Quinta do Sobral moderniza-se e lança novos vinhos

Integrada no roteiro que efetuámos pela região demarcada do Dão, ficámos a saber que a Quinta do Sobral (Santar) vai fazer a primeira vindima das novas vinhas de Malvasia Fina, Moscatel Galego (estas uvas vão servir de base a um novo espumante, mais frutado, em “blend”, ou seja, conjuntamente com outras uvas brancas) e castas tintas.

Novidade também deste produtor/engarrafador é o reposicionamento dos preços no mercado. “Há diversos anos que os nossos preços estavam estagnados e não estavam adequados à qualidade que é reconhecidamente elevada”, explicam-nos Cristina Simões e Ângelo Loureiro, que ao elevarem os preços da sua gama de vinhos, estão a posicioná-los noutro patamar. Consentânea com esta decisão é a eliminação do Colheita e substituição por um Colheita Selecionada, num ajustamento de portfólio que passa também por desenhar um novo Reserva Branco, ambos a serem lançados no Natal de 2018. Os investimentos de modernização são uma constante neste pequeno (em quantidade) – grande (em qualidade) produtor. Ângelo Loureiro dá conta da aquisição de “novas cubas de fermentação e outros equipamentos”, com o objetivo de “melhorar a qualidade”, porque na Quinta do Sobral a opção estratégica é “crescer em qualidade, não em quantidade”.

Ao nível da distribuição também se registaram mudanças, sendo agora efetuada “não diretamente por nós”, mas através de “diversos distribuidores”, explica, justificando a decisão: “assim estamos mais concentrados na produção e na elevação contínua da qualidade”.

Também o projeto de enoturismo, que arrancou recentemente, vai merecer uma atenção e acompanhamento personalizado. “Visitas às vinhas, à Adega, degustações e serviço de refeições, para grupos até 30 pessoas, são uma aposta forte”, revela, acrescentando que “já recebemos um primeiro grupo de mais de 20 pessoas e correu tudo muito bem”. Um espaço aprazível, com uma história que remonta a mais de 100 anos, tem nos imponentes lagares de granito (onde ainda se faz a pisa), recuperados por Nélson Simões, um dos seus ex libris. O preço para uma experiência enófila é convidativo, pois começa em cinco euros, para visita e degustação de três vinhos Colheita (branco, tinto e rosado). “Fazemos também programas à medida dos clientes, com outro tipo de vinhos e com refeições, que encomendamos externamente”, explica Ângelo Loureiro. A expectativa, que já aconteceu com este primeiro grupo, é também “vendermos os nossos vinhos aos enoturistas, o que é um magnífico meio de promoção”. “Sempre tivemos uma mais valia – somos uma empresa familiar e dispomos do nosso tempo para estar, de forma personalizada, com os clientes”, enfatiza, sublinhando a “fidelização de clientes, que vêm um pouco de todo o país à nossa quinta, há vários anos”.

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