A situação pandémica e a crise económica. Qual o papel das autarquias para minimizar os respetivos impactos?

Manuel Santos, Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Carregal do Sal

Vivemos um tempo difícil , depois de uma primeira vaga da pandemia, onde todos verificámos as dificuldades que surgiram, havendo desculpas que podemos aceitar, não estávamos preparados para tal, não conhecíamos o vírus , onde podia chegar, o que podia trazer.

O Estado tentou responder à pandemia, consequência de um desinvestimento acentuado do SNS, verificámos que o mesmo entrou em rutura, falta de pessoas, falta de equipamentos , enfim, como bons portugueses conseguimos” desenrascar” a ineficiência do Estado. A vacina nunca mais chega, criam-se expetativas, provavelmente para 2021 teremos uma vacina.

Aqui entra o Poder Local, pela proximidade que tem junto dos seus munícipes , alertando para um comportamento responsável , se assim não fosse, o resultado poderia ser bem pior, e aquilo que verificamos é que as Autarquias foram obrigadas a substituir o Estado Central, pois fala-se muito em “descentralização “ mas aquilo que se verifica é que fica apenas por boas intenções, porque na prática não existe , está apenas no papel, os recursos financeiros não são transferidos, como se isso não bastasse , a assimetria que existe entre as autarquias do interior e as do litoral com receitas completamente diferentes , logo com orçamentos limitados, logo com respostas diferentes.

As Autarquias hoje vivem com dificuldades financeiras  , o Estado “empurra” para as mesmas responsabilidades , nomeadamente na área da saúde, que não podem assumir, quem  sofre são os munícipes , entramos no jogo do rato e do gato , entramos no descontrole de quem é que manda , são as consultas que ficam em atraso ,a falta de médicos,  são as vacinas que não são suficientes, são os pedidos de exames complementares que vão sendo adiados, e o que podem fazer as Autarquias? Reforçar junto do Estado Central a necessidade de resolver estas situações ? Que poder tem? São muitas questões que não vão tendo resposta !

Poderão as Autarquias ter medidas que possam beneficiar os munícipes neste período? Podem! Mas com que meios? Medidas sociais , apoios nas rendas de casa , para quem ficou desempregado , redução do preço da água , apoio aos lares , apoio às escolas , sim ! Vacina da gripe com equipas que possam estar junto dos munícipes ,como alguns municípios já estão a fazer.Testes , testes , testes, em lares , em escolas , junto da população mais idosa , sim , mas onde estão os apoios do Estado? Como querem quebrar cadeias de transmissão se não fizerem testes.

As Autarquias são quem está junto da população , é nas autarquias que as populações acreditam que podem resolver as situações mais graves e menos graves , aquilo que se questiona é se o Estado Central se preocupa com a autarquia e com os meios que a mesma tem para os resolver , ! Não me parece! Aquilo que urge fazer às autarquias  ,é com a experiência adquirida conseguir responder melhor a tudo aquilo que se espera.

Vamos acreditar que vai ficar tudo bem!

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