25 de Abril: Liberdade com mais pobreza e austeridade? E onde fica o combate à corrupção?

Comemorámos o 47º aniversário sobre o 25 de Abril de 1974, data que, antes de tudo, nos aparece como sinónimo de “Liberdade”. A mudança de regime operada com a conquista da Liberdade, resultou do empenho e da luta de uma geração com valores e com coragem no “sonho” de construir um País melhor. Sabemos que muitos deles deram o seu melhor, incluindo a vida, para que tal “sonho” se concretizasse. Todavia, não podemos ignorar que à medida que o tempo vai passando e as memórias se vão esvanecendo, há uma responsabilidade de todos nós em recordar todos aqueles que acreditaram, sempre lutaram e deram até a vida pela Liberdade. No caso, cabe-me lembrar Francisco Sá Carneiro cujo exemplo nos obriga a estar sempre na primeira linha da defesa dos valores da solidariedade, da justiça social, da paz, da dignidade de cada pessoa, do respeito e do bem comum. Sem o respeito por tais valores, não se pode falar de “Liberdade”. Para o cumprimento de Abril, para além da observância daqueles “valores”, é necessária a mudança de mentalidades e de comportamentos individuais que sejam guiados por condutas éticas e morais irrepreensíveis.

Em diferentes escalas de análise, assistimos a várias condutas éticas e morais que não se coadunam com os valores de abril, entrámos no vale tudo para atingir determinados fins.

O 25 de Abril foi feito para afastar todos os tipos de comportamentos que são reprováveis e deveras censuráveis, ética e moralmente e nós conhecemos alguns.Na verdade, 47 anos volvidos sobre a revolução de Abril, continuamos a ser confrontados com comportamentos, por alguns achados até como normais e aceitáveis, mas que patentemente ofendem a “memória” de tantos e tantas que tiveram um “sonho” na luta por um Portugal melhor para todos.
Não podemos deixar de reflectir que, o grave contexto de pandemia que se tem vivido no Mundo, em Portugal e particularmente no nosso Concelho, é um campo aberto para incutir certos “medos” e certas “dependências”, junto de muitos Munícipes e Eleitores que, como é evidente, são reflexo de uma certa forma de estar na vida mais próxima do regime que caiu na madrugada de 25 de Abril de 1974. De uma vez por todas devemos acreditar que é possível ser livre das subserviências e dos medos que alguns persistem em perpetuar.
Todos temos responsabilidade na mudança necessária, pelo presente e futuro de Portugal.

Manuel António Santos
Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Carregal do Sal