Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica em greve. Adesão de 90% paralisa serviços

Análises clínicas, raio x, cardiologia, audiologia, farmácia, neurofisiologia e cirurgias programadas são apenas algumas das áreas que ficam comprometidos com a ausência destes profissionais.

Com uma adesão acima de 90%, os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) voltam a paralisar o Serviço Nacional de Saúde. Em alguns pontos do país, a adesão é total provocando o encerramento de serviços, sendo apenas assegurados os serviços mínimos. Análises clínicas, raio x, cardiologia, audiologia, farmácia, neurofisiologia e cirurgias programadas são apenas algumas das áreas que ficam comprometidos com a ausência destes profissionais.

A título exemplificativo, de acordo com os primeiros dados que já foram possíveis apurar, no Hospital Garcia da Horta encontram-se encerradas as unidades de neurofisiologia, audiologia, terapia ocupacional e terapia da fala, estando os serviços de radiologia, farmácia, análises clínicas e anatomia patológica apenas com os serviços mínimos assegurados. Em Bragança, a adesão ronda os 100% na maioria dos serviços, afetando fortemente os serviços de raio x, cardiologia, audiologia e laboratório. No Porto, o Hospital Santo António regista também adesão de 100% nos serviços de cardiologia e medicina nuclear. No Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra a paralisação é de 90% e no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte de 95%. 

HOJE, PROFISSIONAIS VÃO ACOMPANHAR DE PERTO A VOTAÇÃO DO PROJETO DE RESOLUÇÃO APRESENTADO PELO PSD. ENTRE AS 10H E AS 17H, NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 

O dia ficará ainda marcado por uma ação de protesto na Assembleia da República, entre as 10h e as 17h, onde estes profissionais acompanharão o desenvolvimento dos trabalhos. Esta iniciativa será desenvolvida como forma de descontentamento, uma vez que hoje será votado o projeto de resolução apresentado pelo PSD, junto da Comissão Parlamentar de Saúde, na passada quarta-feira, dia 10 de julho.

Apesar dos partidos políticos afirmarem reconhecer as injustiças contidas no processo de revisão da carreira, a votação na Comissão Parlamentar de Saúde para a apreciação à alteração legislativa ao Decreto-lei nº25/2019, requerida pelo PSD, BE e PCP, terminou sem que fosse aprovada nenhuma das alterações apresentadas por estes partidos. Assistiu-se por parte do PSD – que, por um lado, reconheceu a necessidade de alterar o Decreto-Lei, mas, por outro, escudou-se neste projeto de resolução em que solicita a realização de estudo prévio sobre o impacto orçamental das alterações – a um recuo estratégico, o qual impediu que a revisão de carreira destes profissionais ocorra antes das próximas eleições legislativas.

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