Endividamento e Obras Executadas. A dicotomia na gestão autárquica de Nelas dos últimos três anos. Que comentário lhe merece?

O segundo mandato de José Borges da Silva acentuou a dívida como principal ferramenta de gestão (face a uma tesouraria e capacidade de investimento totalmente inexistentes).

Foi pena que o Partido Socialista local (que pouco tem a ver com o Presidente e sua entourage) não tenha mantido a posição de setembro último onde se juntou ao CDS-PP e PPD/PSD no “veto” ao novo “pacote de dívida” (acabaram por ser mais 800 mil euros e não os 1,6m euros inicialmente colocados à discussão). A execução das obras lançadas neste mandato mostra duas coisas: (i) asfixia financeira da CM Nelas que origina atrasos permanentes (ii) alguns empreiteiros a gerirem as prioridades do executivo eleito. É um desrespeito pelas pessoas termos obras em escolas e cemitérios anunciadas há meia dúzia de anos, mas ainda por executar (são obras que não interessam aos empreiteiros próximos da Câmara Municipal pelo seu valor reduzido). O próximo mandato terá que ser  no essencial “austero”  da parte de quem tome conta dos destinos da Câmara Municipal.

Manuel Alexandre Henriques

Presidente da Comissão Política do CDS Nelas. Deputado Municipal