Monumentos & Paisagens (Nelas) aposta na diversificação de produtos e serviços

ENTREVISTA com o Co-Fundador & Gerente Mikael Loureiro.

A nossa empresa foi criada em 2005, em nome individual.

Em 2007 foi constituída uma sociedade, fundando assim a empresa Monumentos & Paisagens, Lda.2015 representou o ano da grande transformação. Em conjunto com os meus pais adquirimos a restante parte da empresa, tornando-se assim uma empresa 100% familiar.

Foi então que assumi perante a família a gestão da empresa, onde foi feita uma restruturação a nível de instalações, aumento da diversidade de produtos e novos serviços.

Criámos o serviço de florista, garantindo diversidade de flores e plantas sempre frescas ao melhor preço/qualidade, tanto para a venda a particulares como para profissionais.

Mais tarde iniciámos a vertente de criação e manutenção de jardins, onde hoje sem dúvida nos destacamos nesta área face à concorrência. Tentamos sempre realizar todos os nossos serviços com o máximo de rigor, aplicando também produtos de qualidade superior.

Iniciamos esta área para particulares, mais tarde abrangendo empresas e entidades publicas.

Sentimo-nos orgulhosos pela forma como somos acarinhados pelas populações e deste modo contribuir para o embelezamento do nosso município e municípios vizinhos.

Como a vossa empresa passou a primeira e segunda onda da pandemia da Covid-19? Quais os principais constrangimentos por que passou?

Na primeira fase encerrámos cerca de uma semana por iniciativa própria, onde adotamos as condições necessárias de segurança, tanto para clientes, colaboradores e fornecedores.

Desde então mantivemo-nos sempre em funcionamento, mas com bastantes constrangimentos, dado o medo que se instalou na população.

Numa fase inicial os clientes eram reduzidos, uma vez que todos os cemitérios estavam encerrados e os funerais também estavam limitados a um número reduzido de pessoas.

Os dias que para o sector da floricultura são importantes (finados, dia dos namorados, páscoa), também acabaram por ser fracos, dado todas as medidas do estado de emergência implementadas pelo nosso governo.

Na segunda fase a situação melhorou um pouco e estamos a voltar à normalidade.

Em contrapartida as pessoas mantiveram-se mais em casa e acabaram por querer decorar/jardinar/plantar, o que levou a uma procura significativa de todo o tipo de plantas, substratos e outros artigos necessárias à atividade.

 

De momento tem havido alguma dificuldade por parte dos fornecedores que nem sempre conseguem ter capacidade de resposta para alguns artigos, já na floricultura está haver rotura de stock de algumas plantas e flores vindas de outros países. Dada a elevada procura, também temos assistido a um aumento significativo nas tabelas de preços. Em conversa com outros empresários, temos verificado que está a ser comum em todos os sectores, o que nos preocupa bastante.

Que oportunidades surgiram, em tempos de reinvenção, nomeadamente na digitalização, em termos de e-commerce e eficiência no uso de recursos?

Tentamos reduzir ao máximo o contacto presencial, limitámos o número de clientes em espaço fechado e a utilização de gel desinfetante e máscara passou a ser obrigatória.

Os clientes contactam-nos por telefone, email, mensagem, redes sociais, fazem o pedido e já só precisam de passar nas instalações para levantar os bens adquiridos, pagos agora também por multibanco ou MBway, algo que decidimos adotar neste momento face à situação que vivemos.

Esperança e Resiliência. Duas palavras chave durante os confinamentos. Que comentário lhe merecem, perspetivando já o futuro ..

A resiliência foi a chave para ultrapassar e progredir perante esta fase menos boa que o mundo está a viver, mas que nos permitiu evoluir e adquirir novos métodos e conhecimento necessário para encararmos o futuro.

Todos temos de fazer a nossa parte cumprindo todas as regras e reduzir os contactos sociais.

Deixo desde já o meu apelo a todos para que não facilitem, mesmo quando o número de novos casos ou de casos ativos é mais reduzido.

Não podemos baixar os braços, temos de nos readaptar, pois certamente temos de viver com esta pandemia durante muito tempo.

Sinceramente não sei bem (acho que ninguém sabe), os impactos que esta pandemia irá ter na sociedade e na economia, portanto o futuro é incerto, mas estamos cá para nos adaptar, trabalhar e lutar em prol da nossa empresa e para agradar os nossos clientes.

Tenho esperança que juntos podemos reduzir estes impactos, bem como todo o impacto que houve na sociedade.

Aproveito para agradecer a todos os profissionais de saúde que têm sido incansáveis neste processo.   

Convido-vos a visitar-nos em segurança, protejam-se!

Até breve.