Nelas. Luís Pinheiro não é “formalmente” nomeado Chefe de Gabinete

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Reunião de Câmara de 31 de outubro, marcada pela discussão de diversos pontos, com algumas trocas de acusações acaloradas, mas em tom de moderação.

“Despesa com pessoal político afeto ao Presidente da Câmara irá manter-se”

São cerca de 240 mil euros o valor indicado pelo edil de Nelas, como gasto total do pessoal afeto ao seu gabinete. O dito “pessoal político”, como referiu, não irá aumentar, dado que “sai um vereador em permanência e entra Luís Pinheiro”. Luís Pinheiro que, como clarificou Borges da Silva, vem “requisitado”, pelo período de um ano, ao Ministério da Educação, “onde é professor do quadro”, e onde tem uma remuneração bruta “ligeiramente superior à de Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara”, ou seja, cerca de “2 700 euros ilíquidos”, quando o Chefe de Gabinete “se situa em cerca de 2 400 euros ilíquidos”. “Luís Pinheiro vem, materialmente, prestar funções no gabinete de apoio à presidência, na área da educação”, mas formalmente “não é nomeado Chefe de Gabinete”, explicou Borges da Silva.

Joaquim Amaral, vereador do PSD, tinha afirmado antes que esta nomeação iria “onerar” ainda mais o orçamento municipal, aumentando a “corte política do presidente da Câmara”, quando “existem, a nosso ver, muitas outras prioridades, como obras diversas, que ficam assim sem meios para poderem ser concretizadas”.

Manuel Marques, vereador do CDS, por seu turno, afirmou “entender agora porque Luís Pinheiro não foi nomeado Chefe de Gabinete – para não perder qualquer valor no seu salário”. “Sendo requisitado é pago pelo valor que auferia na instituição de origem”, sustentou, acusando Borges da Silva de fazer “uma grande artimanha”, que deverá ser assumida pelo presidente da Câmara “junto das populações”. Marques reiterou que “dadas as contínuas mentiras que o Sr. vai dizendo ao povo, não lhe resta outra alternativa senão demitir-se”.

Deslocações do Presidente da República (PR) e Primeiro Ministro (PM) a Nelas

Joaquim Amaral enalteceu a vinda do PR a Nelas, realçando o simbolismo de ser recebido no Centro Escolar, envolvendo a entrega do livro “O Bombeirito”. “Gostaria no entanto que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse visitado algumas das casas/área ardida no concelho, e que tivesse plantado com as as crianças algumas árvores, como sinal de reflorestação do concelho”, defendeu na sua intervenção. Também a deslocação de António Costa à Lusofinsa mereceu destaque, ressalvando que “aguardamos contudo que o PM venha anunciar o arranque dos investimentos públicos há muito aguardados na região, como sejam a requalificação da Linha da Beira Alta, a rede viária, nomeadamente o IC12 e IC37, e o dossier da água”. Manuel Marques alinhou pelo mesmo discurso, salientando que “no caso da deslocação do Presidente da República deveriam ter sido reunidas crianças de todas as escolas do concelho”. Borges da Silva, fez questão de sublinhar que na Lusofinsa deixou claras “as necessidades prementes em termos de investimento público” e explicou que na organização do evento com Marcelo Rebelo de Sousa, dado que foi confirmado com muita poucos dias de antecedência e com apenas 45 minutos de permanência em Nelas “foi para nós muito limitativo”.”Podia de facto ser mais abrangente, mas correu muito bem, e fazemos um balanço muito positivo, pois a ideia, emanada também da presidência da República, era dar um sinal de esperança para o futuro”, explicou.

Requalificação dos Parques Infantis do concelho já tem propostas e avança em breve

Questionado por Joaquim Amaral, que frisou ter-se esgotado o prazo dado pelo autarca de Nelas para estas obras, no passado dia 31 de outubro, Borges da Silva fez saber que apenas espera mais um orçamento “para assim reunir três propostas e adjudicar as obras de requalificação dos parques infantis do concelho, o que acontecerá em breve”.

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