Edil de Oliveira do Hospital apresenta queixa crime contra Nuno Pereira (MAAVIM)

Em causa um indigente que Nuno Pereira (MAAVIM – Movimento de Apoio às Vítimas dos Incêndios de 2017), socorreu em Lisboa, depois de contactado pelo nosso colaborador Pedro Abranches Mateus

ESCLARECIMENTO de José Carlos Alexandrino, Autarca de Oliveira do Hospital, publicado em 22 de novembro, na sua página no Facebook :

Tendo sido envolvido numa falsa e caluniosa polémica que ontem se instalou nas redes sociais e foi intencionalmente propagada por vários sites de “fake-news”, por forma a amplificar a mentira que serve de alimento aos que infelizmente se entretêm a aproveitar politicamente da desgraça alheia e da tragédia dos incêndios para se autopromoverem, sinto-me na obrigação de prestar aqui um esclarecimento a todos os meus concidadãos, até porque para além da função que desempenho como Presidente da Câmara, também sou pai de família e um cidadão igual a todos vós.

Vamos então aos factos:

Um elemento da MAAVIM de Midões, insinuou ontem no Facebook que um cidadão de origem belga que residiu no concelho de Oliveira do Hospital durante vários anos, foi encontrado em Lisboa na condição de sem-abrigo pelo facto de o Município de Oliveira do Hospital lhe ter rejeitado ajuda a seguir ao incêndio de 15 de outubro de 2017.

“Nunca conseguiu a ajuda que deveria ter sido dada e é hoje um sem-abrigo dos Incêndios de Outubro de 2017”, acusa o membro daquele movimento que, não raras vezes, e por razões que são sobejamente conhecidas, tudo faz para denegrir a minha imagem e a do Município de Oliveira do Hospital, à custa da desgraça alheia.

Todos os que me conhecem sabem da minha sensibilidade social e da atitude que sempre tive quando estão em causa a ajuda e o apoio a quem mais precisa. Nesse sentido, e mal tomei conhecimento desta situação, que envolve um cidadão de 50 anos de idade que conheci ainda jovem e que agora tomou uma opção de vida que muito me custa a aceitar, convidei o pai e a madrasta para uma reunião, que se realizou esta manhã na Câmara Municipal, com vista a apurar a verdade dos factos.

Em primeiro lugar, importa referir que, contrariamente ao que foi afirmado de forma caluniosa, nunca o cidadão Jan Roosenboom pediu qualquer tipo de ajuda a este Município.

Aliás, e conforme me esclareceu hoje o seu pai – um respeitável cidadão belga que se instalou em Ervedal da Beira no início dos anos 90, e com o qual mantenho as melhores relações desde há muitos anos –, à data do incêndio, o filho encontrava-se a viver na Bélgica.

Também nunca foi pedido a esta Câmara Municipal qualquer apoio para a reconstrução da casa onde é afirmado que vivia o cidadão Jan Roosenboom, porque conforme nos explicou o seu pai, legal proprietário, a casa tinha seguro e o processo foi sempre tratado com a seguradora.

Tendo-me disponibilizado de imediato para ajudar no que for preciso, o pai do cidadão Jan Roosenboom, assegurou-me que esta é a segunda vez que o filho decide assumir a condição de sem abrigo em Lisboa, sendo que a primeira foi antes do incêndio de 15 de outubro de 2017.

Portanto, não se percebe como é que o Movimento de Midões vem dizer que Jan Roosenboom ” é hoje um sem abrigo dos Incêndios de Outubro de 2017″.

Uma descarada mentira! Aliás é o seu próprio pai que nos diz que o filho tem várias casas onde poderá ficar, pelo que não tem nenhuma necessidade de viver nestas circunstâncias.

Ao que nos é dito a família continua a tentar, embora sem êxito, resolver os problemas do cidadão Jan Roosenboom. Aliás, como o próprio pai me recordou esta manhã, no ano de 2014, fui eu próprio que convidei um médico para jantarmos com o pai, a madrasta e o filho, num restaurante na Cordinha. Acontece que, nesse jantar, que se realizou com o único propósito de ajudar clinicamente o cidadão Jan Roosenboom, também esteve presente o Sr. Fernando Tavares Pereira, que hoje preside à MAAVIM.

Feito este esclarecimento, que julgo suficientemente elucidativo, resta-me anunciar aqui que este execrável comportamento do membro da MAAVIM nas redes sociais, será alvo de uma queixa-crime, porque não podemos continuar a pactuar com comportamentos insidiosos que alimentam “fake-news”, nem tolerar que alguém se ande a aproveitar politicamente da desgraça alheia e da tragédia dos incêndios para se autopromover, caluniando a minha pessoa, o meu executivo, e manchando o nome do Município de Oliveira do Hospital.

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