MAAVIM questiona: “Porquê Pedrogão e não Beira Alta?”

A MAAVIM, na defesa dos lesados dos Incêndios de Outubro de 2017, recebeu com muita surpresa hoje a notícia de que, a Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à atuação do Estado na atribuição de apoios na sequência dos incêndios de 2017 na zona do Pinhal Interior, deliberou a recomendação para o estado Português apoiar a reconstrução das 2 habitações dos Incêndios de 2017.

Ora, concordamos com tal medida, e temos sido reivindicativos nesse sentido, para que todos possam ter ajudas para a reconstrução dos seus bens que perderam.

Mas voltando ao facto e visto que a maioria dos concelhos afetados pelos incêndios de Outubro de 2017 são no Pinhal Interior, questionamos o porquê de a mesma recomendação não ser unânime ao nome da comissão, que diz Incêndios de 2017.

Estará mais uma vez a Assembleia da República a ignorar o flagelo por que passámos, não apoiando milhares de famílias que tudo perderam, quer a nível de habitação, floresta e agricultura?

Ou será que vamos continuar a aguardar por mais comissões para nos dizerem que temos razão?

Continuamos sem perceber os critérios de descriminação entre os 2 episódios que em nada têm sido tratados de igual forma. Basta verificar que tivemos dias para fazer candidaturas, não tivemos projetos REVITA, nem apoios (estatais) para as 2ªs habitações, não tivemos apoios para a floresta, continuamos com famílias sem habitação e algumas ainda em roulotes.

Que mais poderemos pedir a não ser igualdade de tratamento para todos os lesados em Portugal.

É de facto lamentável que a Assembleia continue a deliberar e o Estado a não acatar as recomendações.

Pedimos para que de uma vez por todas se faça justiça para com os lesados e para que todos tenham direito ao que foi prometido e deliberado.

Também pedimos que sejam definitivamente apuradas as responsabilidades na falta de auxílio e na ajuda a quem nada perdeu.

Esperamos que a Assembleia assuma o lapso e converta a recomendação para todos os lesados dos Incêndios de 2017 e para todas as calamidades que ocorreram em Portugal da mesma maneira, sem quaisquer descriminações.

Nuno Tavares Pereira

Porta-Voz MAAVIM