Descofinamento continua ou terá um travão? Saber-se-á a 1 de abril

A 1 de abril serão tomadas as decisões que vão pautar o ritmo de desconfinamento ou um possível recuo.

Até lá, os portugueses estão proibidos de circular entre concelhos e sujeitos ao dever geral de recolhimento. Com a decisão a ser tomada no dia 1 de abril, Mariana Vieira da Silva frisa que esta “dependerá dos comportamentos e ação” dos próximos dias, mas deixa escapar que os dados atuais não apontam no sentido de recuar no que foi programado pelo Governo. A matriz passou a fazer parte do dia a dia e, querem os portugueses, que as próximas atualizações mantenham os indicadores na famosa zona verde. Só assim será possível continuar a avançar no plano traçado.

A ministra da Presidência repetiu a expressão de “desconfinamento a conta gotas” e lembrou que para que se mantenha o que está previsto para dia 5 de abril (regresso à escola dos 2º e 3º ciclos, esplanadas, cafés) é preciso que os indicadores se “mantenham na zona verde e em segurança”. Ainda assim, Vieira da Silva diz que “ninguém fará destas linhas absolutos travões”, mas não deixa de apontar, no entanto, o risco de se ultrapassar o R.

Num cenário de abrandamento ou travão serão as escolas, uma vez mais, as últimas na lista de espaços a fechar. “Não será em princípio pelas escolas que se iniciará qualquer processo de desaceleração de confinamento ou desconfinamento”, disse a ministra que admitiu que se a segunda fase do plano de desconfinamento avançasse nesta altura — com os dados atuais — podia seguir tal como está.

“Se fosse no dia 5 poderíamos prosseguir, por estarmos tão distantes do dia 5 e próximos do valor 1 do R, sim, naquela zona verde, tínhamos condições para avançar”, explicou, acrescentando ainda que “só uma evolução de dados muito significativa obrigaria a recuar o plano”.

Tal como Marcelo Rebelo de Sousa já tinha antecipado, o estado de emergência será para manter até maio (assumindo que o plano de desconfinamento segue o programado e que não há recuos ou abrandamentos), algo que foi novamente confirmado pela ministra da Presidência: “o Governo defende que para garantir a segurança jurídica até ao final do desconfinamento é necessário o estado de emergência”.

Em relação ao plano para testagem em massa da população, a ministra da Presidência esclareceu que serão realizados nos concelhos com mais de 120 casos por cem mil habitantes. Para já, a prioridade é aumentar a capacidade de testagem nos concelhos com maior incidência, esclareceu a ministra. Outra das novidades será, no regresso às aulas, a testagem em massa no Ensino Superior.