Marcelo Rebelo de Sousa visita a Feira de São Mateus

O Presidente da República percorreu ontem, 1 de setembro, por mais de três horas a Feira de São Mateus, em Viseu, sem deixar de contribuir para a economia do certame, e encontrou-se com atleta paralímpico que se sagrou campeão europeu em agosto e foi artesão.

Mário Trindade aguardava o cumprimento do Presidente da República, que fez questão de lhe dar palavras de incentivo, depois de no dia 22 de agosto ter ganhado a medalha de ouro nos 100 metros e, três dias depois, a medalha de prata nos 25 metros no Campeonato da Europa de atletismo paralímpico, em Berlim.

“Ainda não tem cabelos brancos, deve ser do desporto, portanto o desporto dá saúde, continue sempre”, incentivou Marcelo Rebelo de Sousa, palavras que o atleta, residente em Viseu, ouviu com “alegria e satisfação”.

Depois de cumprir com este encontro, que tinha assumido, o Presidente deixou-se levar pelos corredores do certame, que vai na 626.ª edição, e distribuiu sorrisos, beijinhos e abraços e um sem fim de ‘selfies’ que foram sendo solicitadas e outras que o chefe de Estado provocou.

O local onde Marcelo Rebelo de Sousa permaneceu mais tempo foi junto das mulheres artesãs que resistem ao tempo e continuam a usar o tear da mesma forma como se usava há dezenas de anos, o que mereceu o elogio do Presidente que fez questão de experimentar até que ponto o conseguia fazer.

Com a ajuda de quem sabe, Marcelo lá foi conseguindo aumentar a manta e, perante uma ou outra adversidade e a “ligeireza” da profissional por o trabalho não estar perfeito, o Presidente recusou-se a abandonar o tear e foi perentório: “Não saiu, isto tem de ficar bem, sou perfecionista”.

“Sabe, é que é mais fácil ir da direita para a esquerda, do que a esquerda para a direita”, brincou o Presidente, assumindo mais tarde que é por ser canhoto.

“Uma coisa é eu ser canhoto, e portanto comecei por escrever com a esquerda, mas verifiquei que no tear tinha mais jeito quando passava da direita para a esquerda do que da esquerda para a direita”, explicou aos jornalistas.

No percurso pelos corredores com o típico comércio da Feira de São Mateus, o Presidente, entre cumprimentos e sorrisos, foi comprando o que precisava e o que não precisava, recusando sempre as muitas tentativas de ofertas que lhe foram feitas.

Sempre com uma moeda no bolso, Marcelo Rebelo de Sousa comprou “fronhas para a filha, o resto não é preciso, porque ela gasta é as fronhas”, adquiriu um dominó, um pretinho da sorte (típico bonequinho vendido no certame que dizem dar sorte se comprarem um, oferecem outro e roubarem um terceiro). O presidente da Câmara de Viseu ofereceu-lhe um segundo e ainda levou um cachecol do Braga e outro de Portugal.

Marcelo fez questão de recordar um sabor que tinha na memória da visita de há dois anos e não passou sem se deliciar com uma mousse de chocolate e a tarde não terminou sem uma paragem nas farturas.

“Vim visitar a feira no sentido tradicional do termo, que é visitar conhecendo tudo, o que não foi possível ao longo dos últimos anos porque esta é a hora melhor para conhecer todas as bancas e aqui e ali poder feirar”, explicou o Presidente que tem vindo à feira à noite, altura em que o certame acumula um maior número de visitantes.

O Presidente reconheceu que, este ano, “a feira melhorou imensíssimo na parte da restauração, houve uma mudança de estruturas na restauração, no ordenamento aqui e ali, no aproveitamento do espaço e há um salto em qualidade” e segundo o informaram, disse, “há um salto em quantidade também, no número de pessoas que a visitam”.

Marcelo Rebelo de Sousa viajou ao final da tarde para Lisboa mas aos jornalistas deixou a promessa de “ver muito bem a possibilidade de voltar, ainda este ano, para jantar” e ir “comer as enguias”, outra tradição secular do certame.

Depois de mais de três horas de visita às centenas de ‘stands’ da feira, Marcelo Rebelo de Sousa ainda subiu ao palco para cumprimentar Rui Veloso, que ensaiava para o espetáculo desta noite, no palco principal do recinto da Feira de São Mateus que abriu portas a 9 de agosto e encerra a 16 de setembro.

Lusa

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