Nelas.Blocos de pedra colocados junto à Estátua do Escanção motivam duras críticas do PSD

Nota de Imprensa autarcas do PSD Nelas 

A Estátua do Escanção, no Largo General José de Tavares, em Nelas, que existe desde 1966, é indubitavelmente uma das referências maiores da nossa memória coletiva. Figura identitária desde há décadas na afirmação do concelho de Nelas como “Coração do Dão”, faz parte há mais de meio século do imaginário de pertença de várias gerações de munícipes.

A requalificação do espaço envolvente, pela relevância que lhe está associada, turística, cultural, patrimonial e histórica pela sua singularidade, há muito que se impõe. Porventura com uma intervenção de baixo custo: iluminação, limpeza da estátua e do granito e alargamento do espaço de delimitação.

Recentemente, fomos, todos nós, surpreendidos com uma intervenção realizada pela autarquia no Largo José Tavares, junto à Estátua do Escanção, no mínimo muito infeliz.

No início, assistimos, incrédulos, à colocação de enormes blocos de pedra a servir de delimitadores. Causou-nos prontamente uma forte reação de profundo desagrado e reprovação. No entanto, embora de muito mau gosto e arquitetonicamente descabida e ultrajante para um dos espaços mais nobres e históricos de Nelas, concedemos a bonomia de ter sido tomada como solução provisória. Preferencialmente muito provisória, tendo em consideração ser grosseira, tosca e rudimentar. Aguardámos, pacientemente, que prevalecesse o bom senso. Infelizmente, não foi o caso.

O tempo foi passando e, como em muitas outras situações, o provisório ameaça tornar-se em definitivo. Não o será, certamente, mas muito foi já o tempo decorrido, sem que outra solução provisória, com o devido enquadramento arquitetónico, fosse realizada. Em intervenção realizada na última Reunião de Câmara, de 26 de dezembro, demos conta de um forte sentimento de repúdio que, estamos certos, vai na alma de muitos munícipes. Do executivo responderam-nos que vai ser elaborado um projeto de requalificação. Da elaboração à implementação vai naturalmente passar tempo demais. Seguramente, é possível realizar de imediato outra solução provisória, com baixo custo, que respeite o seu enquadramento arquitetónico e iconicidade, como, por exemplo, proceder à simples delimitação do espaço com sinalética vertical. Ou mesmo seguir a solução original concebida para delimitar a própria estátua: as pilastras de granito (eventualmente aproveitar os lancis de granito retirados nas quatro esquinas) e as correntes de ferro.

Agora, como está é que não pode estar. Parece uma decisão pouco pensada, nada ponderada e profundamente desrespeitadora do património cultural e sentimental de todos nós. Tem de ser absolutamente prioritário que as pedras que lá foram colocadas sejam retiradas de imediato.

Perdida no tempo, e sobretudo na memória (traço indelével deste executivo), embora muito recente (em 2014), parece ter ficado a homenagem pública que o executivo de Borges da Silva fez à Estátua do Escanção, no seu primeiro mandato, na organização da sua também primeira Feira do Vinho. Na altura evocou-se, com pompa e circunstância, como “um dos ex-libris do concelho” e estátua “única de Portugal e, que se saiba, do mundo”.

Ao Escanção, Por Bem Servir, é imperioso bem decidir.

Joaquim Amaral • Vereador PSD no Município de Nelas

Maria João Ribeiro • Deputada do PSD na Assembleia Municipal de Nelas

Rui Sousa, Bruno Rodrigues e Eduardo Cunha • Autarcas PSD Junta de Freguesia de Nelas

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