“O cancelamento do Rali é revelador da falta de planeamento e de orientação estratégica que marcam este executivo”

Nota de Imprensa do Vereador do PSD Nelas, Joaquim Amaral, sustentando a sua posição relativamente à não realização do Rali Vinho do Dão :

Na Reunião de Câmara de ontem, 1 de abril, tivemos a oportunidade de referir que somos favoráveis à realização de eventos que visem a promoção territorial. Naturalmente, desde que tenham em consideração a situação financeira da autarquia e a devida ponderabilidade em termos de custos, dimensão, impacto e retorno.

Sou um confesso apreciador de ralis e defensor da organização de eventos desportivos, ou culturais, como meios de promoção do nosso concelho, razão pela qual votei favoravelmente no ano passado a proposta do Rali de Nelas.

No entanto, o contexto atual, de extrema debilidade da condição financeira da autarquia, bem evidenciada na reunião de câmara de ontem pelo próprio presidente, que confirmou os atuais “apertos de tesouraria”, remetem-nos para uma solução em que impere o bom senso, o sentido de responsabilidade e a defesa do interesse público. Não se podem protelar as obras de requalificação dos parques infantis e seniores do concelho, com dotação orçamental apontada de 50 mil euros, com empréstimo contratualizado, e estarem as mesmas por fazer vai para cerca de ano e meio. Não podem os Bombeiros de Canas de Senhorim e de Nelas estarem sem receber o subsídio complementar que todos os anos lhes era atribuído, ou associações, protocolos ou prestadores de serviços sem terem as suas situações regularizadas e estarmos a gerar mais despesa.

Foi pois nesse sentido que propusemos, pelo menos para o ano em curso, suspender a realização do Rali de Nelas. A decisão da autarquia de agora suspender o rali é manifestamente tardia, já existem custos associados à organização do evento que foram desbaratados, mas ainda seriam muito maiores se o evento fosse realizado. O executivo levou tardiamente esta questão a reunião de câmara, com a divulgação do evento já a decorrer. Poderia e deveria ter sido o assunto levado a reunião de câmara antes da sua divulgação pública. Deveria, de igual modo, o executivo ter ponderado bem a sua delicada situação de tesouraria antes de ter avançado com o propósito da sua realização.

O executivo resolveu suspender a realização do rali invocando que se “Impõe o sentido de responsabilidade na gestão do interesse público”. Concordamos. Lamentamos é ter demorado tanto tempo a ter chegado a esta conclusão e por consequência ter desbaratado verbas significantes do erário público.

Lamentamos ainda o episódio profundamente antidemocrático, e desprovido de qualquer sentido de responsabilidade institucional, perpetrado pelo presidente da Câmara que, invocando os poderes decorrentes da sua posição, tenha retirado o assunto da discussão e aprovação do rali da ordem de trabalhos sem o submeter à votação. Profundamente lamentável.

Este episódio é, também ele, profundamente revelador da falta de planeamento e de orientação estratégica que marcam este executivo.

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