Visita à Casa de Santar e Fórum marcaram o arranque da 27ª Feira do Vinho do Dão

Foi na passada quinta feira, 30 de agosto, que a Casa de Santar foi palco das primeiras iniciativas de mais uma Feira do Vinho do Dão.

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Um Fórum que abordou o turismo, a gastronomia, o setor vitivinícola, o enoturismo e outros aspetos da economia regional, trouxe à Casa de Santar diversos oradores, como o produtor de queijo serra da estrela, Jorge Coelho, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, Jorge Sobrado e o proprietário da unidade de turismo de charme Casas do Lupo, situada na Lapa do Lobo, Carlos Torres. Foram diversas as ideias deixadas, quer em termos de diagnóstico da região, quer nas suas perspetivas futuras. Destacamos algumas de Jorge Sobrado e Carlos Torres. O Vereador sustentou que “Viseu não quer ser um eucalipto, mas um imenso Carvalho para albergar vários ninhos”, aludindo a Viseu capital de uma região, numa abordagem em que “seria a marca Viseu a associar ao vinho do Dão, pois é a que as pessoas identificam e Viseu tem que liderar esta região vinhateira”. Focando-se no projeto Santar Garden Village, que vai unir nove jardins da Vila, lançou a ideia : “Porque não ligar, num roteiro único, os Jardins de Viseu e Santar ?”.

Carlos Torres, empreendedor da unidade “Casas do Lupo”, lembrou a reabilitação de diversas casas abandonadas na aldeia que levou a cabo e frisou que “falta identidade ao nome CENTRO”. Embora tecendo elogios ao trabalho que o Turismo do Centro tem efetuado, citou os exemplos do Douro e Alentejo, que “têm homogeneidade e não heterogeneidade”. “Os turistas reconhecem as outras regiões por um ou outro fator e o Centro de Portugal tem essa dificuldade”, assume, defendendo uma Rota do Vinho do Dão “muito mais eficaz do que tem acontecido até aqui”, até porque o grande desafio, a nível do turismo, é “atrair turistas e aumentar a sua estadia média”.  

Osvaldo Amado, enólogo da GlobalWines, foi o anfitrião de uma magnífica visita à Casa de Santar, que incluiu a Adega, o arquivo, com vinhos desde 1956, parque de barricas (mais de 400), e os idílicos jardins. 

O evento terminou com um jantar no Paço dos Cunhas, com a presença a Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, e onde foram divulgados os vencedores do Concurso de Vinhos da Feira (de que já demos conta).

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