Vereadores do PS Viseu propõem “Plano de Ação para a Revitalização Ecológica e Urbana do Rio Pavia”

Na reunião de câmara realizada a 5 de setembro de 2019, os vereadores do Partido Socialista (PS) no Município de Viseu (MV) tiveram várias intervenções sobre assuntos de relevância para o território, os agentes locais e os viseenses.

O PS apresentou a proposta “Plano de Ação para a Revitalização Ecológica e Urbana do Rio Pavia”

Para os vereadores do PS, não por acaso, a Cidade e os viseenses continuam de “costas voltadas” para o rio Pavia. Apesar de algumas intervenções de requalificação no âmbito do Programa POLIS, o rio Pavia continua ambientalmente degradado.

A Proposta do PS contemplava diversas intervenções em quatro dimensões. Em primeira instância, a regularização do caudal e a melhoria da qualidade da água, para que, à posteriori, seja sustentável a revitalização ecológica e a requalificação dos espaços públicos na envolvente urbana do rio Pavia. 

Em reunião, para os vereadores do PS, foi manifesto que o Executivo Municipal está consciente da necessidade de revitalizar o rio Pavia. Todavia, com uma justificação pouco consolidada – escudando-se em supostos “lugares comuns” da Proposta e numa alternativa(?) que tem “em cima da mesa” -, o documento do PS foi reprovado, com os votos contra do PSD. 

De facto, nos quase seis anos de mandato à frente do Município de Viseu, Almeida Henriques já demonstrou aos viseenses a sua incapacidade executiva para obras estruturantes no meio urbano.

O novo Quartel dos Bombeiros Sapadores de Viseu, recentemente inaugurado com toda a “pompa e circunstância” e muita divulgação, não está efetivamente operacional, não cumprindo ainda a sua missão. No Quartel apenas está instalado um piquete para apoio à carreira aérea, há muito instalado no Aeródromo Municipal.

O novo Quartel dispõe de infraestruturas, instalações e equipamentos, mas carece de recursos humanos. O Executivo Municipal não capacitou atempadamente os Bombeiros Sapadores com um quadro de bombeiros que permita operacionalizar o novo e o “velho” Quartel da Cidade, este que terá o piquete de prevenção prometido, face à distância das novas instalações. 

Para os vereadores do PS o Executivo Municipal tem de ser mais sério, mais sóbrio e mais verdeiro na comunicação com os munícipes. É uma questão de seriedade e respeito para com os viseenses. 

Com adjetivações, slogans, anglicismos, grandes números, exageros, mas também com omissões estratégicas, a comunicação do Executivo Municipal hiperboliza e mistifica a sua ação. Nas últimas semanas têm-se sucedido vários episódios.

Os Gipsy Kings, propagandeados como “cabeças de cartaz” da Feira de São Mateus 2019, são apenas um grupo sucedâneo da banda original que, precisamente, nesse dia atua em Nova Iorque.

O Viseu Air Race 2019, após um grande anúncio em 2018, que gerou grandes expectativas, foi inesperadamente cancelado sem se verificar a hombridade de informar os viseenses. 

Foi outorgado um prémio internacional relevante ao arquiteto e designer urbano Neeraj Bhatia, que, segundo a comunicação oficial do Município, se teria ficado a dever à obra de arte pública patente no Fontelo, no âmbito do projeto artístico Poldra. Porém, na justificação oficial do Prémio e no curriculum anexo do arquiteto não é encontrada qualquer alusão à sua Obra exposta em Viseu. 

Os recentes achados arqueológicos da Idade do Ferro no largo da Misericórdia, para o PS são notáveis e merecem ser estudados e musealizados, porém não são um facto absolutamente ímpar na dimensão com que foram comunicados pelo Município. Na verdade, juntam-se a outros achados da mesma época e significado que já tinham sido encontrados na Cidade. 

Na mesma linha, para os vereadores do PS é evidente que o Executivo Municipal não presta contas relativamente ao atraso de obras e concretização de outras iniciativas anunciadas.

A intervenção no Bairro das Mesuras, que deveria estar finalizada em 2018, tem sido uma obra que se arrasta com muitos problemas, muitos erros e muitos constrangimentos para os moradores, encontrando-se hoje em dia parada e esquecida.

O Plano Municipal da Juventude, uma proposta estrutural na área da juventude do PS, chumbada pelo executivo, ao que consta, tem sido desenvolvido há muito, de certa forma obscura, através da delegação de funções numa associação juvenil, não se conhecendo ainda qualquer documento. 

A substituição do Funicular pelo veículo autónomo Viriato ou a requalificação do Mercado 2 de Maio também “não veem qualquer luz do dia”, como tantas outras promessas. Precisamente, há um ano, o PS divulgou uma listagem com 50 promessas por cumprir. 

Face a isto, em reunião, os vereadores do PS desafiaram o Presidente de Câmara a assumir pelo menos um compromisso efetivo, com um timing certo para o arranque/conclusão de uma obra exemplar. Em reunião, o Presidente não assumiu qualquer compromisso desta natureza.

Mais uma vez, vieram à ordem do dia da reunião assuntos que obrigam a novos atrasos em obras municipais. Se é certo que muitos destes atrasos se devem a entidades externas, também é certo que a típica demora do início ou finalização de obras municipais se deve a sistemáticas falhas internas – algumas grosseiras – nos procedimentos inerentes aos projetos, concursos e fases de obra.  

Ainda em reunião, os vereadores do PS enalteceram as recentes alterações promovidas no Departamento de Desenvolvimento Económico e Ordenamento do Território, incluindo novos procedimentos urbanísticos. O PS desejou que esta seja uma oportunidade para que os serviços de urbanismo – nucleares na administração municipal – sejam, finalmente, céleres, simples e eficientes. Esta é mais uma das promessas de Almeida Henriques que tarda em ser cumprida. 

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