MAIS DO QUE TER, É PRECISO SER. Opinião por António Leal

Vivemos tempos de profunda hipocrisia. . Perdemo-nos numa constante mesquinhez de vizinhos e perdemo-nos em “mundinhos” de posse, que vão necessariamente comprometer o futuro de todos. E não falo das nossas “lutinhas” e ódios de estimação domésticos. A verdade é que algo muito grave está a acontecer bem em frente dos nossos olhos e nós preferimos afundar a nossa consciência na tecnologia,  alimentando picardias estéreis, esgrimindo argumentos de baixa política social e são esses argumentos que os senhores  do mundo  (infelizmente) actualmente usam, para moldar o poder que  exercem. Mas ninguém está isento de culpa, a responsabilidade é de  todos, pobres ou ricos, muito ou pouco poderosos porque não podemos mais fechar os olhos à destruição do planeta, que advém das alterações climatéricas provocadas pela nossa irresponsabilidade na alteração bárbara do equilíbrio da natureza, seja na dizimação das florestas ou no envenenamento dos oceanos e do ar, na ânsia do lucro. É altura AGORA de pararmos de dar poder aqueles que não respeitam a natureza. Parar com as sangrias no eco sistema  que tanto desequilíbrio têm provocado. O aquecimento global (está cientificamente provado e por todos experimentado nos últimos tempos) é fruto da nossa estupidez, ao relegarmos a nossa vida ao conceito básico da economia, desprezando a harmonia que é possível num planeta comum. O desrespeito pelos animais, começando pelo animal que nós próprios somos,  é por demais chocante nos tempos correntes. Harrison Ford alertou-o na ultima “Global Climate Action Summit” ao dizer: “Nós precisamos da natureza, a natureza não precisa de nós”. Concordo em absoluto e  corroboro que esta é a altura, insisto, de pararmos de dar voz aos que não acreditam nos factos e na ciência e subvertem tudo aos interesses económicos. Mais do que ter, é preciso ser, e para ser, precisamos de estancar a loucura dos imbecis que nos (des)governam, sejam eles louros ou morenos. Está na altura de levarem um grande pontapé no traseiro se queremos realmente sobreviver ao que se adivinha.

António Leal

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