“Guerra” no CDS-PP Viseu. Eleição distrital ao rubro

Depois do desaire de 6 de outubro o CDS-Viseu vive uma disputa interna entre Francisco Mendes da Silva e Paulo Duarte. A concelhia de Nelas – uma das mais representativas do distrito -apoia de forma esmagadora o Advogado Paulo Duarte, com Manuel Marques a ocupar o segundo lugar na respetiva Lista. 

Francisco Mendes da Silva, reconhecido comentador e Vice-Presidente da atual distrital, apresenta-se como herdeiro dos atuais órgãos e é visto como o “sucessor natural de Hélder Amaral.

Paulo Duarte assume posições críticas do CDS-PP distrital, acusando a direção cessante de ter definhado o partido em Viseu. Mais grave, é acusada a Secretaria-Geral do partido de uma  “Golpada” na medida em que apenas agendou eleições para o Distrito de Viseu (adiando para fevereiro as eleições de Aveiro que deviam acontecer nesta altura). Contactámos o Presidente da concelhia do CDS-PP de Nelas, Manuel Alexandre Henriques, para comentar esta disputa. Revelando que “está de alma e coração com Paulo Duarte, afirma que tem “respeito e consideração” por Mendes da Silva. Instado a falar do congresso explica :  “posso fazer uma leitura política óbvia entre o facto de Francisco Mendes da Silva redigir a Moção de João Almeida e neste contexto assumir uma candidatura à Distrital”, assumindo não acreditar que os processos estejam “desligados”.  Manuel Henriques acrescenta: “Após as eleições distritais e o Congresso tomarei uma decisão sobre que papel quero nesta estrutura concelhia e neste partido. Uma estrutura que teve o sétimo melhor resultado a nível nacional nas últimas autárquicas não pode ser tratada desta forma. A secretaria-Geral teve um comportamento parcial porque tem um candidato: Francisco Mendes da Silva””.

Sobre Mendes da Silva adianta que o “respeita” como comentador da área do Centro-Direita, mas  “ a ideia que fica é que não está talhado para o cargo que se candidata”.” Trabalha essencialmente para ele, para a sua notoriedade pessoal, sendo um dos culpados  do mau resultado recente do Partido em Viseu, não tendo contudo assumido essa culpa”, realça, frisando que “neste ponto é diferente de João Almeida porque o candidato à liderança do CDS teve já, pelo menos, a frontalidade de assumir culpas no processo das legislativas. Outros porém não falham”.

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