O mundo rural revoltado.A solução passa por comprar o que é português.

Escolher o que é português contribui para diminuir a poluição ambiental e melhora a economia nacional As normas vigentes da comercialização de hortofrutícolas, por exemplo, a informação sobre a origem do produto deve estar visível ao consumidor, seja na placa de informação ou até mesmo na etiqueta do produto.

Principalmente agora, em que sofremos os efeitos catastróficos da pandemia na economia, é muito importante consumir o que é nosso. Impactos económicos e ambientais são muito relevantes.

É uma medida que ajudará, e muito, a melhorar a situação financeira de Portugal, já para não falar dos benefícios de saúde em termos de consumo de alimentos. Um produto exportado é um produto que, por norma, necessita de mais conservantes para suportar, em condições de higiene e segurança alimentar, as deslocações.

Segundo as normas da comercialização de hortofrutícolas, por exemplo, a informação sobre a origem do produto deve estar visível ao consumidor, seja na placa de informação ou até mesmo na etiqueta do produto. Normalmente, está afixado junto ao preço e categoria do artigo em questão.

A DECO verificou que, apesar desta obrigatoriedade, nem todos os estabelecimentos ou outros postos de vendas cumprem. No comércio tradicional, por vezes, a informação da proveniência do produto está oculta, tendo o consumidor de questionar o comerciante sobre a sua origem.

Agricultores em defesa do mundo rural.

Algumas centenas de manifestantes concentraram-se este sábado, em Lisboa, em defesa do “mundo rural” e contra as políticas do Governo para o sector.

Concentrados na praça do Marquês de Pombal, receberam instruções por parte da organização, a cargo da Associação Ibérica em Defesa da Caça, Pesca, Tradições e Mundo Rural, antes de rumarem à Assembleia da República para formalizar o protesto contra as políticas do Governo para actividades rurais e outras conexas, tais como a agricultura, tauromaquia, pecuária, caça, tiro e pesca.

Prometendo ordem, “como na tropa”, e distanciamento, por causa da pandemia, garantiram colaboração com a polícia, que vedou o trânsito à zona.

“Respeitem o nosso modo de vida, tradições e costumes”, lia-se numa das muitas faixas, de “vivas” à caça e à tauromaquia, esticadas na relva da praça.

“A força é da bota e não da pantufa”, disse André Grácio, da organização, saudando os presentes (“os que somos somos bons”) e criticando os que preferiram ficar em casa.