“Águas de Viseu” fica sem efeito. As razões dos autarcas de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo

Os presidentes de Câmara de Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo justificam com “elevado preço de água e a falta de investimentos” a recusa em aderir ao projeto Águas de Viseu, colocando assim um ponto final na empresa intermunicipal que juntava oito concelhos do distrito.

Em comunicado conjunto, João Azevedo, Borges da Silva e Francisco Carvalho, afirmam que “após demorada e profunda reflexão”, decidiram não fazer parte da Águas de Viseu porque o projeto não garantia investimentos no reforço do armazenamento e abastecimento de água à região e levaria a um “inevitável” aumento imediato do preço da água nos consumidores e nas empresas.

Os três municípios dizem ainda que têm em curso neste momento “mais de 20 milhões de euros de investimentos em água e saneamento que carecem de ser devidamente enquadrados e salvaguardados tanto mais que já originaram endividamento de longo prazo de alguns deles”.

Sublinham ainda que “o abastecimento de água não tratada às indústrias carece de estudos e investimentos” para dar confiança ao tecido empresarial já instalado, já que garante “muita riqueza e emprego” e, por isso, não pode ser “minimamente descurado”.

Apesar do chumbo à Águas de Viseu, os presidentes das Câmaras de Nelas, Mangualde e Penalva do Castelo garantem que vão continuar a procurar soluções que aumentem a capacidade de água na região, que sofreu uma crise de seca no ano passado.

Na opinião dos autarcas, o problema da falta de água pode ser resolvido com a “construção de uma nova barragem em Fagilde, de uma conduta de ligação a outra barragem, [com a criação] de uma nova captação nas Fontanheiras, com o aproveitamento da água das ETARs para usos industriais e reforço da ETA de Fagilde”.

Projetos que, consideram, têm de ser feitas na defesa do interesse das populações. As autarquias dizem-se ainda disponíveis para aprofundar a parceria estabelecida com o município de Viseu há vários anos, que garante o abastecimento a partir do sistema de Fagilde.

Nelas, Mangualde e Penalva do Castelo dizem que o reforço da parceria deve ser feito através de novas soluções e investimentos que sejam “inadiáveis e imperiosos” e que, acreditam, vão contar com o apoio do Governo.

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