O abandono e regresso de Borges da Silva …

Imagem de Arquivo

A polémica em torno da saída abrupta do autarca de Nelas da Assembleia Municipal marcou a sessão

O CDS-PP (Manuel Henriques) e o PSD ( Maria João Ribeiro) criticaram ontem, 28 de setembro, o abandono voluntário da Vice-Presidente Sofia Relvas. Falaram em “quebra de compromisso e deslealdade com os eleitores e órgãos políticos do concelho”. Manuel Henriques chegou mesmo a pedir a renúncia da Vereadora.

Os mesmo deputados, levantaram questões sobre a Feira do Vinho e sobre o estado calamitoso da Variante de Nelas. Borges da Silva assumiu que “está a negociar com as Estradas de Portugal, mas ainda não tem uma solução para apresentar”.

Foi também acalorada a discussão em torno do fogo de artificio na Feira do Vinho.  Rui Costa (PSD) acusou o Executivo de “leviandade”, ao não abandonar estas práticas, em plena estação “quente e seca”. O mesmo deputado censurou a Câmara na questão do parques infantis degradados.

Mas o verniz estalou na discussão dos novos empréstimos. A oposição acusou o Presidente de “leviandade” e de levar o Município para o “abismo”, dado o montante da dívida ter chegado a um recorde de “17 Milhões de Euros”. Nesta discussão, os deputados socialistas António Sousa e Maia Rodrigues, defenderam a política da Câmara, remetendo a responsabilidade para Manuel Marques e Isaura Pedro. Manuel Marques, sentindo-se atingido na honra, contra-atacou acusando os deputados do PS de “desonestidade e demagogia”. Borges da Silva, naquela altercação verbal (onde não participou), revolve abandonar a Assembleia.

O representante do CDS (Manuel Henriques), questiona então o Presidente da AM, se “subsistiam condições para  a Assembleia continuar a discussão”.A pedido do Vice Presidente, Fernando Silvério, foi interrompida a sessão durante 15 minutos. Borges da Silva regressou 20 minutos depois alegando “indisposição momentânea”.

A Assembleia prosseguiu, tendo a autorização de novos empréstimos sido aprovada com os votos da Maioria PS, e com a oposição em bloco de CDS e PSD.

Por último, de notar, que as perguntas feitas pelo público (dois intervenientes), não tiveram qualquer resposta do Presidente da Câmara ( o contrário do que prevê o regimento), o que causou desagrado.

Este portal utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização Saiba mais sobre privacidade e cookies