Projeto “Viseu em toda a parte” leva espetáculos a sítios inesperados. Canense Nuno Cardoso é o diretor artístico

Teatro, cinema e trabalho com a comunidade são áreas que vão ser exploradas durante o projeto “Viseu em toda a parte”, do ‘Ao Cabo Teatro’, que pretende levar espetáculos de qualidade a sítios inesperados, em novembro e dezembro.“Foi pensado como um projeto que trouxesse mais alguma coisa, não uma coisa substancialmente diferente, fantasticamente nova ou sobranceiramente estilosa, mas que pudesse contribuir para alargar a vida cultural em Viseu”, explicou hoje o encenador e diretor artístico do ‘Ao Cabo Teatro’, Nuno Cardoso.

O futuro diretor artístico do Teatro Nacional de S. João (cargo que assumirá a 01 de janeiro de 2019, sucedendo a Nuno Carinhas), disse que o “Viseu em toda a parte” é um projeto abrangente, que se centra no teatro, no cinema e no trabalho com a comunidade.

No auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude de Viseu, um espaço que necessita de requalificação, irá decorrer o Festival de Teatro Mínimo.

“Apeadeiro”, de Nuno Cardoso, “Pulmões”, de Duncan MacMillan, “Bella Figura”, de Yasmina Reza, “Eis o homem”, do Teatro da Palmilha Dentada, e “Livro de horas”, de Manuel Tur, são os “espetáculos mínimos” a apresentar, “o que não significa que não sejam de máxima qualidade”, frisou Nuno Cardoso.

Segundo o encenador, este festival “foi pensado para valorizar um espaço na cidade que pode servir como uma pequena sala para outras formas de teatro”, contribuindo “para uma programação de espetáculos ainda mais rica”.

Num espaço do centro histórico ainda não anunciado, haverá um insuflável, onde os mais pequenos poderão ver cinema, durante a altura das férias de Natal.

“É um olhar nostálgico sobre o cinema. É o cinema que eu tinha em Canas de Senhorim, na Casa de Pessoal das minas da Urgeiriça”, contou Nuno Cardoso.

O projeto “Viseu em toda a parte” integra também a vertente de criação de conteúdos, no âmbito de um trabalho com a comunidade e com os artistas de Viseu.

Em novembro e dezembro, em vários espaços da cidade, realiza-se o “Viseu à mistura”.

“Vou encontrar quem quiser trabalhar comigo, com as ideias que quiser”, contou Nuno Cardoso, explicando que serão trabalhados pequenos momentos ou ações artísticas que depois serão apresentados em sítios improváveis da cidade, como, por exemplo, uma paragem de autocarro.

Em dezembro, a sede dos Pauliteiritos de Abraveses acolherá o projeto “Improviseu”, uma residência artística a partir do texto “A morte de Danton”.

“Juntos vamos refletir sobre o que é a palavra revolução”, avançou, acrescentando que, da residência, pode resultar “uma pequena apresentação” ou “uma grande rave”.

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, aproveitou a ocasião para anunciar que, atendendo ao facto de ser um espaço de memórias – por ter, por exemplo, cadeiras antigas do Teatro Viriato e do Teatro Avenida – a sede dos Pauliteiritos de Abraveses deverá começar a ser requalificada em 2019.

O projeto “Viseu em toda a parte” foi financiado em 100 mil euros pelo concurso municipal Viseu Cultura.

Lusa

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