Carregal do Sal.Vereadores do PSD apresentam propostas

Na linha da campanha desenvolvida em 2017 e das propostas então apresentadas, os autarcas do PSD do concelho de Carregal do Sal têm estado muito atentos e muito ativos no que concerne à sua participação cívica e democrática nas várias instâncias do poder autárquico onde legitimamente representam o eleitorado.
Entre 30 de outubro e 9 de novembro de 2018 os nossos vereadores apresentaram propostas e assumiram posições (confirmar por favor atas das reuniões de Câmara dos dias mencionados) que honram os compromissos assumidos junto dos munícipes aquando das eleições autárquicas de 2017. 
Apresentamos três exemplos importantes:

PRIMEIRO: A proposta de subsídios às associações para 2018 
Contrariamos o modo, o tempo e os montantes e, nesse sentido apresentamos uma nova proposta que, resumidamente, propunha um aumento de 25% para as associações humanitárias e assistenciais e 20% para as associações culturais, desportivas e de ocupação dos tempos livres, com relevância reconhecida. Mais se disse que o associativismo deve ser assumido como vetor estratégico de grande importância para o concelho e que os vereadores do PSD estão desde já disponíveis para ajudar a pensar uma outra filosofia e enquadramento, passando pela desburocratização do processo de candidatura e total revisão dos apoios a atribuir em 2019. Tal proposta gerou uma polémica tremenda por parte do executivo PS para no fim (e reconhecendo algumas virtudes às nossas ideias nesta matéria), com a justificação de que não é possível ir buscar dinheiro a outras rubricas (para que servem as revisões do orçamento?!) se passar à votação. O executivo PS votou a sua proposta, sem alterar uma vírgula, e, naturalmente, os vereadores do PSD votaram contra, assumindo as virtualidades da sua proposta que é clara e pretende, de vez, reconhecer o associativismo como grande protagonista num quadro que tire o concelho do marasmo a que se aquieta, com uma maioria absoluta que se vai apresentando, pelo comportamento que exibe e argumentos que esgrime, como única detentora da verdade, da seriedade e da boa gestão autárquica.

SEGUNDO: A EIMAR (empresa intermunicipal de águas residuais)
Como estarão ainda recordados na campanha autárquica de 2017, o PS, através dos seus candidatos, garantiu que o sistema de ETAR’s estava concluído em termos de projeto e tudo iria arrancar no início do novo mandato. O Presidente da Câmara deu a sua palavra, dizendo até que, a não alocação das verbas necessárias a tal intento poderiam obriga-lo a pedir a sua demissão. Uma posição muito corajosa e que, na nossa ótica, muito honra o poder autárquico. Qual a situação neste momento? Das seis ETAR’s previstas só uma parece estar em condições de arrancar, a ETAR de Currelos. Quanto às restantes, e tanto quanto sabemos, irão ser construídas e geridas por esta empresa que, entretanto, surge patrocinada pelos mesmos municípios que constituem o Planalto Beirão que, como sabem e se lembram, tão duramente criticado tem sido pela maioria PS, particularizando o Presidente da Câmara. 
À reunião de Câmara de 30/10/2018 veio o ponto: “Constituição e participação na EIMAR, estatutos e minuta de gestão delegada”. Os vereadores do PSD abstiveram-se neste ponto por considerarem de extrema importância o conhecimento dos oito anexos de que fala o contrato e que não nos foram facultados. Não deixa de ser estranho que nesta matéria se queira agora constituir uma empresa quando, no início do mandato, instado o Presidente da Câmara a pronunciar-se sobre a construção das ETAR’s, tenha dito que seriam todas executadas pela Câmara Municipal de Carregal do Sal. No entanto, esta matéria não se encontra fechada em absoluto. Precisamos, tão só, de ser devidamente esclarecidos. Nós e os munícipes.

TERCEIRO: Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2019
Mais uma vez, e com grande pena nossa, os nossos vereadores, viram-se obrigados a votar contra estes documentos. Muito poderá ser dito sobre os mesmos, mas fiquemo-nos, e para já, apenas pela metodologia utilizada que, aliás, o líder do grupo municipal do PS, também contestou. O executivo PS solicitou à oposição, com uma antecedência exígua, propostas para os ditos documentos. O PSD elaborou a sua proposta que foi apresentada na reunião de líderes dos grupos municipais, com a Câmara, em 26/10/2018. Já aí, a nossa proposta foi apelidada de “pouco séria”, mas adiante. Era suposto que o executivo PS, de quem dimana a proposta e a iniciativa relativamente ao orçamento e GOP, procurasse, se fosse essa a sua vontade, incorporar naqueles documentos algumas das nossas propostas e, caso não fosse possível, o justificasse de modo convincente. Contudo, segundo o executivo PS, nós que apresentamos os nossos contributos, devemos pegar nos ditos documentos e dizer onde os queremos encaixar, retirando ou acrescentando despesas, porque o orçamento não é elástico, “não há dinheiro”, o “concelho é pobre” e até poderemos estar na eminência de “perder o concelho” numa futura revisão administrativa. Tudo isto ouvimos e muito mais, em tom nada suave, com considerações marginais, no mínimo inconvenientes. 
Sem querermos invadir esferas de responsabilidade dissemos com muita clareza: as nossas propostas estão aí, façam o favor de ver em que medida podem ser úteis para um orçamento e GOP que são da vossa exclusiva autoria. É de saudar a abertura a propostas da oposição, mas ficaríamos muito mais felizes e a nossa saudação seria um arco-íris de esperança se, em espírito construtivo, integrassem algumas naqueles documentos. Aliás, se querem de facto a nossa colaboração nesta matéria (como noutras) é preciso tempo e percebermos que da parte do executivo PS há uma vontade real para que tal aconteça. 
Vivemos, na realidade, num concelho pequeno, com algumas fragilidades notórias, sendo talvez a maior a conceção que se tem do poder. Num concelho pequeno, com pouca gente, com uma terceira idade em crescendo, onde todos se conhecem, temos obrigação de procurar retirar algumas vantagens disso e a maior, no nosso entendimento, seria sermos capazes de reunir as melhores sinergias para congregar os meios que conduzam o concelho a um desenvolvimento real e sustentado. Quem julga ter poder tem esta obrigação.

A Comissão Política do PSD de Carregal do Sal

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