MAAVIM classifica os milhões anunciados para a floresta como “fake”

Depois das ultimas notícias que dão conta de um investimento de 7 mil milhões de Euros até 2030 na floresta, gostaríamos de saber:

– quando recebem os lesados dos incêndios de outubro de 2017 ajudas para a reposição do potencial produtivo florestal perdido em 2017?

– quando é que recebem apoio para a reposição das alfaias agrícolas e florestais perdidas em 2017?

– quando é que recebem os apoios para a perdas agrícolas e florestais de 2017?

– quando é que se deixam de plantar eucaliptos e se deixa continuar a crescer eucácias por todo o lado, sem qualquer limpeza florestal?

– quando é que o Governo pensa em ajudar quem realmente trata o terreno e a floresta?

Isto tudo vem no sentido de ontem, dia 20 de Março de 2021 o Primeiro-Ministro anunciar um pacote de cerca de 12 milhões de Euros para a floresta, que ainda não foi entregue e que na sua maioria já tinha sido anunciado pelo Ministro Capoulas dos Santos em 2019 pela altura da campanha para as Legislativas.

Muitos desses equipamentos continuam desde 2019, sem estarem em funcionameento e sem o uso devido para a anunciada manutenção da floresta que deve ser feita durante o Inverno.

Desde 2017 que assistimos a anuncios atrás de anuncios para lutar contra o abandono da floresta e do território, para evitar incêndios, não havendo medidas diretas para quem limpa e quem realmente trata do território e da Floresta.

Para quando serão anunciados medias de apoio para as pessoas e populações que estão no território e lutam diáriamento contra o abandono do território, da agricultua e da floresta?

Se o maior problema são a falta de recursos humanos, porque não investir em recursos humanos que já estão no território, antes que o abandonem, em vez de se continuar com a propaganda de comprar equipamentos para organismos que não os usam, pois nem recursos humanos têm…

Serão as “cims”, que não têm qualquer experiência na floresta, que vão usar os equipamentos florestais ou as populações e respetivas autarquias locais (ditas freguesias)?

Como é que se pode dizer que as zonas de maior procura estão no Algarve ou no Norte, quando a maior zona florestal e com declives mais acentuados está situada na zona Centro?

Não continuam a passar de “Fake” news para se falar nos incêndios antes de eles começarem…

Nesse sentido, irá este movimento solicitar à 7ª Comissão de Agricultura e Mar, uma audiência urgente, para que seja esclarecido para onde são canalizados estes apoios públicos e porque ainda continuam centenas de Agricultores e empressas florestais sem qualquer apoio desde 2017.

Continuamos Abandonados.

Nuno Tavares Pereira

Porta-Voz MAAVIM

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