Quinta Mendes Pereira (Oliveira do Conde) lança novos vinhos

Raquel Mendes Pereira adiantou-nos, sobre a colheita de 2018, que “parte da produção sofreu com o calor intenso de início de agosto e secou”, mas as doenças “pouco afetaram as vinhas”

A produtora/engarrafadora de Oliveira do Conde (Carregal do Sal), acaba de lançar no mercado quatro novos vinhos, com o caráter que carateriza o seu “terroir” e a forma tradicional de vinificação. Uma opção da Quinta Mendes Pereira, a nosso ver muito acertada, é lançar no mercado os Tintos já com alguns anos de estágio (ou em cuba ou em garrafa). Foram assim lançados um Tinto Reserva 2011, vinificado com uvas Touriga Nacional e Alfrocheiro, e outro Tinto Reserva 2013, monocasta de Alfrocheiro. Chamamos a atenção para estes dois grandes vinhos, na plenitude sensorial, com grande elegância e equilíbrio, denotando “fruta vermelha madura, com grande estrutura e frescura, num conjunto redondo e encantador”, como nos revela Raquel Mendes Pereira, que sugere ou “beber agora ou aproveitar todo o potencial de guarda”. Nós bebemos agora e ficámos seduzidos. Mas sem dúvida que têm muitos anos pela frente, para mostrar todo o seu potencial. No que diz respeito a Brancos, a casta Encruzado domina, com a sua frescura, untuosidade e complexidade. Um “blend” com Malvasia Fina e um monocasta Encruzado, ambos de 2015, estão já a ser comercializados, sendo que todos estes vinhos estarão em prova na Feira do Vinho do Dão 2018 (Nelas).

Instada a falar-nos do andamento da colheita de 2018, revela que “não fomos muitos afetados por doenças, posso mesmo dizer que muito pouco, face ao que me tem chegado de outros produtores”. Na Quinta Mendes Pereira, são produzidas, anualmente, 80 a 100 toneladas de uva, das castas tradicionais do Dão (Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen, Encruzado e Malvasia Fina). Já o calor, que se fez sentir com grande intensidade e severidade no início de agosto (dias com temperatura acima dos 40 graus e noites acima dos 30 graus), acabou por provocar “insolação das uvas”, nalgumas cepas mais expostas ao sol. Este foi mesmo o principal fator que explica, para já, a queda na produção que prevê, numa vindima que deverá ocorrer em “meio de setembro”.

A qualidade, essa qualidade que tantos motivos para sorrir tem dado ao Dão, deverá ser “boa”, embora a colheita seja “excecionalmente trabalhosa”, devido aos fatores acima mencionados, num ano atípico, em termos de clima, na região.

E os perfumes e sabores da terra nativa de Oliveira do Conde, estão mais uma vez, indelevelmente, presentes nos vinhos Lusitanos de Raquel Mendes Pereira, com sotaque brasileiro.

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