GNR. Reforço da vigilância,fiscalização e patrulhamento, com 1 200 militares, devido à situação de alerta

Face à Declaração de Situação de Alerta, que vigora desde as 00h00 de hoje, até às 23h59 do próximo domingo, a Guarda Nacional Republicana irá prolongar, até ao dia 8 de setembro, o período de reforço da vigilância, fiscalização e patrulhamento terrestre em todo o Território Continental, acrescentando aos cerca de 670 militares por dia, já previstos no âmbito da defesa da floresta contra incêndios, o emprego adicional de uma média de 520 militares por dia, o que perfaz o empenhamento total diário aproximado de 1 200 militares da GNR.

Ainda ao abrigo da referida Declaração da Situação de Alerta, a GNR levará a cabo, a partir de amanhã, ações de patrulhamento (vigilância) e fiscalização aérea, com recurso a um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, incidindo nos distritos que se encontram em Estado de Alerta Especial, com risco de incêndio muito elevado e máximo. No dia de hoje, já se realizaram os trabalhos preparatórios entre a tripulação e o Comandante da aeronave, nomeadamente, o briefing de segurança, no sentido de definir, com detalhe, as tarefas a realizar nos próximos dias.

Nos dias 3 e 4 de setembro, devido à previsão de elevadas temperaturas, a Guarda Nacional Republicana (GNR) reforça a vigilância, fiscalização e o patrulhamento terrestre em todo o Território Continental, no intuito de prevenir incêndios florestais.

Para este efeito, a GNR, através das suas valências de Proteção da Natureza e Ambiente, territorial, investigação criminal, cavalaria, bem como do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), intensifica a vigilância das zonas de maior risco de incêndios.

Em 2019, até ao dia 1 de setembro e no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios, a GNR realizou 6 128 ações de sensibilização, alcançando mais de 121 mil pessoas, com a finalidade de alertar para a importância de um conjunto de procedimentos preventivos a adotar, nomeadamente sobre o uso do fogo, a limpeza e remoção de matos e a manutenção das faixas de gestão de combustível. O objetivo é garantir a segurança das populações e do seu património e salvaguardar o tecido florestal nacional.

Neste período e no âmbito da prevenção de incêndios, a GNR efetuou mais de 41 500 patrulhas e percorreu cerca de 3 milhões de quilómetros, tendo registado os seguintes resultados:

·         47 detidos pelo crime de incêndio florestal;

·         455 identificados, suspeitos de terem praticado o crime de incêndio florestal;

·         5 360 autos de contraordenação por falta de gestão de combustível (limpeza de terrenos)

·         4 520 crimes de incêndio florestal;

·         593 autos de notícia por contraordenação por incumprimentos das normas para a realização de queimas e queimadas.

Relembramos que no período crítico, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, é necessário continuar a adotar as medidas e ações especiais de prevenção de incêndios florestais, pelo que a GNR irá sensibilizar a população para as proibições nos espaços florestais e agrícolas, nomeadamente:

·         fazer queimas ou queimadas;

·         fumar, fazer lume ou fogueiras;

·         lançar foguetes e balões de mecha acesa;

·         fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas;

·         a circulação de tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.

A GNR irá ainda transmitir os seguintes conselhos à população:

·         Em caso de incêndio, ligue de imediato para o 112, transmitindo de forma sucinta e precisa a localização, a dimensão estimada e a forma de acesso mais rápida ao local;

·         Se notar a presença de pessoas com comportamentos de risco, contacte de imediato as autoridades.

 A GNR disponibiliza a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), onde as pessoas podem esclarecer as suas dúvidas sobre medidas de proteção a adotar e prazos para cumprir na gestão de combustível, assim como denunciar situações que envolvam risco de incêndio.

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