Pelourinho. Opinião por Manuel Henriques

Rankings Escolares

Por convicção e o mais elementar sentido de justiça destaquei, na Assembleia Municipal de 22 de fevereiro de 2019, a grande performance dos Agrupamentos Escolares de Canas de Senhorim e Nelas nos rankings escolares. E andou muito bem a Câmara Municipal ao aprovar um voto de louvor, por unanimidade. Facto fora do comum, num concelho de 14000 habitantes, tão elevada performance dos alunos em duas escolas tão próximas.  Este é o interior que resiste e que é bem gerido.  E que deve ser copiado. Parabéns e bom trabalho!

Má Gestão. Pouca Ambição

No polo oposto segue o executivo do Dr. Borges da Silva que se tem destacado (apenas) na farra das contratações/mordomias e tricas relacionadas com o seu pessoal político.  Como é possível que num concelho que se mostre digno da sua autonomia os Serviços da Câmara Municipal se mostrem incapazes de afetar, durante quase meio ano, os meios necessários para reabrir os parques infantis encerrados? Para que serve a Autonomia Municipal?  É este o incentivo às famílias  com crianças deste concelho?

De igual forma a ausência de “autonomia municipal” – agora estratégica – vê-se na ausência de voz na defesa dos interesses das gentes do Planalto Beirão, particularmente as de Nelas na questão dos grandes investimentos nacionais. É com gratidão que, perante o silêncio cúmplice dos autarcas socialistas que dominam a CIM VISEU DÃO LAFÕES, as gentes do concelho de Nelas devem agradecer aos autarcas da Beira Serra (como o Presidente da Câmara Municipal de Seia) que levantam a voz contra o esquecimento da região no Programa Nacional de Investimentos 2030 que mais uma vez excluiu o IC 37 (Seia-Viseu) e a sempre adiada conclusão do IC 12 (troço Canas de Senhorim- Mangualde) sempre em prol de investimentos nos concelhos do litoral (como o concelho do Montijo, de onde é natural Pedro Marques cabeça de lista do PS às europeias, e visita habitual na região do Dão).

Por esta razão, fez o CDS-PP aprovar na Assembleia Municipal um voto de “condenação das opções do Governo da República no Programa Nacional de Investimentos 2030 onde, mais uma vez, foi preterido o Planalto Beirão em favor de outras regiões” e também um apelo ao Sr. Presidente Borges da Silva para que, por uma vez, assuma publicamente o seu protesto junto do Governo neste assunto.  O triste, mesmo após a aprovação do voto de protesto (onde apenas o PS se absteve), é constatar que o nosso Presidente da CÂMARA está satisfeito e realizado porque (pasme-se) o troço do IP3 entre o nó de Penacova e nó da Lagoa Azul (o mais pequeno da intervenção) foi adjudicado. Como o ano ainda não vai sequer A MEIO pede-se ao Executivo camarário mais empenho e menos sonolência na defesa dos interesses concelhios.

Manuel Alexandre Henriques

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