Paulo Catalino fala-nos de obras executadas pelas autarquias

A realização de obras, no sentido amplo do termo, por parte das autarquias, poder-se-á assumir tratar-se de um procedimento absolutamente normal da gestão quotidiana de qualquer município. Pelo que, por parte de qualquer análise, também política, deverá ser olhada/entendida/reconhecida como uma estratégia de melhoria em termos genéricos das condições de vida das populações.

Naturalmente, que leitura particular pode e deve ser feita, quando esta proliferação de obras ocorre num lapso temporal demasiadamente concentrado num calendário coincidente com o términus de mandato.

Salvo melhor entendimento, a proliferação inusitada de obra nesta fase, poder-se-á extrapolar, uma de três possíveis leituras:

– O cumprimento de promessas/desejos anteriormente assumidos e que por circunstancialismos de vária índole, até à data não terá sido possível realizar;

– Estratégia mais ou menos deliberada de procurar deixar transparecer uma visão o mais abonatória possível de quem é detentor do poder decisório;

– Estratégia pensada e levada à prática de procurar tentar sair, como sói, dizer-se: “Pela porta grande”, tentado num forcing derradeiro “fazer o que ainda não foi feito”.

Em jeito de conclusão, ressalve-se que o que realmente mais importa, é sobretudo antever que a realização das citadas obras, seguramente terão o condão de atingir o propósito maior de aumentar e melhorar as condições de vida das populações, a que cada Autarca se predispôs e predispõe no seu dia-a-dia a servir.

Paulo Catalino

Presidente da Comissão Política do PS de Carregal do Sal