Colheita 2018 aponta para mais baixa quantidade dos últimos seis anos

Condições meteorológicas “atípicas”, com primavera chuvosa e o escaldão de agosto, contribuem para uma queda importante na produção de vinho este ano, segundo o Instituto da Vinha e do Vinho.

Condições meteorológicas descritas como “atípicas” são apontadas como responsáveis por uma queda generalizada na produção de vinho este ano que deverá ser a mais baixa em seis anos.

Francisco Rico do IVV explica que foram vários os fenómenos climatéricos que afetaram a produção de uva para vinho, a começar por uma primavera chuvosa e fria, o chamado escaldão no início de agosto e mais recentemente a queda de granizo em algumas regiões do interior do país. Estas situações não afetaram por igual toda a produção. A região de Lisboa, península de Setúbal e Alentejo foram os mais afetados pelo escaldão quando as temperaturas atingiram valores recorde. Informação obtida pelo Observador indica que pode haver quedas de 50% na produção de vinho em algumas propriedades na região de Setúbal.

E no Alentejo, “há produtores que perderam quase tudo”, refere ao Eco o vice-presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Francisco Rico, mas há grandes disparidades. A produção a norte tem estado a ser mais afetada por doenças como o míldio.

Apesar de ser certa uma diminuição da produção em quantidade, isso não quer dizer que a qualidade do vinho seja afetada. Os responsáveis do IVV ouvidos pelo Eco adiantam que os produtores estão confiantes.

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