E se notas e moedas físicas acabarem?

Imagine um furação, como tantos têm atingido o globo, em larga medida devido às alterações climáticas. Um furacão devastador, como o que aconteceu nas Bahamas em 2019, em que a larga maioria da sua população ficou sem acesso a terminais multibanco.

Estamos a viver um era de aceleração da transição digital. Provavelmente, em pouco mais de um ano de situação de Pandemia, com grandes restrições à mobilidade, saltámos cinco anos, o que deveríamos ter avançado em um.

Aquela ilha situada no Mar do Caribe, criou, através do seu Banco Central, uma moeda digital (“sand dollar”), para a população fazer face à falta de uma moeda física, usando essa nova moeda numa aplicação no smarthphone.

Na atualidade, vemos um grande “boom”das moedas digitais, vulgarmente designadas “cryptomoedas”. Os bancos centrais estão já a estudar, concertadamente, a criação de uma alternativa às moedas e notas. A China já está na linha da frente, com avanços superiores ao Estados Unidos.

José Miguel Silva