Ministro Pedro Marques entrega chaves de mais 21 casas que arderam nos incêndios de 2017

O Governo iniciou o ano a dar chaves de habitações que foram destruídas pelos incêndios de outubro de 2017. Esta quarta-feira, foram entregues mais 21 casas, nos concelhos de Vouzela e de Tondela, no distrito de Viseu.

As vítimas dos fogos agradecem o novo teto que receberam, mas não esquecem o que viveram há mais de um ano.

“Não há palavras para descrever, foi horrível”, confessou aos jornalistas António Simões, morador de Santa Comba, em Vouzela, que espera que a nova moradia, que garantiu estar completa, o ajude a ter uma vida nova, neste arranque de 2019.

Na habitação de Beatriz Ferreira, também moradora de Santa Comba, nem a adega foi esquecida nos trabalhos de reconstrução.

“Ainda hei de fazer um bocadinho de vinho. Dá jeito uma pessoa ter um bocadinho de vinho em casa”, afirmou na presença do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, da presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e do presidente da Câmara de Vouzela.

A idosa perdeu tudo nos incêndios. Restou-lhe a roupa que tinha no corpo e alguns animais de companhia.

Até agora, Beatriz vivia na habitação de familiares. Gosta da nova moradia, mas preferia a outra que tinha antes da passagem do fogo. “Estava muito habituada, calhou assim o que é que hei de fazer? Não posso fazer nada. Dantes não tinha nada, nem sequer tinha onde me recolher da chuva, agora graças a Deus já tenho e, portanto, sinto-me feliz”, acrescentou.

O Estado aprovou um total de 796 candidaturas ao programa de apoio à reconstrução das habitações que foram tocadas pelas chamas em 2017. Destas, 455 moradias já se encontram concluídas. O ministro do Planeamento e da Infraestruturas espera que “até à Páscoa, o essencial” das habitações estejam prontas.

“Durante a primavera estarão as casas todas concluídas essa é a nossa expectativa”, sublinhou.

Sobre as queixas, de quem lamenta o atraso nas intervenções, o governante lembrou que “as casas não se constroem com um estalar de dedos”. “Por muito que nós queiramos e queremos evidentemente que os empreiteiros andem depressa esse é sempre o objetivo, mas toda a gente sabe que uma casa demora uns nove meses, a um ano a construir”, vincou.

Fonte : https://www.tsf.pt/sociedade/interior/pedro-marques-durante-a-primavera-estarao-as-casas-todas-concluidas-10388597.html

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