Opinião Política (Nelas). José Lima ; Raquel Costa e Nicolau Roque

Futebol ando,

Terminou o Mundial de Futebol na Rússia 2018;

. Parabéns à França pela conquista do cetro.

. Parabéns também ao país anfitrião que nos proporcionou um torneio de grande espetacularidade e segurança.

De uma forma muito geral o principal factor que levou a França a ser o grande vencedor do mundial assentou essencialmente na aprendizagem e suas correções dos erros cometidos no Europeu.

Em rota contrária, o nosso campeão Europeu não consegui tirar as ilações necessárias dessa mesma competição e por isso saiu prematuramente desta grande competição.

Muitas podem ser as razões para a classificação, que, sinceramente estava à espera de mais, mas também penso, que Fernando Santos não soube dar à equipa aquilo que ela necessitava.

Por cá, o GDR apresentou as contas da época de 2017/2018 aos associados e como se previa o deficit subiu e demasiado para um clube com esta estrutura.

Fui alertando nos meus artigos de opinião, que já era tempo dos diretores no geral começarem a ter projetos assentes em alicerces sólidos para que situações destas e que não são únicas terminem.

Não querem saber, o que interessa realmente é a pomposidade, e o show off. Depois, sim depois, quem paga tudo isto?

Politica ando,

Volta-se a carga com a redução dos horários de trabalho, São as pressões das Centrais Sindicais, dos partidos políticos mais a esquerda, etc. Lembremos de que estamos a um ano de distância das eleições para a Assembleia da Republica/Governo e isso faz toda a diferença.

Sou assumidamente contra aquilo que considero discriminatório nas relações laborais dos trabalhadores Portugueses. Não é nada contra ninguém e muito menos contra qualquer classe de trabalhadores, mas sim pela defesa da igualdade e uniformização das relações laborais entre todos os trabalhadores portugueses, sejam eles do público ou do privado.

Afinal, quantas classes de trabalhadores existem em Portugal?

Aqueles que fazem 40 horas de trabalho por semana no mínimo e tem de suportar a economia portuguesa?

Ou

Aqueles, que fazem 35 horas de trabalho por semana porque andam cansados fisicamente e psicologicamente pelo desgaste da sua profissão e depois vão trabalhar para o público, dar explicações, etc.

Os que até tem uns cuidados de saúde bem diferentes de todos os restantes trabalhadores.

José Lima Oliveira (PS)

Democracia cristã: uma ideologia do futuro

Opinião por Raquel Silveira Costa, militante da Juventude Popular

Celebrou-se, no passado dia 19, o 44º aniversário da fundação do Partido do Centro Democrático e Social (CDS). Formado num pós 25 de abril anarquista e inquieto por nomes tão ilustres como Diogo Freitas do Amaral ou Adelino Amaro da Costa (patrono da Juventude Popular, à qual tenho o orgulho de pertencer), o CDS continua hoje, num país ainda instável, na linha da frente no que toca a defender a sua ideologia primordial: a democracia cristã. Aquela que foi a matriz refundadora da Europa depois da II Guerra Mundial e que ajudou o nosso continente a reerguer-se depois da enorme destruição causada.

Clarifiquemos em que consiste esta ideologia: a democracia cristã é um sistema político, em que o poder pertence ao povo e que se rege pelos princípios da doutrina de Cristo, como o próprio nome indica. Primeiramente surgiu em França em meados do século XIX, tendo ganho contornos mais fortes após a I Guerra Mundial, quando o Vaticano encorajou os católicos a organizarem-se em partidos políticos. Assim, alguém que se afirme democrata cristão defende a democracia, os direitos humanos, o cristianismo, defende a colocação do Estado ao serviço do Homem (e não o Homem ao serviço do Estado), defende a liberdade, o humanismo, a solidariedade, entre muitas outras coisas.

Vivemos numa sociedade, onde pilares como a liberdade, a solidariedade e os direitos humanos, anteriormente referidos, fazem girar a máquina do mundo. Quer queiramos, quer não, as grandes questões que se impõe e que suscitam discordância e debate entre as pessoas tocam a todos. Não podemos ficar indiferentes só porque agora não nos afeta diretamente. Temos de tentar dar a melhor resposta para que as nossas decisões não nos comprometam no futuro nem nos prejudiquem no presente.

Contudo, a nossa civilização está a tocar em assuntos que são intocáveis. Está a levantar problemas que nunca, de modo algum, foram levantados. Estamos a caminhar passo a passo para um caminho sem retorno e aqui entra o pulso firme que temos de ter. Necessitamos de uma ideologia baseada numa doutrina forte, decidida, esclarecida e que não é relativista: a democracia cristã.

Assuntos como a “despenalização da eutanásia” (leia-se dar o poder a alguém de matar sem que seja devidamente penalizado) ou a legalização do aborto, que vão contra a dignidade e inviolabilidade da vida humana referida na Declaração Universal dos Direitos Humanos, devem ser tratados com o máximo de clareza e discernimento. Não são decisões levianas que, sendo tomadas de forma imprudente e insensata, trarão danos enormes para a sociedade. Cada partido político, com as suas próprias ideologias, deve ser fiel a elas, fazendo um balanço saudável entre o ideal e aquilo que é realmente concretizável (porque é assim que se faz política) sem se deixar influenciar por amiguismos e pelo “politicamente correto”.

Pegando nas palavras do presidente da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, em entrevista ao Semanário Sol, “o mundo está a tornar-se um lugar cada vez mais estranho quando é preciso ter coragem para fazer o que está certo”. Vemos hoje, constantemente, o ataque da “esquerda caviar” ao CDS, não por ambas as alas a que pertencem terem diferentes ideais e ideologias, mas porque o CDS é “o único partido verdadeiramente de oposição”, fazendo minhas as palavras da líder Assunção Cristas.

Somos pragmáticos. Temos propostas concretas e medidas realizáveis, somos incansáveis no que toca à defesa tanto dos nossos ideais como das nossas causas, das nossas freguesias, dos nossos municípios, do nosso país, da nossa própria dignidade. Não é por mero acaso que o partido que leva mais moções à Assembleia Municipal de Nelas é o CDS. Damos lugar ao mérito. Fazemos uma política positiva. Estamos em crescimento e em renovação, baseando-nos numa ideologia do futuro, mas que perdura à décadas: a democracia cristã.

Raquel Costa (CDS/PP)

Por um Município Mais Sustentável, Criativo, Tecnológico e Humano

As urbes modernas tendem a deixar cair a sua configuração estanque, fruto de um processo profundo, longo e contínuo de reconfiguração e restruturação, marcado por quatro pilares essenciais: sustentabilidade, criatividade, tecnologia e humanidade. A conjugação plena destes quatro alicerces revela um tipo ideal de espaço que se caracteriza pela inclusão e transversalidade que aponta rumo à promoção de um perfil orgânico das vivências. É certo que enquanto ideal, são transformações que só o tempo e os necessários ajustes evolutivos podem asseverar como operantes. Porém, os resultados conhecidos tendem a apontar para melhorias e expectativas positivas.

No mesmo sentido, e compreendendo a elasticidade e, necessariamente, a flexibilidade da proposta teórica, é exigido aos demais espaços, urbanos e rurais, que se configurem como respostas às necessidades dos seus beneficiários e não o oposto, em que formam meros repositórios de serviços, e, particularmente, de pessoas, reduzindo a figura de cidadãos a um papel secundário de utilizadores. A noção das novas urbes e, sobretudo, a sua aplicação e prática é diametralmente oposta à mudança per si de identidades e ao desenraizamento sociológico. Bem pelo contrário, a excelência só pode existir quando baseada no respeito pela identidade individual, coletiva e cultural.

Posto isto, é fundamental que todos os envolvidos, com maior ou menor responsabilidade, assumam compromissos de futuro. O que remete, em última instância, para que todos os indivíduos sejam agentes de mudança e de boas práticas. Porém, dentro deste leque mais abrangente, temos de considerar os atores políticos como elementos chave no processo de consciencialização, por um lado, e de mudança, por outro – quer na sua forma de gestores de ativos, portanto promotores diretos, quer como fomento de compromissos com outros órgãos públicos e/ou privados.

Contudo, atualmente, o Município de Nelas encontra-se enredado numa névoa que limita, em muito, uma atuação capaz e concertada neste processo de mudança que, por fim, nos afasta de um futuro estruturado. Baseando o seu discurso numa difusão de sentidos e significância, o Presidente do Executivo Municipal mantem o seu caminho ziguezagueante que em tudo se apresenta mascarado por uma hodiernidade bafienta, pouco expressivo do que é fundamental. Vivemos o sentimentalismo do abandono.

Dentro de um território extremamente rico, onde existem estruturas empenhadas, com resultados visíveis, o Município apresenta-se como o mais remoto dos dinamizadores do concelho. Considerando isto, existem quatro eixos básicos, mas não exclusivos, para o cumprimento de uma estratégia de médio e longo prazo que permita ao nosso Município ambicionar um encontro com a contemporaneidade:

– Integração geográfica e redução de assimetrias;

– Promoção infocultural;

– Promoção turística;

– Gestão eficiente de recursos.

Não será necessário expor aqui como cada um destes pontos se encontra atirado ao esquecimento e como isso tem contribuído para um empobrecimento continuado das nossas comunidades e freguesias. Contudo o Executivo, seguindo uma política descomprometida, de quando em quando, de forma desgarrada mas agigantada, realiza uma operação de charme que se conclui em si, sem qualquer impacto estrutural.

É, por isto, fundamental que o Presidente do Executivo Municipal assuma de forma inequívoca o que se encontra a fazer para a consecução destes objetivos, tendo por obrigação, face ao cargo que ocupa, ser conclusivo e transparente na explicação das seguintes questões: qual o plano (estratégias e grandes linhas operacionais) para cada um dos eixos supracitados e os demais que possam contribuir para uma renovação com vista ao futuro?; em que estado se encontra a aplicação desse plano e qual o contributo do Município para o seu desenvolvimento? Não é por falta de capital humano. Não é por falta de capacidade organizativa. Não é por falta de interesse privado e associativo. Não é por falta de estruturas. Mas, cremos, que tudo se resume a uma profunda incapacidade operante do Executivo Municipal a quem, em toda a linha, cabe ser o exemplo.

Por um Município de Nelas mais sustentável, criativo, tecnológico e humano.

Nicolau Roque (Membro da Candidatura Social Democrata – Lapa do Lobo)

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