Manuel Marques questiona alegada interferência de Borges da Silva em pedido de mobilidade de funcionária

Na reunião de Cãmara do dia 10.07.2019, interpelei o ainda presidente da Câmara, se era verdade ou mentira, a inviabilidade de um pedido de mobilidade de uma funcionária para a Câmara Municipal da Mealhada.

O edil, como são assuntos que o perturbam, respondeu que não.

Desde quarta feira passada, tentei efetivamente saber a verdade e verifiquei que o autarca não indeferiu o pedido de mobilidade, porquanto, ele não chegou a Nelas.

Por tal facto, pedi, na reunião de hoje, desculpas pela minha interpelação do dia 10.07.2019, e questionei se o ainda presidente da Câmara telefonou ao seu colega da Mealhada, dado que foi isso que me soou.

O ainda presidente da Câmara respondeu-me que ligou ao colega da Mealhada e este lhe respondeu que tal processo de mobilidade não estava com ele.

Certo é que a mobilidade da funcionária não se concretizou e a Senhora foi”emprateleirada”, no 2.º piso do edifício da Câmara Municipal.

Com tudo isto, as perguntas são as seguintes:

Porque ligou o presidente da câmara de Nelas ao colega da Mealhada?

Porque será que não se concretizou a vontade da Funcionária?

Não se concretizando a Mobilidade, porque será que a Senhora funcionária foi afastada de responsável da contabilidade, sendo substituída por uma pessoa externa a quem se paga uma choruda avença?

Todos nós sabemos o que dispõe o artigo 94.º, n.º1 da lei n.º 35, de 20.06, que transcrevemos:

A mobilidade pode operar:

  1. Por acordo entre os órgãos ou serviços de origem e de destino. (Sublinhado meu)

Deixo esta avaliação ao cuidado dos leitores

Manuel Marques

Vereador do CDS/PP

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