PSD Nelas criticamente duramente Borges da Silva acusando-o de “mentir como procedimento”

A MENTIRA COMO PROCEDIMENTO.A DESONESTIDADE INTELECTUAL COMO RECURSO.

Borges da Silva continua na senda das inverdades. Infelizmente nada de novo na sua forma de fazer política. Mesmo que repetida muitas vezes, uma mentira não se torna verdade.

Na última aparição nesse estilo tenta passar a ideia que de 2010 a 2013 foram acumulados 15 milhões de euros de resultados negativos. Nada mais falso. Para justificar este número, que só existe na cabeça de Borges da Silva, apresenta dois mapas relativos ao balanço. Contudo, confunde resultado transitado com resultado líquido do exercício.

Os resultados transitados assentam essencialmente nos resultados operacionais, financeiros e correntes do exercício. O que quer dizer, como facilmente se pode provar nos mapas que Borges da Silva deliberadamente escondeu, que não é apenas o resultado líquido do exercício que influencia os resultados transitados. Mas, mesmo com os mapas que ele apresentou se pode verificar que, em 2009, a soma do resultado líquido do exercício ao saldo transitado, o resultado não corresponde. Acontece o mesmo com os anos 2013/2014 e 2018/2019.

São várias as rúbricas/contas POCAL que podem influenciar o resultado transitado, sendo que as que mais influenciam são: as depreciações anuais associadas aos bens do imobilizado, as provisões, as amortizações, os acréscimos de proveitos e os custos diferidos. Quer isto dizer que se estas contas tiverem variações de ano para ano substantivas isso vai influenciar os resultados transitados.

Por exemplo, num ano em que haja um resultado líquido do exercício negativo de 100 mil euros, mas que na variação resultante das restantes contas dos resultados operacionais, financeiros e correntes do exercício seja positivo, 200 mil euros, (valor superior ao resultado liquido do exercício), o resultado transitado diminui 100 mil euros.

Como se comprova, e se pode facilmente constatar no mapa anexo, Borges da Silva falta à verdade e tenta enganar os munícipes. Basta fazer a soma da conta 88, resultado líquido do exercício, com a conta 59, resultados transitados, para se confirmar que não há qualquer ligação ao que ele falsamente indica. Esta situação diz bem como o presidente da câmara faz política. A palavra de ordem são as inverdades.

Esta atitude de Borges da Silva revela somente uma de duas coisas: ou desonestidade intelectual ou que continua a não entender muito de contas públicas, como os resultados e a sua gestão assim o atestam, apesar dos avençados principescamente pagos.

Sim, a coligação contratualizou empréstimos e teve a dívida elevada, mas apesar do contexto económico e social da época e de ter definido o seu pagamento e o reequilíbrio das contas públicas como prioridade, foi julgada por isso.

Bem prega Frei Tomás. O que antes era móbil de acusação, passou a ser prática corrente dos mandatos de Borges da Silva. Os inúmeros empréstimos deste mandato, que oneram as gerações vindouras, a excessiva despesa pública e política, de nomeações e avenças, os resultados negativos consecutivos nos últimos 4 anos, o aumento exponencial da dívida bancária e da dívida aos fornecedores, fora a que ainda não foi faturada, são disso exemplo.

Sem esquecer o passado, é do presente e do futuro que estamos a falar. E este caminho se não for invertido deixará uma câmara manietada, com uma despesa corrente insustentável, com mais resultados negativos dos exercícios, e uma pesada dívida bancária para os próximos 20 anos.

Em vez de procurar fantasmas do passado, Borges da Silva tem é que apresentar as contas e dizer onde gastou 153 milhões de euros, 53 mil euros por dia, 2,2 mil euros por hora em 8 anos, porque ao contrário do que seria de esperar, os Munícipes não veem o dinheiro dos seus impostos investido com rigor e com retorno na sua qualidade de vida.

O PSD de Nelas não pretende, nem nunca pretendeu, silenciar alguém, pelo contrário, defende o salutar debate público, a opinião divergente, o pluralismo, no fundo a essência da Democracia. Pensamento que parece não ser partilhado por quem revelando saudosismo de outros tempos manda calar quem consigo discorda, quem faz contraditório, fiscaliza e escrutina a sua gestão.

Uma oposição construtiva, mas assertiva, mas sempre feita com educação, elevação e respeito. Sem necessidade de tiques de tiranete, nem recorrer a linguagem boçal, nada condizente com o lugar que ocupa, muito pouco dignificante do cargo de um presidente de câmara e profundamente desrespeitadora para com as pessoas.

Os Munícipes e o Município merecem melhor.

O Presidente da CPS do PSD de Nelas Artur Jorge Ferreira