Costureira da Covercar falou ao nosso jornal do “esvaziamento” da empresa

A funcionária, que quis manter o anonimato, contactou-nos esta tarde, no sentido de esclarecer as situações que estão a “asfixiar” os colaboradores, deixando-lhe um futuro cada vez mais incerto. No momento, a empresa Espanhola, instalada na ZI da Ribeirinha (Canas de Senhorim), conta apenas com 36 trabalhadores efetivos e mais 13 contratados a prazo, que a muito curto prazo deverão, na sua quase totalidade, abandonar a empresa. Isto porque, como nos relatou a costureira “chegaram a estar a trabalhar cerca de 100 contratados a prazo, que foram saindo – só no passado dia 15 de junho, sairam cerca de 20, por cessação dos contratos”.

Efetivas estão a ser ameaçadas com processos disciplinares ou sanções

“Até os efetivos, com 10 anos de casa, estão a sofrer ameaças, com processo disciplinar  ou sanção, se não atingirem objetivos irrealistas (feitas pela Engenharia e Recursos Humanos). “Estamos a cumprir com o máximo que conseguimos”, assegura.Também a advogada da empresa, transmitiu que “devido a uma grande baixa de produção, não irão trabalhar todas as sextas feiras de julho, pois a fábrica está a produzir apenas para stock e num volume considerável”. “Desde 14.1.2019 tem-se assistido a uma redução no volume de encomendas e a previsão é que se mantenha nos próximos dois meses esta tendência (comunicação feita aos trabalhadores em 26.6.2019)”, adianta-nos ainda, qualificando a atual situação da unidade fabril como “vergonhosa e humilhante”. “Até as casas de banho só são limpas uma vez por semana”, conclui.

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