Raposeira Post. Opinião por Jorge Correia (Canas de Senhorim)

Jorge Correia

O querido mês de Agosto em Canas

Do ponto de vista sociológico, o que marcou este Agosto em Canas foi a continuidade da chegada de brasileiros.

É do conhecimento geral a grave crise que assola o Brasil. Também é sabido que Portugal é um país cada vez mais envelhecido, aliás como grande parte da Europa, pelo que precisamos de imigrantes. Portugal é um país marcado pela emigração, mas agora trata-se de acolher os migrantes que vêm do país irmão. Este movimento migratório é recente em Canas de Senhorim. À priori parece indiciar uma migração que tem como suporte, digamos assim, uma confissão religiosa, sendo visível uma proximidade entre os seus membros, sobretudo no local de culto, instalado numa das ruas mais movimentadas de Canas e tanto quanto me foi dado perceber, acolhe outros brasileiros instalados em localidades próximas, seja Carregal, creio que até Santa Comba. Quem são os brasileiros que se estão radicando em Canas? Há reporte de uma médica obstetra em fase de resolução do processo burocrático relativo à equivalência do curso. Na semana passada houve abertura de uma barbearia perto do Edifício das Quatro Esquinas. Outros estão à procura de trabalho na Citroen, ou em fábricas de Nelas e alguns até na construção civil. Entretanto, a procura por casas para alugar disparou.

Desde 1982 que as celebrações do 2 de Agosto são um acontecimento marcante na nossa terra. Trata-se do assinalar de uma data marcante na história da luta do povo de Canas. Foi comemorado pela 37ª vez e houve novidades. Havia alguma curiosidade a rodear o discurso do líder do MRCCS dado o facto do Prof. Luís Pinheiro agora desempenhar funções de assessoria para a educação, junto do Presidente da Câmara. A novidade-mor residiu no facto de ter havido pela primeira vez (tanto quanto julgo saber) a expressão pública de alguma contestação. Houve vozes discordantes, ainda que sobre aspectos pontuais (ervas por tratar no cemitério, promessas não cumpridas, etc.), mas, aparentemente, sem outras consequências.

Raposeira, 29 de agosto de 2019

Jorge Correia

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