Greve dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica com adesão acima de 85%

O STSS (Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica) cumpriu com os pré-avisos de greve, marcados para as duas próximas sextas-feiras do mês (dia 12 e 19 de julho), em protesto pelo resultado da votação na Comissão de Saúde da Assembleia da República. Esta manhã foi já possível confirmar que a taxa de adesão à greve dos TSDT se situa acima dos 85%. Sendo que, em alguns pontos do país, a adesão chega mesmo a ser total, sendo assegurados os serviços mínimos.

 Alguns exemplos: Em Faro e nas Caldas da Rainha, a adesão à greve é mesmo de 100%, estando apenas a funcionar os serviços mínimos. Nas Caldas, a adesão foi de 100% no serviço de patologia clínica.

Também o Hospital Garcia de Orta tem já esta manhã vários serviços fechados devido à adesão à greve: Anatomia patológica, Terapia Ocupacional, Terapia da fala, Neurofisiologia, Audiologia, estando os serviços de Radiologia, Farmácia, Análises Clínicas a funcionar apenas com serviços mínimos.

Na Covilhã o cenário é muito semelhante com vários serviços a registar 100% de adesão, nomeadamente: Ortopedia, Cardiopneumologia e Audiologia.

Os serviços de Patologia Clínica, Imagiologia e Cardiologia do Centro Hospitalar de Tondela estão também a funcionar com serviços mínimos.

Já a adesão à greve no Centro Hospital Universitário Lisboa Norte está situada acima dos 90%.

Centro Hospital Universitário do Porto (que engloba o Hospital de Santo Antonio, a Maternidade Júlio Dinis e o Hospital Maria Pia) regista uma adesão entre os 80% a 100%.

Esta greve surge em consequência do chumbo, na passada quarta-feira, dia 10 de julho, das propostas de alteração ao Decreto‐lei nº25/2019 apresentadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, que permitiriam corrigir a discriminação e injustiça de que os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica são alvo há mais de duas décadas.

Existia, ainda, uma proposta de Apreciação Parlamentar do PSD que ia no mesmo sentido, mas que à última da hora foi retirada da votação pelo grupo parlamentar social-democrata, o que levou o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) a cumprir com os pré-avisos de greve. Este recuo estratégico por parte do maior partido da oposição – que retirou as suas propostas de alteração legislativa e se absteve nas propostas de alteração do BE e do PCP – impossibilitou a alteração legislativa que poderia cessar com as desigualdades e injustiças na carreira dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica.

MADEIRA NÃO ADERE À GREVE: NEGOCIAÇÕES EM CURSO COM GOVERNO REGIONAL

Na R.A. da Madeira, a situação é bem diferente. A Estrutura Regional da Madeira do STSS não irá aderir às greves marcadas para dia 12 e 19 pela plataforma nacional, uma vez que estão em curso negociações com o Governo Regional, as quais justificam a não adesão ao protesto. As negociações decorrem neste momento entre a plataforma sindical e o Governo Regional da RAM, pois irão permitir a correção da discriminação e injustiça que este grupo profissional é alvo a nível nacional.

 “O Governo Regional mostrou-se sensibilizado e teve um espírito de abertura para inverter a postura intransigente do Governo da República que aprovou esta carreira unilateralmente” refere Cristina Caíres

Cristina Caíres, delegada sindical do STSS no SESARAM, E.P.E., refere ainda que “outro problema é a contagem do tempo de serviço que o Governo da República fez tábua rasa colocando profissionais com 6 meses e 20 anos nas mesmas condições. Isto, felizmente, já foi corrido a nível regional pois foi aprovado por unanimidade na Assembleia Regional um Decreto Legislativo Regional em que todo o tempo de serviço dos TSDT é contado”.

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