Sementeira 9: a semear a cultura no centro histórico de Viseu de 2 a 11 de julho

A 9º edição da Sementeira abriu portas a artistas e projetos de toda a natureza cultural e artística e partilha agora o resultado desse processo, com abertura de portas às 18H00 de dia 2 de julho, com direito a uma visita conduzida, aberta a quem melhor quiser conhecer este desafio multidisciplinar.

De novo investida na fruição cultural e sua democratização, valores que remontam à sua génese, a Sementeira tem lugar no n.º 6 da Rua das Ameias em Viseu, de 2 a 11 de julho 2021.

Neste solo fértil cabe uma exposição coletiva com obras, de técnicas e temáticas diversas, autoria de mais de vinte artistas, entre quem expõe pela primeira vez na Sementeira e quem regressa em mais uma edição.

Um dos estreantes é o fotógrafo Pedro Gomes Almeida, que apresenta a série de retratos Entre as margens do Ser, de pessoas trans, recentemente distinguida com uma menção honrosa na categoria de Retrato no Prémio Estação Imagem.

Um dos regresso é Sérgio Amaral, desenhista e pintor, escultor e ceramista, por vocação e profissão de fé, desenvolve pesquisas experimentais e ensaia novos materiais (ferro e barro) assim fazendo o seu percurso na escultura, na modelagem e na cerâmica, com especial interesse pelo barro negro.

Mas outras visões, nomes e estreias (de artistas ou de obras) marcam presença na exposição da Rua das Ameias: Vanda Rodrigues, Oaktree, INTHEDIGITALFOREST, Sleepy.Kitties, Ricardo Correia, Pedro Rodrigues, deidra corp., Nuno Queirós, Maria João Fitas, Gil Rodrigues  e José Crúzio do Agrupamento de Escolas do Viso, Joana Sá, Jaf Graph, Arisca, Inês Costa, História no Feminino, bazookå!DOOM, Catadu, Carlantunes, Ana Verónica e Lexie Wolfs.

E porque a resposta à Chamada foi rica, a Sementeira expande-se além da exposição coletiva e contará com momentos musicais, de várias “formas e feitios”, dança, teatro, conversas, um almoço vegetariano… Tudo regado com muita cultura, pensamento crítico e vontade de construção política.

Assim, pelo nono ano consecutivo, a Sementeira, tal como a Cultura, não se esgota! Continua a ser um lugar de partilha e de encontros, de convívio e de criação, um lugar em permanente construção.

Nesta nova realidade, as sementes – da arte, da cultura, da criação, da desconstrução – são fundamentais para a germinação de novos frutos nos campos férteis da cultura, mas também do social e do político. Vamos fazer crescer para depois colher?