MAAVIM : 21 meses depois dos grandes incêndios há crianças sem casa para dormir

Imagem de Arquivo

A MAAVIM, em defesa dos direitos dos Lesados e Vitimas dos Incêndios de Outubro de 2017, vem mais uma vez hoje, precisamente 21 meses após os incêndios de 15 e 16 de Outubro de 2017, alertar para que ninguém esqueça quem tudo perdeu nesses dias.

Continuamos a repetir :

Não estamos preocupados com o que possam dizer de aproveitamento da época das eleições, porque o nosso aproveitamento é para que as populações sejam ajudadas e para que os apoios sejam efetivamente para quem tudo perdeu.

Nos últimos tempos verificamos a azáfama em ter obras prontas, entregando a CCCR-C, e o Ministério das Insfraestruturas e Habitação, habitações sem água, luz e esgotos, continuando a executar obras sem verificação da existência anterior aos incêndios de Outubro de 2017 e com contratações publicas de serviços que nunca avançaram.

Solicitámos informações acerca dos milhões vindos da União Europeia, para as Vitimas dos Incêndios, às quais esperamos respostas e temos já uma petição aprovada no Parlamento Europeu.

https://petiport.secure.europarl.europa.eu/petitions/pt/petition/content/0067%252F2019/html/Abandono%2Bda%2Bpopula%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bafetada%2Bpelos%2BInc%25C3%25AAndios%2Bde%2B2017

A mesma União Europeia na passada semana informou da abertura de inquérito para análise dos problemas que já foram detetados nas ajudas, bem como da sua utilização. Não estão em causa só os 50,6 milhões de Euros do FSU, mas sim mais de 400 milhões alocados para a região em apoios, que nunca chegaram.

Nesse sentido a Maavim, representando os seus associados irá avançar com um novo processo contra as autoridades locais e nacionais que abandonaram os lesados, especialmente na habitação e no apoio após catástrofe.

Passados 21 meses, são cerca de 50 crianças menores na região que estão sem casa, porque lhes chumbaram os processos de construção. As suas famílias continuam abandonadas. 

A juntar temos milhares de Agricultores profissionais ou de subsistência que perderam tudo e que diminuíram em muito as suas produções, tendo até abandonado a atividade. O queijo da serra da Estrela, perdeu milhares de ovelhas que nunca foram repostas na sua totalidade em 2 anos, e os prejuízos foram enormes para os Agricultores. São centenas os Agricultores que não avançaram com as suas candidaturas por não terem condições.

A Floresta está como sempre fomos informando, abandonada e sem apoios para o que as pessoas perderam. 

Existem muitos projetos em aprovação e estamos já conscientes que o governo central e as Autarquias, irão andar em campanha com os apoios para as populações até às próximas eleições autárquicas. Já passaram quase 2 anos!!! Quem sobrevive a tanto tempo??

Os eucaliptos crescem em todo o lado, sem autorizações e controlo.

As infraestruturas e o património estão completamente abandonados, mesmo estando previsto para isso apoios comunitários. Mas passaram praticamente 2 anos, e estamos no Verão e continuamos com placas queimadas e estradas a cair por causa dos Incêndios de 2017.

Muitas indústrias deram lugar a autênticos cemitérios e que empregos foram criados para compensar esses empregos perdidos? 

Nenhum plano de ação de emergência foi traçado para a região, e o futuro é medonho.

Enfim após o Estado assumir a culpa, nos Incêndios de 2017, continua a população abandonada.

Não aceitamos que a região e o país pareça que acabou de sair de uma guerra.

Continuamos sem ter culpados. Nós não somos culpados, somos vítimas.

Preocupa-nos a situação de quem não recebeu as ajudas prometidas.

Fernando Tavares Pereira

Presidente MAAVIM

 

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