PSP queixa-se de falta de meios. Almeida Henriques exorta Governo a reforçar forças de segurança

O comandante da PSP de Viseu queixou-se hoje, em dia de aniversário, da falta de efetivos e das viaturas “com grande quilometragem” que estão ao serviço do patrulhamento, da investigação e da intervenção rápida.

No final da cerimónia do 142.º aniversário do comando da PSP de Viseu, que tem 273 elementos, 63 dos quais na cidade de Lamego, o comandante disse também aos jornalistas que “são sempre precisos mais efetivos”, mas que, tendo em conta a atual dimensão das duas cidades, o comandante aponta para, “pelo menos, 30 elementos” para os profissionais se sentirem “mais confortáveis”.

Números avançados aos jornalistas, depois de, no discurso oficial, o comandante ter apelado ao diretor nacional adjunto, presente na cerimónia, “mais meios, mesmo sabendo que ao nível dos recursos humanos pouco pode ser feito, mas, pelo menos, nos recursos materiais, porque também é uma fonte de motivação” dos profissionais.

O presidente da Câmara de Viseu aproveitou o momento para reforçar o apelo do comandante, argumentando com o “crescente número de atividades realizadas em Viseu”, nomeadamente ao nível cultural e desportivo e, por isso, pediu ao diretor nacional adjunto para “sensibilizar o Governo para esta cidade média que está a crescer e, por isso, as forças de segurança precisam de estar mais ajustadas”.

António Almeida Henriques aproveitou para pedir ao comandante local “mais atenção ao estacionamento indevido”, tendo em conta o plano de mobilidade urbana (MUV) projetado pela autarquia que colocará nas ruas da cidade mais viaturas de transporte público.

“Temos de ter uma atitude profundamente enérgica, porque é quase impossível pôr seis miniautocarros a fazer seis rotas na cidade de sete quilómetros e meio com o contínuo estacionamento em segunda fila que a cidade tem em determinados troços. Não estou a dizer para ir multar as pessoas, mas sensibilizá-las”, pediu Almeida Henriques.

Em resposta, o diretor nacional adjunto da PSP disse ao presidente da Câmara que “é um desafio mais fácil de cumprir, acabar com o estacionamento em segunda fila”, apesar de dizer que a polícia “não pode garantir é que não será à conta de algumas autuações, obviamente”.

Magina da Silva acrescentou, em resposta ao comandante local, que tomou “boa nota das suas legítimas recomendações, exigências, sugestões, desafios” e, “obviamente, que o comando nacional tem que ter os olhos postos em todo o seu dispositivo”.

O diretor nacional adjunto da PSP assumiu que “os problemas são múltiplos, os recursos são cada vez menos e parece que serão ainda cada vez menos”.

Este portal utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização Saiba mais sobre privacidade e cookies