesmo que o repúdio por esta reforma, poderá levar a acções mais radicais, como sejam “hastear bandeiras negras e colocar faixas na sede da Junta, vigílias, manifestações e outras formas adequadas de luta contra a perda de autonomia política e administrativa”.

Governo muda critérios para a extinção das freguesias

– Secretário de Estado Paulo Júlio revela em Viseu que governo vai deixar cair os critérios da distãncia e da tipologia e remete para as freguesias a decisão final

Foi no passado Sábado, dia 10, que num debate/conferência dedicado à reforma administrativa do poder local realizado em Viseu, que o Secretário de Estado do Poder Local,e ex autarca de Penela, Paulo Júlio, fez saber que em relação ao eixo sobre o ordenamento do território, o mais polémico do livro verde, o governo decidiu alterar os critérios para a extinção de freguesias. A conferência/debate que encheu a aula magna do Instituto Politécnico de Viseu, com cerca de 300 autarcas do distrito, foi organizada pela distrital do PSD de Viseu e foi caraterizada por fortes críticas dos autarcas da região a esta reforma. A posiçao crítica mais contundente veio mesmo do presidente da Câmara de Viseu, que é também o presidente da Associação Nacional de Municípios e presidente da mesa do congresso do PSD, Fernando Ruas. Isaura Pedro, presidente da Câmara de Nelas e vice presidente da distrital de Viseu, moderou um dos paineis e foi também muito crítica em relação à reforma. Confrontado com a oposição generalizada à reforma, cuja discussão está em curso, Paulo Júlio, ainda que confirmando a sua inevitabilidade, que advém do acordo celebrado com a Troika, revelou em primeira mão que o governo já decidiu alterar os critérios para a extinção de freguesias. A grande mudança será a eliminação dos critérios da distância e da tipologia (entre rural e urbana) e a fixação de uma percentagem de freguesias que em cada concelho serão extintas, deixando a decisão para os próprios municípios. Ponto assente será a eliminação das freguesias com menos de 150 habitants. O nosso jornal apurou entretanto que no caso de Nelas poderão apenas ser extintas 2 ou no máximo 3 freguesias, sendo que há já indícios que por um lado Aguieira poderá estar disposta a ser agregada, enquanto Lapa do Lobo e Vilar Seco se manterão inflexíveis e na luta pela manutenção. Desenvolveremos este assunto na nossa edição impressa.

Jornalistas e Importadoras Russas provaram o “terroir” genuíno do Dão na Quinta da Fata


– Missão da Rússia esteve na região a convite da CVR do Dão

Se há dúvidas do lugar de cada vez maior destaque que as mulheres ocupam na sociedade e no mundo empresarial, a missão que, a convite da Comissão Vitivinícola Regional do Dão, veio visitar a mais antiga região do mundo, de vinhos não licorosos, foi mais um eloquente exemplo. As 5 jornalistas e 2 importadoras, vindas de um país como a Rússia, cuja democracia além de recente é ainda muito débil, visitaram no passado dia 6 a Quinta da Fata, em Vilar Seco, e além de ficaram encantadas com a quinta, o lagar e a casa seculares, revelaram ao nosso jornal um profundo conhecimento do mundo vínico, designadamente das castas tradicionais do Dão, tendo aprovado com “distinção” os néctares provados, acompanhados no final por enchidos e queijo serra da estrela. António Narciso, enólogo deste super premiado produtor/engarrafador, na apresentação dos vinhos Branco Encruzado 2010, Tinto Reserva 2007 e Touriga Nacional 2007, fez questão de destacar o facto de estarmos “em presença de vinhos que corporizam bem o “terroir” da quinta e ao mesmo tempo da região – aqui temos notas de pinheiro, resina e até pedra”. A Quinta da Fata, produz actualmente 30 mil garrafas e está já presente em diversos mercados internacionais, como Canadá , Brasil, Finlândia e Alemanha.

Esclarecimento – Trabalhadores per capita

Na sequência de um comentário de um leitor nesta nossa edição on line, sobre a análise comparativa que fizemos dos trabalhadores per capita das autarquias da região (CRITÉRIO não foi aleatório – para o nosso estimado leitor aconselhamos o estudo de geografia para verificar que são os municípios que confinam com NELAS), em que mencionámos a questão da delegação de competências na área educativa, informamos este leitor que em abono do rigor, como é nosso apanágio, nem todas as Câmaras do país têm esta delegação de competências, ou seja, das 308 pouco mais de 100 a têm.

Câmara de Nelas tem um elevado índice de trabalhadores per capita

As autarquias portuguesas dão trabalho a mais pessoas.

Em 2008, a média de trabalhadores por mil habitantes era de 18,5. No final do ano passado, já era de 19,6. A ausência de empresas que promovam a actividade económica justifica o facto de, no Alentejo e interior do País, os municípios empregarem mais pessoas do que no resto do território. O Corvo, nos Açores, é o que tem a média mais elevada. São muito mais aquelas que estão acima – ou iguais – à média (191) do que aquelas que estão abaixo (117).
Este foi um aumento que, de acordo com a Associação Nacional de Municípios, ocorreu porque houve a descentralização de competências no sector da Educação, que obrigou os 112 municípios que acordaram esta transferência a absorver para a sua estrutura cerca de 11 mil funcionários, o que se reflectiu no número de trabalhadores. Segundo a ANMP, sem esta descentralização de competências já se estaria perante uma redução de funcionários.

Câmara de Nelas tem 23,8 funcionários por cada mil habitantes, mas 81 dos 333 trabalhadores derivam da delegação de competências na área educativa

Em relação à Câmara de Nelas, os dados relativos a 2010, apontam para 333 pessoas a trabalharem na autarquia, para uma população, já actualizada pelos CENSUS 2011, de 14 002 habitantes. Ou seja, temos praticamente 24 trabalhadores (mais precisamente 23,8) por cada mil habitantes, bem acima da média nacional em 2010 – como referido acima era de 19,6 trabalhadores por cada mil habitantes. Numa comparação com os concelhos vizinhos, pode constatar-se que a autarquia Nelense é das mais “gordas” em termos de pessoal. Viseu, por exemplo, regista um rácio de 9,8 funcionários por cada mil habitantes, pois são apenas 978 trabalhadores, para quase 100 mil habitantes que tem o concelho. Carregal do Sal, com 12, 3 trabalhadores, Mangualde com 16,2, Seia com 11,4 e Oliveira do Hospital com 13,4, estão também muito abaixo do número registado em Nelas. De referir que, de acordo com informação que nos foi facultada pelo vereador com o pelouro da educação, Osvaldo Seixas, o número de funcionários da autarquia afetos aos serviços educativos, por delegação de competências da administração central, situa-se neste momento em 81.Ou seja, se retirarmos estes trabalhadores, Nelas teria um rácio de 18 trabalhadores por cada mil habitantes.

Catarina Almeida vence XIII Concurso Manuel Maria Barbosa du Bocage

Jovem de Vila Ruiva ganha concurso nacional de poesia

Tens por hábito ler? Onde?

A leitura ocupa grande parte dos meus tempos livres, sejam revistas ou livros. As primeiras, tenho por hábito ler em suporte físico, mas sou também leitora assídua de magazines virtuais, onde encontro temas generalistas que vão ao encontro das minhas preferências.
Quanto ao local, em casa, o quarto é o espaço que mais utilizo. No entanto, a leitura acompanha-me por todo o lado: é provável encontrarem-me a ler num transporte público, na escola ou num parque. Felizmente possuo a capacidade de me isolar num determinado espaço e abstrair-me de tudo o que se passa à minha volta, ocultando todos os sons ou acontecimentos que possam estar naquele momento a decorrer. E considero-o uma mais-valia.

Que tipo de leitura e horas que disponibilizas por dia para a mesma? Qual o teu autor e género literário preferido?

Tenho vários géneros literários com os quais me identifico. O romance histórico, o policial e o dramático são os que mais aprecio. No primeiro, procuro a história e o conhecimento sobre novos temas; no segundo, exercito a mente e o último, escolho-o para uma pausa em que, em determinado momento, o meu estado de espírito para aí se inclina. Normalmente não leio todos os dias. A vida escolar condiciona muito os meus hábitos, mas, em média, dedico cerca de uma hora por dia a esta atividade.
Como disse acima, o romance é o estilo que mais me agrada – procuro sempre aprender um pouco mais com o livro que estou a ler. A boa leitura deve facultar-nos novos temas e assuntos, incutir- nos conhecimentos – assim sendo, a minha escolha recai sobre José Rodrigues dos Santos. Admiro a sua capacidade de introduzir tanta cultura num romance sem que a sua leitura deixe de ser interessante.

Foste ou não influenciada por algum professor para ler?

Não, é certo que me foram dadas dicas de leitura ao longo do meu percurso escolar, mas não posso dizer que algum professor me tenha incutido o gosto que hoje possuo.
O que te levou a participar no XIII Concurso Manuel Maria Barbosa du Bocage?
A história é caricata: a minha participação no concurso aconteceu principalmente como uma espécie de “treino”. O meu objetivo principal era familiarizar-me com e aprender as regras a que devia obedecer um trabalho a ser apresentado a concurso. Talvez por isso tenha sido tão “desleixada” ao ponto de nem sequer enviar a minha morada em anexo.

Aquando do Concurso e no grupo de concorrentes, sentiste que poderias ser um dos vencedores?

Antes de enviar o meu trabalho, pesquisei sobre os anteriores vencedores e quais os géneros literários que o júri exigia. A verdade é que essas pesquisas foram infrutíferas: a informação disponibilizada era muito escassa e os textos vencedores não se encontravam em suporte digital, pelo que decidi enviar o que tinha, quase “às cegas”. Sabia apenas que a modalidade a que concorria abrangia jovens com idades até aos 20 anos e que os trabalhos apresentados rondavam, em média, anualmente, as duas centenas e meia. É obvio que imaginei o que faria se ganhasse, mas, dado o número alargado de participações, nunca depositei muita confiança na ideia.

O que sentiste quando soubeste que tinhas sido a vencedora?

Fui contactada pela direção do concurso, devido à falta de informações que deviam acompanhar o meu trabalho. Estava à procura de esclarecimentos quando decidi consultar o meu e-mail, verificar se tinha algum correio. Quando abri e li o mail que me havia sido enviado, fiquei perplexa. Pensei que se haviam enganado ao abrir os envelopes, não senti que fosse uma informação credível. Ansiava por acreditar, mas, ao mesmo tempo, lutava contra isso: se tivesse sido mesmo engano e tivesse acreditado, quando mo dissessem ficaria realmente muito desiludida.
Estava sozinha nesse momento, ainda ensonada e de pijama. Quis gritar mas não consegui emitir qualquer som. Depois, a adrenalina despertou, senti uma vontade imensa de expulsar a energia que se acumulava no meu corpo. Quando dei por mim estava já a correr sem dar conta, pelo que só voltei a casa algum tempo depois, enquanto na minha mente apenas uma questão se erguia: “E agora, o que é que eu faço?!”

Como reagiu a tua família a este prémio?

A minha mãe foi a primeira a saber, na mesma manhã em que recebi a notícia. Não deu crédito algum à ideia, tomou-a simplesmente por uma partida. Começou lentamente a assimilar quando viu a minha expressão corporal, sobretudo as minhas pernas que tremiam descontroladamente. Tive que recontar tudo, desde a minha primeira abordagem ao Regulamento até ao contacto nesse mesmo dia. Embora lhe tivesse contado tudo acerca do mesmo, tem por hábito não se envolver nas atividades em que usualmente participo. Já o meu pai acreditou apenas quando chegou o convite formal da entidade promotora do concurso, através de carta. Não fiquei surpreendida, afinal, ele pratica regularmente o “isso nunca nos acontece a nós”.
Como reagiram os teus colegas de turma/escola e amigos a todo este protagonismo?
Apenas dois colegas souberam do concurso e depois tiveram conhecimento do prémio. A meu ver, penso que ficaram simultaneamente surpresos e felizes, porque sabiam que a escrita é algo que me realiza. Depois, quando divulgado na escola, alguns felicitaram-me. Parece bizarro, mas fiquei satisfeita: o protagonismo não é algo que encaixe muito bem na minha personalidade.

Pretendes continuar a escrever e a tomar este tipo de iniciativa?

Sim, sempre que possível. Como já disse, a escrita é algo que me realiza, e vou certamente continuar a fazê-lo.

Gostarias, um dia, de ser uma escritora conceituada? Rumarias a um país estrangeiro, se houvesse necessidade de afirmar a tua escrita?

Para quem escreve e põe algo de si na escrita, é extremamente gratificante quando o trabalho que realizamos é finalmente reconhecido, o que, aliás, aconteceu comigo. Sermos portadores de um estilo que se revela único e merecedor de distinção é um prazer enorme e se, no futuro, o meu nome fosse associado a um bom livro, sentir-me-ia decerto muito honrada.
Luto sempre por aquilo que defendo, o que, naturalmente, se revela na escrita. Assim sendo, sentir-me-ia na obrigação de defender e afirmar o que é meu com toda a certeza, independentemente do lugar onde o mesmo tivesse que ser feito.

Já algum dia te imaginaste a assinar livros? E a vê-los expostos numa biblioteca?

A ideia é um pouco vaga, ainda, mas não a descarto de todo. Nunca me imaginei a fazê-lo, associo-o a alguém mais sábio e com mais maturidade.

Para mais informações consultar os seguintes links:
• O jornal “O Setubalense”
http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=688&id=23184&idSeccao=5061&Action=noticia
• A opinião do júri sobre os trabalhos vencedores
http://nestahora.blogspot.com/2011/09/premio-literario-bocage-entregue-pela.html

Câmara de Nelas avança com cortes “drásticos” no desporto

É o corte mais drástico dos últimos anos, e é para ser aplicado já na próxima época desportiva no concelho de Nelas. O executivo camarário de Isaura Pedro, aprovou esta semana uma redução de 40% dos subsídios atribuídos aos clubes e associações desportivas do concelho, tendo em conta a conjuntura que se vive actualmente, de cortes das transferências do Orçamento de Estado para as autarquias e da própria quebra de receitas municipais. Apesar de ser o primeiro a reconhecer que os cortes são severos, o vereador do desporto, Osvaldo Seixas, deu a entender que esta era uma inevitabilidade tendo em conta a “época complicada” que se atravessa. “Este contrato implica cortes grandes, os clubes sabem disso, mas não é comportável continuar a pagar valores exorbitantes que, muitas vezes, não têm correspondência em termos receitas”, considerou o autarca, sublinhando, ainda assim, um reforço do apoio aos clubes com maior número de equipas e atletas de formação. A presidente da Câmara, Isaura Pedro, adiantou todavia que a autarquia não pode ir mais longe nas reduções dos subsídios, já que isso seria “inviabilizar a própria actividade” dos clubes, que para sobreviverem vão agora ter que adotar uma gestão “muito rigorosa” dos dinheiros, afirmou. Embora tenha votado favoravelmente, o vereador da oposição, Adelino Amaral, entende que estas reduções não são mais que o “preço a pagar” pelas “loucuras cometidas em anos anteriores”, e que “criaram expectativas nos clubes que não são agora possíveis de manter”. “Houve aqui épocas em que os valores prometidos criaram falsas expetativas”, referiu ainda o vereador do PS, propondo a partir de agora uma calendarização dos pagamentos aos clubes, de forma a não criar ainda mais dificuldades nas respectivas tesourarias. Quem votou favoravelmente, mas não convencido foi o vice presidente da Câmara, Manuel Marques, entendendo acima de tudo que “estes valores não correspondem às necessidades dos clubes”. “Votei sob coação” fez questão de sublinhar o autarca, numa declaração de voto, onde justifica o seu voto favorável com as mesmas razões dos restantes vereadores, isto é, as dificuldades económicas que o país atravessa.

Cândido Marques sai de cena amargurado

Associação do Cimo do Povo tem nova direção

A Associação do Cimo do Povo, fundada em 1979, atualmente com cerca de 500 associados, tem uma nova direção, encabeçada por André João, que é assim agora o novo presidente da coletividade.
Foi no passado dia 15 de Outubro que a Assembleia Geral elegeu os novos corpos sociais.
“As dificuldades com que se encontra o País, e como é evidente também o Concelho de Nelas, possivelmente vai levar a cortes nos subsídios por parte da Autarquia, quer aos Clubes, quer às Associações, mas isso é um assunto para a nova Direção resolver”, disse ao nosso jornal na hora da despedida, Cândido Marques.
“Quero lembrar os Sócios da Associação que de alguns anos para cá o subsídio anual (protocolo atribuído em 2000) por parte da Autarquia de Nelas para as várias atividades é de 25 000 euros, valor este que não tem dado para pagar as despesas do carnaval, no ano de 2011 o carnaval ficou em 24 500 euros”, adianta ainda o ex presidente do Cimo do Povo, que aproveita para agradecer a colaboração das seguintes entidades: “Câmara Municipal de Nelas, Junta de Freguesia de Nelas, Junta de Freguesia de Senhorim, Junta de Freguesia de Lapa do Lobo, todas as empresas que colaboraram com a Associação e todas as pessoas que durante estes dois últimos anos ajudaram nas várias atividades levadas a cabo pela Associação, assim como aos meus colegas de Direção mesmo aqueles que nada fizeram e que nem sequer se dignaram aparecer”.
“Quero também agradecer a algumas pessoas de Nelas, que tudo fizeram para que as várias atividades organizadas pela Associação fossem um fiasco – nalguns casos conseguiram, parabéns peço-vos que façam igual ou melhor”, atira Cândido Marques, que se mostra amargurado com algumas pessoas: “parece que infelizmente há alguém preocupado que eu, Cândido Marques, faça parte de algum órgão para alguma coletividade do meu Concelho”. “Aproveito para esclarecer que não me vou envolver em nenhuma dessas coletividades, vou aproveitar para descansar, como tal deixo o caminho livre para que essas pessoas possam fazer igual ou melhor, estou cá para ver, mas também o meu obrigado a estes Senhores”, conclui.