Muitos clientes já nos apelidam “o Campus tem tudo”

Fernando Campos, gerente e sócio de umas das conhecidas empresas de venda de materiais de construção da região, situada em Cabanas de Viriato (Carregal do Sal), em entrevista.

A “Campus” nasceu em 1982, e fui mudando a sua atividade, reinventando-se ao longo do tempo. 

Conte-nos um pouco do historial da vossa empresa …

A Empresa António da Silva Campos & Filhos, foi idealizada por António da  Silva Campos, empresário do ramo alimentar, que em Julho de 1982 com os  filhos Francisco António e Fernando José Coelho Pessoa da Silva Campos, criou uma superfície moderna equipada com os mais modernos meios de frio e em regime de auto serviço colmatando uma lacuna na Vila, onde apenas existiam as tradicionais mercearias de bairro.

Nos anos seguintes foi incorporada a mercearia tradicional que existia em Cabanas de Viriato o “Chico Pessoa”,no lugar do Aido,criada pelo nosso Avó, Francisco Coelho Pessoa, auxiliado pela sua filha, Elisa Coelho Pessoa. A casa comercial, com excelente reputação comercial, oferecendo um serviço polivalente, que punha à disposição dos clientes um vasto leque de produtos, além da tradicional merceraria, disponiblizava  retrosaria, roupas e tecidos, materiais de construção, adubos,pesticidas e combustíveis.

Os sócios resolveram então deixar a área do comércio alimentar e dedicar-se ao sector de venda de materiais de construção, tendo, em 2001 abandonado a loja em Fundo de Vila e aberto na Rua Viriato 400, um espaço moderno com 1 200m2 de área coberta, onde os nossos clientes tem à sua disposição todos os produtos destinados à construção civil, desde o bloco a tintas e uma vasta gama  de bricolage, ferramentas manuais e elétricas, onde podem encontrar toda o tipo de electrodomésticos, num sem número de utilidades, fazendo com muitos clientes já nos apelidam “o Campus tem tudo” .

Quais os vossos produtos e serviços?

Trabalhamos com muitas empresas, que muito nos ajudaram a crescer e atingir a qualidade de serviço que nos orgulhamos. Sem desprestigiar ninguém, deixe-me referir que representamos os Cimentos Secil, Colas e Cimentos Weber, Tintas Sotinco, Telas Umbelino Monteiro, Repsol Gás; Iberfiran; Danosa;  Artebel e muitas mais.

Temos uma distribuição porta a porta de gás engarrafado, fazemos entregas prontas de materiais de construção e todos os outros que comercializamos, também com entregas ao domicilio.

Dispomos de uma frota automóvel constituída por cinco viaturas, ligeiras e pesadas, equipadas com caixa de carga basculantes e gruas para descarga.

Como estão a reagir a quase um ano de pandemia e como tem evoluído o negócio?

Iniciamos por implementar as normas em vigor decretadas pela Direcção Geral de Saude. Numa primeira fase tivemos um balcão à porta sem acesso na loja. Com o abrandamento das medidas abrimos as portas com as restrições em vigor, cumprindo e  limitando a entrada de pessoas.

Os clientes e fornecedores tiveram que se adaptar a estas restrições que dificultam em muito o atendimento e forma de estar, mas com a nossa disponibilidade e a magnífica e compreensiva atitude dos clientes, temos conseguido satisfazer as solicitações.

A nossa casa esteve sempre em trabalho contínuo, pois o confinamento levou, e leva, as pessoas, que passando mais tempo em casa, façam pequenas reparações nas suas residências, tantas vezes adiadas e necessitando dos nossos  serviços e produtos, foram adquirindo os diversos materiais que precisavam.

Que desafios principais enfrentam?

Julgo que os principais desafios que vamos enfrentar será a falta de poder de compra das pessoas, pois algumas deixaram de auferir os seus salários ou tiveram uma redução drástica dos seus rendimentos e ainda a subida em flecha dos preços de muitos materiais.

No horizonte prevê que o setor da construção, que a par da alimentação, foi  dos que mais resistiu à crise, venha a continuar a crescer?

O sector da construção é deveras um dos principais motores da economia de qualquer país, pois mexe com praticamente todos os setores .

Devemos acreditar que o setor irá continuar a crescer, temos que acreditar e esperar que os nossos governantes possam criar medidas que venham a minimizar a natural perda de rendimentos dos agregados familiares, pois só desta forma nos conseguiremos aproximar dos restantes parceiros europeus fazendo deste nosso Portugal um local onde dá gosto viver com dignidade e felicidade. Pela nossa parte tudo faremos para que assim seja.

José Miguel Silva