A Doença de Parkinson. Opinião por Maria Teresa Pega

A primeira descrição de doentes com Doença de Parkinson foi realizada, em 1817, pelo médico inglês, James Parkinson. Mais tarde, foi o neurologista francês, Jean-Martin Charcot, que fez uma descrição mais minuciosa dos sintomas da doença e propôs pela primeira vez o nome de “Doença de Parkinson”.

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica degenerativa e progressiva, que ocorre quando as células nervosas (os neurónios) de uma zona do cérebro, denominada por substância nigra, ficam comprometidas ou morrem. Estas células produzem uma substância química, a dopamina, que contribui na coordenação do movimento e dos músculos corporais.

A Doença de Parkinson é uma doença frequente, afetando, a nível mundial, aproximadamente 10 milhões de pessoas. Em Portugal, estima-se que existam, atualmente, cerca de 20.000 portugueses.

Os principais sintomas da doença de Parkinson são: bradicinésia (lentificação dos movimentos), tremores e rigidez muscular. Existem outros sinais, tais como a caligrafia com letra pequena e tremida, perturbação do sono, perda de equilíbrio, falta de expressão facial, marcha arrastada, dificuldade em falar (disartria) com diminuição do volume da voz e depressão. Em fases mais avançada, poderá haver uma dificuldade em engolir (disfagia), bem como a perda de saliva pelo canto da boca (sialorreia).

Os sintomas começam mais frequentemente depois dos 55 anos, sendo raros os casos que são diagnosticados antes dos 40 anos.

A causa da doença não é, ainda, conhecida. No entanto, admite-se que a mesma possa ser resultante de fatores genéticos, assim como de fatores ambientais, tais como a exposição tóxica a herbicidas e pesticidas.

O principal fator de risco para a doença é a idade, o que significa que a probabilidade de desenvolver Parkinson aumenta com o envelhecimento. Contudo, a hereditariedade e o sexo masculino também têm um papel decisivo.

Devido à sua origem desconhecida e multifatorial, ainda não existem muitas conclusões sobre a prevenção desta patologia.

Contudo, alguns estudos indicam que a cafeína, presente no café, chá e em alguns refrigerantes, pode reduzir o seu desenvolvimento. O exercício físico é, também, fundamental para promover a mobilidade.

Quanto ao tratamento, a doença de Parkinson não tem cura, mas existem formas terapêuticas para minimizar os sintomas e contribuir para uma melhoria da qualidade de vida. A cirurgia pode ser aconselhada em casos mais graves, com o objetivo de melhorar a estimulação cerebral, bem como combater o tremor. Como complemento a estas intervenções, pode ser aconselhada a realização de fisioterapia, terapia da fala e apoio nutricional e psicológico.

“Em Portugal, já há cerca de 850 doentes tratados com um implante de estimulação cerebral profunda, uma opção de tratamento para muitos doentes em quem a medicação já não é eficaz. Felizmente, quase todos os medicamentos e mais recentes tecnologias para tratar a doença estão disponíveis em Portugal. Apenas temos de garantir que todos os doentes têm acesso, em tempo útil, a esses tratamentos”, conclui Joaquim Ferreira, Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, Diretor do Campus Neurológico e membro do Conselho Científico da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.

Em forma de homenagem a todos os que sofrem desta doença e também ao médico James Parkinson comemora-se no dia 11 de abril o Dia Mundial da Doença de Parkinson!

Artigo elaborado por Maria Teresa Andrade Pega, aluna do 32º Curso de Enfermagem, da Escola Superior de Saúde de Viseu, no âmbito do Ensino Clínico IX – Saúde Comunitária, sob orientação da Enfermeira Joana Carvalho Lopes da UCC Aristides de Sousa Mendes.

Este portal utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização Saiba mais sobre privacidade e cookies