MAAVIM lembra os grandes incêndios de 2017 : “Estão mais de 1000 pessoas sem casa”

A MAAVIM, em defesa dos direitos dos Lesados e Vitimas dos Incêndios de Outubro de 2017, vem, 2 anos após o maior incêndio ocorrido em Portugal, alertar para que ninguém esqueça quem tudo perdeu nesses dias.

Existem milhares de pessoas que nunca receberam nenhum dos apoios anunciados. E se muitos dizem que no interior não existem populações é porque não conhecem a realidade e nos querem calar. Mas só exigimos o que a lei determinou, por negligência e abandono do Estado.

Na Agricultura e Floresta:

Existem milhares de agricultores que nunca receberam os apoios prometidos, mesmo tendo feito o requerimento indicado pelo MAFDR;

– Estão Milhões de Euros por entregar segundo a propaganda emitida pelo MAFDR;

– Existem ainda candidaturas por validar do 6.2.2., outras a serem chumbadas, passados 2 anos;

– Existem candidaturas por abrir, principalmente para o Restabelecimento do Potencial Produtivo da Floresta e apoio na Agricultura;

– Não existe programação para a nossa floresta e já temos o dobro das plantações de eucaliptos, que tínhamos antes de Outubro de 2017;

– Mais de 200 Milhões de Euros vieram da EU para ajudar nas perdas dos proprietários e onde estão aplicados???;

No Planeamento e Infraestruturas:

– Ainda não foram pagos 50% das candidaturas aprovadas na área da Industria, passados 2 anos;

– Existem candidaturas de empresas com perdas, que foram chumbadas;

Estão mais de 1000 pessoas sem casa, que em Outubro de 2017 perderam tudo e a CCDRC chumbou os seus processos, enquanto outros têm habitações onde anteriormente não existiam; E se a desculpa é a legalização, então como foram outras construídas exatamente com os mesmos problemas, utilizando como desculpa para reprovar quem ficou sem nada a legalização?

– Existem famílias que ficaram com a reconstrução a seu cargo e não recebem as despesas à meses e muitas das despesas foram consideradas elegíveis;

– Existem crianças que desde Outubro de 2017, ficaram sem casa e nunca mais foram para a Escola;

– Existem idosos que ficaram sem habitação e foram colocadas em lares, para não serem um “encargo”;

– Estão agora as Autarquias a usar milhões da EU que eram para os Lesados dos Incêndios, para fazerem projetos, que serão inaugurados até Outubro de 2021 em verdadeiras campanhas politicas;

– As infraestruturas e o património estão completamente abandonados, mesmo estando previsto para isso apoios comunitários. Mas passaram 2 anos e continuamos com placas queimadas e estradas a cair por causa dos Incêndios de 2017. Existem outros edifícios e infraestruturas que estavam abandonados e agora são alvo de recuperações com dinheiro para os incêndios de 2017…

Qual é o critério???? Não estarão em primeiro lugar as populações?

Em suma, queremos o apuramento da verdade, do que realmente foi gasto e de quem foi apoiado.

Mas o nosso foco sempre foram as pessoas que nunca receberam ajuda, e por isso este mês de Outubro, 2 anos após os Incêndios, entrará no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo um pedido de apoio a todas as famílias abandonadas, por falta de apoio do Estado Português e das entidades competentes.

Queremos JUSTIÇA CONTRA OS CULPADOS.

Não aceitamos que a região e o país pareça que acabou de sair de uma guerra.

Continuamos sem ter culpados. Nós não somos culpados, somos vítimas.

 

Nuno Tavares Pereira

Porta-Voz MAAVIM

 

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